Texto: Mateus 16.18
1 – A IGREJA NÃO PODE DEIXAR DE SER EXCLUSIVAMENTE DE JESUS
No texto de Mateus 16.18 Jesus diz “minha igreja”. Somos uma igreja com um único dono: Jesus. Não tem papa, apóstolo, bispo, pastor, ninguém que seja dono da igreja. A igreja pertence exclusivamente a Jesus Cristo, pois Ele a resgatou com o seu sangue.
- 1 Pedro 1.18, 19 - Pois vocês sabem que não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos da sua maneira vazia de viver, transmitida por seus antepassados, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito.
- 1 Coríntios 6.20 - Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o seu próprio corpo.
2 – A IGREJA NÃO PODE DEIXAR DE SER EXCLUSIVAMENTE FUNDAMENTADA EM CRISTO
-1 Pedro 2.6 - Pois assim é dito na Escritura: "Eis que ponho em Sião uma pedra angular, escolhida e preciosa, e aquele que nela confia jamais será envergonhado".
Jesus é a pedra principal de esquina e o fundamento da igreja.
-1 Coríntios 13.11 - Porque ninguém pode colocar outro fundamento além do que já está posto, que é Jesus Cristo.
3 – A IGREJA NÃO PODE DEIXAR DE SER AGÊNCIA DO CÉU NA TERRA
Agência são instituições que tratam de assuntos específicos. A igreja é a agência do céu na terra porque trata dos assuntos do Reino de Deus. Estabelece o Reino de Deus.
- 1 Coríntios 4:20 - Pois o Reino de Deus não consiste de palavras, mas de poder.
- Lucas 9.2 - e os enviou a pregar o Reino de Deus e a curar os enfermos.
A prioridade da igreja é implantar o Reino de Deus na terra. Muitos sofrem porque buscam primeiro os seus interesses pessoais e por isso enfrentam muitos problemas. Quando buscamos em primeiro lugar o Reino de Deus todas as outras coisas nos são acrescentadas. Esse é o nosso diferencial como Igreja.
- Mateus 6.33 - Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas.
4 – A IGREJA NÃO PODE DEIXAR DE SER REPRESENTAÇÃO VISÍVEL DE QUE CRISTO É VENCEDOR
O mundo está sob o poder de satanás, mas quando ele vê a igreja representada em algum lugar, ele sabe que naquele local o maligno não pode dominar.
- 1 João 5.19 - Sabemos que somos de Deus e que o mundo todo está sob o poder do Maligno.
Jesus é a representação maior do que o diabo.
- 1 João 5.18 - Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não está no pecado. Aquele que nasceu de Deus, Ele o protege e o maligno não o atinge.
Pode vir para a igreja cheio de pecado, mas quando entrega a sua vida a Cristo e é liberto o diabo tem que sair fora, porque tem alguém maior que ele na casa.
5 – A IGREJA NÃO PODE DEIXAR DE SER O LUGAR DA COMUNHÃO
- 1 Coríntios 12.12 - Ora, assim como o corpo é uma unidade, embora tenha muitos membros, e todos os membros, mesmo sendo muitos, formam um só corpo, assim também com respeito a Cristo.
Os membros do corpo interagem entre si para haver crescimento, vida. Eu preciso de você e você precisa de mim. Esse relacionamento não pode ser superficial, tem que haver amor.
- Colossenses 3.12,13,14 - Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou. Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito.
- João 13.35 – Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.
6 – A IGREJA NÃO PODE DEIXAR DE SER COLUNA E FIRMEZA DA VERDADE
O termo artista vem do termo hipócrita, aquele que passa por alguma coisa que não é. O resultado é uma falsa religiosidade, falsa espiritualidade, falso cristianismo.
- Mateus 7.21 - Nem todo aquele que me diz: 'Senhor, Senhor', entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.
Os pentecostais gostam de associar vida com Deus à manifestação dos dons. Há muitas pessoas que sobem no altar e no nome de Jesus profetizam, expulsam demônios e operam curas, mas vivem no pecado. Há diferença entre pecar e viver na prática do pecado. Essas pessoas que vivem no pecado usurpam os dons de Deus.
É importante entender que manifestação dos dons de Deus é sinal do seu poder e da sua misericórdia, não está associado à conduta. A autoridade profética e espiritual diante da igreja na terra é o pastor. Quando o pastor coloca no púlpito pessoas que vivem no pecado, ele está dando legalidade para o espírito que opera naquela pessoa venha operar na igreja.
7 – A IGREJA NÃO PODE DEIXAR DE SER SUSTENTADA PELA PALAVRA DE DEUS.
O que sustenta a igreja não são eventos, festas, eloquência de pregadores, não é a voz dos cantores; porque no mundo tem tudo isso e até melhor. O que sustenta a igreja é a Palavra de Deus. Muitas festas e eventos evangélicos, infelizmente, são verdadeiras fogueiras de vaidades.
- Em Mateus 13 a Parábola do Semeador mostra o valor da terra fértil quando recebe a Palavra. Satanás sabe o valor da Palavra na vida de um cristão por isso ele faz de tudo para tirar a prioridade da Palavra, inclusive dos cultos.
- Mateus 4.4 – Jesus respondeu: Está escrito: ‘Nem só de pão viverá o homem, mas de toda Palavra que procede da boca de Deus’.
Somente a Palavra sustenta e mantêm o cristão em pé. Pela Palavra conseguimos dar bons frutos.
8 – A IGREJA NÃO PODE DEIXAR DE SER A NOIVA DO CORDEIRO
A igreja não pode se aliançar com outro que não seja Jesus, se não comete prostituição. Não pode se aliançar com o Estado. Líderes e membros podem ter opinião política como cidadãos, mas não podem usar o nome da igreja para promover política partidária ou candidato.
Não mexa com a noiva de Cristo. Não a machuque, não a ofenda, não a maltrate. O noivo cuida da sua noiva e ninguém pode mexer com a noiva e ficar impune. O dia das bodas do Cordeiro está chegando. Ele vem.
Apocalipse 19:6,7 - Então ouvi algo semelhante ao som de uma grande multidão, como o estrondo de muitas águas e fortes trovões, que bradava: "Aleluia!, pois reina o Senhor, o nosso Deus, o Todo-poderoso. Regozijemo-nos! Vamos alegrar-nos e dar-lhe glória! Pois chegou a hora do casamento do Cordeiro, e a sua noiva já se aprontou
9 - A igreja não pode deixar de ser cheia do Espírito Santo (Ef. 5:18) 1) porque um lugar vazio pode ser mal ocupado, trazendo morte e destruição; 2) porque precisamos de amadurecimento espiritual para atingir a estatura de Cristo; 3) porque só uma pessoa cheia do Espírito Santo é mais do que vencedora e estará apta a encontrar-se com Cristo, quando Ele vier buscar a Sua Igreja. Obs. Um crente Cheio do Espírito Santo ele é como uma metralhadora, como uma casa com energia elétrica.....
quinta-feira, 10 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
Os Quatro Níveis da Prosperidade
O termo "Prosperidade" (TICELEAH = Prosperidade de YHWH) aparece na bíblia apenas no antigo testamento, já o termo semelhante "Abençoar" aparece em toda Bíblia, desde Gênesis até Apocalipse. Assim como existem quatro níveis da intelectualidade humana (exemplificado na aula de Hermenêutica), existem também quatro níveis de prosperidade bíblica, nesta ordem:
Kesef = Dinheiro - Alguns perguntam se você tem cacife (dinheiro em hebraico); esse é o nível mais baixo dentro da Prosperidade de Deus. Ainda que você tenha 50 milhões em sua conta, Honda Civic, jatinho particular, etc. Ainda sim você se encontra no nível mais baixo de prosperidade. "O campo de um homem rico produziu com abundância. E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? (Lucas 12:20)
Zerrut = Honra ou Mérito - O homem mais sábio que existiu declarou que o bom nome vale mais que muitas riquezas, e ser estimado mais que ouro e prata (Pv 22:1). Já viajei para Argentina, Paraguai, Uruguai, Nordeste, Sul; tudo por conta de amigos e em todos os Estados brasileiros tenho uma casa para me hospedar; recebi ofertas para fazer obra missionária no Rio Grande do Sul e a maior delas veio da Europa, apenas por causa do meu bom nome. "e falou a Efrom, na presença do povo da terra, dizendo: Mas, se concordas, ouve-me, peço-te: darei o preço do campo, toma-o de mim, e sepultarei ali a minha morta. Respondeu-lhe Efrom: Meu senhor, ouve-me: um terreno que vale quatrocentos siclos de prata, que é isso entre mim e ti? Sepulta ali a tua morta. Gn 23:13-15
SEKULA = Tesouro ou Crédito - Jesus disse: não ajunteis sekula na terra, mas ajunteis sekula nos céus, pois é bom ter crédito com os homens, todavia o melhor é ter crédito com Deus. "Naqueles dias, Ezequias adoeceu de uma enfermidade mortal; veio ter com ele o profeta Isaías, filho de Amoz, e lhe disse: Assim diz o Senhor: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás e não viverás. Então, virou Ezequias o rosto para a parede e orou ao Senhor, dizendo: Lembra-te, Senhor, peço-te, de que andei diante de ti com fidelidade, com inteireza de coração, e fiz o que era reto aos teus olhos; e chorou muitíssimo. Antes que Isaías tivesse saído da parte central da cidade, veio a ele a palavra do Senhor, dizendo: Volta e dize a Ezequias, príncipe do meu povo: Assim diz o Senhor, o Deus de Davi, teu pai: Ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas; eis que eu te curarei; ao terceiro dia, subirás à Casa do Senhor. Acrescentarei aos teus dias quinze anos e das mãos do rei da Assíria te livrarei, a ti e a esta cidade; e defenderei esta cidade por amor de mim e por amor de Davi, meu servo." 2 Reis 20:1-6
LISHMÁ = Valor - É o auge da prosperidade de Deus, pois não tem preço. Por quanto você venderia seus dois olhos? Não tem preço mais tem valor. Existem coisas que podemos negociar, porém existem coisas inegociáveis: sua posição diante de Deus é inegociável, as promessas de Deus na tua vida são inegociáveis, portanto não negocie a unção sobre você, pois ela não tem preço, mas tem valor.
É por isso que com teu emprego você não consegue pagar as contas e realizar tudo que você deseja, porque Deus não te dá emprego para pagar contas; teu emprego é o seu campo missionário; todo sucesso que temos é para influência do Reino; fomos criado para influenciar, impactar pessoas a nossa volta.
Kesef = Dinheiro - Alguns perguntam se você tem cacife (dinheiro em hebraico); esse é o nível mais baixo dentro da Prosperidade de Deus. Ainda que você tenha 50 milhões em sua conta, Honda Civic, jatinho particular, etc. Ainda sim você se encontra no nível mais baixo de prosperidade. "O campo de um homem rico produziu com abundância. E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? (Lucas 12:20)
Zerrut = Honra ou Mérito - O homem mais sábio que existiu declarou que o bom nome vale mais que muitas riquezas, e ser estimado mais que ouro e prata (Pv 22:1). Já viajei para Argentina, Paraguai, Uruguai, Nordeste, Sul; tudo por conta de amigos e em todos os Estados brasileiros tenho uma casa para me hospedar; recebi ofertas para fazer obra missionária no Rio Grande do Sul e a maior delas veio da Europa, apenas por causa do meu bom nome. "e falou a Efrom, na presença do povo da terra, dizendo: Mas, se concordas, ouve-me, peço-te: darei o preço do campo, toma-o de mim, e sepultarei ali a minha morta. Respondeu-lhe Efrom: Meu senhor, ouve-me: um terreno que vale quatrocentos siclos de prata, que é isso entre mim e ti? Sepulta ali a tua morta. Gn 23:13-15
SEKULA = Tesouro ou Crédito - Jesus disse: não ajunteis sekula na terra, mas ajunteis sekula nos céus, pois é bom ter crédito com os homens, todavia o melhor é ter crédito com Deus. "Naqueles dias, Ezequias adoeceu de uma enfermidade mortal; veio ter com ele o profeta Isaías, filho de Amoz, e lhe disse: Assim diz o Senhor: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás e não viverás. Então, virou Ezequias o rosto para a parede e orou ao Senhor, dizendo: Lembra-te, Senhor, peço-te, de que andei diante de ti com fidelidade, com inteireza de coração, e fiz o que era reto aos teus olhos; e chorou muitíssimo. Antes que Isaías tivesse saído da parte central da cidade, veio a ele a palavra do Senhor, dizendo: Volta e dize a Ezequias, príncipe do meu povo: Assim diz o Senhor, o Deus de Davi, teu pai: Ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas; eis que eu te curarei; ao terceiro dia, subirás à Casa do Senhor. Acrescentarei aos teus dias quinze anos e das mãos do rei da Assíria te livrarei, a ti e a esta cidade; e defenderei esta cidade por amor de mim e por amor de Davi, meu servo." 2 Reis 20:1-6
LISHMÁ = Valor - É o auge da prosperidade de Deus, pois não tem preço. Por quanto você venderia seus dois olhos? Não tem preço mais tem valor. Existem coisas que podemos negociar, porém existem coisas inegociáveis: sua posição diante de Deus é inegociável, as promessas de Deus na tua vida são inegociáveis, portanto não negocie a unção sobre você, pois ela não tem preço, mas tem valor.
É por isso que com teu emprego você não consegue pagar as contas e realizar tudo que você deseja, porque Deus não te dá emprego para pagar contas; teu emprego é o seu campo missionário; todo sucesso que temos é para influência do Reino; fomos criado para influenciar, impactar pessoas a nossa volta.
A CHAMADA DE ABRAÃO
A CHAMADA DE ABRAÃO
Esta pequena obra não tem a pretensão de esgotar o assunto, muito pelo contrário, reconhecemos que o Estudo sobre a Chamada de Abraão é muito mais ampla do que o exposto abaixo; todavia o nosso alvo são aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de se aprofundarem no assunto, mas querem ter alguma base; e para os que já foram mais adiante uma oportunidade para relembrar ou atualizar-se.
POR: JORGE LEIBE
Pregue a Palavra a Tempo e fora de Tempo.
Todos os Direitos Reservados. Copyright – 1998.
Está em vigor a Lei 9.610, de 19/02/98, que legisla sobre Direitos Autorais, que diz que é crime reproduzir por xerocópia ou outros meios obras intelectuais sem a Autorização por escrito do autor.
INTRODUÇÃO
Este estudo irá nos mostrar o início da história de Abraão, cognominado "o pai da fé", incluindo a sua chamada, peregrinação e a fé inabalável em um Deus que aprendeu a amar através do conhecimento transmitido por Noé a seus descendentes.
Vamos dividir este estudo em três tópicos para melhor compreensão do assunto:
I - A História
II - A Chamada
III - A Obediência
I - A HISTÓRIA
A chamada de Abraão deve ser vista cercada de inúmeras circunstâncias, como: local em que vivia, saída de sua terra (trecho percorrido) e sua odisséia.
1 - Local de seu nascimento
Ur dos caldeus (fogo, luz e estabelecimento), também chamada Uri ou Uru, ou Mugher ou Ungemiru ou Mugayyar. Distava de Harã 965 km, e a 1.000 km de Siquém. Esta cidade fora porto do mar, no Golfo Pérsico, na foz do Rio Eufrates, há 19 km de Eridu, local tradicional do Jardim do Éden. Era uma cidade antediluviana e depois foi reconstruída.
a) A cidade antes de Abraão
Era a mais magnificente do mundo de então, centro manufatureiro, fazendeiro e exportador, numa região de fertilidade e riqueza fabulosas, donde partiam caravanas em todas as direções para terras distantes, e embarcações de suas docas, que desciam pelo Golfo Pérsico carregadas de cobre e duras pedras.
No tempo de Abraão, o Golfo Pérsico havia recuado e o Eufrates mudara seu curso, correndo 16 km para o leste. Ur foi eclipsada pela cidade de Babilônia e manteve sua importância até ao período pérsico (700/600 AC), sendo abandonada, sepultada na areia das tempestades do deserto.
b) O nascimento
Abraão nasceu em 1920 AC. Sua cidade Natal tinha 2.000 anos de civilização. Seu tempo foi de grande atividade literária: escolas, dicionários, enciclopédias, etc.
2 - Idolatria no tempo de Abraão
Não era Abraão idólatra, mas viveu rodeado de idolatria. Muitas famílias guardaram as tradições dos antigos e as lições do dilúvio. Existiam capelas familiares. Na cidade tinha o "Ziggurat", torre-templo para adoração do deus-lua. Terá era idólatra, fabricante de ídolos (Js 24.2). Ver Gn 3.19 (Raquel furtou).
Chamá (era o deus-sol), Sin (deus-lua), Ningal (deusa-lua), mulher de Sin. Também não podemos descrer que sua confiança estava em Jeová. Abraão poderia ter recebido de Sem a narrativa do dilúvio, feita por Noé, e a narrativa de Adão e do Jardim do Éden feita por Matusalém. Adão viveu 930 anos e conviveu com Matusalém 243 anos, e Noé conviveu com Matusalém 600 anos.
3 - Abraão e sua Família
Abraão é a nona geração depois de Sem. Seu nome = AB (pai) + RAM (grande) = Abram (pai grande). Em português ficou Abrão. O Senhor Deus lhe fez uma promessa e disse: não te chamarás mais Pai Grande, mas Pai de Grande Nação. Então ficou: AB (pai) + RAM (grande) + AM (povo) = Abram + am. Em português ficou Abraão. A família era influente na cidade.
II - A CHAMADA
1 - Abraão e a saída de Ur dos Caldeus - Gn 11.31,32; At 7.2-4
Aqui tem início a obra da redenção que fora insinuada no Jardim do Éden (Gn 3.15).
Caps 1 a 11 de Gn - Deus se relaciona com a humanidade em geral sem fazer distinção das raças (fracasso do homem). Até aqui a "semente da mulher" é conservada, através de homens apropriados; e também o conhecimento de Deus é mantido.
Caps 12 a 50 de Gn - Deus muda seus métodos. Chama um homem para fundar a raça escolhida mediante a qual ele realizaria a restauração da humanidade. São 39 capítulos dedicados à família escolhida.
Abraão é pai espiritual de todos os crentes (Rm 4.16; Gl 3.7). Somente ele se chama "amigo de Deus" (2 Cr 20.7; Is 41.8; Tg 2.23)
a) Havia dito Deus (At 7.2)
Estevão fala sobre o Deus da Glória à multidão dos circunstantes, ouvintes, espectadores. Fazia ele referência ao caráter essencial de Deus em contraste com os chamados "deuses de Ur", os quais não possuem vida, poder e majestade reais. Pode ser também uma referência à glória divina, externa e visível, que assinalava a presença de Deus aos homens: Ex 25.22 - aparecia a Moisés; Ex 40.34 - a glória do Senhor encheu o tabernáculo; Lv 9.6 - a glória do Senhor vos aparecerá; Ex 33.9 - descia a coluna de nuvem; Ex 33.18 - me mostres a tua glória; Dt 4.11,12; Ex 34.5 - o Senhor desceu... e se pôs ali junto a ele.
b) Sai de tua terra e dentre a tua parentela (At 7.3; Gn 12.1)
Deus se manifestou a Abraão em meio da idolatria universal, chamando-o para uma vida de fé e de separação.
Muitos pensam, que foram duas chamadas, mas não. Foi uma só, com a admoestação posterior de continuar a viagem.
Se pudéssemos pensar por Moisés e ter presente o seu propósito ao escrever este livro (Gn), facilmente poderíamos resolver o problema.
Gn 12.1 deveria estar em Gn 11.27, mas Moisés está escrevendo a genealogia da família eleita e para não interromper a seqüência do pensamento, depois de ter mencionado todos os ancestrais de Terá, dá a seguir sua genealogia, visto ser ele o pai do personagem com quem começou a realizar-se o plano divino.
Depois que Moisés dá a linhagem de Terá, dá a sua saída sem mencionar os motivos (v. 31), até que a morte pôs ponto final na vida do homem cuja genealogia ele descreve (v. 32). Feito isto, Moisés como que retrocede e diz que Terá saiu, ainda que o nome não é mencionado em conexão com a chamada divina, mas é claro que não mencionando Terá, menciona Abraão por cuja causa Terá saiu de Ur. Noutras palavras, pode-se dizer que Moisés contou a saída e a viagem para depois dar os motivos.
Em Gn 12.4 diz: "Assim...". O advérbio "assim" pode referir-se tanto à continuação da viagem em Harã como à saída de Babilônia. (ver Gn 11.2 e 15.7)
Gn 12.4 poderia ser assim parafraseado: "de modo que depois de ter estado por algum tempo em Harã por causa da idade de Terá, ou por causa da doença que o vitimou ou porque as condições fossem tentadoras, Abraão continuou a viagem encetada em Ur, tomando consigo seu sobrinho Ló, deixando o resto da família que o não quis acompanhar." Abraão participou ao pai essa chamada e Terá assumiu a liderança da viagem. Alguns teólogos conjecturam que foi uma mudança de negócios ou a morte do filho mais velho (Arã). A chamada foi feita em Ur e é descrita em At 7.2,3 e a resposta dada em Hb 11.8.
AS PROMESSAS
a) escolha divina (Deus escolheu Abraão e isto importa conhecimento, aprovação, confiança, preparação para o fim destinado);
b) o plano de, através do escolhido, abençoar muitos povos;
c) a chamada divina (positiva, individual);
d) a proteção divina (amaldiçoarei os que te amaldiçoarem);
e) a revelação divina (apareceu o Senhor a Abraão); e
f) a promessa divina (à tua descendência darei esta terra).
O que o Senhor Deus disse a Abraão envolve um tríplice imperativo que exigia renúncia, e uma tríplice promessa garantidora de grandes compensações:
1) renunciar a terra (Deus dá todo um país - Canaã);
2) renunciar à parentela (Deus lhe dá uma grande nação); e
3) pelo obscuro nome do pai (Deus lhe dá o nome aureolado que Abraão possui na terra e no céu).
Ainda tem mais um imperativo: "Sê tu uma benção". Depois, mais três promessas:
1) abençoarei os que te abençoarem
2) amaldiçoarei os que te amaldiçoarem
3) em ti serão benditas todas as famílias da terra
AS PROVAS DE ABRAÃO
A chamada de Abraão o submeteu a três provas:
1ª) Separação (Gn 12.1) de sua pátria e de sua família (Mt 19.29). Deveria voltar as costas para a idolatria para ter comunhão com Deus. A vida de fé começa com a obediência e a separação. "Ou nossa fé nos separa do mundo ou o mundo nos separa de nossa fé". Hb 11.8
2ª) A fome (Gn 12.10-20). Por falta de fé, Abraão foi para o Egito. Deus não lhe havia ordenado sair da Palestina. Recorreu à mentira para escapar do perigo (Sara tinha 65 anos e morreu aos 127 anos de idade). Gn 20.12 Tropeçou em pequenas coisas. Não edificou nenhum altar no Egito. Saiu humilhado, reconhecendo que Deus é santo. Aprendeu o quão perigoso é afastar-se de Deus.
O Egito é símbolo do mundo. Aparece cerca de 470 vezes no AT e NT. Deus disse a Isaque; (Gn 26.2): "Não desças ao Egito".
O Egito é:
1) terra onde se trafica pessoa humana (Gn 37.36);
2) terra de escravidão (filhos de Israel - Dt 4.20; Ex 3.7);
3) lugar de juízo de Deus (Gn 7.12)
4) lugar desejável para se voltar (Nm 14)
5) símbolo do homem natural (deserto)
6) deserto - é estágio intermediário entre o Egito e Canaã. Não está no Egito e não goza das delícias de Canaã.
É preciso retirar o opróbrio (imundície das bebidas, do fumo, do jogo, da linguagem obscena, das roupas escandalosas, do cinema, do furto, da violência, da mentira, do adultério, da fornicação, etc.).
3ª) Contenda sobre pastagens (Gn 13)
a) contenda entre pastores (água difícil e pasto)
b) Ló buscou as coisas pelas vistas
c) "Assim partiu Abraão..." (Gn 12.4)
De Ur para Harã, temos aproximadamente 965km e de Hará para noroeste de Canaã, 643km. Abraão foi assim dirigido na direção de uma terra que desconhecia. Todavia foi conduzido passo a passo, ao longo do caminho, a fim de que pudesse aprender a confiar no Senhor Deus em tudo, exercendo a grande virtude da paciência. "Isso serve de emblema da chamada dos santos para fora do sistema mundano, para longe de seu anterior modo de viver, e dentre os seus antigos companheiros e amigos, a fim de seguirem a Cristo para onde quer que ele se agrade em conduzi-los: que também, finalmente, haverá de levá-los em toda a segurança àquela terra distante, o melhor país celestial".
Vejamos a seguinte comparação:
a) Israel teve começos modestos. Abraão peregrinava em terras estranhas, somente com Deus a seu lado, depois foi pai de uma grande nação.
b) Jesus de Nazaré foi desprezado como o humilde nazareno, peregrino, tendo Deus a seu lado. Era o primogênito da nova nação espiritual - composta por todos quantos nele confiam.
Compare a longa viagem de Abraão com a de Moisés no Egito. De Maria e José de Nazaré a Belém. A nossa neste Mundo.
c) A estada de Abraão em Harã
Harã foi a cidade onde Terá se estabeleceu, após deixar Ur da Caldéia (Gn 11.31). Dela partiu Abraão para Canaã. Jacó fugia de volta para ali a fim de escapar da ira de seu irmão gêmeo, Esaú (Gn 27.43) e onde conheceu a que seria a sua esposa. Harã era uma região bem povoada, desde 3.000 AC, com estradas para diversas outras cidades, inclusive o Egito. O povo era idólatra, adorador do deus lua de Ur.
A exegese nos mostra que Terá não havia morrido quando Abraão saiu de Harã: Em Ur, quando Abraão nasceu, Terá tinha 70 anos de idade. Se Abraão quando saiu de Harã tinha 75 anos, então Terá tinha 145 anos. Se Terá morreu com 205 anos (Gn 11.32), então ele viveu mais 60 anos depois da partida de Abraão para Canaã. Talvez Estevão não se preocupasse com o cronológico.
Por quanto tempo Abraão ficou em Harã não se pode dizer, visto o silêncio que a Bíblia guarda a esse respeito; mas, tomando em consideração diversos fatos, tais como a fertilidade da terra e a aparente riqueza de Abraão ao sair dali, infere-se que ficou um bom tempo, porque o verso 31 de Gn 11 diz que "ali habitaram".
Em Harã, Abraão recebeu a admoestação de continuar a viagem. Talvez fosse mesmo preciso que Deus lhe trouxesse à memória os motivos que o tinham feito sair de Ur. Deus disse: "Sai-te para a terra que te mostrarei". Abraão mesmo parece que se tinha esquecido de continuar a viagem, ou então algum impedimento tinha obstado a continuação, ou quem sabe ele teria julgado ser aquele o lugar para onde Deus o tinha chamado, visto que tinha saído de Ur sem saber para onde ia.
d) A saída de Abraão para Siquém (Samaria)
Abraão tomou a sua casa e foi para o sul. Parou em Damasco, onde nasceu Eliezer. O damasceno, seu fiel mordomo nos anos vindouros (Gn 15.2,3). Demorou algum tempo em Damasco.
A viagem de Harã a Siquém era de mais ou menos 1.000 km, através de lindos cenários. Em lá chegando, o Senhor lhe confirmara o lugar: Canaã. Estendeu suas tendas em Siquém (em Samaria), e estabeleceu ali um altar onde oferecia sacrifícios a Jeová. O altar era a um tempo o lugar de culto e testemunho de que a terra pertencia ao Deus ali adorado, e consequentemente a seus adoradores.
Carvalho de Moré - o carvalho oferecia a sombra mais fresca, não só devido à ramaria como à própria qualidade da árvore. Oferecia também sombra, para os rebanhos nas horas de calor. Moré (Manre) talvez fosse devido a um dono daquela terra (arqueiro).
Abraão desceu a Betel, onde erigiu outro altar. O nome Betel significa casa de Deus. Este nome foi dado por Jacó (muito depois). Antes chamava-se Luz (ou Deus habita na luz). Moisés escreveu muito tempo depois e está dando o nome atual de um acontecimento passado. Altar é uma estrutura elevada, onde se oferecia incenso e se queimavam os sacrifícios em honra dos deuses. Poderia ser feito de terra, ou de uma grande pedra ou de uma plataforma construída de pedras ou madeiras brutas, cobertas ou não. Podia até ser feito também de metal e com certos características que dependia do Deus a ser Adorado.
É interessante notar, que os altares haviam sido finalmente preservados para a adoração verdadeira a Jeová. Negligenciar tais lugares era negligenciar a adoração do Senhor, e o ato de arrasar os altares eqüivalia a um ato de blasfêmia. (Rm 11.3 e Is 1.15)
III - A OBEDIÊNCIA
Obediência é sujeitar-se à vontade de; estar sob a autoridade; não resistir; ceder; estar ou ficar sujeito a uma força ou influência; submeter-se ao mais forte; render-se; seguir o impulso de alguma coisa.
1) Pela fé Abraão, sendo chamado, OBEDECEU (Hb 11.8)
Quando tempo levou sua obediência? Comparar Lc 9.57 SEGUIR:
a) a renúncia do discipulado cristão exige o que "ha de melhor" em um homem;
b) Não basta ficar impressionado ouvindo a Jesus (tem de haver a entre a da própria alma a Cristo); e
c) não agir em momento de entusiasmo (entusiasmo não é arrependimento e conversão). São discípulos mal firmados.
O ato de aceitar o Evangelho não deve ser feito por meios atrativos, artificiais, música agitada, teatrinhos. Não podemos iludir as pessoas com falsas promessas. Jesus falava em solidão e perseguição, em dificuldades e sacrifícios.
2) Quando o Senhor disse a Abraão: Sai da tua parentela, estava dizendo: "Segue-me..."
Ele fala aqui de LEALDADE. É o que exige. Há uma lealdade maior que aquela que damos à família e aos amigos. O judaísmo sempre frisou as obrigações para com os pais. Mas há uma família superior e uma lealdade maior. Nem sempre teremos de escolher entre duas lealdades.
Compare Abraão com este moço Lc 9.57. Abraão obedeceu. O moço disse a Jesus: deixe-me sepultar meu pai. É uma maneira brutal de dizer: não posso ser discípulo enquanto meu pai estiver vivo. Isso adiava o seguir a Jesus por tempo indefinido; que o discipulado parecia uma tolice indigna. A resposta de Jesus era: vem e percorre estrada mais elevada. Vem e cuida dos deveres mais elevados do reino celeste (em contraste com as coisas mundanas, carnais e sociais). Deixe-me despedir - no grego significa separar-se de uma incumbência, como quando um soldado deixa seu posto ou o oficial larga a sua patente. Despedir uns dos outros. O discípulo queria por em ordem os seus negócios, além de despedir-se formalmente dos seus parentes. A chamada de Pedro, André... (Mt 4.18-22). Atos 9.6,15.
3) A chamada exige:
a) Fé - pela fé, Abraão..." O autor de Hebreus devota uma discussão mais longa sobre Abraão do que qualquer outro personagem. Ilustra como a fé o leva a entregar-se a Deus por meio do que grandes coisas foram feitas por ele e através dele.
Vejamos sete maneiras pelas quais a fé operava em Abraão: Hb 11
1 - sendo chamado para peregrinar - a fé exigiu ação aventurosa de sua parte.
2 - sua peregrinação levou-o a reconhecer que sua habitação neste mundo não era certa. v.10
3 - a fé foi um poder miraculoso nele e nos que andavam com ele. v.11 e 12
4 - a fé abre dimensão eterna à vida.
5 - ensina-nos que Deus é o nosso Deus. v.16
6 - ensina-nos que há um sacrifício supremo a ser feito à vontade de Deus. v.17
7 - ensina-nos a esperar o impossível. v.19; Rm 4.17
b) Obediência. Gn 12.1-5
c) Paciência Rm 5.3; Gn 3.15,4,6
d) Confiança Lc 1.18; Jó 19.25; At 5.29
e) Espera Sl 40.1; 42.5.11; 62.15; Is 40.31; Lc 8.40
Esta pequena obra não tem a pretensão de esgotar o assunto, muito pelo contrário, reconhecemos que o Estudo sobre a Chamada de Abraão é muito mais ampla do que o exposto abaixo; todavia o nosso alvo são aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de se aprofundarem no assunto, mas querem ter alguma base; e para os que já foram mais adiante uma oportunidade para relembrar ou atualizar-se.
POR: JORGE LEIBE
Pregue a Palavra a Tempo e fora de Tempo.
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Está em vigor a Lei 9.610, de 19/02/98, que legisla sobre Direitos Autorais, que diz que é crime reproduzir por xerocópia ou outros meios obras intelectuais sem a Autorização por escrito do autor.
INTRODUÇÃO
Este estudo irá nos mostrar o início da história de Abraão, cognominado "o pai da fé", incluindo a sua chamada, peregrinação e a fé inabalável em um Deus que aprendeu a amar através do conhecimento transmitido por Noé a seus descendentes.
Vamos dividir este estudo em três tópicos para melhor compreensão do assunto:
I - A História
II - A Chamada
III - A Obediência
I - A HISTÓRIA
A chamada de Abraão deve ser vista cercada de inúmeras circunstâncias, como: local em que vivia, saída de sua terra (trecho percorrido) e sua odisséia.
1 - Local de seu nascimento
Ur dos caldeus (fogo, luz e estabelecimento), também chamada Uri ou Uru, ou Mugher ou Ungemiru ou Mugayyar. Distava de Harã 965 km, e a 1.000 km de Siquém. Esta cidade fora porto do mar, no Golfo Pérsico, na foz do Rio Eufrates, há 19 km de Eridu, local tradicional do Jardim do Éden. Era uma cidade antediluviana e depois foi reconstruída.
a) A cidade antes de Abraão
Era a mais magnificente do mundo de então, centro manufatureiro, fazendeiro e exportador, numa região de fertilidade e riqueza fabulosas, donde partiam caravanas em todas as direções para terras distantes, e embarcações de suas docas, que desciam pelo Golfo Pérsico carregadas de cobre e duras pedras.
No tempo de Abraão, o Golfo Pérsico havia recuado e o Eufrates mudara seu curso, correndo 16 km para o leste. Ur foi eclipsada pela cidade de Babilônia e manteve sua importância até ao período pérsico (700/600 AC), sendo abandonada, sepultada na areia das tempestades do deserto.
b) O nascimento
Abraão nasceu em 1920 AC. Sua cidade Natal tinha 2.000 anos de civilização. Seu tempo foi de grande atividade literária: escolas, dicionários, enciclopédias, etc.
2 - Idolatria no tempo de Abraão
Não era Abraão idólatra, mas viveu rodeado de idolatria. Muitas famílias guardaram as tradições dos antigos e as lições do dilúvio. Existiam capelas familiares. Na cidade tinha o "Ziggurat", torre-templo para adoração do deus-lua. Terá era idólatra, fabricante de ídolos (Js 24.2). Ver Gn 3.19 (Raquel furtou).
Chamá (era o deus-sol), Sin (deus-lua), Ningal (deusa-lua), mulher de Sin. Também não podemos descrer que sua confiança estava em Jeová. Abraão poderia ter recebido de Sem a narrativa do dilúvio, feita por Noé, e a narrativa de Adão e do Jardim do Éden feita por Matusalém. Adão viveu 930 anos e conviveu com Matusalém 243 anos, e Noé conviveu com Matusalém 600 anos.
3 - Abraão e sua Família
Abraão é a nona geração depois de Sem. Seu nome = AB (pai) + RAM (grande) = Abram (pai grande). Em português ficou Abrão. O Senhor Deus lhe fez uma promessa e disse: não te chamarás mais Pai Grande, mas Pai de Grande Nação. Então ficou: AB (pai) + RAM (grande) + AM (povo) = Abram + am. Em português ficou Abraão. A família era influente na cidade.
II - A CHAMADA
1 - Abraão e a saída de Ur dos Caldeus - Gn 11.31,32; At 7.2-4
Aqui tem início a obra da redenção que fora insinuada no Jardim do Éden (Gn 3.15).
Caps 1 a 11 de Gn - Deus se relaciona com a humanidade em geral sem fazer distinção das raças (fracasso do homem). Até aqui a "semente da mulher" é conservada, através de homens apropriados; e também o conhecimento de Deus é mantido.
Caps 12 a 50 de Gn - Deus muda seus métodos. Chama um homem para fundar a raça escolhida mediante a qual ele realizaria a restauração da humanidade. São 39 capítulos dedicados à família escolhida.
Abraão é pai espiritual de todos os crentes (Rm 4.16; Gl 3.7). Somente ele se chama "amigo de Deus" (2 Cr 20.7; Is 41.8; Tg 2.23)
a) Havia dito Deus (At 7.2)
Estevão fala sobre o Deus da Glória à multidão dos circunstantes, ouvintes, espectadores. Fazia ele referência ao caráter essencial de Deus em contraste com os chamados "deuses de Ur", os quais não possuem vida, poder e majestade reais. Pode ser também uma referência à glória divina, externa e visível, que assinalava a presença de Deus aos homens: Ex 25.22 - aparecia a Moisés; Ex 40.34 - a glória do Senhor encheu o tabernáculo; Lv 9.6 - a glória do Senhor vos aparecerá; Ex 33.9 - descia a coluna de nuvem; Ex 33.18 - me mostres a tua glória; Dt 4.11,12; Ex 34.5 - o Senhor desceu... e se pôs ali junto a ele.
b) Sai de tua terra e dentre a tua parentela (At 7.3; Gn 12.1)
Deus se manifestou a Abraão em meio da idolatria universal, chamando-o para uma vida de fé e de separação.
Muitos pensam, que foram duas chamadas, mas não. Foi uma só, com a admoestação posterior de continuar a viagem.
Se pudéssemos pensar por Moisés e ter presente o seu propósito ao escrever este livro (Gn), facilmente poderíamos resolver o problema.
Gn 12.1 deveria estar em Gn 11.27, mas Moisés está escrevendo a genealogia da família eleita e para não interromper a seqüência do pensamento, depois de ter mencionado todos os ancestrais de Terá, dá a seguir sua genealogia, visto ser ele o pai do personagem com quem começou a realizar-se o plano divino.
Depois que Moisés dá a linhagem de Terá, dá a sua saída sem mencionar os motivos (v. 31), até que a morte pôs ponto final na vida do homem cuja genealogia ele descreve (v. 32). Feito isto, Moisés como que retrocede e diz que Terá saiu, ainda que o nome não é mencionado em conexão com a chamada divina, mas é claro que não mencionando Terá, menciona Abraão por cuja causa Terá saiu de Ur. Noutras palavras, pode-se dizer que Moisés contou a saída e a viagem para depois dar os motivos.
Em Gn 12.4 diz: "Assim...". O advérbio "assim" pode referir-se tanto à continuação da viagem em Harã como à saída de Babilônia. (ver Gn 11.2 e 15.7)
Gn 12.4 poderia ser assim parafraseado: "de modo que depois de ter estado por algum tempo em Harã por causa da idade de Terá, ou por causa da doença que o vitimou ou porque as condições fossem tentadoras, Abraão continuou a viagem encetada em Ur, tomando consigo seu sobrinho Ló, deixando o resto da família que o não quis acompanhar." Abraão participou ao pai essa chamada e Terá assumiu a liderança da viagem. Alguns teólogos conjecturam que foi uma mudança de negócios ou a morte do filho mais velho (Arã). A chamada foi feita em Ur e é descrita em At 7.2,3 e a resposta dada em Hb 11.8.
AS PROMESSAS
a) escolha divina (Deus escolheu Abraão e isto importa conhecimento, aprovação, confiança, preparação para o fim destinado);
b) o plano de, através do escolhido, abençoar muitos povos;
c) a chamada divina (positiva, individual);
d) a proteção divina (amaldiçoarei os que te amaldiçoarem);
e) a revelação divina (apareceu o Senhor a Abraão); e
f) a promessa divina (à tua descendência darei esta terra).
O que o Senhor Deus disse a Abraão envolve um tríplice imperativo que exigia renúncia, e uma tríplice promessa garantidora de grandes compensações:
1) renunciar a terra (Deus dá todo um país - Canaã);
2) renunciar à parentela (Deus lhe dá uma grande nação); e
3) pelo obscuro nome do pai (Deus lhe dá o nome aureolado que Abraão possui na terra e no céu).
Ainda tem mais um imperativo: "Sê tu uma benção". Depois, mais três promessas:
1) abençoarei os que te abençoarem
2) amaldiçoarei os que te amaldiçoarem
3) em ti serão benditas todas as famílias da terra
AS PROVAS DE ABRAÃO
A chamada de Abraão o submeteu a três provas:
1ª) Separação (Gn 12.1) de sua pátria e de sua família (Mt 19.29). Deveria voltar as costas para a idolatria para ter comunhão com Deus. A vida de fé começa com a obediência e a separação. "Ou nossa fé nos separa do mundo ou o mundo nos separa de nossa fé". Hb 11.8
2ª) A fome (Gn 12.10-20). Por falta de fé, Abraão foi para o Egito. Deus não lhe havia ordenado sair da Palestina. Recorreu à mentira para escapar do perigo (Sara tinha 65 anos e morreu aos 127 anos de idade). Gn 20.12 Tropeçou em pequenas coisas. Não edificou nenhum altar no Egito. Saiu humilhado, reconhecendo que Deus é santo. Aprendeu o quão perigoso é afastar-se de Deus.
O Egito é símbolo do mundo. Aparece cerca de 470 vezes no AT e NT. Deus disse a Isaque; (Gn 26.2): "Não desças ao Egito".
O Egito é:
1) terra onde se trafica pessoa humana (Gn 37.36);
2) terra de escravidão (filhos de Israel - Dt 4.20; Ex 3.7);
3) lugar de juízo de Deus (Gn 7.12)
4) lugar desejável para se voltar (Nm 14)
5) símbolo do homem natural (deserto)
6) deserto - é estágio intermediário entre o Egito e Canaã. Não está no Egito e não goza das delícias de Canaã.
É preciso retirar o opróbrio (imundície das bebidas, do fumo, do jogo, da linguagem obscena, das roupas escandalosas, do cinema, do furto, da violência, da mentira, do adultério, da fornicação, etc.).
3ª) Contenda sobre pastagens (Gn 13)
a) contenda entre pastores (água difícil e pasto)
b) Ló buscou as coisas pelas vistas
c) "Assim partiu Abraão..." (Gn 12.4)
De Ur para Harã, temos aproximadamente 965km e de Hará para noroeste de Canaã, 643km. Abraão foi assim dirigido na direção de uma terra que desconhecia. Todavia foi conduzido passo a passo, ao longo do caminho, a fim de que pudesse aprender a confiar no Senhor Deus em tudo, exercendo a grande virtude da paciência. "Isso serve de emblema da chamada dos santos para fora do sistema mundano, para longe de seu anterior modo de viver, e dentre os seus antigos companheiros e amigos, a fim de seguirem a Cristo para onde quer que ele se agrade em conduzi-los: que também, finalmente, haverá de levá-los em toda a segurança àquela terra distante, o melhor país celestial".
Vejamos a seguinte comparação:
a) Israel teve começos modestos. Abraão peregrinava em terras estranhas, somente com Deus a seu lado, depois foi pai de uma grande nação.
b) Jesus de Nazaré foi desprezado como o humilde nazareno, peregrino, tendo Deus a seu lado. Era o primogênito da nova nação espiritual - composta por todos quantos nele confiam.
Compare a longa viagem de Abraão com a de Moisés no Egito. De Maria e José de Nazaré a Belém. A nossa neste Mundo.
c) A estada de Abraão em Harã
Harã foi a cidade onde Terá se estabeleceu, após deixar Ur da Caldéia (Gn 11.31). Dela partiu Abraão para Canaã. Jacó fugia de volta para ali a fim de escapar da ira de seu irmão gêmeo, Esaú (Gn 27.43) e onde conheceu a que seria a sua esposa. Harã era uma região bem povoada, desde 3.000 AC, com estradas para diversas outras cidades, inclusive o Egito. O povo era idólatra, adorador do deus lua de Ur.
A exegese nos mostra que Terá não havia morrido quando Abraão saiu de Harã: Em Ur, quando Abraão nasceu, Terá tinha 70 anos de idade. Se Abraão quando saiu de Harã tinha 75 anos, então Terá tinha 145 anos. Se Terá morreu com 205 anos (Gn 11.32), então ele viveu mais 60 anos depois da partida de Abraão para Canaã. Talvez Estevão não se preocupasse com o cronológico.
Por quanto tempo Abraão ficou em Harã não se pode dizer, visto o silêncio que a Bíblia guarda a esse respeito; mas, tomando em consideração diversos fatos, tais como a fertilidade da terra e a aparente riqueza de Abraão ao sair dali, infere-se que ficou um bom tempo, porque o verso 31 de Gn 11 diz que "ali habitaram".
Em Harã, Abraão recebeu a admoestação de continuar a viagem. Talvez fosse mesmo preciso que Deus lhe trouxesse à memória os motivos que o tinham feito sair de Ur. Deus disse: "Sai-te para a terra que te mostrarei". Abraão mesmo parece que se tinha esquecido de continuar a viagem, ou então algum impedimento tinha obstado a continuação, ou quem sabe ele teria julgado ser aquele o lugar para onde Deus o tinha chamado, visto que tinha saído de Ur sem saber para onde ia.
d) A saída de Abraão para Siquém (Samaria)
Abraão tomou a sua casa e foi para o sul. Parou em Damasco, onde nasceu Eliezer. O damasceno, seu fiel mordomo nos anos vindouros (Gn 15.2,3). Demorou algum tempo em Damasco.
A viagem de Harã a Siquém era de mais ou menos 1.000 km, através de lindos cenários. Em lá chegando, o Senhor lhe confirmara o lugar: Canaã. Estendeu suas tendas em Siquém (em Samaria), e estabeleceu ali um altar onde oferecia sacrifícios a Jeová. O altar era a um tempo o lugar de culto e testemunho de que a terra pertencia ao Deus ali adorado, e consequentemente a seus adoradores.
Carvalho de Moré - o carvalho oferecia a sombra mais fresca, não só devido à ramaria como à própria qualidade da árvore. Oferecia também sombra, para os rebanhos nas horas de calor. Moré (Manre) talvez fosse devido a um dono daquela terra (arqueiro).
Abraão desceu a Betel, onde erigiu outro altar. O nome Betel significa casa de Deus. Este nome foi dado por Jacó (muito depois). Antes chamava-se Luz (ou Deus habita na luz). Moisés escreveu muito tempo depois e está dando o nome atual de um acontecimento passado. Altar é uma estrutura elevada, onde se oferecia incenso e se queimavam os sacrifícios em honra dos deuses. Poderia ser feito de terra, ou de uma grande pedra ou de uma plataforma construída de pedras ou madeiras brutas, cobertas ou não. Podia até ser feito também de metal e com certos características que dependia do Deus a ser Adorado.
É interessante notar, que os altares haviam sido finalmente preservados para a adoração verdadeira a Jeová. Negligenciar tais lugares era negligenciar a adoração do Senhor, e o ato de arrasar os altares eqüivalia a um ato de blasfêmia. (Rm 11.3 e Is 1.15)
III - A OBEDIÊNCIA
Obediência é sujeitar-se à vontade de; estar sob a autoridade; não resistir; ceder; estar ou ficar sujeito a uma força ou influência; submeter-se ao mais forte; render-se; seguir o impulso de alguma coisa.
1) Pela fé Abraão, sendo chamado, OBEDECEU (Hb 11.8)
Quando tempo levou sua obediência? Comparar Lc 9.57 SEGUIR:
a) a renúncia do discipulado cristão exige o que "ha de melhor" em um homem;
b) Não basta ficar impressionado ouvindo a Jesus (tem de haver a entre a da própria alma a Cristo); e
c) não agir em momento de entusiasmo (entusiasmo não é arrependimento e conversão). São discípulos mal firmados.
O ato de aceitar o Evangelho não deve ser feito por meios atrativos, artificiais, música agitada, teatrinhos. Não podemos iludir as pessoas com falsas promessas. Jesus falava em solidão e perseguição, em dificuldades e sacrifícios.
2) Quando o Senhor disse a Abraão: Sai da tua parentela, estava dizendo: "Segue-me..."
Ele fala aqui de LEALDADE. É o que exige. Há uma lealdade maior que aquela que damos à família e aos amigos. O judaísmo sempre frisou as obrigações para com os pais. Mas há uma família superior e uma lealdade maior. Nem sempre teremos de escolher entre duas lealdades.
Compare Abraão com este moço Lc 9.57. Abraão obedeceu. O moço disse a Jesus: deixe-me sepultar meu pai. É uma maneira brutal de dizer: não posso ser discípulo enquanto meu pai estiver vivo. Isso adiava o seguir a Jesus por tempo indefinido; que o discipulado parecia uma tolice indigna. A resposta de Jesus era: vem e percorre estrada mais elevada. Vem e cuida dos deveres mais elevados do reino celeste (em contraste com as coisas mundanas, carnais e sociais). Deixe-me despedir - no grego significa separar-se de uma incumbência, como quando um soldado deixa seu posto ou o oficial larga a sua patente. Despedir uns dos outros. O discípulo queria por em ordem os seus negócios, além de despedir-se formalmente dos seus parentes. A chamada de Pedro, André... (Mt 4.18-22). Atos 9.6,15.
3) A chamada exige:
a) Fé - pela fé, Abraão..." O autor de Hebreus devota uma discussão mais longa sobre Abraão do que qualquer outro personagem. Ilustra como a fé o leva a entregar-se a Deus por meio do que grandes coisas foram feitas por ele e através dele.
Vejamos sete maneiras pelas quais a fé operava em Abraão: Hb 11
1 - sendo chamado para peregrinar - a fé exigiu ação aventurosa de sua parte.
2 - sua peregrinação levou-o a reconhecer que sua habitação neste mundo não era certa. v.10
3 - a fé foi um poder miraculoso nele e nos que andavam com ele. v.11 e 12
4 - a fé abre dimensão eterna à vida.
5 - ensina-nos que Deus é o nosso Deus. v.16
6 - ensina-nos que há um sacrifício supremo a ser feito à vontade de Deus. v.17
7 - ensina-nos a esperar o impossível. v.19; Rm 4.17
b) Obediência. Gn 12.1-5
c) Paciência Rm 5.3; Gn 3.15,4,6
d) Confiança Lc 1.18; Jó 19.25; At 5.29
e) Espera Sl 40.1; 42.5.11; 62.15; Is 40.31; Lc 8.40
terça-feira, 1 de março de 2011
Os Cinco Gigantes que Davi não Conseguiu Matar
Davi é reconhecido como um dos maiores reis de toda a história judaica, mas como exemplo negativo de chefe de família. Teve vários desgostos pessoais com seus filhos, por não dedicar tempo e eles, nem ouvi-los em momentos difíceis de suas vidas, mas pelo menos uma virtude tem que ser destacada na vida dele: Ele ensinou a vencerem os gigantes
Queridos irmãos, temos que ensinar nossos semelhantes, nossa própria família que os gigantes retornam, e precisamos vencê-los também. Tenha certeza também que os gigantes sempre vão voltar. Golias morto, sempre tem seus adeptos, que querem a todo custo levar adiante suas idéias, projetos, conceitos e preconceitos contra o povo de Deus
Entenda também que sozinhos se tornará difícil vencê-lo, precisamos da ajuda e consolação dos irmãos, amigos, família, para vencermos juntos os gigantes. Quando se tem em mente um gigante, a visão é de alguém ou algo muito poderoso e muito forte e até com aparência invencível. Ao que tudo indica, o cristão já está acostumado a se deparar com esse tipo de coisa.
No decorrer de toda nossa vida, nos deparamos com gigantes que já parecem vitoriosos mesmo antes de agirem. Tamanha é a fúria com que atacam. São os problemas próprios do dia a dia, como dificuldades financeiras, desemprego, doenças, violência, e instabilidades. Por isso, os piores “gigantes” são os que residem dentro do próprio homem.
Existem ainda, e muitos perigosos os “gigantes espirituais” que procuram por todos os meios manter o homem escravizado no pecado e também desviar o crente dos caminhos do Senhor (Jo.1010; Lc.8.13). É claro que quando se fala em “gigantes” está se usando uma simbologia, que aliás, é muito própria para identificação dos problemas que se abatem sobre o homem e, em particular sobre os crentes em Jesus.
A primeira atitude que tomou foi confiar na força do Senhor (Sl.40.4).
Observe que Davi não parou no meio da batalha, e sim avançou para conquistar a sua vitória. É isso que o crente deve fazer também, não fugir da luta, nem demonstrar receio, mas partir para a batalha sabendo que o Senhor estará com ele nessa peleja.
Essa história todos nós conhecemos muito bem. No entanto, outros “gigantes” apareceram para atormentar a vida de Davi, e a esses ele não conseguiu vencer. Deus fez coisas fantásticas na vida de Davi, pois o Senhor se agradava profundamente daquele jovem rei, e até a chegar a dizer: “ Achei a Davi, meu servo, com o meu santo óleo o ungi” – Sl. 89.20.
Houve um dia que chegou a crise... e Davi fracassa!. E arrasta atrás de si, uma crise sem igual. Por causa de seu adultério e assassinato, começa o maior desastre de toda a sua vida, junto dele, sua família, e seu reino, sofrem terríveis conseqüências. A nação mergulha numa grave instabilidade governamental e seu reino quase vai a nocaute!. É interessante que os “gigantes” que foram mortos por Davi e seus guerreiros eram fortes e bem armados, porém visíveis. Era possível vê-los a longa distância, fortes, corajosos e bem armados, e como planejavam as suas estratégias de guerra, dessa maneira ninguém poderia ignorar a sua existência!.
Só que os “gigantes” que estão matando muitos crentes, nem sempre podem ser identificados de imediato, costumam se apresentar sem “aparência”, com sapatinho de lã, e com cara de “ingenuidade”, mas que caminham velozmente em nossa direção para nos abater, e nos destruir!.
Vejamos então os cinco “gigantes” que o rei Davi não conseguiu matar, pois eram na verdade, desejos e pecados que residiam no seu íntimo, e que predominaram e marcaram toda a trajetória da sua vida. Quando esses “gigantes” se instalam no coração de qualquer ser humano, é porque ele já não ouve mais a voz de Deus, e sim a voz do nosso pior adversário!. É porque deixou que predominasse o orgulho, o egoísmo, e a rebeldia, que são verdadeiras investidas do diabo para nos derrubar. Nesses casos a queda é simplesmente fatal!.
O PRIMEIRO GIGANTE : A TENTAÇÃO.
A tentação pode ser considerada como um teste difícil, uma provocação ou uma prova que se tem de transpor e sair vitorioso. No aspecto espiritual, é uma tentativa satânica a fim de levar o homem a cometer atos que desagradem a Deus, e em seguida aprisioná-lo nas malhas diabólicas. Foi assim que aconteceu com Adão e Eva, desde o princípio da vida humana. Infelizmente, eles se deixaram levar pelo engano (Gn.3.6).
Em 2 Sm. o capítulo 11 registra a tentação, o pecado e a queda trágica de Davi. Ao invés de ir adiante do seu exército na batalha, conforme fizera antes, Davi ficou em Jerusalém. Foi tomado de uma indolência que não demorou a levá-lo ao colapso moral e espiritual. Sua vida de conforto e luxo como rei desenvolveu nele a auto confiança e a imoderação. Foi nesse tempo, que ele deixou de ser homem segundo o coração de Deus ( I Sm. 13.14).
Davi, deste modo, caindo da graça (Gl.5.4), faz-nos uma séria advertência a todos os crentes: “Aquele , pois, que cuida estar de pé, olhe que não caia” (I Co. 10.12).
Esse relato do pecado de Davi demonstra até onde pode cair uma pessoa que se desvia de Deus e da orientação do Espírito Santo. Ao mandar eliminar Urias e tomar a sua esposa, Davi estava desprezando a Deus e a sua palavra (2 Sm. 12-9.10). Embora Davi tenha se arrependido dos seus pecados e recebido o perdão da parte de Deus, as conseqüências disso não foram eliminadas por Deus. Significa que mesmo restaurado o nosso relacionamento com Deus, não quer dizer que escaparemos do castigo temporal, nem que ficaremos isentos das conseqüências dos pecados específicos (vs. 10.11.14).
Deus não deixou passar, nem desculpou os pecados de Davi, sob o pretexto dele ser um mero ser humano; que os seus pecados eram simples fraquezas ou falhas humanas, ou que ele, como rei, teria o direito natural de recorrer à injustiça e à crueldade.
O SEGUNDO GIGANTE: O ADULTÉRIO
O capítulo 11 de 2 Samuel, começa com a narrativa dos problemas de Davi e revelam a falha, o lado humano desse homem essencialmente devoto. Davi é perturbado com a tentação quando vê Bate-Seba se banhando à tarde em seu próprio pátio. Alguns teólogos tem tentado caracterizar Bate-Seba como uma sedutora. Mas o texto sugere que ela não teve culpa no episódio do adultério do rei. Observe. “Davi como rei devia estar na guerra. Bate-Seba estava banhando-se depois que Davi fora se deitar, ela estava em seu próprio pátio, e somente só podia ser vista do terraço do palácio.
VIU ... A UMA MULHER (2Sm.11.2).
Davi tomou a iniciativa de procurar saber que era ela. Davi mandou chamá-la. Como uma mulher sozinha, não havia como rejeitar as ordens de um rei, que, no antigo Oriente tinha o poder de vida e morte. Agora grávida, depois do seu encontro com o rei, Davi começa a planejar uma saída. A gravidez de Bate-Seba revelaria seu adultério, já que seu marido tinha estado fora durante toda a primavera. Tendo em vista que Urias se recusou a ir para sua casa, a única maneira de Davi proteger seu nome era mandar matar Urias imediatamente.
Ele então poderia casar-se logo com Bate-Seba, e sua gravidez não causaria mais nenhuma dificuldade. Assim, Davi planejou a morte “acidental” de Urias, a fim de proteger-se a si mesmo. Para encobrir seu pecado de adultério, Davi matou um homem inocente, valente e digno de confiança. Os pecados que Davi estava cometendo eram: adultério, homicídio a sangue frio e o encobrimento hipócrita de tudo, de fato, um mal horrendo aos olhos de Deus. Davi se tornara réu da quebra do sexto, sétimo, oitavo, nono e décimo mandamentos (Ex. 20.13-17). Seus pecados eram ainda mais graves, porque ele era pastor do povo de Deus e responsável pela administração da justiça e da retidão em Israel (2Sm.8.15).
O pecado de Davi foi perdoado por Deus, visto que a pena de morte e a condenação eterna foram suspensas (I Jo.3.15). Deste modo, Davi foi restaurado à salvação e à comunhão com Deus. Apesar disso, sua reputação ficou maculada de modo permanente, e os efeitos do seu pecado continuaram pelo resto da sua vida e da história da sua família.
A experiência de Davi, uma vez perdoado e restaurado, é uma séria lição para quem pensa que o pecado é algo banal; algo que Deus simplesmente perdoa e esquece. Em 2 Sm.12.10 lemos assim: “Não se apartará a espada jamais da tua casa”. Deus julgou Davi e a sua família, sob a forma de violência, conflito e homicídio (isto é, a espada) pelo restante da sua vida, esse julgamento durou aproximadamente vinte e cinco anos!.
O TERCEIRO GIGANTE : A MALÍCIA.
A malícia é uma tendência para o mal que não se expressa à primeira vista. A malícia, inicialmente, fica encoberta e passa despercebida. A pessoa maliciosa maquina o mal em seu coração e suas ações são sutis, como se fossem uma teia para envolver a pessoa que se encontra em sua mira. È obra da carne (Gl. 5.19.20), assim sendo é contraditória à vontade de Deus.
A malícia representa uma tendência vigorosa para o mal, má índole, esperteza, astúcia, habilidade para enganar, artimanhas, falsidade, intenção maldosa, e fingimento.
A Bíblia registra casos de várias pessoas que, usando de má fé, malícia ou astúcia conseguiram concretizar seus desejos. Mas para todos os casos, o resultado foi a reprovação de Deus e conseqüentemente o Seu juízo. A fraqueza é própria da natureza humana. Citemos o caso do rei Davi que era um homem segundo o coração de Deus (I Sm. 13.13-14). Coisas grandes iniciam-se pequenas, e o pecado cauteriza a mente do homem!.
Dessa forma, Davi tentou legitimar a gravidez de Bate-Seba, concedendo ao marido uns dias de licença para que ele estivesse com ela na sua intimidade. Mas o fiel guerreiro preferiu não se furtar ao dever, pensando não ser correto ele descansar enquanto outros soldados arriscavam a vida pelo reino. Dessa forma, não foi para a sua residência. Preferiu ficar montando guarda no palácio.
Percebendo a dedicação de Urias e tentando não deixar transparecer sua malícia, Davi agiu como se estivesse enviando o guerreiro de volta ao campo de batalha. Desta vez, o próprio Urias levava ao general Joabe uma carta do rei que ordenava a execução de um plano para matar o seu fiel e valente guerreiro. Urias levava a sua própria e injusta condenação!.
Ao receber a carta, o general não fez perguntas nem mesmo comentários. Tratou de obedecer irrestritamente a ordem do rei, como era de costume. E inventando um esquema especial a fim de satisfazer o pedido do rei, colocou Urias e outros homens ao alcance dos arqueiros inimigos. O plano de Davi acabou dando certo.
Em I Jo. 3.12-15 lemos assim a palavra de Deus: ”Qualquer que aborrecer a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanente nele a vida eterna”. Davi poderia ter restaurado a sua comunhão com o Senhor através do arrependimento sincero, de todo o coração, mas não teve forças para isso(Sl. 51).
O QUARTO GIGANTE : O ORGULHO.
O orgulho em algumas situações, pode ser considerado como um sentimento de dignidade, de auto confiança pessoal, brio, altivez, principalmente quando é vivido em um grau de satisfação e felicidade por algo conquistado. O orgulho é considerado pecaminoso pela Bíblia, ou melhor, pelo próprio Deus. Traduz o conceito elevado ou exagerado de si próprio; o amor próprio em demasia que leva à soberba, isto é, um orgulho exagerado; também considerado como arrogância, insolência e brutalidade.
Deus permitiu que Satanás tentasse Davi, após ter realizado muitos feitos e obtido grandes vitórias (2 Sm. 24.1). Davi caiu no laço do engano, pensou que fazendo o censo de toda a nação, Deus aprovaria a sua atitude. É bom observarmos que foi depois de grandes vitórias e realizações de Davi, que o diabo conseguiu essa brecha na vida do rei.
No capítulo 21.7 diz assim: “ E esse negócio também pareceu mal aos olhos de Deus, pelo que feriu a Israel”. É provável que o povo aprovasse o desejo pecaminoso de Davi, de recensear o povo. O orgulho, visto como erro, foi visto até pelo insensível Joabe que percebera que esse censo do povo era um grande pecado que envolveria todo o Israel na culpa. E aconteceu o inevitável: o povo ficou tomado de um espírito de orgulho nacional, e acabaram também participando do pecado de Davi, ficando todo o povo sujeito também ao castigo.
Ao numerar o povo, ele estava procurando exaltar a sua própria pessoa e o poderio militar da nação de Israel, e de depender unicamente desse poderio. Tal presunção inevitavelmente torna a pessoa autoconfiante, tomada de superioridade e vivendo sem fé e sem humildade. Davi deveria se lembrar de que todas as vitórias de Israel vieram pela mão do Senhor. De igual modo, o crente nunca deve se gloriar em sua própria grandeza no reino de Deus, mas nas suas próprias fraquezas.
Em I Cr. 21.11 O profeta Gade transmite uma ordem inusitada de Deus; Davi deveria escolher sua própria punição (vs.9-13). Davi escolhe uma praga e Deus envia uma peste a toda Israel, ocasionando a morte de cerca de setenta mil homens!. Há um fato interessante que não podemos deixar de destacar nesse episódio. Ainda em I Cr. 21.13 Davi diz ao profeta Gade: “Estou em grande angústia; caia eu, pois nas mãos do Senhor, porque são muitíssimas as suas misericórdias; mas que eu não caia nas mãos dos homens”.
Davi estava emocionalmente comovido pelo sofrimento do seu povo, mas também tinha o desejo de agir em favor deles. Davi sabia que Deus poderia perdoá-lo por toda a sua transgressão. Agora, seu coração reconhece que Deus é quem merecia todos os privilégios das suas conquistas. Ele era limitado, Deus não!. Os resultados do orgulho serão sempre dramáticos (Pv.29.23).
O Senhor é um Deus que pode se compadecer, mesmo daqueles que merecem ser castigados. Por causa do seu amor, misericórdia e compaixão, Deus pode abreviar ou até mesmo cancelar um castigo que Ele ia aplicar.
O QUINTO GIGANTE: A TRAIÇÃO.
A traição é baseada na mentira. É um dos piores, senão o pior golpe que alguém pode receber de um amigo ou de uma pessoa que se considera ou que se ama. Traição pode ser entendido como deslealdade, desapontamento da expectativa de alguém: é desvendar os segredos de outrem, entregar um amigo aos seus inimigos; é também decepcionar um amigo além de ser contada como engano, infidelidade, perfídia e desonestidade.
A traição fere muito porque vem sempre de alguém em quem se deposita confiança. Parece que, em conseqüência desse fato, torna-se mais difícil perdoar uma traição do que outra qualquer afronta. Um fato que ilustra muito bem está registrado no Salmo 55. Davi orava pedindo ao Senhor socorro e fazia um relatório da situação em que se encontrava a cidade de Jerusalém.
Mesmo vivendo aquela situação de tortura, crimes e maldades sem limites, o que mais feria Davi e abalou o seu estado emocional, foi a traição de seu filho mais querido: Absalão (Sl.55.12-15). A traição foi deveras um golpe muito forte para Davi. Homem acostumado a enfrentar inimigos valentes e sempre sair vencedor, agora se depara com outra espécie bem diferente de inimigo. Seu próprio filho o traia!
No coração de Absalão nasceu um ódio, um rancor exagerado, que passa agora a fazer parte de suas manobras. Um filho rebelde, insubmisso, violento, que por causa de suas atitudes erradas, se distancia de seu amado pai. Ele já não tem mais como ficar na presença de seu pai. Matou o próprio irmão, fugiu, então passa dois anos distante de todos, e quando volta é para difamar seu pai. O capítulo 15 de 2 Sm, nos informa que Absalão começa a maquinar a derrubada do rei. Reunia seus homens e ficava na porta da cidade abordando as pessoas que vinham à Jerusalém buscar auxílio do rei para as suas necessidades. Dizia às pessoas: “se eu fosse o rei não deixaria você nessa situação”.
le foi destruindo a imagem que o pai construíra em 40 anos de monarquia. Seu propósito era semear inimizade por onde passava. Davi não conseguiu fazer as pazes com seu filho Absalão, de modo que, tempos depois seu filho acabou morrendo vergonhosamente pendurado num carvalho com o seu exército desbaratado.
Irmãos, sabemos que Davi como rei, obteve sucesso em tudo que fazia. A Bíblia está cheia de relatos vitoriosos da vida desse homem, que alcançou êxito como pastor de ovelhas, escudeiro do rei Saul, matou o gigante Golias, derrotou os filisteus, amalequitas, expandiu o território de Israel cerca de dez vezes mais, reorganizou o exército, contribuiu com a construção do Templo, enfim conseguiu feitos extraordinários em todo o Israel. Davi exigiu de si mesmo inúmeras realizações que o deixaram no topo das atenções. Todavia, nem sempre o sucesso é tudo na vida. Ao descuidar-se de outras áreas importantes da sua vida, acabou fracassando na sua área familiar.
Ficamos pensando em histórias não muito felizes como essa, acontecendo pelos quatro cantos do mundo. É fácil vermos isso na igreja atual, muita gente convertida, comprometendo-se a mudar, mas que na verdade, dificilmente mudam o seu caráter. Freqüentam igrejas poderosas, mas não abandonam a mentira, praticam o adultério, cobiçam cargos na igreja, fazem fofocas, escandalizam, enganam, e não oram quando são tentados.
Nessas áreas, parece que já não há mais o temor de Deus, e quando se perde o temor de Deus, passamos a ouvir a voz do diabo. A Bíblia mostra toda a vida de Davi, nada é empurrado para “debaixo do tapete”. Possamos então nos alerta sobre esses enganos, e refletirmos sobre os erros que tiveram os grandes homens de Deus, reis e profetas, e aprendermos que esses desacertos, de nada servem para o povo de Deus!.
Devemos sim, sermos verdadeiras ovelhas de Jesus. Em Efésios 5.1, Paulo escreveu muito bem dizendo: “Sede, pois imitadores de Deus, como filhos amados”. Significa que devemos rejeitar decisivamente todos os tipos de impurezas aqui na terra. É preciso que haja uma visível diferença entre o estilo de vida do cristão com os que são desse mundo. Afinal de contas, se não formos imitadores de Deus, imitaremos a quem?
Que o Senhor te abençoe poderosamente em todas as áreas da tua vida!. Em nome do Senhor
Queridos irmãos, temos que ensinar nossos semelhantes, nossa própria família que os gigantes retornam, e precisamos vencê-los também. Tenha certeza também que os gigantes sempre vão voltar. Golias morto, sempre tem seus adeptos, que querem a todo custo levar adiante suas idéias, projetos, conceitos e preconceitos contra o povo de Deus
Entenda também que sozinhos se tornará difícil vencê-lo, precisamos da ajuda e consolação dos irmãos, amigos, família, para vencermos juntos os gigantes. Quando se tem em mente um gigante, a visão é de alguém ou algo muito poderoso e muito forte e até com aparência invencível. Ao que tudo indica, o cristão já está acostumado a se deparar com esse tipo de coisa.
No decorrer de toda nossa vida, nos deparamos com gigantes que já parecem vitoriosos mesmo antes de agirem. Tamanha é a fúria com que atacam. São os problemas próprios do dia a dia, como dificuldades financeiras, desemprego, doenças, violência, e instabilidades. Por isso, os piores “gigantes” são os que residem dentro do próprio homem.
Existem ainda, e muitos perigosos os “gigantes espirituais” que procuram por todos os meios manter o homem escravizado no pecado e também desviar o crente dos caminhos do Senhor (Jo.1010; Lc.8.13). É claro que quando se fala em “gigantes” está se usando uma simbologia, que aliás, é muito própria para identificação dos problemas que se abatem sobre o homem e, em particular sobre os crentes em Jesus.
A primeira atitude que tomou foi confiar na força do Senhor (Sl.40.4).
Observe que Davi não parou no meio da batalha, e sim avançou para conquistar a sua vitória. É isso que o crente deve fazer também, não fugir da luta, nem demonstrar receio, mas partir para a batalha sabendo que o Senhor estará com ele nessa peleja.
Essa história todos nós conhecemos muito bem. No entanto, outros “gigantes” apareceram para atormentar a vida de Davi, e a esses ele não conseguiu vencer. Deus fez coisas fantásticas na vida de Davi, pois o Senhor se agradava profundamente daquele jovem rei, e até a chegar a dizer: “ Achei a Davi, meu servo, com o meu santo óleo o ungi” – Sl. 89.20.
Houve um dia que chegou a crise... e Davi fracassa!. E arrasta atrás de si, uma crise sem igual. Por causa de seu adultério e assassinato, começa o maior desastre de toda a sua vida, junto dele, sua família, e seu reino, sofrem terríveis conseqüências. A nação mergulha numa grave instabilidade governamental e seu reino quase vai a nocaute!. É interessante que os “gigantes” que foram mortos por Davi e seus guerreiros eram fortes e bem armados, porém visíveis. Era possível vê-los a longa distância, fortes, corajosos e bem armados, e como planejavam as suas estratégias de guerra, dessa maneira ninguém poderia ignorar a sua existência!.
Só que os “gigantes” que estão matando muitos crentes, nem sempre podem ser identificados de imediato, costumam se apresentar sem “aparência”, com sapatinho de lã, e com cara de “ingenuidade”, mas que caminham velozmente em nossa direção para nos abater, e nos destruir!.
Vejamos então os cinco “gigantes” que o rei Davi não conseguiu matar, pois eram na verdade, desejos e pecados que residiam no seu íntimo, e que predominaram e marcaram toda a trajetória da sua vida. Quando esses “gigantes” se instalam no coração de qualquer ser humano, é porque ele já não ouve mais a voz de Deus, e sim a voz do nosso pior adversário!. É porque deixou que predominasse o orgulho, o egoísmo, e a rebeldia, que são verdadeiras investidas do diabo para nos derrubar. Nesses casos a queda é simplesmente fatal!.
O PRIMEIRO GIGANTE : A TENTAÇÃO.
A tentação pode ser considerada como um teste difícil, uma provocação ou uma prova que se tem de transpor e sair vitorioso. No aspecto espiritual, é uma tentativa satânica a fim de levar o homem a cometer atos que desagradem a Deus, e em seguida aprisioná-lo nas malhas diabólicas. Foi assim que aconteceu com Adão e Eva, desde o princípio da vida humana. Infelizmente, eles se deixaram levar pelo engano (Gn.3.6).
Em 2 Sm. o capítulo 11 registra a tentação, o pecado e a queda trágica de Davi. Ao invés de ir adiante do seu exército na batalha, conforme fizera antes, Davi ficou em Jerusalém. Foi tomado de uma indolência que não demorou a levá-lo ao colapso moral e espiritual. Sua vida de conforto e luxo como rei desenvolveu nele a auto confiança e a imoderação. Foi nesse tempo, que ele deixou de ser homem segundo o coração de Deus ( I Sm. 13.14).
Davi, deste modo, caindo da graça (Gl.5.4), faz-nos uma séria advertência a todos os crentes: “Aquele , pois, que cuida estar de pé, olhe que não caia” (I Co. 10.12).
Esse relato do pecado de Davi demonstra até onde pode cair uma pessoa que se desvia de Deus e da orientação do Espírito Santo. Ao mandar eliminar Urias e tomar a sua esposa, Davi estava desprezando a Deus e a sua palavra (2 Sm. 12-9.10). Embora Davi tenha se arrependido dos seus pecados e recebido o perdão da parte de Deus, as conseqüências disso não foram eliminadas por Deus. Significa que mesmo restaurado o nosso relacionamento com Deus, não quer dizer que escaparemos do castigo temporal, nem que ficaremos isentos das conseqüências dos pecados específicos (vs. 10.11.14).
Deus não deixou passar, nem desculpou os pecados de Davi, sob o pretexto dele ser um mero ser humano; que os seus pecados eram simples fraquezas ou falhas humanas, ou que ele, como rei, teria o direito natural de recorrer à injustiça e à crueldade.
O SEGUNDO GIGANTE: O ADULTÉRIO
O capítulo 11 de 2 Samuel, começa com a narrativa dos problemas de Davi e revelam a falha, o lado humano desse homem essencialmente devoto. Davi é perturbado com a tentação quando vê Bate-Seba se banhando à tarde em seu próprio pátio. Alguns teólogos tem tentado caracterizar Bate-Seba como uma sedutora. Mas o texto sugere que ela não teve culpa no episódio do adultério do rei. Observe. “Davi como rei devia estar na guerra. Bate-Seba estava banhando-se depois que Davi fora se deitar, ela estava em seu próprio pátio, e somente só podia ser vista do terraço do palácio.
VIU ... A UMA MULHER (2Sm.11.2).
Davi tomou a iniciativa de procurar saber que era ela. Davi mandou chamá-la. Como uma mulher sozinha, não havia como rejeitar as ordens de um rei, que, no antigo Oriente tinha o poder de vida e morte. Agora grávida, depois do seu encontro com o rei, Davi começa a planejar uma saída. A gravidez de Bate-Seba revelaria seu adultério, já que seu marido tinha estado fora durante toda a primavera. Tendo em vista que Urias se recusou a ir para sua casa, a única maneira de Davi proteger seu nome era mandar matar Urias imediatamente.
Ele então poderia casar-se logo com Bate-Seba, e sua gravidez não causaria mais nenhuma dificuldade. Assim, Davi planejou a morte “acidental” de Urias, a fim de proteger-se a si mesmo. Para encobrir seu pecado de adultério, Davi matou um homem inocente, valente e digno de confiança. Os pecados que Davi estava cometendo eram: adultério, homicídio a sangue frio e o encobrimento hipócrita de tudo, de fato, um mal horrendo aos olhos de Deus. Davi se tornara réu da quebra do sexto, sétimo, oitavo, nono e décimo mandamentos (Ex. 20.13-17). Seus pecados eram ainda mais graves, porque ele era pastor do povo de Deus e responsável pela administração da justiça e da retidão em Israel (2Sm.8.15).
O pecado de Davi foi perdoado por Deus, visto que a pena de morte e a condenação eterna foram suspensas (I Jo.3.15). Deste modo, Davi foi restaurado à salvação e à comunhão com Deus. Apesar disso, sua reputação ficou maculada de modo permanente, e os efeitos do seu pecado continuaram pelo resto da sua vida e da história da sua família.
A experiência de Davi, uma vez perdoado e restaurado, é uma séria lição para quem pensa que o pecado é algo banal; algo que Deus simplesmente perdoa e esquece. Em 2 Sm.12.10 lemos assim: “Não se apartará a espada jamais da tua casa”. Deus julgou Davi e a sua família, sob a forma de violência, conflito e homicídio (isto é, a espada) pelo restante da sua vida, esse julgamento durou aproximadamente vinte e cinco anos!.
O TERCEIRO GIGANTE : A MALÍCIA.
A malícia é uma tendência para o mal que não se expressa à primeira vista. A malícia, inicialmente, fica encoberta e passa despercebida. A pessoa maliciosa maquina o mal em seu coração e suas ações são sutis, como se fossem uma teia para envolver a pessoa que se encontra em sua mira. È obra da carne (Gl. 5.19.20), assim sendo é contraditória à vontade de Deus.
A malícia representa uma tendência vigorosa para o mal, má índole, esperteza, astúcia, habilidade para enganar, artimanhas, falsidade, intenção maldosa, e fingimento.
A Bíblia registra casos de várias pessoas que, usando de má fé, malícia ou astúcia conseguiram concretizar seus desejos. Mas para todos os casos, o resultado foi a reprovação de Deus e conseqüentemente o Seu juízo. A fraqueza é própria da natureza humana. Citemos o caso do rei Davi que era um homem segundo o coração de Deus (I Sm. 13.13-14). Coisas grandes iniciam-se pequenas, e o pecado cauteriza a mente do homem!.
Dessa forma, Davi tentou legitimar a gravidez de Bate-Seba, concedendo ao marido uns dias de licença para que ele estivesse com ela na sua intimidade. Mas o fiel guerreiro preferiu não se furtar ao dever, pensando não ser correto ele descansar enquanto outros soldados arriscavam a vida pelo reino. Dessa forma, não foi para a sua residência. Preferiu ficar montando guarda no palácio.
Percebendo a dedicação de Urias e tentando não deixar transparecer sua malícia, Davi agiu como se estivesse enviando o guerreiro de volta ao campo de batalha. Desta vez, o próprio Urias levava ao general Joabe uma carta do rei que ordenava a execução de um plano para matar o seu fiel e valente guerreiro. Urias levava a sua própria e injusta condenação!.
Ao receber a carta, o general não fez perguntas nem mesmo comentários. Tratou de obedecer irrestritamente a ordem do rei, como era de costume. E inventando um esquema especial a fim de satisfazer o pedido do rei, colocou Urias e outros homens ao alcance dos arqueiros inimigos. O plano de Davi acabou dando certo.
Em I Jo. 3.12-15 lemos assim a palavra de Deus: ”Qualquer que aborrecer a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanente nele a vida eterna”. Davi poderia ter restaurado a sua comunhão com o Senhor através do arrependimento sincero, de todo o coração, mas não teve forças para isso(Sl. 51).
O QUARTO GIGANTE : O ORGULHO.
O orgulho em algumas situações, pode ser considerado como um sentimento de dignidade, de auto confiança pessoal, brio, altivez, principalmente quando é vivido em um grau de satisfação e felicidade por algo conquistado. O orgulho é considerado pecaminoso pela Bíblia, ou melhor, pelo próprio Deus. Traduz o conceito elevado ou exagerado de si próprio; o amor próprio em demasia que leva à soberba, isto é, um orgulho exagerado; também considerado como arrogância, insolência e brutalidade.
Deus permitiu que Satanás tentasse Davi, após ter realizado muitos feitos e obtido grandes vitórias (2 Sm. 24.1). Davi caiu no laço do engano, pensou que fazendo o censo de toda a nação, Deus aprovaria a sua atitude. É bom observarmos que foi depois de grandes vitórias e realizações de Davi, que o diabo conseguiu essa brecha na vida do rei.
No capítulo 21.7 diz assim: “ E esse negócio também pareceu mal aos olhos de Deus, pelo que feriu a Israel”. É provável que o povo aprovasse o desejo pecaminoso de Davi, de recensear o povo. O orgulho, visto como erro, foi visto até pelo insensível Joabe que percebera que esse censo do povo era um grande pecado que envolveria todo o Israel na culpa. E aconteceu o inevitável: o povo ficou tomado de um espírito de orgulho nacional, e acabaram também participando do pecado de Davi, ficando todo o povo sujeito também ao castigo.
Ao numerar o povo, ele estava procurando exaltar a sua própria pessoa e o poderio militar da nação de Israel, e de depender unicamente desse poderio. Tal presunção inevitavelmente torna a pessoa autoconfiante, tomada de superioridade e vivendo sem fé e sem humildade. Davi deveria se lembrar de que todas as vitórias de Israel vieram pela mão do Senhor. De igual modo, o crente nunca deve se gloriar em sua própria grandeza no reino de Deus, mas nas suas próprias fraquezas.
Em I Cr. 21.11 O profeta Gade transmite uma ordem inusitada de Deus; Davi deveria escolher sua própria punição (vs.9-13). Davi escolhe uma praga e Deus envia uma peste a toda Israel, ocasionando a morte de cerca de setenta mil homens!. Há um fato interessante que não podemos deixar de destacar nesse episódio. Ainda em I Cr. 21.13 Davi diz ao profeta Gade: “Estou em grande angústia; caia eu, pois nas mãos do Senhor, porque são muitíssimas as suas misericórdias; mas que eu não caia nas mãos dos homens”.
Davi estava emocionalmente comovido pelo sofrimento do seu povo, mas também tinha o desejo de agir em favor deles. Davi sabia que Deus poderia perdoá-lo por toda a sua transgressão. Agora, seu coração reconhece que Deus é quem merecia todos os privilégios das suas conquistas. Ele era limitado, Deus não!. Os resultados do orgulho serão sempre dramáticos (Pv.29.23).
O Senhor é um Deus que pode se compadecer, mesmo daqueles que merecem ser castigados. Por causa do seu amor, misericórdia e compaixão, Deus pode abreviar ou até mesmo cancelar um castigo que Ele ia aplicar.
O QUINTO GIGANTE: A TRAIÇÃO.
A traição é baseada na mentira. É um dos piores, senão o pior golpe que alguém pode receber de um amigo ou de uma pessoa que se considera ou que se ama. Traição pode ser entendido como deslealdade, desapontamento da expectativa de alguém: é desvendar os segredos de outrem, entregar um amigo aos seus inimigos; é também decepcionar um amigo além de ser contada como engano, infidelidade, perfídia e desonestidade.
A traição fere muito porque vem sempre de alguém em quem se deposita confiança. Parece que, em conseqüência desse fato, torna-se mais difícil perdoar uma traição do que outra qualquer afronta. Um fato que ilustra muito bem está registrado no Salmo 55. Davi orava pedindo ao Senhor socorro e fazia um relatório da situação em que se encontrava a cidade de Jerusalém.
Mesmo vivendo aquela situação de tortura, crimes e maldades sem limites, o que mais feria Davi e abalou o seu estado emocional, foi a traição de seu filho mais querido: Absalão (Sl.55.12-15). A traição foi deveras um golpe muito forte para Davi. Homem acostumado a enfrentar inimigos valentes e sempre sair vencedor, agora se depara com outra espécie bem diferente de inimigo. Seu próprio filho o traia!
No coração de Absalão nasceu um ódio, um rancor exagerado, que passa agora a fazer parte de suas manobras. Um filho rebelde, insubmisso, violento, que por causa de suas atitudes erradas, se distancia de seu amado pai. Ele já não tem mais como ficar na presença de seu pai. Matou o próprio irmão, fugiu, então passa dois anos distante de todos, e quando volta é para difamar seu pai. O capítulo 15 de 2 Sm, nos informa que Absalão começa a maquinar a derrubada do rei. Reunia seus homens e ficava na porta da cidade abordando as pessoas que vinham à Jerusalém buscar auxílio do rei para as suas necessidades. Dizia às pessoas: “se eu fosse o rei não deixaria você nessa situação”.
le foi destruindo a imagem que o pai construíra em 40 anos de monarquia. Seu propósito era semear inimizade por onde passava. Davi não conseguiu fazer as pazes com seu filho Absalão, de modo que, tempos depois seu filho acabou morrendo vergonhosamente pendurado num carvalho com o seu exército desbaratado.
Irmãos, sabemos que Davi como rei, obteve sucesso em tudo que fazia. A Bíblia está cheia de relatos vitoriosos da vida desse homem, que alcançou êxito como pastor de ovelhas, escudeiro do rei Saul, matou o gigante Golias, derrotou os filisteus, amalequitas, expandiu o território de Israel cerca de dez vezes mais, reorganizou o exército, contribuiu com a construção do Templo, enfim conseguiu feitos extraordinários em todo o Israel. Davi exigiu de si mesmo inúmeras realizações que o deixaram no topo das atenções. Todavia, nem sempre o sucesso é tudo na vida. Ao descuidar-se de outras áreas importantes da sua vida, acabou fracassando na sua área familiar.
Ficamos pensando em histórias não muito felizes como essa, acontecendo pelos quatro cantos do mundo. É fácil vermos isso na igreja atual, muita gente convertida, comprometendo-se a mudar, mas que na verdade, dificilmente mudam o seu caráter. Freqüentam igrejas poderosas, mas não abandonam a mentira, praticam o adultério, cobiçam cargos na igreja, fazem fofocas, escandalizam, enganam, e não oram quando são tentados.
Nessas áreas, parece que já não há mais o temor de Deus, e quando se perde o temor de Deus, passamos a ouvir a voz do diabo. A Bíblia mostra toda a vida de Davi, nada é empurrado para “debaixo do tapete”. Possamos então nos alerta sobre esses enganos, e refletirmos sobre os erros que tiveram os grandes homens de Deus, reis e profetas, e aprendermos que esses desacertos, de nada servem para o povo de Deus!.
Devemos sim, sermos verdadeiras ovelhas de Jesus. Em Efésios 5.1, Paulo escreveu muito bem dizendo: “Sede, pois imitadores de Deus, como filhos amados”. Significa que devemos rejeitar decisivamente todos os tipos de impurezas aqui na terra. É preciso que haja uma visível diferença entre o estilo de vida do cristão com os que são desse mundo. Afinal de contas, se não formos imitadores de Deus, imitaremos a quem?
Que o Senhor te abençoe poderosamente em todas as áreas da tua vida!. Em nome do Senhor
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
: Não se desespera quem crê no Deus dos impossíveis
Quero destacar quatro fatos importantes sobre Abraão:
Em primeiro lugar, Abraão começou a ouvir a palavra de Deus com 75 anos de idade (Gn 12.4). Aos 75 anos, pensamos mais em "dependurar as chuteiras", em nos aposentar, em entrar num pijama, comprar uma cadeira de balanço e encerrar a carreira. Abraão, aos 75 anos, começava seu caminhar com o Senhor, recebia o maior desafio de sua vida. Aos 75 anos, ele estava em pleno vigor, engendrava pianos, fazia arrojadas caminhadas, aceitava grandes desafios de Deus. Não há hora, não há tempo, não há idade para Deus chamar e desafiar você; e também para começar um novo projeto em sua vida. Deus pode começar uma obra extraordinária com pessoas de cabelos brancos e com a face marcada pelas rugas que o tempo esculpiu. Moisés começou seu ministério aos 80 anos. Winston Churchill tornou-se primeiro-ministro da Inglaterra, no turbulento período da Segunda Guerra Mundial, aos 70 anos de idade. Foi sua liderança firme que livrou a Inglaterra da avassaladora invasão de Hitler.
Em segundo lugar, Abraão é constituído pai de muitas nações sem ter um descendente (Gn 12.2). Aos 75 anos, Deus prometeu a Abraão que ele seria pai de uma grande nação. Abrão significa grande pai, mas Abraão significa pai de uma grande nação. Ele tinha nome, mas ainda não tinha filhos. Ele tinha a promessa, mas não a realidade. Abraão enfrenta quatro problemas para esperar: sua idade avançada; a esterilidade de sua mulher (Gn 11.30); a demora de Deus, pois haviam passado onze anos desde que Deus fizera a promessa do filho, e a escolha precipitada aos 86 anos, quando por sugestão de Sara, sua mulher, ele arranja um bebê com a escrava Agar (Gn 16.1-4). Talvez sua angústia seja a mesma que assaltou o coração de Sara. Você espera há muito tempo o cumprimento de uma promessa. Você espera há anos a conversão de seu marido, de sua esposa, de seus filhos, de seus pais. Os anos cor¬rem, e nada! Aquele problema que aflige sua alma fica cada vez pior. O filho da promessa parece cada vez mais distante. Cada regra, cada menstruação de Sara era uma espera impa¬ciente, até que ela entrou na menopausa, e Deus não cumpriu a promessa. Assim, Sara perdeu a paciência. Ismael, o filho de Abraão com Agar, foi a gestação da impaciência de Sara, e não a procura de Abraão.
Em terceiro lugar, Abraão tinha 100 anos de idade quando Isaque nasceu (Gn 21.5). O apóstolo Pulo diz que Deus "chama as coisas que não são, como se já fossem" (Rm 4.17). O corpo de Abraão já estava amortecido. Já havia passado para Sara a idade própria de ser mãe. Se isso não bastasse, Sara ainda era estéril. O bom senso dizia: "Impossível!". A razão gritava: "Não pode ser!". Mas a fé diz: "Tudo é possí¬vel!". Abraão esperou 25 anos desde a promessa até Isaque nascer. Será que teríamos condições de esperar uma promessa de Deus tanto tempo? Será que não teríamos sepultado essa promessa no túmulo de nossa incredulidade e desesperança? Abraão acreditava que a promessa de Deus não podia falhar. Ele confiava no caráter de Deus. Sua fé estava plantada no solo firme da promessa, e sua esperança estava posta no Deus que não pode mentir. O apóstolo Paulo escreve sobre Abraão: "Não vacilou por incredulidade, antes foi fortalecido na fé, dando glória a Deus" (Rm 4.20,21).
Em quarto lugar, Abraão é chamado a sacrificar Isaque quando este já tem 14 anos (Gn 22.1-27). Ao todo, são 39 anos desde o dia da promessa até o dia em que Deus pede Isaque de volta a Abraão. Agora, Abraão, de posse da promessa, escuta Deus lhe falando: "Abraão, agora desista; dê-me seu filho; renuncie-o; entregue-o a mim em sacrifício". Havia uma paciência tão grande em Abraão que ele acreditava que a promessa de Deus não poderia ser frustrada, que Deus ressuscitaria seu filho. Ele acreditava que nem a morte podia colocar limites ao poder de Deus. Acreditava que, quando andamos com Deus, a morte não tem a última palavra.
Em primeiro lugar, Abraão começou a ouvir a palavra de Deus com 75 anos de idade (Gn 12.4). Aos 75 anos, pensamos mais em "dependurar as chuteiras", em nos aposentar, em entrar num pijama, comprar uma cadeira de balanço e encerrar a carreira. Abraão, aos 75 anos, começava seu caminhar com o Senhor, recebia o maior desafio de sua vida. Aos 75 anos, ele estava em pleno vigor, engendrava pianos, fazia arrojadas caminhadas, aceitava grandes desafios de Deus. Não há hora, não há tempo, não há idade para Deus chamar e desafiar você; e também para começar um novo projeto em sua vida. Deus pode começar uma obra extraordinária com pessoas de cabelos brancos e com a face marcada pelas rugas que o tempo esculpiu. Moisés começou seu ministério aos 80 anos. Winston Churchill tornou-se primeiro-ministro da Inglaterra, no turbulento período da Segunda Guerra Mundial, aos 70 anos de idade. Foi sua liderança firme que livrou a Inglaterra da avassaladora invasão de Hitler.
Em segundo lugar, Abraão é constituído pai de muitas nações sem ter um descendente (Gn 12.2). Aos 75 anos, Deus prometeu a Abraão que ele seria pai de uma grande nação. Abrão significa grande pai, mas Abraão significa pai de uma grande nação. Ele tinha nome, mas ainda não tinha filhos. Ele tinha a promessa, mas não a realidade. Abraão enfrenta quatro problemas para esperar: sua idade avançada; a esterilidade de sua mulher (Gn 11.30); a demora de Deus, pois haviam passado onze anos desde que Deus fizera a promessa do filho, e a escolha precipitada aos 86 anos, quando por sugestão de Sara, sua mulher, ele arranja um bebê com a escrava Agar (Gn 16.1-4). Talvez sua angústia seja a mesma que assaltou o coração de Sara. Você espera há muito tempo o cumprimento de uma promessa. Você espera há anos a conversão de seu marido, de sua esposa, de seus filhos, de seus pais. Os anos cor¬rem, e nada! Aquele problema que aflige sua alma fica cada vez pior. O filho da promessa parece cada vez mais distante. Cada regra, cada menstruação de Sara era uma espera impa¬ciente, até que ela entrou na menopausa, e Deus não cumpriu a promessa. Assim, Sara perdeu a paciência. Ismael, o filho de Abraão com Agar, foi a gestação da impaciência de Sara, e não a procura de Abraão.
Em terceiro lugar, Abraão tinha 100 anos de idade quando Isaque nasceu (Gn 21.5). O apóstolo Pulo diz que Deus "chama as coisas que não são, como se já fossem" (Rm 4.17). O corpo de Abraão já estava amortecido. Já havia passado para Sara a idade própria de ser mãe. Se isso não bastasse, Sara ainda era estéril. O bom senso dizia: "Impossível!". A razão gritava: "Não pode ser!". Mas a fé diz: "Tudo é possí¬vel!". Abraão esperou 25 anos desde a promessa até Isaque nascer. Será que teríamos condições de esperar uma promessa de Deus tanto tempo? Será que não teríamos sepultado essa promessa no túmulo de nossa incredulidade e desesperança? Abraão acreditava que a promessa de Deus não podia falhar. Ele confiava no caráter de Deus. Sua fé estava plantada no solo firme da promessa, e sua esperança estava posta no Deus que não pode mentir. O apóstolo Paulo escreve sobre Abraão: "Não vacilou por incredulidade, antes foi fortalecido na fé, dando glória a Deus" (Rm 4.20,21).
Em quarto lugar, Abraão é chamado a sacrificar Isaque quando este já tem 14 anos (Gn 22.1-27). Ao todo, são 39 anos desde o dia da promessa até o dia em que Deus pede Isaque de volta a Abraão. Agora, Abraão, de posse da promessa, escuta Deus lhe falando: "Abraão, agora desista; dê-me seu filho; renuncie-o; entregue-o a mim em sacrifício". Havia uma paciência tão grande em Abraão que ele acreditava que a promessa de Deus não poderia ser frustrada, que Deus ressuscitaria seu filho. Ele acreditava que nem a morte podia colocar limites ao poder de Deus. Acreditava que, quando andamos com Deus, a morte não tem a última palavra.
FERIDAS NO RELACIONAMENTO DE SARA E ABRAÃO.
Texto Gn 24.1 Tema as oito feridas de Sara. – relacionamentos – família.
Vs1 – Um estagio um tempo de prosperidade, de maturidade, de benção, de gloria.
Todos nós trabalhamos e lutamos por isso, por um futuro melhor.
Aos 49 anos o homem, precisa ter uma vida estável, em todas às áreas, emocional, ministerial, profissional, financeiramente, Deus trabalha na vida do homem de sete em sete anos – 50 anos “ano do jubileu”.
Abraão no capitulo 24 a bíblia nos revela através do texto, alcançou tudo isso, mas de nada valeu pois estava terrivelmente só, absolutamente só, pois Sara tinha morrido no capitulo 23.
A pessoa que ele amava, sua companheira de peregrinações, não estava mais com ele.
Agora observe no texto que traz uma revelação bombástica:
Gn 23.2 - ... Sara morreu em Quiriate- Arba, Hebrom, na terra de Canaã (nos Carvalhais de Manre), e veio Abraão lamentar Sara e chorar por ela.
As vezes nós lemos a bíblia de maneira superficial, e passamos por detalhes despercebidamente, mas que são profundas revelações.
Sara separou-se de Abraão por 23 anos!
Observe o texto ( Gn22.19) ele estava morando em Berseba e veio Abraão chorar a morte de Sara em Quiriate- Arba (Gn 23.2).
O casal modelo e referencial, que muitos pregam como exemplo de casamento, na verdade não conhecem bem a fundo como foi a vida conjugal dos dois.
E muitos casamentos hoje estão na mesma condição, vivem de aparências, mas a realidade é outra.
Conheci casais que na igreja era uma coisa, mas em casa chegava ao cumulo de bater na esposa, e olha que as vezes uma palavra é pior que um soco na cara.
Sara morava em Quiriate Arba (Gn13.18), Sara amava esse lugar, era um lugar agradável, lindo, abençoado por Deus.
Mas Abraão era um peregrino, foi a ordem de Deus, peregrinar, mas Sara não compreendia o seu marido.
E o homem que tem visão, que tem propósito, ele peregrina muitos anos de sua vida, faz parte do trabalhar de Deus, do agir no seu caráter, e a esposa que não compreender esse tempo de peregrinação, tribulação, angustias, nunca vai ter sucesso no seu relacionamento.
Mas quando ela entende, compreende, vai chegar o tempo em que Deus vai romper e trazer o tempo do jubileu ( maturidade, plenitude em todas as áreas), e ela vai desfrutar.
Mas Sara não compreendeu e viveu 23 anos separada de Abraão, Abraão foi ferindo o coração de Sara e ela foi sofrendo calada, silenciosamente.
Vou falar sobre algumas feridas que Abraão causou na alma de Sara:
1 – Ferida: Gn 12.10-20 Houve fome na terra e Abrão desce ao Egito.
Incredulidade – Quando a esposa vê que seu marido não crê nas coisas de Deus, nos milagres, que Deus é capaz de fazer maravilhas.
Que egoísmo! Que ofensa! Ele a usou para obter, alcançar beneficio.
Ela não falou nada para ele, mas isso causou uma ferida muito grande.
Ex: Tipo aquele marido que pede para a esposa mentir que ele não esta em casa quando o chamam ao telefone
Vs 13 diga que é minha Irma...
O homem que mente acaba perdendo a confiança da própria esposa.
2 – Ferida: Essa é muito comum nos casamentos “Ló” (Gn 13-9)
Ló muitas vezes são amizades, amizade de pardal!!!
É aquele marido que larga a esposa em casa e sai com aquele bando de pardal.
Deus não chamou Ló foi só confusão que ele causou.
Ló também pode ser família.
Você casa recebe o presente mas quer levar o pacote para casa, a família!
Quantas vezes eu já vi o pacote estragar o relacionamento do casal.
O casal vai morar com os pais e sua casa vira a escolinha de satanás!
Gn 2.24 Portanto deixara o homem...
Sl 45.10,16
Quando Ló se separa de Abraão ele leva a parte de Sara.
Quantos casais ajuntam algumas economias, e ai aparece um Ló para você ajudar.
Sara estava convivendo com Ló e ele roubando o que era dela.
3 – Ferida: Gn 13.17 levanta-te percorre...
Ele tinha uma missão, um propósito, uma direção, mas em primeiro lugar você tem que proteger sua família.
Gn 18.1 Carvalhais de Manre era um lugar importante para Sara.
Há lugares e momentos especiais, a mulher é muito mais sensível para perceber.
Mas o cabeça-dura nunca quer ouvir sua mulher.
Deus visitava Abraão nesse lugar Sara sabia disso.
Abraão não dava o direito de Sara abrir sua boca para expressar seu coração, isso vai ferindo o coração da mulher, quantos são intransigentes.
Chega um ponto que a mulher diz chega, basta, não quero mais passar, vergonha humilhação.
Sara foi morar lá e ele em Berseba, 23 anos separados, conversavam só por recados.
Eles estavam separados, conversavam por recados, é o casal que qualquer briguinha vai dormir em camas separadas, que não ponha o sol sobre a sua ira!!!
4 – Ferida: Falam que Sara riu da promessa de Deus, muitas vezes acabam com ela, mas antes de Sara rir Abraão riu primeiro. (Gn 17.17)
Riu da capacidade de Sara, ele riu porque não acreditava que sua esposa fosse capaz.
E isso causa uma ferida terrível.
Alguns maltratam tanto as suas esposas que elas vão perdendo até a capacidade de raciocinar.
A mulher era inteligente, capaz, tinha o maior potencial, era dinâmica, esperta, rápida, ligeira, com o tempo vira um tronco, uma lesma.
E o homem coloca nela todos os atributos negativos, mas ela está assim porque tem a alma ferida, e o marido é o culpado.
Vs 16 – Ela tinha promessas, mas ele não creu.
A mulher precisa de palavras de animo, de elogio, de motivação, você não gosta de receber um elogio cabeça- dura? A mulher tem necessidade!!! Ela se sente segura, mulher é sensível.
Abraão fala que ela tem 90 anos, mas ela tem 87, quantos maridos fazem isso desdenham da própria mulher, você esta ficando velha, ou gorda, olha a ruguinha aparecendo, olha o cabelinho branco.
Seu cabeça dura! você colhe o que planta!!! Não crer na capacidade da sua mulher causa uma ferida muito grande.
5 – Ferida: vs 18 – Ele queria que o mesmo acontecesse com Ismael, o filho da escrava Egipcia, errar é humano persistir no erro é burrice.
É o camarada que está num relacionamento e fica com graçinhas com pessoas que se relacionou no passado. Ou vice-versa.
Está com saudades do Egito? Da egípcia do passado, do pecado? Mate a sua carnalidade, toma a tua cruz e segue-me, quem gosta de passado é museu!!!
6 – Ferida: Gn 18.14 ...promessa
Ela não era estéril ela estava estéril, mas nesse momento ela se tornou fértil!!!
Agora preste atenção o que Abraão faz nesse período de um ano que sua esposa esta fértil:
Gn 20.1-17
Já tinha feito com o Faraó, agora com Abimeleque
Um homem que ama uma mulher não faz isso, como que uma mulher pode se sentir segura com um homem desses!!!
Dá primeira vez ainda tudo bem é um absurdo, mas são imaturos, jovens, mas aqui Sara tem 89 anos e está fértil.
Ele entrega a sua mulher para Abimeleque.
E a situação é pior porque aqui ele a levou para cama.
Mas você tem idéia do que Deus pode fazer para proteger,salvar a sua honra a honra da sua família.
Com a mulher na cama Abimeleque dorme, e ele e todos inclusive os animais ficam impotentes! Está na bíblia!!!
Deus estava preservando a semente de onde Jesus viria, e Deus tem propósito na sua vida e vai te proteger!!!
Imaginem o tamanho da ferida, no tempo da fertilidade, pela segunda vez ele entrega sua mulher.
7 – Ferida: Na sua peregrinação ele se torna um péssimo homem.
Não se cuidava, e não cuidava de sua mulher.
É o marido que chega do trabalho, nem um banho toma, e que ter uma relação com a esposa.
Não respeita mais a esposa, arrota na mesa, solta pum na frente dela.
Psicologia pastoral – curso – conduta sexual, você quando troca as marchas do carro de primeira você não passa para quinta marcha, mulher também, tenha paciência!!! Vai engatando as marchas com calma, não seja um péssimo motorista!
Tem pessoas que dão mais atenção ao ministério do que a esposa, as vezes viajam meses, ficam fora de casas não dão atenção, não cuidam, não cobrem suas esposas, quando você estiver na igreja, cuidado com os re-mi-flai, e os karates-kids, pois uma hora ou outra você acaba tocando shofar e você mesmo é o culpado.
Dá o dizimo na igreja mas não quer dar nada para sua esposa!
8 – Ferida: A pior – Deus cura a esterilidade, ela passa tudo o que passou, na velhice tem um filho.
E ai vem Abraão, dizer para ela que Deus mandou sacrificar seu filho.
Para ela dessa vez esse velho maluco passou dos limites!!! Pirou!!!
Ela já estava saturada, cheia de feridas na alma, cansada desse mala!!!
Veja o texto no vs 3 ele sai de madrugada, escondido, para ela não perceber. Deus tinha falado com Abraão não tinha falado com ela!
Oito feridas profundas ele fez no coração de Sara, mas essa foi a gota d’água!
Feridas na alma causam até enfermidades, mágoas, ira, rancor, mesmo com todo esse pacote não justificava a separação.
Morreu antes da sua benção! A benção viria no capitulo 24 ( jubileu)
Deus estava trabalhando na vida dos dois.
Cada mulher tem o marido que merece e vice-versa.
Fazia parte do plano, do tratamento deles.
Pv 27.17 Como o ferro se afia com ferro, assim ser humano se afia com ser humano.
Nós sempre queremos que o outro mude, mas se você que mudança mude primeiro!
Pv 14.1 A mulher sabia edifica sua casa, mas a tola com as próprias mãos a derruba
Ef 5.22-33 – repare que o texto começa com a mulher, porque mulher é muito mais inteligente que o homem.
Você suportar, agüentar, pagar o preço Deus transforma em vitoria e gloria.
Não jogue fora tudo o que você plantou!
Gn 23 Morre Sara – Gn 24 Abraão abençoado – Gn 25 entra Quetura na história.
Não peregrinou, não sofreu, veio só para comer o bolo prontinho com chantili e cereja.
Abraão já estava pronto tratado, maduro o ignorante nunca aprende, mas o inteligente aprende com os seu erros, agora você pode ser sábio e aprender com os erros de Abraão.
Em tudo Deus tem propósito, todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.
No dia em que ele entregou seu filho Isaque a Deus no monte Moria, nasce Rebeca que seria a esposa de Isaaque Gn 22.20-23
Isaque é um tipo de Cristo, para nascer Rebeca, você tem que sacrificar Isaque, matar a tua carne!!!
Gn 24.67 A tenda de Sara ficou armada, isso é muito forte!
Porque Abraão ainda sofria a perda de Sara, ainda amava a sua companheira, parceira de peregrinações.
As vezes só damos valor quando perdemos.
Abraão quando Sara morre descobriu o quanto a amava, só que ai já era tarde demais!
Levar flores no tumulo não adianta!
Declarar o amor diante de um tumulo não adianta!
Ele foi comprar um lindo campo para enterrar a sua morta, mas de que adianta. Gn 23.3
A ferida que ficou no coração de Abraão, a dor da separação, o vazio que a morte trouxe, ele deixou todo o tempo a tenda de Sara armada.
Não perca a oportunidade de fazer sua esposa feliz enquanto ela vive, de flores, declare seu amor, faç isso todos os dias!
Lute pelo seu relacionamento pois um dia o jubileu vai chegar!!!
Ec 9.4-10 conclusão.
Vs1 – Um estagio um tempo de prosperidade, de maturidade, de benção, de gloria.
Todos nós trabalhamos e lutamos por isso, por um futuro melhor.
Aos 49 anos o homem, precisa ter uma vida estável, em todas às áreas, emocional, ministerial, profissional, financeiramente, Deus trabalha na vida do homem de sete em sete anos – 50 anos “ano do jubileu”.
Abraão no capitulo 24 a bíblia nos revela através do texto, alcançou tudo isso, mas de nada valeu pois estava terrivelmente só, absolutamente só, pois Sara tinha morrido no capitulo 23.
A pessoa que ele amava, sua companheira de peregrinações, não estava mais com ele.
Agora observe no texto que traz uma revelação bombástica:
Gn 23.2 - ... Sara morreu em Quiriate- Arba, Hebrom, na terra de Canaã (nos Carvalhais de Manre), e veio Abraão lamentar Sara e chorar por ela.
As vezes nós lemos a bíblia de maneira superficial, e passamos por detalhes despercebidamente, mas que são profundas revelações.
Sara separou-se de Abraão por 23 anos!
Observe o texto ( Gn22.19) ele estava morando em Berseba e veio Abraão chorar a morte de Sara em Quiriate- Arba (Gn 23.2).
O casal modelo e referencial, que muitos pregam como exemplo de casamento, na verdade não conhecem bem a fundo como foi a vida conjugal dos dois.
E muitos casamentos hoje estão na mesma condição, vivem de aparências, mas a realidade é outra.
Conheci casais que na igreja era uma coisa, mas em casa chegava ao cumulo de bater na esposa, e olha que as vezes uma palavra é pior que um soco na cara.
Sara morava em Quiriate Arba (Gn13.18), Sara amava esse lugar, era um lugar agradável, lindo, abençoado por Deus.
Mas Abraão era um peregrino, foi a ordem de Deus, peregrinar, mas Sara não compreendia o seu marido.
E o homem que tem visão, que tem propósito, ele peregrina muitos anos de sua vida, faz parte do trabalhar de Deus, do agir no seu caráter, e a esposa que não compreender esse tempo de peregrinação, tribulação, angustias, nunca vai ter sucesso no seu relacionamento.
Mas quando ela entende, compreende, vai chegar o tempo em que Deus vai romper e trazer o tempo do jubileu ( maturidade, plenitude em todas as áreas), e ela vai desfrutar.
Mas Sara não compreendeu e viveu 23 anos separada de Abraão, Abraão foi ferindo o coração de Sara e ela foi sofrendo calada, silenciosamente.
Vou falar sobre algumas feridas que Abraão causou na alma de Sara:
1 – Ferida: Gn 12.10-20 Houve fome na terra e Abrão desce ao Egito.
Incredulidade – Quando a esposa vê que seu marido não crê nas coisas de Deus, nos milagres, que Deus é capaz de fazer maravilhas.
Que egoísmo! Que ofensa! Ele a usou para obter, alcançar beneficio.
Ela não falou nada para ele, mas isso causou uma ferida muito grande.
Ex: Tipo aquele marido que pede para a esposa mentir que ele não esta em casa quando o chamam ao telefone
Vs 13 diga que é minha Irma...
O homem que mente acaba perdendo a confiança da própria esposa.
2 – Ferida: Essa é muito comum nos casamentos “Ló” (Gn 13-9)
Ló muitas vezes são amizades, amizade de pardal!!!
É aquele marido que larga a esposa em casa e sai com aquele bando de pardal.
Deus não chamou Ló foi só confusão que ele causou.
Ló também pode ser família.
Você casa recebe o presente mas quer levar o pacote para casa, a família!
Quantas vezes eu já vi o pacote estragar o relacionamento do casal.
O casal vai morar com os pais e sua casa vira a escolinha de satanás!
Gn 2.24 Portanto deixara o homem...
Sl 45.10,16
Quando Ló se separa de Abraão ele leva a parte de Sara.
Quantos casais ajuntam algumas economias, e ai aparece um Ló para você ajudar.
Sara estava convivendo com Ló e ele roubando o que era dela.
3 – Ferida: Gn 13.17 levanta-te percorre...
Ele tinha uma missão, um propósito, uma direção, mas em primeiro lugar você tem que proteger sua família.
Gn 18.1 Carvalhais de Manre era um lugar importante para Sara.
Há lugares e momentos especiais, a mulher é muito mais sensível para perceber.
Mas o cabeça-dura nunca quer ouvir sua mulher.
Deus visitava Abraão nesse lugar Sara sabia disso.
Abraão não dava o direito de Sara abrir sua boca para expressar seu coração, isso vai ferindo o coração da mulher, quantos são intransigentes.
Chega um ponto que a mulher diz chega, basta, não quero mais passar, vergonha humilhação.
Sara foi morar lá e ele em Berseba, 23 anos separados, conversavam só por recados.
Eles estavam separados, conversavam por recados, é o casal que qualquer briguinha vai dormir em camas separadas, que não ponha o sol sobre a sua ira!!!
4 – Ferida: Falam que Sara riu da promessa de Deus, muitas vezes acabam com ela, mas antes de Sara rir Abraão riu primeiro. (Gn 17.17)
Riu da capacidade de Sara, ele riu porque não acreditava que sua esposa fosse capaz.
E isso causa uma ferida terrível.
Alguns maltratam tanto as suas esposas que elas vão perdendo até a capacidade de raciocinar.
A mulher era inteligente, capaz, tinha o maior potencial, era dinâmica, esperta, rápida, ligeira, com o tempo vira um tronco, uma lesma.
E o homem coloca nela todos os atributos negativos, mas ela está assim porque tem a alma ferida, e o marido é o culpado.
Vs 16 – Ela tinha promessas, mas ele não creu.
A mulher precisa de palavras de animo, de elogio, de motivação, você não gosta de receber um elogio cabeça- dura? A mulher tem necessidade!!! Ela se sente segura, mulher é sensível.
Abraão fala que ela tem 90 anos, mas ela tem 87, quantos maridos fazem isso desdenham da própria mulher, você esta ficando velha, ou gorda, olha a ruguinha aparecendo, olha o cabelinho branco.
Seu cabeça dura! você colhe o que planta!!! Não crer na capacidade da sua mulher causa uma ferida muito grande.
5 – Ferida: vs 18 – Ele queria que o mesmo acontecesse com Ismael, o filho da escrava Egipcia, errar é humano persistir no erro é burrice.
É o camarada que está num relacionamento e fica com graçinhas com pessoas que se relacionou no passado. Ou vice-versa.
Está com saudades do Egito? Da egípcia do passado, do pecado? Mate a sua carnalidade, toma a tua cruz e segue-me, quem gosta de passado é museu!!!
6 – Ferida: Gn 18.14 ...promessa
Ela não era estéril ela estava estéril, mas nesse momento ela se tornou fértil!!!
Agora preste atenção o que Abraão faz nesse período de um ano que sua esposa esta fértil:
Gn 20.1-17
Já tinha feito com o Faraó, agora com Abimeleque
Um homem que ama uma mulher não faz isso, como que uma mulher pode se sentir segura com um homem desses!!!
Dá primeira vez ainda tudo bem é um absurdo, mas são imaturos, jovens, mas aqui Sara tem 89 anos e está fértil.
Ele entrega a sua mulher para Abimeleque.
E a situação é pior porque aqui ele a levou para cama.
Mas você tem idéia do que Deus pode fazer para proteger,salvar a sua honra a honra da sua família.
Com a mulher na cama Abimeleque dorme, e ele e todos inclusive os animais ficam impotentes! Está na bíblia!!!
Deus estava preservando a semente de onde Jesus viria, e Deus tem propósito na sua vida e vai te proteger!!!
Imaginem o tamanho da ferida, no tempo da fertilidade, pela segunda vez ele entrega sua mulher.
7 – Ferida: Na sua peregrinação ele se torna um péssimo homem.
Não se cuidava, e não cuidava de sua mulher.
É o marido que chega do trabalho, nem um banho toma, e que ter uma relação com a esposa.
Não respeita mais a esposa, arrota na mesa, solta pum na frente dela.
Psicologia pastoral – curso – conduta sexual, você quando troca as marchas do carro de primeira você não passa para quinta marcha, mulher também, tenha paciência!!! Vai engatando as marchas com calma, não seja um péssimo motorista!
Tem pessoas que dão mais atenção ao ministério do que a esposa, as vezes viajam meses, ficam fora de casas não dão atenção, não cuidam, não cobrem suas esposas, quando você estiver na igreja, cuidado com os re-mi-flai, e os karates-kids, pois uma hora ou outra você acaba tocando shofar e você mesmo é o culpado.
Dá o dizimo na igreja mas não quer dar nada para sua esposa!
8 – Ferida: A pior – Deus cura a esterilidade, ela passa tudo o que passou, na velhice tem um filho.
E ai vem Abraão, dizer para ela que Deus mandou sacrificar seu filho.
Para ela dessa vez esse velho maluco passou dos limites!!! Pirou!!!
Ela já estava saturada, cheia de feridas na alma, cansada desse mala!!!
Veja o texto no vs 3 ele sai de madrugada, escondido, para ela não perceber. Deus tinha falado com Abraão não tinha falado com ela!
Oito feridas profundas ele fez no coração de Sara, mas essa foi a gota d’água!
Feridas na alma causam até enfermidades, mágoas, ira, rancor, mesmo com todo esse pacote não justificava a separação.
Morreu antes da sua benção! A benção viria no capitulo 24 ( jubileu)
Deus estava trabalhando na vida dos dois.
Cada mulher tem o marido que merece e vice-versa.
Fazia parte do plano, do tratamento deles.
Pv 27.17 Como o ferro se afia com ferro, assim ser humano se afia com ser humano.
Nós sempre queremos que o outro mude, mas se você que mudança mude primeiro!
Pv 14.1 A mulher sabia edifica sua casa, mas a tola com as próprias mãos a derruba
Ef 5.22-33 – repare que o texto começa com a mulher, porque mulher é muito mais inteligente que o homem.
Você suportar, agüentar, pagar o preço Deus transforma em vitoria e gloria.
Não jogue fora tudo o que você plantou!
Gn 23 Morre Sara – Gn 24 Abraão abençoado – Gn 25 entra Quetura na história.
Não peregrinou, não sofreu, veio só para comer o bolo prontinho com chantili e cereja.
Abraão já estava pronto tratado, maduro o ignorante nunca aprende, mas o inteligente aprende com os seu erros, agora você pode ser sábio e aprender com os erros de Abraão.
Em tudo Deus tem propósito, todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.
No dia em que ele entregou seu filho Isaque a Deus no monte Moria, nasce Rebeca que seria a esposa de Isaaque Gn 22.20-23
Isaque é um tipo de Cristo, para nascer Rebeca, você tem que sacrificar Isaque, matar a tua carne!!!
Gn 24.67 A tenda de Sara ficou armada, isso é muito forte!
Porque Abraão ainda sofria a perda de Sara, ainda amava a sua companheira, parceira de peregrinações.
As vezes só damos valor quando perdemos.
Abraão quando Sara morre descobriu o quanto a amava, só que ai já era tarde demais!
Levar flores no tumulo não adianta!
Declarar o amor diante de um tumulo não adianta!
Ele foi comprar um lindo campo para enterrar a sua morta, mas de que adianta. Gn 23.3
A ferida que ficou no coração de Abraão, a dor da separação, o vazio que a morte trouxe, ele deixou todo o tempo a tenda de Sara armada.
Não perca a oportunidade de fazer sua esposa feliz enquanto ela vive, de flores, declare seu amor, faç isso todos os dias!
Lute pelo seu relacionamento pois um dia o jubileu vai chegar!!!
Ec 9.4-10 conclusão.
SEMEAR EM CAMPOS NOVOS PARA COLHER O SOBRENATURAL
Texto: Jeremias 4:3. Os.10:12 - 15:19-21; I Reis. 2:3 e 4
I-É PRECISO ELIMINAR DA TERRA OS INIMIGOS
1-O inimigo torna a terra espinhosa, perigosa e infrutífera. (Jer.4:3)
2-Inimigos internos na terra do nosso coração
1)Malícias
2)Maldades.
3)Incredulidade.
4)Dureza de coração.( Parábola do Solo)
5)Rebeldia .
6)Mente cauterizada.
7)Alma ferida e traumatizada
8)Atitudes inconvenientes e duvidosas
9)Caráter duvidoso . O Pecado (Jer.4:1; 15:19)
3-Inimigos externos: A experiência de Salomão.
1)O conselho de Davi a Salomão (I Reis.2:1-4)
2)Ele tinha quatro inimigos que se não fossem destruídos poderiam roubar a bênção do alcance do sobrenatural. No período de Davi foram bênçãos, mas agora estavam em rebeldia. São eles:
(1)Joabe - Representa o ódio, o rancor, a violência
(2)Simei - Representa o espírito de acusação - Julgamento + crítica
(3)Adomias - Representa o espírito de orgulho = Exaltou-se a si mesmo
(4)Abiatar - Representa o espírito de preguiça espiritual = Bajulação o sacerdote que se envolveu com a política e não buscar a Deus
II-O SOBRENATURAL SÓ VIRÁ COM O ARREPENDIMENTO (Jer.15:19) .
Josué em Jericó e aí; Vide também a experiência de Asaf, Sal. 77 )
1-Queixas e murmurações devem ser tiradas do campo que é a nossa vida. (Jer.15:18)
2-Justificações pessoais (15:15)
3-A depressão, ressentimentos e auto-piedade devem ser eliminados (Jer.12:1)
4-Não reconhecer as suas faltas e se exaltar interrompe o sobrenatural (Jer.12:3)
5-Para atingir o sobrenatural é preciso preparar -se para os desafios da guerra.(Com homens, o diabo e consigo mesmo (Jer.12:5)
III- ANDAR NO SOBRENATURAL É SER O MELHOR PARA DEUS E TER O MELHOR DE DEUS. (JR. 15:19-21; 3:14,16,18-19)
1-Honrar a Deus e agradá-lo em tudo.
2-Ser fiel - O fiel recebe o melhor de Deus - comereis o bem desta terra
3-O melhor de Deus para nós é andarmos no sobrenatural.
1)Ouvindo a voz do Senhor .( Jonas 2;10 diz que um peixe ouve a voz de Deus. Em outra ocasião é uma jumenta que também ouve a voz de Deus, portanto, se animais podem ouvir, por que nós os humanos não haveremos também de ouvir?. Devemos pedir a Deus que nos dê este privilégio. É algo sobrenatural que o Senhor quer que conheçamos.
2)Experimentando a santidade do Senhor .
3)Atuando na Unção .
4)Experimentando a glória .
5) Sendo prósperos, a exemplo de Salomão.
CONCLUSÃO: A vontade de Deus é que os Seus filhos prosperem em todas ás áreas da vida. ( III Jo. 2 ).
I-É PRECISO ELIMINAR DA TERRA OS INIMIGOS
1-O inimigo torna a terra espinhosa, perigosa e infrutífera. (Jer.4:3)
2-Inimigos internos na terra do nosso coração
1)Malícias
2)Maldades.
3)Incredulidade.
4)Dureza de coração.( Parábola do Solo)
5)Rebeldia .
6)Mente cauterizada.
7)Alma ferida e traumatizada
8)Atitudes inconvenientes e duvidosas
9)Caráter duvidoso . O Pecado (Jer.4:1; 15:19)
3-Inimigos externos: A experiência de Salomão.
1)O conselho de Davi a Salomão (I Reis.2:1-4)
2)Ele tinha quatro inimigos que se não fossem destruídos poderiam roubar a bênção do alcance do sobrenatural. No período de Davi foram bênçãos, mas agora estavam em rebeldia. São eles:
(1)Joabe - Representa o ódio, o rancor, a violência
(2)Simei - Representa o espírito de acusação - Julgamento + crítica
(3)Adomias - Representa o espírito de orgulho = Exaltou-se a si mesmo
(4)Abiatar - Representa o espírito de preguiça espiritual = Bajulação o sacerdote que se envolveu com a política e não buscar a Deus
II-O SOBRENATURAL SÓ VIRÁ COM O ARREPENDIMENTO (Jer.15:19) .
Josué em Jericó e aí; Vide também a experiência de Asaf, Sal. 77 )
1-Queixas e murmurações devem ser tiradas do campo que é a nossa vida. (Jer.15:18)
2-Justificações pessoais (15:15)
3-A depressão, ressentimentos e auto-piedade devem ser eliminados (Jer.12:1)
4-Não reconhecer as suas faltas e se exaltar interrompe o sobrenatural (Jer.12:3)
5-Para atingir o sobrenatural é preciso preparar -se para os desafios da guerra.(Com homens, o diabo e consigo mesmo (Jer.12:5)
III- ANDAR NO SOBRENATURAL É SER O MELHOR PARA DEUS E TER O MELHOR DE DEUS. (JR. 15:19-21; 3:14,16,18-19)
1-Honrar a Deus e agradá-lo em tudo.
2-Ser fiel - O fiel recebe o melhor de Deus - comereis o bem desta terra
3-O melhor de Deus para nós é andarmos no sobrenatural.
1)Ouvindo a voz do Senhor .( Jonas 2;10 diz que um peixe ouve a voz de Deus. Em outra ocasião é uma jumenta que também ouve a voz de Deus, portanto, se animais podem ouvir, por que nós os humanos não haveremos também de ouvir?. Devemos pedir a Deus que nos dê este privilégio. É algo sobrenatural que o Senhor quer que conheçamos.
2)Experimentando a santidade do Senhor .
3)Atuando na Unção .
4)Experimentando a glória .
5) Sendo prósperos, a exemplo de Salomão.
CONCLUSÃO: A vontade de Deus é que os Seus filhos prosperem em todas ás áreas da vida. ( III Jo. 2 ).
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