sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Terror Por Todos Os Lados

Texto: Jeremias 20:3-10

Introdução: Esta é a história de um profeta Messiânico, que não se escondeu atrás da verdade, mas disse, mesmo que custasse o cepo ou a própria vida, Deus sempre honra quem é fiel, pois os seus inimigos serão como escabelos dos pés, seus inimigos sofrerão o fruto de seus atos cometidos.

1 – Vida de Jeremias

• Era filho do sacerdote Helcias, da casa de Eli
• Jeremias nasceu no povoado de Anatot, pertinho de Jerusalém
• Seu nome tem variações de significado: Abre – Sublime – Exalta
• Jeremias atuou cerca de 50 anos, de 627 a 580 a.C.
• Não é de uma família sacerdotal e falava dos erros dos sacerdotes
• Jeremias proclamou um julgamento contra Israel por causa de sua infidelidade
• Sua verdades incomodou o sacerdote Pasur

2 – Historia de Pasur

• Seu pai era o principal da décima sexta turma de sacerdotes (1 Cr 24: 14)
• Pasur significa “prosperidade em todo lugar”
• Era o chefe presidente da casa do Senhor
• Ele e seu filho Gedalias passaram a perseguir o profeta
• O espancaram e colocaram no Cepo (pedaço de madeira à porta do templo)
• Após ser castigado foi levado para o cepo, onde ficou a noite toda
• Pasur só fez isso porque o profeta falou a verdade (Jr 19)

3 – Local

• Cepo (tronco de uma arvore)
• Em frente a igreja em uma das portas principais
• Local principal de adoração. Ficou lá a noite toda
• Ferido, porém tinha uma mensagem profética contrária a incredulidade

4 – De Pasur Para Megor-Missabibe

• Pasur significa “prosperidade em todo lugar”
• Deveria ser um super sacerdote de família sacerdotal
• Depois da tragédia seu nome passou a ser Migor-Missabibe
• Que è “terror de todos os lados”
• Viver um vida de tragédia
• Porém Jeremias continua a profecia (Jr 20: 4–6)
• A tristeza de Jeremias fez amaldiçoar a descendência e o dia em que nasceu (14-15)
• Onde passava Pasur – Lá ia o terror

5 – A Tipologia do Terror

• Hoje o nosso Megor–Missabibe é o Diabo (terror de todos os lados)
• Ele entra na sua casa, lá esta o terror
• Ele entra no trabalho, lá esta o terror
• Ele na vida financeira, lá esta o terror
• Mas ele vai acabar
• Tem outros que são lideranças prontas para aplicar terror nas igrejas

6 – Onde Estão os Megor-Missabibe

• Estão nas grandes reuniões da cúpula religiosa
• Visam seus interesses e matam os pequenos
• Vendem a igreja
• Vendem votos dos cristãos a troco de emprego familiar
• Se acham donos da igreja de Deus e nunca param um momento para ouvir o que Deus tem para falar
• Estão em nossos púlpitos, acusando outros e são os verdadeiros santarrões embalados nos seus preciosos ternos
• Vendem a pregação por valores altíssimos (algo que é dom de Deus)
• Aonde eles chegam espalham terrores
• Os Pasur da igreja moderna estão se transformando em Migor-Missabibe
• Esses homens têm mensagem enlatadas e pregam um Evangelho GENÉRICO
• Acontece tudo só na hora e nunca mais voltam
• São verdadeiros palhaços de púlpitos, sem unção. Depois de 3 dias estão os grandes problemas para os Jeremias resolverem

Conclusão

Que você siga o exemplo de Jeremias, e sempre ore para que o ministério que Deus lhe confiou seja de unificação do reino e não de divisão. Nunca se transforme em Megor-Missabibe, pois eles visam somente os interesses materiais. Naquele dia ficarão de fora pois o justo juiz irá julga-los, tenha certeza disso. Nosso Deus é Fiél!

domingo, 8 de novembro de 2009

LADRÕES DE ALEGRIA

(Filipenses 4:4)

(Filipenses 4:4) - Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, alegrai-vos.
Em outras traduções lemos “regozijai-vos”, o que significa exatamente o mesmo que “alegrai-vos”.

Subsídio:
O apóstolo Paulo tinha muito carinho pela igreja de Filipos. Foi a primeira igreja cristã estabelecida na Europa; uma cidade não muito grande, porém de estratégica importância para o Império Romano.
Esta é a carta mais pessoal do apóstolo Paulo a uma igreja, por quem revela grande amor e gratidão pelas diversas vezes em que os filipenses ajudaram o seu ministério, oferecendo-lhe conforto, cuidados e recursos.

A carta aos filipenses é uma das “Cartas da Prisão”, escrita quando o apóstolo estava preso em Roma.

A simples leitura deste versículo provoca, inevitavelmente, algumas perguntas relacionadas à alegria.

É possível alguém ser feliz neste mundo com tantas tragédias, fome, guerras, violência, assaltos, arrombamentos, estupros, seqüestro, delinqüência, mais de 20 milhões de crianças abandonadas, cerca de 4 milhões de abortos por ano, doenças como a AIDS, acidentes e mortes?

Você acredita que a alegria mencionada pelo apóstolo Paulo é, de fato possível, neste mundo e nos dias de hoje?

Veja como este versículo é construído pelo apóstolo:

1) “ALEGRAI-VOS” – É uma ordem, um imperativo de Deus.
3) “SEMPRE” – Todo tempo, a qualquer hora e em qualquer circunstância.
4) “NO SENHOR” – Independe do espaço físico e da situação.

Quando o cristão não está alegre é porque algo ou alguém lhe roubou a alegria plena dada pelo Pai.

A salvação em Cristo é o motivo maior da nossa alegria.

(Lucas 10:20) - Mas, não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus.

Mas quem são os ladrões que o inimigo usa para roubar a nossa alegria?

1) O PRIMEIRO LADRÃO: CIRCUNSTÂNCIAS.

• Um acidente - Uma enfermidade - Um divórcio - Reprovação no vestibular - Uma falência - Desemprego

Quantas são as circunstâncias da vida que nos roubam a alegria?

A vida e o ministério do apóstolo Paulo são marcados por adversidades, ele tinha inúmeros motivos para ser infeliz, mas alegrava-se até quando estava acorrentado em prisões.

(Atos 16:25) - E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam.

• Quantos outros exemplos de circunstâncias negativas podem ser observadas na Bíblia: Jó, David, Abraão, Daniel.

Mas a ordem de Deus permanece sempre: Alegrai-vos, sejam felizes
.
• Deus nos torna capazes de vencer rapidamente as circunstâncias tristes.

(Salmos 30:5) - Porque a sua ira dura só um momento; no seu favor está a vida. O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.

2) O SEGUNDO LADRÃO: AS PESSOAS

As pessoas que nos rodeiam (sejam amigos ou não) podem nos roubar a alegria através de:

• Traições – Maledicências – Críticas - Agressões físicas ou psicológicas – Desrespeito – Inveja - Desprezo

Infelizmente, a maioria das pessoas agem como ladrão de alegria.

A moça corta o cabelo, a pessoa diz: " - Vixe! Ficou parecendo homem!"

Uma irmã chega perto de um grupinho e diz: "Estou fazendo regime. Já emagreci uns dois quilos!"
Aí alguém diz: "Não parece, parece até que você está mais gorda ainda."

Não é isso que Deus quer que façamos.
Vamos enfatizar as características positivas das pessoas.
Vamos encorajar aqueles que estão perto de nós.

Sejamos como Jesus, não como Satanás.

Se alguém nos mostrar algo, e não pudermos elogiar, fiquemos calados.

Não roube a alegria dos outros.

Deus nos chama para sermos semeadores de alegria.

Deus sabe disso tudo, sabe dos conflitos que enfrentamos por causa das ações das pessoas.
Para este “ladrão de alegria” o remédio mais eficaz é o perdão.

Jesus, na cruz, proferiu SETE frases, e a primeira delas foi uma palavra de perdão:

(Lucas 23:34) “... Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.”

3) O TERCEIRO LADRÃO: AS COISAS

É comum ouvir pessoas expressarem: - Estou tão triste! Hoje me aconteceu uma COISA.

A alegria deste mudo está muito dependente de COISAS e não de conceitos.
Isso é reflexo direto do consumismo desenfreado, a constante busca por coisas que não fazem muito sentido, por aquilo que perece.
Isso se tornou o centro da vida do homem moderno. Tremendo engano satânico.

Quando Paulo diz “alegrai-vos NO SENHOR” ele quebra este paradigma e indica que o caminho da verdadeira alegria é o contato pleno com Deus.

A sociedade materialista sujeita às mudanças bruscas da economia, não pode garantir alegria a partir da conquista das coisas. O caminho da verdadeira alegria:

As COISAS que Deus nos dá, nos traz a verdadeira alegria, buscar a Deus em primeiro lugar nos garante que COISAS BOAS nos serão acrescentadas.

(Mateus 6:33) - Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

4) O QUARTO LADRÃO: A ANSIEDADE

Esse é o mal do século.

Os divãs dos analistas estão lotados.
Os psicanalistas estão com a agenda cheia.
Existem muitas pessoas roendo as unhas, com os nervos à flor da pele.
Gente estressada, com a alegria consumida pela expectativa da derrota.

Há ainda os que têm a sua alegria consumida pelo passado, pela tempestade que passou, mas parece ter deixado feridas que não cicatrizam nunca e que geram uma ansiedade que parece não ter solução.

Tem pessoas que ficam ansiosas por nada.

Ilustração:

"A preocupação é como a cadeira de balanço: mantém você ocupado, porém, não o leva a lugar algum".

Conta-se que um doente de um hospital psiquiátrico permanecia com o ouvido encostado na parede.
Um dia, a enfermeira perguntou-lhe: - que você está fazendo aí?

Silêncio! Cochichou o doente, acenando para que a enfermeira também encostasse o ouvido na parede.
A enfermeira concordou e permaneceu ali durante uns minutos, prestando atenção:

Não estou ouvindo nada, ela disse.

Eu também não, replicou o doente com a testa franzida. É assim o dia inteiro!

As pessoas que se preocupam em demasia com cada detalhe de sua vida são como este paciente.
Umas se preocupam com o que poderia ter sido dito, outras com o que foi dito. Algumas se preocupam com o que poderia acontecer. Outras com o que não aconteceu, mas deveria ter acontecido.

Há ainda as que se preocupam o tempo todo com o futuro, e nem vivem o PRESENTE que Deus o deu.

Com quem será que vou me casar? Até que idade eu vou viver?

Deus não nos criou para termos uma vida que é um fardo, Ele quer que tenhamos vida abundante, tanto na mente, como no corpo e no espírito.

Assim como uma flor, fomos criados para florescer, e não para murchar na videira.

(Mateus 6:25) - Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes?

Por quê o consumismo materialista impõe em nós tanto desgaste e tanta ansiedade, a ponto de permitirmos que a nossa alegria seja roubada?

Isso não significa que não devemos ter a preocupação natural com o dia de amanhã, precisamos ter responsabilidade, trabalhar, economizar, organizar nossas vidas.

Mas devemos confiar em Deus na hora da tribulação.

O nosso egoísmo é que produz a infelicidade em nós.

CONCLUSÃO:

A Bíblia nos garante que NENHUM desses “LADRÕES” tem de fato, a capacidade de nos roubar a nossa alegria.

Se somos infelizes por essas causas sem muita importância, estamos nos esquecendo do fato maior, a presença de Deus em nossa vida.

Ao permitir que tais forças nos subtraiam a felicidade, pecamos contra uma ordem de Deus que diz:
“ALEGRAI-VOS!”.

Situações de desconforto são normais na vida de qualquer pessoa, em qualquer tempo e em qualquer cultura.
A alegria do cristão, fruto de seu íntimo relacionamento com Deus deve estar presente mesmo em momentos de que derramamos lágrimas.

Parece um paradoxo, mas o cristão, mesmo em circunstâncias infelizes, deve nutrir a felicidade íntima de ser filho e herdeiro de Deus.

Ele está no comando, e tudo o quê Deus faz é bom.

Veja alguns versículos que são mais respaldo ao que foi dito:

(Lucas 10:20) - Mas, não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus.

A nossa alegria deve ser permanente, nosso nome está escrito nos céus, no Livro da Vida.

(Romanos 12:12) - Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração;

Se você tem esperança, alegre-se, se está passando por tribulação, seja paciente, como se comportar? Ore com perseverança.

(João 10:10) - O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.

Não permita que as circunstâncias, as pessoas, as coisas ou a ansiedade roubem a alegria que Cristo te proporciona.

(Provérbios 15:15) - Todos os dias do oprimido são maus, mas o coração alegre é um banquete contínuo.

http://cristonaweb.com.br/textos.html

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Salmo 90.1-17

Sermão textual. Este Salmo contém apenas dezessete versículos, e pode ser pregado num sermão textual, expositivo. O autor é Moisés, que pode ter escrito também o Salmo 91. O Salmo 90 abre o quarto livro que vão dos Salmos 90 ao 106 e corresponde ao livro de Números. Os salmos neste quarto livro falam sempre de “números”, de dias, meses, anos, etc. Veja o resumo dos Salmos no título: A Estrutura dos Cinco Livros...

1. Moisés fala da eternidade de Deus. “Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus” (v.2). Moisés comenta tão pouco sobre a eternidade! O que é grande demais nem pode ser comentado!

2. Depois ele fala da brevidade do homem: (v.3-12). Requer de Moisés mais reflexão! Pedro também se engaja com Moisés e fala dessa brevidade do homem:

Esta brevidade da vida foi comentada pelos homens de Deus do passado:

“Há, todavia, uma coisa, amados, que não deveis esquecer: que, para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia” (2 Pe 3.8).

“Pois toda carne é como a erva, e toda a sua glória, como a flor da erva; seca-se a erva, e cai a sua flor; a palavra do Senhor, porém, permanece eternamente. Ora, esta é a palavra que vos foi evangelizada” (1 Pe 1.24-25). É uma citação de Isaías 40.

“Uma voz diz: Clama; e alguém pergunta: Que hei de clamar? Toda a carne é erva, e toda a sua glória, como a flor da erva; seca-se a erva, e caem as flores, soprando nelas o hálito do SENHOR. Na verdade, o povo é erva; seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente.” (Is 40.6-8).

“Quanto ao homem, os seus dias são como a relva; como a flor do campo, assim ele floresce; pois, soprando nela o vento, desaparece; e não conhecerá, daí em diante, o seu lugar. Mas a misericórdia do SENHOR é de eternidade a eternidade, sobre os que o temem, e a sua justiça, sobre os filhos dos filhos, para com os que guardam a sua aliança e para com os que se lembram dos seus preceitos e os cumprem” (Sl 103.15-18).

3. Moisés compara a eternidade de Deus com a brevidade do homem na terra! As comparações de Moisés: (a) Nossa vida é como alguma coisa levada pela torrente; como um rio leva a folha para o mar! (b) Como um sono; (c) A planta que nasce, viceja e morre!

4. Moisés calcula o tempo que o povo viverá no deserto. Deus avisou que toda aquela geração que tinha de vinte anos para cima ao sair do Egito morreria no deserto. Por isso o cálculo dos setenta e oitenta anos! (Quem tinha 40 anos, chegará no máximo a oitenta!). é disto que Moisés está tratando.

5. O cerne da oração de Moisés vai dos versículos 12 ao 17.

Versículo chave: v. 12: Salmo 90.12: Ensina-nos a contar. Não é que ele fosse analfabeto. Ele queria sabedoria para desfrutar cada dia de sua vida. Cont a os nossos dias como se hoje fosse o último dia de nossa vida.

Os escritores bíblicos já fizeram esta reflexão por nós. Portanto, resta-nos refletir sobre o que eles refletiram. Nada há de novo, a não ser entender o que eles disseram.

1. Reconhecer que somos mortais, que nosso futuro é incerto e que devemos colocar nossas vidas nas mãos de Deus! C/ v. 11. “Ninguém tirou a medida da ira de Deus, mas cada pessoa deve conhecer a medida dos seus dias, senão, agirá como tolo arrogante, sem pensar na sua mortalidade, nem da necessidade de prestar contas a Deus.” (NVI). Ver

Salmo 49 todo! É o que pensam os ímpios! Salmo 73.4-12

Davi orou: “Dá-me a conhecer, SENHOR, o meu fim e qual a soma dos meus dias, para que eu reconheça a minha fragilidade” (Sl 39.4).

2. Não é para que saiba quanto tempo vou viver, mas para conhecer minha fraqueza!

“Para que alcancemos corações sábios”. Como se consegue coração sábio? O próprio Deus recomenda em Deuteronômio 32:29 “Tomara fossem eles sábios! Então, entenderiam isto e atentariam para o seu fim”. Entender o quê? Entender que o sucesso da vida está em obedecer a Deus e seguir seus mandamentos, de que trata o capítulo 32.

A sabedoria consiste em adquirir conhecimento e saber usá-lo bem. Com base no AT, o conhecimento deve ser da lei de Deus. Toda sabedoria que despreza a lei de Deus é vã e nula.

3. Precisamos entender que viver muito ou pouco, isto é, ter ou não longevidade está nas mãos de Deus.

4. Nesta reflexão, os sábios refletiram por nós. Compete a cada um de nós viver no temor do Senhor: Jó 28:28 “E disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e o apartar-se do mal é o entendimento”.

“E, se clamares por inteligência, e por entendimento alçares a voz, se buscares a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurares, então, entenderás o temor do SENHOR e acharás o conhecimento de Deus. Porque o SENHOR dá a sabedoria, e da sua boca vem a inteligência e o entendimento. Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos; é escudo para os que caminham na sinceridade, 8 guarda as veredas do juízo e conserva o caminho dos seus santos. Então, entenderás justiça, juízo e eqüidade, todas as boas veredas. Porquanto a sabedoria entrará no teu coração, e o conhecimento será agradável à tua alma (Pv 2.3-10).

O apelo de Moisés:

v. 13: Tem compaixão de nós! Até quando? Essa pergunta revela a intimidade da pessoa com Deus!

v. 14: De manhã, Senhor, bem cedo, alimenta-nos com tua benignidade, já que a vida é tão curta! Se a tua benignidade nos acompanhar – e for para nós como alimento – apesar do tempo curto de vida, cantaremos e jubilaremos todos os nossos dias!

v. 15: Que a tua bênção seja proporcional ao tempo de aflição. Se somos afligidos 40 anos, que sejam 40 anos de felicidade!

v. 16: Que durante este tempo o Senhor mostre aos seus filhos a sua obra e as suas maravilhas!

v. 17: Que tua graça venha sobre nós e confirme tudo o que fizermos nesse pouco tempo que nos resta!

Conclusão: A melhor maneira de se adquirir sabedoria, é escrever seu próprio epitáfio para colocar sobre seu túmulo. Epitáfio vem de epi – sobre ou por cima de; e de tafo – túmulo. “Aqui jaz....”. “Viveu para Deus e nunca se arrependeu”. “Deixou um rastro de glória e de virtude”. “Sua família tem mais coisas positivas a respeito dele do que negativas”. Etc.

AINDA ASSIM VOU ORAR

Texto: DANIEL 6:1-28

INTRODUÇÃO

Certamente todos nós aqui sabemos do valor da oração. É por isso que oramos. No entanto não é um exercício espiritual fácil de ser praticado. Temos os inimigos da oração: o cansaço físico, o sono, a preguiça mental, a dificuldade de concentração, os sons do mundo, as tarefas cotidianas, a falta de fé no que Deus pode fazer, etc. Não é fácil reservar tempo para oração, mas é preciso fazê-lo.

O texto de Daniel 6 nos apresenta um homem acostumado à oração (v. 10). Por causa de sua comunhão com Deus e sua vida era íntegra (v. 4), e próspera (v. 2 e 3). A fim de derrotá-lo os seus inimigos resolveram atingi-lo no centro de sua força: na sua vida de oração. É preciso ver aqui a artimanha de Satanás, inimigo da oração. Ele sabe que a oração é a fonte de vigor espiritual dos filhos de Deus. Se o inimigo destruir a vida de oração de uma pessoa então ele não precisa fazer mais nada.

Se cada um de nós averiguar o tempo em que mais fracos estivemos espiritualmente; o tempo em que cedemos mais espaço ao pecado, concordaremos que foi em tempo de pouca ou nenhuma oração.

“Satanás balança o berço quando dormimos em nossas orações” – Joseph Hill.
Daniel entendeu, no entanto que mesmo que haja um imperativo para não orar; mesmo que orar signifique um sacrifício, Ele ainda assim iria orar. Nenhum homem é maior que a sua vida de oração e Daniel sabia disso.

Nós devemos orar mesmo que todas as forças, naturais e sobrenaturais, tentem nos desestimular. Ainda que com lutas devemos orar. Eis alguns motivos sugeridos pelo texto:



I – A ORAÇÃO NOS FAZ PESSOAS MELHORES

Em Daniel havia um “espírito excelente” (v. 3).
O nosso espírito se refina em contato com o espírito de Deus. Eles se comunicam:
“O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8:16).

O Espírito Santo auxilia o nosso espírito em oração (Rm 8:26).
Essa comunhão deliciosa de nossa alma com a luz molda o nosso caráter. Daniel era de uma vida lindíssima (v. 4).
“Oração e vida santa são uma coisa só... A ausência de uma significa a ausência de outra” E. M. Bounds.
“Oração fará o homem parar de pecar, ou o pecado o seduzirá a parar de orar” – John Bunyan.
“Abandone o quarto secreto, e sua vida entrará em declínio” – Isaac Watts.
“Quem ora bem vive bem”. – M. Lutero.
Que o nosso caráter, seja moldado pela constância em oração e não por fatores externos.

II – A ORAÇÃO NOS FAZ CONFIAR MAIS NO SENHOR

O verso 10 nos mostra que Daniel teme mais a Deus do que aos homens: ainda assim vou orar, dizia ele. Ele confia no Senhor. Os reinos passam, pensava Ele, mas o Senhor é eterno. Quem ora mais confia mais no Senhor, assim como vamos confiando mais em uma pessoa após um tempo gasto com ela. Não confiamos em estranhos, mas em amigos. À medida em que oramos criamos uma amizade com Deus e aprendemos a confiar Nele. Paulo dizia: “Porque eu sei em quem tenho crido” (2 Tm 1:12). À medida em que oramos mais a nossa fé aumenta também. Em um tempo em que tem se tornado comum os crentes procurarem auxílio terapêutico em profissionais, devemos redescobrir o segredo de depositar aos pés de Cristo o nosso fardo. Jesus nos convida a ir a Ele primeiramente, não aos homens (Mt 11:28-30).
“O tempo gasto de joelhos em oração fará mais para remediar as dores do coração e a tensão nervosa de que qualquer outra coisa” – George D. Stewart.
Devemos neste momento refletir também sobre a benção que é orar por outra pessoa. A intercessão ajuda-nos a confiar, conjuntamente, no Senhor.
Quem orar com mais intensidade e constância terá mais vitória sobre as preocupações comuns (Fl 4:6, 7).

III – A ORAÇÃO ATRAI O PODER DE DEUS

Daniel, por causa de sua vida de oração, está agora na cova dos Leões. Ele está em perigo de morte e não pode fazer nada. Todo o seu esforço agora é em vão (v. 16, 17).
Em algum tempo Deus parece não ouvir a nossa oração. Ou então achamos que Ele está demorando demais para agir. Em nossa limitação não entendemos o modo de Deus agir. No entanto a história tem demonstrado que quando Deus, na sua soberania, quer agir, nada lhe é impossível. Ele enviou os seus anjos a fechar a boca dos leões. O que para o Rei era um a possibilidade (v. 20) para Daniel era uma realidade.
Vejo tanto simbolismo entre estes “leões” citados por Daniel e o nosso adversário que ruge como leão procurando alguém para tragar (1 Pe 5:8). Deus ainda fecha a boca dos leões. Jesus é o mais valente (Lc 11:22). Os anjos ainda estão em ação (Hb 1:4). O nosso pecado é que impede que Deus opere mais milagres em nossa vida (Is 59:2). A oração é uma porta aberta para a ação de Deus. “Deus governa o mundo por meio das orações dos santos” – Andrew Murray.

CONCLUSÃO

Ainda que com dificuldades, com lutas, com fraqueza, aprendamos a orar. Que a oração seja para nós um hábito diário. Que experimentemos o poder de Deus através deste canal que é a oração. Que nos identifiquemos com o Senhor Jesus, que preferia a oração às multidões (Mt 14:22, 23), que dava o melhor do seu tempo para estar com Deus. Desliguemos o rádio, a TV, o computador, o celular, entremos no lugar secreto e mantenhamos uma comunhão com Deus. Há recompensas (Mt 5:6).

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Como viver sua Ultima Semana de vida

Lucas 19.41-48 e Mateus 21:12-17

Introdução
Vou começar, anunciando o tema do sermão: “Como Viver Bem a Sua Última Semana de Vida”.
Hehehe!!! Não sou vendedor de seguro, não sou agente funerário… Mas estou interessado na sua última semana de vida.

Talvez o meu tema assustou você… é bastante comum as pessoas se sentirem desconfortáveis diante do assunto da morte.

E talvez tenha sido por isso, que um amigo perguntou pro outro: “Escuta: o que você gostaria que dissessem no dia do seu enterro?” …porque, é hábito ouvir algo como: “Ele foi um grande médico e um ótimo pai” ou: “Foi um homem maravilhoso!” “Mas o camarada, mais do que depressa, respondeu: “Ah! Eu gostaria é que alguém olhasse para mim e dissesse logo: “Olha! Olha! ele está se mexendo!”

Mas, se você soubesse que teria apenas um dia de vida, o que faria? …e se você soubesse que teria, apenas, mais uma semana de vida? Como você viveria essa sua última semana?
Nesses dois textos, há o relato de como foi a última semana de Jesus enquanto esteve entre os homens na terra.

Aquela foi uma semana que começou e terminou em Jerusalém… Jesus chegou à cidade, foi saudado pela multidão, e ao entrar na cidade, Ele teve três atitudes… e, através destas atitudes, podemos ver como Jesus viveu a sua última semana e, então, nos prepararmos, para quando for a nossa vez, podermos viver bem a nossa última semana de vida.

…a primeira atitude que deve marcar a última semana de vida, é:
UMA ATITUDE DE LAMENTO
Sim, lamento!
Aqui na Bíblia, em Lc 19.41, lemos isto: “Quando Jesus chegou perto de Jerusalém e viu a cidade, chorou com pena dela 42 e disse: -Ah! Jerusalém! Se hoje mesmo você soubesse o que é preciso para conseguir a paz! Mas agora você não pode ver isso. 43 Pois chegarão os dias em que os inimigos vão cercá-la com rampas de ataque, e vão rodeá-la, e apertá-la de todos os lados. 44 Eles destruirão completamente você e todos os seus moradores. Não ficará uma pedra em cima da outra, porque você não reconheceu o tempo em que Deus veio para salvá-la”.

Somente duas vezes a Bíblia conta de Jesus chorando: Jesus chorou por Lázaro e aqui, lemos que chorou por Jerusalém.

E não é apenas o choro que é mencionado, mas o motivo do choro… Nós lemos no v.42, que Jesus lamentava o fato de Jerusalém, isto é, do povo daquela cidade, bem como o povo de Israel, não O ter recebido como Yeshua Hamaschia, o Filho de Deus.

Então, Jesus começou a sua última semana lamentando… Ele não lamentava o que deixou de fazer, pois, Jesus fez tudo o que lhe foi designado fazer (suas últimas palavras, inclusive, foram “Está consumado!”) … mas, Jesus lamentou o que fizeram ao Filho de Deus.

Olhando para a nossa cidade, olhando para o nosso País, qual será a nossa atitude na última semana de nossa vida?
Será que lamentaremos o fato do nosso país ser denominado “o país do carnaval? …será que lamentaremos o fato de nossa cidade ser idólatra e tradicionalista? …será que lamentaremos o fato do nosso povo, da nossa gente, virar as costas para Jesus?

Vamos pensar também na nossa própria vida:
Será que lamentaremos pelas coisas que deixamos de fazer… lamentaremos as atitudes que não tomamos, e as que tomamos errado… lamentaremos as coisas que fizemos errado, desprezando a Jesus, o Filho de Deus?

Quantas coisas gostaríamos de corrigir em nossa última semana de vida?
Há relacionamentos rompidos, que você gostaria de consertar? …há comportamentos inadequados, julgamentos precipitados, palavras de maldição, desejos ilícitos, oportunidades perdidas, que você gostaria de reparar?

Talvez, muitos pais irão lamentar e chorar pelo que fizeram a seus filhos e, os filhos, pelo que fizeram a seus pais.
Uma criança perguntou a seu pai, quanto ele ganha por hora. O pai respondeu: “R$ 10,00″. Então, o menino ajuntou esse dinheiro e, teve um dia, que ele veio e entregou ao pai e disse: “Papai, tome aqui esses R$ 10,00 que ajuntei; estou comprando uma hora do seu tempo, pra você passar comigo!”

Amado, a atitude de lamentar erros e querer corrigir coisas é positiva… e essa atitude precisa marcar a sua última semana de vida…
Você viverá bem o seu momento final, se pelo menos, começar com uma atitude de lamento por toda a pecaminosidade que o cerca.

…a segunda atitude que deve marcar a sua última semana de vida, é:
UMA ATITUDE DE SANTIFICAÇÃO
Na Bíblia, lemos em Mt 21.12-13, que em Jerusalém, o primeiro lugar aonde Jesus foi, em sua última semana, é no Templo.
Naqueles dias, quando os sacrifícios de animais vigoravam, deveria haver uma facilitação para as pessoas adquirirem os animais, mas, o que Jesus encontrou foi uma invasão de espaço não destinado às vendas; no câmbio das moedas estrangeiras havia roubo; os preços dos animais estavam muito acima do que deveria estar…

O culto estava se tornando apenas uma desculpa para o comércio fraudulento. E em nome da fé, o que era errado podia ser feito pelos vendedores e era aprovado pelos sacerdotes, que recebiam uma porcentagem (uma propina) por fora.

Então lemos no v.12, que naquela Sua última semana, ao ver tudo isso, Jesus usou de Sua autoridade e, expulsou os vendedores e derrubou as mesas e as cadeiras dos cambistas.
Aquela atitude de Jesus estava baseada num princípio divino, que lemos no v.13 (uma citação do profeta Isaías 56.7): “Minha casa será chamada casa de oração”.

Você pode ver algum paralelo com os dias de hoje?
Hoje, quando uma pessoa é crente em Jesus, o corpo dela é feito “templo” de Deus… um templo que precisa ser mantido limpo…

Mas além da limpeza, Jesus aproveitou o momento para ensinar (em Lc.19.47: “Jesus ensinava no pátio do Templo todos os dias”).
E naquela hora em que expulsou os vendedores do templo, eu penso que a lição era sobre “o que é santificação”.

Santificação é esse processo de limpeza… um processo que consiste em expulsar os vendedores e os cambistas de nossas vidas… expulsar todo o erro!

Quando Jesus vê nossa vida, quando Ele olha para dentro de nós, quantas coisas há, que precisamos limpar em nosso corpo… que precisamos limpar em nossas vidas, em nossos pensamentos, ações, família e negócios?

Agora, não adianta dizer: “Se Deus quiser eu vou ser mais santo!”, porque, isto é tudo o que Deus realmente quer. Por isso você deve dizer: “Porque Deus quer, eu serei mais santo hoje, do que fui ontem!”

Se você quer terminar bem a sua vida aqui na terra e partir desta para melhor, então você precisa ter vida santa… precisa ter atitudes de santificação, limpando o templo, expulsando todo o erro, todo o pecado, todo o mau em nome de Jesus.

…a outra atitude que deve marcar nossa última semana de vida, é:
A ATITUDE DE MISERICÓRDIA
Confira isto que se lê em Mt 21.14: “Cegos e coxos iam encontrar Jesus no pátio do Templo, e ele os curava”.
Após a purificação do templo, Jesus manifestou misericórdia para com os enfermos, ministrando cura sobre eles – v.14.

Além disso, lemos no v.15, que Jesus teve misericórdia para com as crianças que O adoravam e que estavam sendo ameaçadas pelos sacerdotes e escribas.

Percebemos, então, que Jesus começou Sua última semana de vida, atendendo necessidades dos outros.
Jesus colocou o Seu coração na miséria e no sofrimento das pessoas. Isto é misericórdia!

E, sabe, Jesus não teve misericórdia só nos Seus últimos dias; a atitude de misericórdia foi constante em Sua vida e durante todo o Seu ministério.

Você sabe quando está sendo misericordioso?
Você está sendo misericordioso quando é menos legalista, menos vingativo, menos rancoroso, menos violento, menos materialista, menos egoísta e menos individualista… você está sendo misericordioso quando pensa mais nos outros do que em você mesmo!
Um notável exemplo do que é ser misericordioso, é aquele pai da parábola do Filho Pródigo, contada por Jesus. O filho foi rebelde e abandonou a casa dos pais, porém, quando se arrependeu e decidiu voltar, lá estava o pai correndo na direção do filho e mandando preparar banho, roupas novas e churrasco para a recepção…

Tenho um outro caso de exemplo: Um filho saiu brigado de casa. Passou muitos anos longe e sem dar notícias. Um dia, arrependido e desejoso de voltar para casa, escreveu uma carta ao pai, pedindo um sinal de que poderia voltar para casa. A viagem de volta seria de trem que passava ao lado da casa dos pais. Então, ele pediu que o pai amarrasse uma fita vermelha numa árvore alta, num determinado dia. Ao passar de trem, ele veria na árvore o sinal se seria recebido de volta ou não. Durante a viagem, muita dúvida, muita ansiedade… até que o trem se aproxima da casa dos pais e o rapaz olha na árvore e não vê uma fita vermelha colocada, mas, muitas! Muitas fitas cobrindo a árvore toda de vermelho… era o sinal da misericórdia do pai em relação ao filho.

Você precisa ter atitudes de misericórdia, não só em sua última semana de vida, mas em toda a vida… ter atitudes de misericórdia era o estilo de vida de Jesus.

Conclusão
Alguém disse: “Devemos planejar como se fôssemos viver mil anos, e viver como se aquele dia fosse o último de nossas vidas!”
Agora, quando será a sua última semana de vida? …nenhum de nós sabe se esta vai ser ou não, a nossa última semana de vida!

Por isso, você deve viver este dia como se fosse o último da sua vida, porque um dia vai ser mesmo!

Mas que estas atitudes, as atitudes de Jesus – de Lamento, de Santificação e de Misericórdia – te ajudem a viver bem a sua última semana.
Dê lugar a estas atitudes e, viva bem, aquela que vier a ser a sua última semana de vida.
O que você lembra que podia ter feito, mas, lamenta por não ter feito?
Que área da sua vida, você percebe mais precisar de santificação?
Com qual pessoa você precisa agir com misericórdia?

Qual o minimo que Deus espera para fazer o maximo

Atos 12.1-25

Introdução
Tenho uma mensagem para compartilhar: Qual o mínimo que Deus espera para realizar o máximo?
A primeira igreja que existiu, estava num grande avivamento e isso incomodou o governo da época.

Na época, reinava Herodes Agripa, neto daquele outro Herodes, o Grande, que tentou matar Jesus ainda bebê.

Herodes representa Satanás: ele perseguia a Igreja… o avô tentou matar Jesus, o seu filho assassinou João Batista e agora, esse Herodes Agripa, havia matado a Tiago por decapitação e havia prendido a Pedro… e ele haveria de matar Pedro, se conforme lemos no v.5, a Igreja não tivesse agido conforme Deus esperava.
Foi algo sobrenatural, no v.6, lemos que na véspera de ser apresentado ao povo, Pedro estava dormindo, com duas correntes, entre dois soldados e vigiado por guardas no portão da cadeia, quando de repente, v.7, apareceu um anjo, que acordou Pedro e disse pra ele: “Aperte o cinto, amarre as sandálias… ponha a capa e venha comigo!” …ele estava liberto! Oh! Glória!

Foi o máximo! Então, QUAL O MÍNIMO QUE DEUS ESPERA PARA REALIZAR O MÁXIMO?

…considerando este texto, eu aprendo que:
I – DEUS ESPERA QUE NÓS OREMOS CONTINUAMENTE
O v.5 informa que Pedro estava preso e era vigiado, e que a igreja continuava em oração fervorosa, clamorosa, por ele.
As vitórias da Igreja estão intimamente ligadas a uma vida de oração; no passado foi assim e continua sendo.

Pedro somente foi liberto da prisão, esse verso revela, por causa da oração da Igreja!

Também foi pela oração da Igreja que, Herodes Agripa, o instrumento de satanás, foi morto pelo poder de Deus. Lemos no v.23: um anjo do Senhor feriu Herodes… e ele morreu e ele foi comido por vermes.

Para Deus fazer o máximo, o mínimo esperado por Ele, é que Sua Igreja ore continuamente.
Irmãos, precisamos fazer um movimento de oração na Igreja… precisamos buscar um lugar, reunir o povo de Deus para uma vigília, reunir a Igreja da cidade, cada expressão da igreja, cada ministério, cada congregação… e ORAR!

…nesse texto, eu também aprendo que:
II – O SENHOR ESPERA QUE FAÇAMOS A NOSSA PARTE
Observe o v.8: “Aperte o cinto e amarre as sandálias! – disse o anjo. E Pedro fez o que o anjo mandou”.
Deus enviou o anjo lá na prisão para libertar Pedro… o anjo fez o que lhe competia fazer: ele acordou Pedro, soltou as correntes dos pés de Pedro e das mãos de Pedro, e abriu os portões para Pedro…

Mas, teve um momento, que o anjo disse pra Pedro: “Agora faça a sua parte: Levante-se, calce as sandálias, pegue sua capa e venha comigo!”

Deus tinha feito a parte dEle, através do anjo que foi enviado, mas se Pedro não fizesse a parte dele, ficaria lá na prisão e teria sido morto na manhã seguinte.

Naamã, chefe do exército da Síria, sofria de lepra, e para ser curado teve de fazer a sua parte: mergulhar no Rio Jordão 7 vezes (1 Reis 5.14).
No Evangelho de Marcos (5.25-34), lemos de uma mulher que foi curada de hemorragia crônica porque teve coragem de fazer a parte dela: sair da sua casa, vencer todos os obstáculos e tocar em Jesus.

No livro de Atos, lemos que o Espírito Santo veio sobre os discípulos, conforme a promessa de Jesus em Jerusalém… contudo, eles tiveram que fazer a parte deles: permanecer no Cenáculo, orando até que a promessa se cumprisse.

Irmãos, O reino de Deus será estabelecido em nossa cidade se a Igreja de Jesus na cidade fizer a sua parte.

É O MÍNIMO QUE DEUS ESPERA PARA REALIZAR O MÁXIMO!

…e eu aprendo também isto:
III – DEUS QUER QUE ACREDITEMOS NO MOVER DO SEU ESPÍRITO
Porque no v.13-17, lemos: “Ele bateu na porta da frente, e a empregada, que se chamava Rode, foi ver quem era. 14 Quando reconheceu a voz de Pedro, ficou tão contente, que, em vez de abrir a porta, voltou correndo para contar que Pedro estava lá fora. 15 Então eles disseram: -Você está maluca! Porém ela insistiu que era verdade. Aí eles disseram: -É o anjo dele! 16 Enquanto isso, Pedro continuava batendo. Finalmente eles abriram a porta e, quando viram que era Pedro mesmo, ficaram muito assustados. 17 Ele fez um sinal com a mão para que ficassem quietos e contou como o Senhor o tinha tirado da prisão. -Contem isso a Tiago e aos outros irmãos! -disse ele. Em seguida saiu dali e foi para outro lugar”.
A incredulidade é um dos maiores problemas do mundo e da igreja também.

Veja isto: Pedro foi preso e a igreja orava, orava repetidas vezes porque “orava continuamente”, mas quando Deus libertou Pedro, a igreja teve dificuldade para crer e disse, veja o v.15: “É o anjo dele” – o anjo da guarda desempregado, porque Pedro morreu e agora o anjo tá aí, sozinho…

Mas a Bíblia ensina que se nós buscarmos a Deus corretamente, Ele nos atenderá prontamente! O profeta Isaías (Is 59.1) declarou isto: “Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem o seu ouvido, agravado, para não poder ouvir”. Aleluia!

Se queremos receber o máximo de Deus, temos que acreditar que Deus vai honrar a nossa fé… Ele vai ouvir nossa oração!
Se crermos veremos a glória de Deus… em nossa vida, em nosso ministério, em nossa comunidade!

Conclusão
Mas QUAL O MÍNIMO QUE DEUS ESPERA PARA REALIZAR O MÁXIMO?
É que nós oremos continuamente;
É que nós façamos a nossa parte;
É que nós acreditemos no mover de Deus.

Irmãos, o máximo de Deus na nossa vida e ministérios, depende de uma vida de oração, de trabalho e de fé.
Eu quero o máximo de Deus!

Abrindo a portas para o impossivel

Textos: Luc.10:38/ II Rs.4:8ª10
Introdução: Nesses dois textos vemos pessoas recebendo em seus lares, Eliseu e Jesus. Essas pessoas mais do que receber, abriram suas portas para o encontro do sobrenatural: A ressurreição de seus entes queridos. O que temos que fazer para receber isso em nossas casas hoje?

1) Ambientação

- Eliseu tornou-se um morador na casa da sunamita, recebendo um tratamento vip, tendo um canto de sua casa ocupado por ele.

- Jesus tornou-se hóspede habitual na casa de Betânia, tendo seus dois lados satisfeitos ali. Marta, ocupava-se do lado humano e Maria do divino.

2) Ter comunhão mais do que interesse

- A Sunamita não reivindicou nada. Tudo o que fez foi por querer uma comunhão, não uma intervenção, apesar do profeta oferecer.

- Maria aprendeu esse princípio primeiro do que Marta. Jesus não reivindica ativismo, e sim comunhão.

3) Saber aguardar na sala de espera

- Quando o filho da Sunamita morreu, Eliseu entrou sozinho no quarto, e deixou-a na sala de espera.

- Quando Lázaro morreu Jesus demorou quatro dias para atendê-las, mostrando que intimidade não dá direitos a privilégios.

4) Receber o impossível

- A sunamita teve seu filho de volta, ressuscitado por Eliseu, dando continuidade em sua história.

- Marta e Maria receberam a Lázaro, não terminando assim seus dias como mendigas em Israel.