TEXTO: Provérbios 30;18 e 19
Introdução:
Não tenho a menor dúvida de que o casamento é uma viagem a dois. Isto é, um homem e uma mulher. É claro que depois virão os filhos, mas nesse momento, estaremos abordando a caminhada de um casal..
O rei Salomão está maravilhado com este caminhar de um homem com sua mulher. É só reler o texto acima que você verá isso.
Muitas "viagens" (casamento) têm sido interrompidas. Ou os viajantes (marido e mulher), descem na primeira parada, porque deixaram de submeter o lar a Deus.
Talvez o grande motivo que faz esta viagem da vida não chegar ao final, seja exatamente o fato do casamento estar baseado não no que se pode dar, mas, no que se pode obter dele. Este tipo de egoísmo sempre produzirá lares infelizes. Se você ler em I Coríntios 13;5, verá que a grande força do amor, está no fato dele não buscar o seu próprio interesse. Este é o caminho da realização conjugal e é por aí que esta maravilhosa viagem, poderá chegar ao seu "final feliz".
I- Quando é que a viagem a dois tem chance de continuar e ir até o seu maravilhoso final?
1- Quando os viajantes sabem o rumo da viagem.
Nunca foi plano de Deus que o casamento fosse uma aventura. Vamos ler Gênesis 2;18 a 24. Isto aqui é um projeto de vida e não uma aventura a ser empreendida. Deus planejou uma mulher para um homem e vice versa, afim de se tornarem de forma definitiva, uma só carne.
Deus criou o casamento com propósitos definidos. O que Ele tinha em mente, era a comunhão e a felicidade em amor de um homem e uma mulher e os frutos desta união, os filhos, viveriam e cresceriam para se tornarem pessoas ajustadas e felizes.
Quando Deus criou o casamento, deixou para os cônjuges privilégios e deveres. Você sabia que este é o rumo da viagem? Só com esta consciência é que a viagem a dois poderá ir até o fim.
2- Quando os viajantes respeitam as placas de sinalização.
Essas placas com orientações explícitas para a viagem estão na bíblia sagrada. Se eu obedecer os sinais de "perigo" e os sinais de "atenção" nela contidos, viajarei com meu cônjuge em paz e seguro.
Alí na bíblia está o "manual do fabricante". É a palavra de Deus e Deus entende tudo sobre a gente, porque Ele criou pessoas. Se você quiser saber como ser boa esposa, bom esposo, bom pai ou boa mãe, bom filho ou boa filha, siga o manual do fabricante.
Abram a bíblia em Efésios 5;22 a 33 e Efésios 6;1 a 4. Eis as placas de sinalização que nos permitirão uma viagem sem muitos acidentes. Sempre teremos alguns acidentes porque quem está viajando são seres razoavelmente míopes como eu e você. Não enxergamos bem as placas.
3- Quando os viajantes não ficam olhando para trás.
Alguém disse que "recordar o passado é sofrer dobrado". Ninguém pode fazer uma boa viagem, olhando o tempo todo para trás. Olhem o texto de Filipenses 3;13 e 14. Ele se aplica aqui também.
Aprendam a viajar olhando pra frente na viagem de seu casamento. Não fiquem revivendo ou trazendo à tona erros do passado, que já foram tratados. Isto só vai trazer sofrimento e reacender mágoas. Só devemos mexer no passado, com orientação clara de Deus ao nosso coração, para ser bênção em nosso lar.
Reviver o passado pode ser sintoma de falta de perdão. Perdão não é esquecer, mas é lembrar sempre que perdoou; sem ódios e sem cobranças. É dizer adeus ao passado e bem vindo a quem perdoei.
4- Quando os viajantes não deixam faltar combustível na viagem.
Certa mulher, depois de alguns anos de casada, resolveu voltar a estudar e se formar. Mas para fazer isso, praticamente abandonou o esposo e os filhos.
Hoje está formada mas, infeliz. Seu marido foi embora com as crianças.
Em que foi que errou esta mulher? Em querer melhorar de vida? É claro que não! Ela errou ao deixar de cultivar o amor no lar por causa de seus estudos.
Olhem para Provérbios 31;10 a 31. Esta mulher é sábia. É trabalhadeira. Quer ver o lar progredir, mas, não abre mão de cuidar pessoalmente de sua casa, esposo e filhos.
Ela encontra tempo para fazer tudo e por isso seu esposo e filhos lhe admiram. Esta mulher cultiva a vida familiar e ainda encontra tempo para trabalhar.
Tenha cuidado irmão, para que você não perca de vista a necessidade de amar e demonstrar amor à sua esposa.
Não deixem faltar combustível físico, emocional e espiritual no seu relacionamento conjugal. Assim vocês terão uma "viagem feliz".
Lembrem-se: "Mesmo os carros mais antigos podem estar conservados!”
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
O Chamado
Texto: Mateus 9:9-13
Introdução: Este texto registra o encontro de Jesus com um publicano chamado Mateus. Os romanos haviam dominado Israel e os publicanos eram judeus que cobravam impostos do seu próprio povo para entregar aos romanos. Eles eram considerados traidores e normalmente empregavam a violência e a desonestidade para receberem os impostos.
Apesar dos publicanos serem cúmplices dos romanos na opressão ao povo, Jesus chamou Mateus para ser seu discípulo.
I - ELE VÊ O QUE NINGUÉM JAMAIS VERIA. a) Mesmo sendo aparentemente duro no desempenho de sua função, Mateus era um ser humano que precisava de cura, de restauração, de mudança de vida e Jesus viu nele um líder em potencial, um discípulo que seria útil na expansão do Reino de Deus.
b) A Bíblia nos ensina que o “Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor vê o coração” (1 Samuel 16:7b). 1º A visão de Deus é sempre otimista. 2ª A visão de Deus vai além das aparências. 3ª A visão de Deus revela o futuro. c) Jesus sabe o potencial que você tem e por isso Ele quer que você o siga. Não deixe que nada impeça você de seguir Jesus. Saiba que Jesus está olhando para dentro de você e quer fazer de você um discípulo.Não perca mais tempo! Obedeça ao Senhor Jesus hoje mesmo!
II - ELE CHAMA QUEM JAMAIS SERIA CHAMADO. a ) Mateus era um homem desprezado pelo seu próprio povo. Ele não teria jamais a oportunidade de demonstrar o seu verdadeiro valor. Todos já o conheciam como um homem desonesto, como um ladrão, como um explorador. B) Davi Era ruivo pequeno e Pastor de Ovelhas. (Obs. Eliabe foi chamar Davi) c) Talvez você hoje esteja na mesma situação de Mateus. Talvez você não tenha muitos amigos e os que você tem estão mais interessados no que você tem e não no que você é de verdade. Mas hoje Jesus está te chamando, Ele está batendo na porta do teu coração e quer entrar (Apocalipse 3:20). Você só precisa fazer como Mateus: levantar-se e seguí-lo imediatamente. Não deixe esta oportunidade passar, siga Jesus!
III - ELE RESTAURA QUEM JAMAIS SERIA RESTAURADO. a) A sociedade já havia condenado Mateus e para ele não existia mais solução. Todos se afastavam dele como se ele fosse portador de uma doença contagiosa, pois ele era um publicano. b) Mefibosete. C) um pecador e para ele não tinha mais salvação. Mas Jesus resolveu mudar aquela situação, pois Ele veio para os doentes e Mateus era apenas um doente que necessitava de cura e Jesus era o médico.
Mateus teve a sua vida restaurada porque permitiu que Jesus fizesse isso. Todos ficaram admirados pelo fato de Jesus ter convidado Mateus para ser seu discípulo e de ter entrado em sua casa para comer com ele.
Esta mudança na vida de Mateus continua valendo para os dias de hoje, pois só Jesus pode restaurar a vida daqueles que para a sociedade não existe mais solução. Jesus não veio “chamar justos e sim pecadores ao arrependimento”. Atenda ao chamado de Jesus, arrependa-se dos seus pecados deixe que Ele faça o impossível acontecer na sua vida.
CONCLUSÃO: Quando Jesus chama, ele vê o que ninguém consegue ver, pois ele olha para dentro do nosso coração. Ele chama pessoas que jamais seriam chamadas pela sociedade e Ele restaura aquilo que parece impossível de ser restaurado. Ele está chamando você!
Introdução: Este texto registra o encontro de Jesus com um publicano chamado Mateus. Os romanos haviam dominado Israel e os publicanos eram judeus que cobravam impostos do seu próprio povo para entregar aos romanos. Eles eram considerados traidores e normalmente empregavam a violência e a desonestidade para receberem os impostos.
Apesar dos publicanos serem cúmplices dos romanos na opressão ao povo, Jesus chamou Mateus para ser seu discípulo.
I - ELE VÊ O QUE NINGUÉM JAMAIS VERIA. a) Mesmo sendo aparentemente duro no desempenho de sua função, Mateus era um ser humano que precisava de cura, de restauração, de mudança de vida e Jesus viu nele um líder em potencial, um discípulo que seria útil na expansão do Reino de Deus.
b) A Bíblia nos ensina que o “Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor vê o coração” (1 Samuel 16:7b). 1º A visão de Deus é sempre otimista. 2ª A visão de Deus vai além das aparências. 3ª A visão de Deus revela o futuro. c) Jesus sabe o potencial que você tem e por isso Ele quer que você o siga. Não deixe que nada impeça você de seguir Jesus. Saiba que Jesus está olhando para dentro de você e quer fazer de você um discípulo.Não perca mais tempo! Obedeça ao Senhor Jesus hoje mesmo!
II - ELE CHAMA QUEM JAMAIS SERIA CHAMADO. a ) Mateus era um homem desprezado pelo seu próprio povo. Ele não teria jamais a oportunidade de demonstrar o seu verdadeiro valor. Todos já o conheciam como um homem desonesto, como um ladrão, como um explorador. B) Davi Era ruivo pequeno e Pastor de Ovelhas. (Obs. Eliabe foi chamar Davi) c) Talvez você hoje esteja na mesma situação de Mateus. Talvez você não tenha muitos amigos e os que você tem estão mais interessados no que você tem e não no que você é de verdade. Mas hoje Jesus está te chamando, Ele está batendo na porta do teu coração e quer entrar (Apocalipse 3:20). Você só precisa fazer como Mateus: levantar-se e seguí-lo imediatamente. Não deixe esta oportunidade passar, siga Jesus!
III - ELE RESTAURA QUEM JAMAIS SERIA RESTAURADO. a) A sociedade já havia condenado Mateus e para ele não existia mais solução. Todos se afastavam dele como se ele fosse portador de uma doença contagiosa, pois ele era um publicano. b) Mefibosete. C) um pecador e para ele não tinha mais salvação. Mas Jesus resolveu mudar aquela situação, pois Ele veio para os doentes e Mateus era apenas um doente que necessitava de cura e Jesus era o médico.
Mateus teve a sua vida restaurada porque permitiu que Jesus fizesse isso. Todos ficaram admirados pelo fato de Jesus ter convidado Mateus para ser seu discípulo e de ter entrado em sua casa para comer com ele.
Esta mudança na vida de Mateus continua valendo para os dias de hoje, pois só Jesus pode restaurar a vida daqueles que para a sociedade não existe mais solução. Jesus não veio “chamar justos e sim pecadores ao arrependimento”. Atenda ao chamado de Jesus, arrependa-se dos seus pecados deixe que Ele faça o impossível acontecer na sua vida.
CONCLUSÃO: Quando Jesus chama, ele vê o que ninguém consegue ver, pois ele olha para dentro do nosso coração. Ele chama pessoas que jamais seriam chamadas pela sociedade e Ele restaura aquilo que parece impossível de ser restaurado. Ele está chamando você!
Deus Não Desiste de Você
Texto: Gênesis 32:22-32
INTRODUÇÃO: Deus nos ama com amor eterno, incondicional (Jer. 31:3). O amor incondicional de Deus pode ser visto de forma sublime e maravilhosa na vida de Jacó.
Não somos salvos por méritos nossos, mas pela graça de Deus (Ef. 2:8,9). A salvação é iniciativa de Deus, pelo seu grande amor para conosco (Jo 3:16).
Vejamos algumas verdades que nos mostram como Deus não desistiu de Jacó.
1- DEUS VEIO AO ENCONTRO DE JACÓ NA HORA DE SUA MAIOR ANGUSTIA (Gên. 32:24).
a)- Jacó havia mentido para o pai, enganado o irmão, mas não conseguira apagar as chamas de sua própria consciência culpada; os anos não conseguiram apagar o seu drama existencial... A crise de Jacó com Esaú ainda estava acesa em seu coração...
b)- Depois de vinte anos, ele estava de volta à sua terra e agora precisava encontrar-se com seu irmão Esaú, o medo lhe veio ao coração; a culpa o assolava.
c)- Jacó vivera a vida fugindo, agora precisava enfrentar a situação de frente... não podia mais continuar fugindo.
d)- Jacó precisava encarar a si mesmo, tinha de olhar no espelho da sua própria alma e contemplar de fato quem ele era: um suplantador.
e)- Porque Deus nos ama como Pai, Ele mesmo cria as circunstâncias para que possamos refletir sobre a nossa condição, e isso tem que acontecer em silêncio diante dele...
f)- O vau de Jaboque não é um acidente na caminhada Cristã, mas uma agenda do céu, faz parte do calendário de Deus para nossa vida; Deus mesmo marca o encontro conosco – face a face...
2- DEUS TOMOU A INICIATIVA E LUTOU COM JACÓ (Gên. 32:24).
a)- Deus tomou a iniciativa porque queria transformar a vida de Jacó.
b)- Deus não abre mão de sua vida, por isso ele toma a iniciativa e luta conosco...
c)- O encontro de Jacó com Deus não podia mais ser adiado – ter as bênçãos de Deus não é suficiente...
d)- Jacó precisava ter uma experiência real, pessoal, prática e profunda com o próprio Deus ... Face a face com Ele.
e)- Deus é quem toma a iniciativa, é quem inicia o processo, é quem opera em nós tanto o querer como o realizar (Fil. 2:13).
A salvação é sempre uma iniciativa de Deus; só o amamos porque Ele nos amou primeiro... (I João 4:19)
f)- Deus não desiste de você. Ele não abre mão de sua vida. Ele ama você. Ele investe em você. Ele abençoa você. Ele quer o seu coração. Ele restaura você. Ele quer salvar você...
Ex. Moisés, nos primeiros 40 anos no deserto, ele tinha desistido, mas Deus não desistiu dele.
Ex. Jonas, quando tentou fugir para Tarsis, ele desistiu, mas Deus não desistiu dele...Deus foi busca-lo no fundo do mar, na barriga de um peixe.
Ex. O apostolo Pedro, quando negou o Senhor Jesus, ele tinha desistido de seu Ministério, mas Jesus não desistiu dele... (Jo 21:15-17)
3- DEUS QUEBROU A RESISTÊNCIA DE JACÓ PARA TRANSFORMÁ-LO MILAGROSAMENTE (Gên. 32:25).
a)- Jacó lutou a noite toda; ele não queria ceder; não queria entregar os pontos; ele era um caso difícil, um coração duro; mas Deus não desistiu dele...
b)- É Deus quem transforma o homem milagrosamente. Não há impossíveis para Deus. Não há vidas irrecuperáveis para Deus. É impossível resistir a Deus e prevalecer. Seu amor sempre vence...
c)- Deus tem lutado com você também. Ele tem colocado intercessores em seu caminho, pregadores, amigos, familiares, não endureça o coração, chegou o tempo e a hora de você se render a Ele e experimentar uma nova vida, ter um novo coração, uma nova mente, um novo nome, um novo lar, uma nova pátria, uma nova esperança, uma nova fé, uma nova alegria, certeza de salvação e vida plena.
d)- Deus feriu Jacó para que este não fosse condenado por toda a eternidade. Quem não vem por amor, vem pela dor. A vocação de Deus é irrevogável e sua graça, irresistível. Deus usará todos os meios para salvar você. Se preciso for, ele tocará em seu corpo, em seus bens, para que você se quebrante, se humilhe e venha para Ele...
e)- A voz de Deus é poderosa. Ela quebra as nossas resistências. As circunstâncias adversas, muitas vezes, são trombetas de Deus alertando-nos para voltarmos para Ele correndo...
Ex. O encontro de Jesus com Saulo... (Atos 9:1-18).
f)- O sofrimento por si só não tem poder algum para transformar nossa vida. O sofrimento sem a operação da graça de Deus tem o efeito do sol no barro: apenas o endurece (Apoc. 16:8-11). Mas o sofrimento trabalhado pela graça de Deus é como o sol na cera: derrete-a. Jacó foi ferido no corpo para que sua vida fosse salva, sua alma liberta e seu futuro fosse abençoado para sempre.
4- DEUS DESPERTOU EM JACÓ UMA CONSCIÊNCIA DE PECADO ANTES DE DAR-LHE A SALVAÇÃO (Gên. 32:27,28).
a)- Deus expôs o pecado de Jacó antes de salvá-lo. Deus perguntou-lhe: “Qual é o seu nome? Então disse: seu nome não será mais Jacó, mas sim Israel...”(Gen. 32:27,28).
b)- Por que Deus perguntou a ele o seu nome?
Deus estava despertando em Jacó uma consciência de pecado, ele precisava reconhecer o seu estado de pecado. Quando Isaque, vinte anos atrás lhe perguntou: “Quem és tu? Sou Esaú, teu filho, o teu primogênito, respondeu” (Gen. 27:18,19 e 24). Naquele ato com seu Pai Jacó mentiu e enganou... Ele era um retrato de seu próprio nome. Seu nome significa enganador. Isso precisava mudar.
c)- Deus trouxe a Jacó a consciência de pecado. Diante da pergunta divina o teimoso lutador responde: “eu me chamo Jacó” (Gên. 32:28). Aquela não foi uma resposta qualquer, foi uma confissão, admitindo que era um enganador e que precisava ser transformado, liberto, abençoado e salvo.
d)- Hoje Deus pergunta: Quem é você? O que você esconde debaixo da capa de sua vida? Qual é a sua verdadeira identidade? Chegou a hora de você reconhecer quem é, de parar de fugir de si mesmo, dos outros e de Deus. É hora de confessar os seus pecados e receber o perdão de Deus (Is. 1:18; I João 1:7-9; Is. 43:25; 44:22).
e)- Deus salvou Jacó e transformou sua vida. Seu nome foi mudado, sua historia foi mudada, seu caráter foi transformado, seu coração foi transformado para sempre (Gên. 32:28-32).
f)- No Jaboque, foi sepultado Jacó, um enganador, e ali nasceu um príncipe, um príncipe de Deus - Israel. A salvação é uma obra completa. Deus muda tudo, o nome, a vida, o destino, o caráter, a história, tudo se faz novo (Gên. 32:28; I Cor. 5:17).
CONCLUSÃO: Deus não desiste de você, como Ele fez com Jacó, Ele quer fazer com você. Ele quer mudar sua vida, seu caráter, sua história, seu destino; Ele quer dar-lhe um novo nome, abençoar você, sua família e fazer de você uma grande benção.
Você nesse momento, neste lugar, está face a face com Deus, sua vida pode ser mudada agora mesmo. “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e o mais ele fará” (Sal. 37:5).
Você talvez, pode ter entrado aqui hoje como enganador, suplantador... Mas pode sair como filho de Deus, príncipe de Deus. A escolha é sua. (Deut. 30:19).
INTRODUÇÃO: Deus nos ama com amor eterno, incondicional (Jer. 31:3). O amor incondicional de Deus pode ser visto de forma sublime e maravilhosa na vida de Jacó.
Não somos salvos por méritos nossos, mas pela graça de Deus (Ef. 2:8,9). A salvação é iniciativa de Deus, pelo seu grande amor para conosco (Jo 3:16).
Vejamos algumas verdades que nos mostram como Deus não desistiu de Jacó.
1- DEUS VEIO AO ENCONTRO DE JACÓ NA HORA DE SUA MAIOR ANGUSTIA (Gên. 32:24).
a)- Jacó havia mentido para o pai, enganado o irmão, mas não conseguira apagar as chamas de sua própria consciência culpada; os anos não conseguiram apagar o seu drama existencial... A crise de Jacó com Esaú ainda estava acesa em seu coração...
b)- Depois de vinte anos, ele estava de volta à sua terra e agora precisava encontrar-se com seu irmão Esaú, o medo lhe veio ao coração; a culpa o assolava.
c)- Jacó vivera a vida fugindo, agora precisava enfrentar a situação de frente... não podia mais continuar fugindo.
d)- Jacó precisava encarar a si mesmo, tinha de olhar no espelho da sua própria alma e contemplar de fato quem ele era: um suplantador.
e)- Porque Deus nos ama como Pai, Ele mesmo cria as circunstâncias para que possamos refletir sobre a nossa condição, e isso tem que acontecer em silêncio diante dele...
f)- O vau de Jaboque não é um acidente na caminhada Cristã, mas uma agenda do céu, faz parte do calendário de Deus para nossa vida; Deus mesmo marca o encontro conosco – face a face...
2- DEUS TOMOU A INICIATIVA E LUTOU COM JACÓ (Gên. 32:24).
a)- Deus tomou a iniciativa porque queria transformar a vida de Jacó.
b)- Deus não abre mão de sua vida, por isso ele toma a iniciativa e luta conosco...
c)- O encontro de Jacó com Deus não podia mais ser adiado – ter as bênçãos de Deus não é suficiente...
d)- Jacó precisava ter uma experiência real, pessoal, prática e profunda com o próprio Deus ... Face a face com Ele.
e)- Deus é quem toma a iniciativa, é quem inicia o processo, é quem opera em nós tanto o querer como o realizar (Fil. 2:13).
A salvação é sempre uma iniciativa de Deus; só o amamos porque Ele nos amou primeiro... (I João 4:19)
f)- Deus não desiste de você. Ele não abre mão de sua vida. Ele ama você. Ele investe em você. Ele abençoa você. Ele quer o seu coração. Ele restaura você. Ele quer salvar você...
Ex. Moisés, nos primeiros 40 anos no deserto, ele tinha desistido, mas Deus não desistiu dele.
Ex. Jonas, quando tentou fugir para Tarsis, ele desistiu, mas Deus não desistiu dele...Deus foi busca-lo no fundo do mar, na barriga de um peixe.
Ex. O apostolo Pedro, quando negou o Senhor Jesus, ele tinha desistido de seu Ministério, mas Jesus não desistiu dele... (Jo 21:15-17)
3- DEUS QUEBROU A RESISTÊNCIA DE JACÓ PARA TRANSFORMÁ-LO MILAGROSAMENTE (Gên. 32:25).
a)- Jacó lutou a noite toda; ele não queria ceder; não queria entregar os pontos; ele era um caso difícil, um coração duro; mas Deus não desistiu dele...
b)- É Deus quem transforma o homem milagrosamente. Não há impossíveis para Deus. Não há vidas irrecuperáveis para Deus. É impossível resistir a Deus e prevalecer. Seu amor sempre vence...
c)- Deus tem lutado com você também. Ele tem colocado intercessores em seu caminho, pregadores, amigos, familiares, não endureça o coração, chegou o tempo e a hora de você se render a Ele e experimentar uma nova vida, ter um novo coração, uma nova mente, um novo nome, um novo lar, uma nova pátria, uma nova esperança, uma nova fé, uma nova alegria, certeza de salvação e vida plena.
d)- Deus feriu Jacó para que este não fosse condenado por toda a eternidade. Quem não vem por amor, vem pela dor. A vocação de Deus é irrevogável e sua graça, irresistível. Deus usará todos os meios para salvar você. Se preciso for, ele tocará em seu corpo, em seus bens, para que você se quebrante, se humilhe e venha para Ele...
e)- A voz de Deus é poderosa. Ela quebra as nossas resistências. As circunstâncias adversas, muitas vezes, são trombetas de Deus alertando-nos para voltarmos para Ele correndo...
Ex. O encontro de Jesus com Saulo... (Atos 9:1-18).
f)- O sofrimento por si só não tem poder algum para transformar nossa vida. O sofrimento sem a operação da graça de Deus tem o efeito do sol no barro: apenas o endurece (Apoc. 16:8-11). Mas o sofrimento trabalhado pela graça de Deus é como o sol na cera: derrete-a. Jacó foi ferido no corpo para que sua vida fosse salva, sua alma liberta e seu futuro fosse abençoado para sempre.
4- DEUS DESPERTOU EM JACÓ UMA CONSCIÊNCIA DE PECADO ANTES DE DAR-LHE A SALVAÇÃO (Gên. 32:27,28).
a)- Deus expôs o pecado de Jacó antes de salvá-lo. Deus perguntou-lhe: “Qual é o seu nome? Então disse: seu nome não será mais Jacó, mas sim Israel...”(Gen. 32:27,28).
b)- Por que Deus perguntou a ele o seu nome?
Deus estava despertando em Jacó uma consciência de pecado, ele precisava reconhecer o seu estado de pecado. Quando Isaque, vinte anos atrás lhe perguntou: “Quem és tu? Sou Esaú, teu filho, o teu primogênito, respondeu” (Gen. 27:18,19 e 24). Naquele ato com seu Pai Jacó mentiu e enganou... Ele era um retrato de seu próprio nome. Seu nome significa enganador. Isso precisava mudar.
c)- Deus trouxe a Jacó a consciência de pecado. Diante da pergunta divina o teimoso lutador responde: “eu me chamo Jacó” (Gên. 32:28). Aquela não foi uma resposta qualquer, foi uma confissão, admitindo que era um enganador e que precisava ser transformado, liberto, abençoado e salvo.
d)- Hoje Deus pergunta: Quem é você? O que você esconde debaixo da capa de sua vida? Qual é a sua verdadeira identidade? Chegou a hora de você reconhecer quem é, de parar de fugir de si mesmo, dos outros e de Deus. É hora de confessar os seus pecados e receber o perdão de Deus (Is. 1:18; I João 1:7-9; Is. 43:25; 44:22).
e)- Deus salvou Jacó e transformou sua vida. Seu nome foi mudado, sua historia foi mudada, seu caráter foi transformado, seu coração foi transformado para sempre (Gên. 32:28-32).
f)- No Jaboque, foi sepultado Jacó, um enganador, e ali nasceu um príncipe, um príncipe de Deus - Israel. A salvação é uma obra completa. Deus muda tudo, o nome, a vida, o destino, o caráter, a história, tudo se faz novo (Gên. 32:28; I Cor. 5:17).
CONCLUSÃO: Deus não desiste de você, como Ele fez com Jacó, Ele quer fazer com você. Ele quer mudar sua vida, seu caráter, sua história, seu destino; Ele quer dar-lhe um novo nome, abençoar você, sua família e fazer de você uma grande benção.
Você nesse momento, neste lugar, está face a face com Deus, sua vida pode ser mudada agora mesmo. “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e o mais ele fará” (Sal. 37:5).
Você talvez, pode ter entrado aqui hoje como enganador, suplantador... Mas pode sair como filho de Deus, príncipe de Deus. A escolha é sua. (Deut. 30:19).
Algumas Características dos Decretos de Deus
Os decretos de Deus têm certas características ou propriedades que passo a considerar agora, se bem que um tanto resumidamente.
1. Unidade
Uma das propriedades dos decretos de Deus é que eles são realmente um e não muitos, como talvez sejamos levados a pensar quando o termo é empregado no plural. Falamos dos decretos de Deus, no plural, porque somos criaturas do tempo, e na limitação de nossas faculdades não vemos todo o propósito e plano de Deus de uma vez, mas “em aspectos parciais e relações lógicas”.
“Como nossa mente é finita, e como nos é impossível abranger num único ato de compreensão inteligente um número infinito de acontecimentos em todas as suas várias relações e aspectos, necessariamente vemos os acontecimentos em grupos separados, e concebemos o propósito de Deus, com eles relacionados, como atos distintos e sucessivos”.[1]
Mas o fato é que o plano de Deus é apenas um. Não há acontecimentos isolados. São entrelaçados, ligados entre si, formando um todo maravilhoso.
“Cada evento que ocorre no sistema de coisas é entrelaçado com todos os outros em interminável involução... O colorido das flores e o ninho dos pássaros relacionam-se com todo o universo material. Até mesmo em nossa ignorância podemos notar um fato químico relacionado a uma miríade de outros fatos, classificados sob os títulos de mecânica, eletricidade, luz, e vida”.[2]
“O termo Decreto de Deus aparece primeiro no singular, visto como Deus tem apenas um plano que inclui tudo. Ele vê todas as coisas de um só relance. Por conveniência, os aspectos separados desse plano podem ser chamados decretos de Deus; mas daí não se deve inferir que a compreensão infinita de Deus avance por etapas ou em série. Nem pode haver qualquer possibilidade de ser esse plano uno alterado por omissões ou adições. Nem é verdade que Deus mantenha um propósito distinto e desconexo concernente a cada aspecto de seu intuito único. Com Deus há um decreto imutável que abrange cada pormenor, até a queda de um pássaro no chão. É a cognição divina desde toda a eternidade. “Conhecidas de Deus são todas as suas obras desde toda a eternidade” (At.15:18).”[3]
Dabney diz o seguinte sobre a unidade do decreto de Deus:
“É um ato único da mente divina, e não muitos. Este parecer é pelo menos sugerido pela Escritura, que fala comumente de “um propósito”, “um conselho”. É uma conseqüência da natureza de Deus. Como seu conhecimento natural é de todo imediato e contemporâneo, e não sucessivo como o nosso, e a compreensão desse conhecimento é sempre infinitamente completa, seu propósito, nele baseado, deve ser um ato singular, que tudo abrange, e simultâneo. Além disso, o decreto todo é eterno e imutável. Tudo portanto deve coexistir, sempre junto, na mente de Deus. Por fim, o plano divino apresenta-se como único em sua efetuação: causa liga-se a efeito, e o que era efeito torna-se causa; influências de eventos sobre eventos entrelaçam-se e descem em correntes que se ampliam para subseqüentes eventos; de sorte que todo o resultado complexo é interligado através de cada parte. Assim como supõem os astrônomos que a remoção de um planeta para fora de nosso sistema modificaria mais ou menos o equilíbrio e as órbitas dos demais, assim o fracasso de um evento, nesse plano, perturbá-lo-ia diretamente ou indiretamente. O plano de Deus é jamais efetuar um resultado à parte de sua própria causa, e sim sempre por força dessa causa. Como o plano é assim, uma unidade em sua efetuação, deve tê-lo sido igualmente em sua concepção. A maioria dos erros que têm aparecido em doutrina partiu do engano de imputar a Deus essa apreensão de seu propósito em partes sucessivas, a que as limitações de nossa mente em concebê-lo nos mantêm presos.”[4]
O poder de conceber um plano em sua inteireza, de contemplar todas as suas partes de uma vez, do princípio ao fim não é estranho mesmo às criaturas finitas e contingentes que somos. Verdade é que podemos modificá-lo, quer em parte, quer completamente, segundo novas idéias que nos apareçam, mas o fato é que no princípio temos um plano que constituí uma unidade. É o caso de uma planta preparada por um arquiteto. Traçando o projeto de uma construção, ele tem de pensar no conjunto das partes do edifício e em cada uma delas de per si, dos alicerces à cobertura. Qualquer alteração que possa fazer no seu plano deve-se às limitações humanas. Deus, porém, sendo infinito, não precisa modificar seu plano singular e original, que tem muitas partes, mas que é realmente um plano ou decreto único.
2. Eternidade
Outra propriedade do decreto de Deus é sua eternidade. Se Deus é eterno, seu decreto também há de sê-lo. Naturalmente é executado no tempo, em etapas sucessivas, mas foi concebido na eternidade numa única intuição. Este fato vem afirmado nas Escrituras, em passagens como as seguintes:
“Conhecidas de Deus são todas as suas obras desde o princípio do mundo” (At.15:18). “O reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mat.25:34). “Deus nos escolheu desde o princípio para a salvação” (2Tess.2:13). “Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo” (Ef.1:4). “Que nos salvou... conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos” (2Tim.1:9). “Cristo, conhecido com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós” (1Ped. 1:20). Todas estas passagens mostram que o decreto de Deus foi concebido antes do princípio do mundo e, portanto, antes de começar o tempo — na eternidade.
“O decreto de Deus... enquanto se relaciona com coisas fora de Deus, permanece como ato no íntimo do ser divino, e é por isso eterno no sentido mais rigoroso da palavra. Daí também participar da simultaneidade e da falta de seqüência do eterno... A eternidade do decreto também implica que a ordem em que os seus diferentes elementos estão uns para com os outros não pode ser considerada temporal, mas somente lógica. Há uma real seqüência cronológica dos eventos, à medida que se efetuam, mas não no decreto a seu respeito”.[5]
“Quando as Escrituras falam de um decreto a preceder outro, a ordem está na execução deles, e não em sua estruturação”.[6]
“Se Deus, antes de cada ato, teve a intenção de agir, quando surgiu essa intenção? Nenhuma resposta será sustentável até que recuemos à eternidade. Porque o conhecimento de Deus sempre foi perfeito, para Ele não há nada de novo, que ocasione a formação de novo plano. Sua sabedoria sempre foi perfeita, para lhe oferecer a mesma orientação na escolha de meios e fins. Seu poder sempre foi infinito, para impedir qualquer fracasso, ou resistência bem sucedida, o que o faria recorrer a novos expedientes. Seu caráter é imutável, de sorte a não mudar Ele injustificadamente sua própria mente. Nada portanto existe que justifique qualquer adição ao seu plano original. Podemos contudo raciocinar mais compreensivelmente. Como vimos, é só o propósito de Deus que faz uma parte do possível tornar-se realidade. Como toda a scientia simplicis intelligentiae de Deus esteve com Ele desde a eternidade, falta-lhe de todo razão para que alguma parte do decreto seja estruturada depois de outra".[7]
Deus podia ver de uma vez tudo o que era possível. Portanto, quando Ele decidiu adotar determinado plano, tinha-o completo em sua mente infinita, quer em sua totalidade, quer nos mínimos detalhes. É neste sentido que seu decreto é eterno, isto é, eterno em sua concepção, mas temporal em sua execução.
3. Imutabilidade
Outra propriedade ou característica do decreto de Deus é sua imutabilidade ou invariabilidade. Que nem Deus nem seus planos jamais mudam isto é ensinado claramente na Bíblia. “O conselho do Senhor dura para sempre, os desígnios do seu coração por todas as gerações” (Sl.33:11); “Tu és sempre o mesmo” (Sl.102:27). “Eu, o Senhor, não mudo” (Mal. 3:6). “Serão igualmente mudados; tu, porém, és o mesmo” (Heb.1:12). “Jesus Cristo ontem e hoje é o mesmo, e o será para sempre” (Heb.13:8). “Toda boa dádiva e todo dom perfeito é lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação, ou sombra de mudança” (Tg. 1:17). “Se ele resolveu alguma coisa, quem o pode dissuadir? O que ele deseja, isso fará” (Jó 23:13). “O meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade” (Is.46:10).
Mudamos nós, que somos finitos, limitados e temporais. Deus é infinito, ilimitado e eterno; e por conseguinte nem Ele nem seus planos podem mudar. Mudamos nós, devido à influência de outros seres e de circunstâncias inesperadas. Deus porém é absolutamente independente de todas as circunstâncias e de todo outro ser, porque Ele mesmo é o autor de todas as circunstâncias e de todos os seres.
Agostinho declarou:
“Deus não quer uma coisa agora, para logo mais querer outra; mas aquilo que ele quer, Ele o quer uma vez por todas e para sempre; não repetidamente, agora isto e daí a pouco aquilo; não quer depois o que antes não queria; nem quer agora o que antes não queria; porque uma vontade assim é mutável, e nada mutável é eterno”.[8]
“Nunca pode haver qualquer aumento em sua sabedoria, nem surpresa para a sua presciência, nem resistência ao seu poder, e portanto nunca pode haver qualquer ocasião de inversão ou modificação desse propósito infinitamente sábio e justo que, por força das perfeições de sua natureza, Ele tomou desde a eternidade”.[9]
“O homem pode mudar e muitas vezes muda mesmo seus planos por vários motivos. Pode acontecer que lhe faltou seriedade de propósito, não viu o que estava implícito no plano, ou lhe faltem forças para realizá-lo. Mas em Deus nada disto se pode conceber. Seu conhecimento não é deficiente, nem seu poder, nem sua veracidade. Conseqüentemente, Ele não precisa mudar seu decreto devido a um engano ou incapacidade de cumpri-lo. E não o mudará visto como é fiel e verdadeiro”.[10]
Mas se tudo isso é verdade, como podemos explicar os casos em que a Bíblia diz que Deus modificou sua atitude para com os homens, e até mesmo que se arrependeu? Quando a Bíblia diz que Deus se arrependeu ou modificou seu plano, ela emprega linguagem antropomórfica, como tantas vezes acontece nas escrituras. Por exemplo, em Gen.3:9 lemos que Deus chamou Adão, dizendo-lhe, “Onde estás?” Temos o direito de concluir que Deus não sabia onde Adão estava? Porque desejava que Adão viesse e confessasse seu pecado, Ele o procurou e fez aquela pergunta, como se não soubesse onde ele se encontrava. Gen.18:20-22 oferece-nos outro exemplo de antropomorfismo. Aí Deus fala a Abraão como alguém que, tendo ouvido maus rumores, decidiu verificar pessoalmente os fatos antes de tomar quaisquer medidas. Vale esse modo de falar como argumento contra a onisciência de Deus? Certamente não. Por conseguinte, as passagens que falam de Deus haver-se arrependido, como Gen.6:6 e 1Sam. 15:11, não contradizem aqueloutras que descrevem o verdadeiro caráter de Deus, sem empregar quaisquer antropomorfismos. O profeta Samuel, por exemplo, disse, “A Glória de Israel não mente nem se arrepende, porquanto não é homem, para que se arrependa” (1Sm.15:29). E é muito interessante notar que esta passagem se encontra no mesmo capítulo onde Deus diz: “Arrependo-me de haver constituído rei a Saul” (1Sam.15:11). Veja-se Num. 23.19.
Quando lemos que Deus modificou seus planos, decidindo, por exemplo, não condenar aqueles a quem antes havia ameaçado, não foi realmente Deus que mudou, e sim os homens. Quando estes se arrependeram de sua atitude para com Deus, ele retirou sua ameaça exatamente porque não muda, porque é sempre o mesmo, a aborrecer o mal e a amar o bem, e está, pronto sempre a perdoar e a aceitar os de coração quebrantado e contrito. (Veja-se Ex.32:14; Jz.2:18; 2Sam.24:16; 1Reis 21:17-29; Amós 7:1-6; Jonas 3:10; Sl.106:43-45; Jer.18:8).
4. Universalidade
Outra propriedade do decreto de Deus é a sua universalidade. Compreende tudo. Inclui tudo, todas as pessoas, todos os atos, todos os fenômenos, todas as circunstâncias. Estende-se a todos os fenômenos do mundo físico, com todas as ações da esfera moral, boas e más. Como veremos adiante, isto não quer dizer que Deus seja o autor do pecado, ou que Ele faça violência à livre agência. Mas a Bíblia ensina que Deus incluiu em seu decreto tanto as boas ações dos homens (Ef.2:16), como as más (Gen.45:5-8; Prov.16:4; At.2:23; 4:27,28); que Ele incluiu em seu plano tanto os fins como os meios, tanto as causas como seus efeitos (Sl.119:89-91; At.27:25-36; 2Tess.2:13; Ef.1:4). Ele decidiu quanto à duração da nossa vida (Jó 14:5; Sl.39:4) e quanto ao lugar de nossa habitação (At.17:26). Numa palavra, o decreto de Deus inclui tudo quanto acontece, até aquilo que para nós é acidental e contingente. (Gen.24:12-28; 1Reis 22:34,35; Prov.16:33). Deus não somente é o Autor, como também é o Governador do universo inteiro, e conseguintemente nada acontece contra a sua vontade, nada escapa ao seu decreto que tudo abrange.
“O mesmo propósito divino que determina qualquer evento, determina-o como efeito de suas causas, promovido por seus meios, dependente de suas condições e acompanhado de seus resultados. As coisas não acontecem isoladas, nem foram predeterminadas para acontecer assim. Noutras palavras, o propósito de Deus abrange os meios assim como o resultado ou conseqüência impendente; a ordem, as relações e subordinações de todos os eventos, não menos essenciais ao plano divino do que os próprios eventos. Com referência à salvação dos eleitos, o propósito de Deus não é somente que eles sejam salvos, mas que creiam, se arrependam e perseverem na fé e na santidade para a salvação”.[11]
5. Eficácia
Outra característica ou propriedade do decreto de Deus é sua eficácia. A Bíblia declara inequivocamente que nada e ninguém pode frustrar o propósito de Deus, e isto é admitido logicamente por todo ser pensante, que crê na onipotência divina. “Este é o desígnio que se formou concernente a toda a terra; e esta é a mão que está estendida sobre todas as nações. Porque o Senhor dos Exércitos o determinou; quem, pois, o invalidará? A sua mão está estendida; quem, pois, a fará voltar atrás?” (Is.14:26,27). “O meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade” (Is.46:10).
Mesmo quando os homens fazem o que querem, até mesmo pecando contra os mandamentos divinos (como no caso dos irmãos de José e no daqueles que mataram Jesus), no fim eles agem segundo o decreto de Deus. O Senhor cria os homens e também as circunstâncias em que estes vivem, os quais são levados a agir de conformidade com o que antes foi determinado, sem contudo serem coagidos a proceder assim. Agem de acordo com a sua própria natureza, inclinações e reações em certas circunstâncias. E o que Deus tem de fazer, para levá-los a proceder segundo o seu plano, é colocá-los nessas circunstâncias. Rodeados de tais circunstâncias, eles procedem de acordo com o seu próprio caráter, que se tornou pecaminoso depois da queda, e desta forma são responsáveis pelo que fazem, embora que ao mesmo tempo cumpram os planos divinos.
“O decreto prove em todos os casos que o evento se efetue através de causas que agem de uma maneira perfeitamente condizente com a natureza desse mesmo evento. Assim, no caso de cada ato livre de um agente moral, o decreto dispõe ao mesmo tempo (a) que o agente proceda com liberdade; (b) que seus antecedentes e todos os antecedentes do ato em questão sejam o que são; (c) que todas as condições presentes do ato sejam o que são; (d) que os atos sejam perfeitamente espontâneos e livres da parte do agente; (e) que venham a realizar-se com certeza. (Sl.33:11; Prov.19:21; Is.46:10).”[12]
6. Liberdade
Outra propriedade do decreto de Deus é sua completa liberdade. “Quem guiou o Espírito do Senhor? ou, como seu conselheiro, o ensinou? Com quem tomou ele conselho, para que lhe desse compreensão? Quem o instruiu na vereda do juízo e lhe ensinou sabedoria e lhe mostrou o caminho de entendimento?" (Is.40:13,14). “Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro lhe deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele e por meio dele e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém" (Rom.11:34-36). Se estas passagens querem dizer alguma coisa, dizem que Deus é inteiramente independente em seu ser e seus atos.
Quando Deus decidiu criar o mundo como este é, e decretou o curso da história, Ele decidiu isto em inteira liberdade. Ele estava só. Não havia ninguém a quem consultasse. A existência das coisas e dos seres que vieram a existir dependeu em tudo de sua vontade e poder. Ele só podia ser livre no delineamento dos planos da criação. E reconhecer sua liberdade em tudo que faz é apenas reconhecer sua soberania.
“Em decretar Ele foi levado unicamente por sua vontade infinitamente sábia, justa, benevolente e boa. Ele sempre tem resolvido fazer como lhe apraz, e o que lhe apraz sempre se harmoniza com as perfeições de sua natureza”.[13]
Na parábola dos trabalhadores na vinha, Cristo mostra que Deus é livre na distribuição das suas dádivas. “Quero dar a este último tanto quanto a ti. Porventura não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou são maus os teus olhos porque eu sou bom?” (Mat.20:14,15). Escrevendo sobre a ressurreição, Paulo alude às plantas, e diz que Deus dá a cada uma um corpo como lhe apraz. “Mas Deus lhe dá corpo como lhe aprouve dar, e a cada uma das sementes o seu corpo apropriado” (1Cor.15:38). Se Deus é livre na distribuição das suas dádivas, e até na disposição dos corpos das plantas, Ele deve ter sido livre na concepção de seu decreto e deve ser livre na execução deste.
“Havendo Ele só, quando fez seu decreto, suas determinações não receberam influência de nenhum outro ser. Além do que, pelo fato de precisar agir de conformidade com sua sabedoria e santidade, era livre para fazer ou não fazer. Dentro do âmbito de suas perfeições, Ele podia fazer o que queria. É quase uma irreverência afirmar que Deus não podia fazer diferentemente do que fez, apesar de ser provável que Ele não quis fazer diferente, sendo guiado pelo que é digno de seu próprio ser”.[14]
7. Incondicionalidade
Outra propriedade do decreto de Deus é ser incondicional. O decreto de Deus é incondicional em sentido semelhante ao de ser livre. Não depende, para sua execução, de nada, de criatura alguma, nem de nenhum ato que possamos praticar. “Sua execução de modo algum se interrompe em face de condições que apareçam ou deixem de aparecer”. Quando Ele decretou o fim, também decretou os meios, e estes meios são por Ele criados no tempo e nas circunstâncias que devem resultar na execução de sua vontade. Nós mesmos e os nossos atos somos realmente parte integrante de seu plano, de sorte que este não depende de nós.
Mas, poder-se-á perguntar se não é verdade que muitos eventos, incluídos por Deus em seu decreto dependem de certas condições. E se assim é, esses eventos não são condicionais? Sim, os eventos dependem de suas condições, porém nem Deus nem seu decreto dependem delas, porque Deus mesmo é o criador tanto das condições como dos eventos. Até as livres ações de suas criaturas dele dependem, porque foi Ele quem criou estas, como são, no tempo e nas circunstâncias em que elas existem, e é Ele quem permite que elas procedam ou não em determinadas circunstâncias.
“Estamos agora preparados para abordar a proposição de que o ato de Deus, na elaboração de seu decreto, não depende de nada que suas criaturas façam. Noutro sentido, uma multidão de fatos decretados é condicional; todo o plano de Deus é uma sábia unidade, ligando os meios aos fins, as causas, com os efeitos. Com relação a cada um desses efeitos, sua ocorrência tem como condição a presença de sua causa, por força do próprio decreto de Deus. Mas ao passo que os eventos decretados são condicionais, o ato de Deus na elaboração do decreto não o é, ou não depende de nada que venha a ocorrer no tempo. Porquanto, no caso de cada evento dependente, seu decreto determinou a ocorrência da causa tanto quanto a de seu efeito. A mesma coisa é igualmente certa com relação àqueles eventos de seu plano dependentes das livres ações de agentes livres. Não há melhor ilustração do modo como Deus decreta eventos dependentes ou condicionais, absolutamente, por decretar igualmente as condições que os trarão à existência, do que Atos 27:22 comparado com o v. 31. Os arminianos admitem que todos esses atos intermediários dos homens foram eternamente previstos por Deus e assim foram abrangidos em seu plano como condições: mas não foram preordenados. Replicamos: se foram previstos com certeza, sua ocorrência era certa; se era certa, devia haver algo a determinar essa certeza. Esse algo ou era a preordenação sábia de Deus, ou era um fado ou destino, físico e cego. Os arminianos escolham”.[15]
8. Sabedoria
A última mas não a menor propriedade dos decretos de Deus é serem absolutamente sábios e, portanto, bons. Se pudéssemos olhar de cima para os planos de Deus, olhar do céu, do ponto de vista divino, veríamos que perfeitos, maravilhosos e dignos de louvor eles são. A dificuldade conosco é que olhamos da terra, de baixo, para eles, e das obras de Deus temos só uma visão humana. Da obra e dos planos de Deus temos só uma visão parcial, incompleta. Não temos uma visão de seu conjunto e por isso não compreendemos a harmonia e a, perfeição do que Ele faz. Sabemos, por exemplo que “todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rom. 8:28). No entanto, em nossa experiência não vemos como certas coisas e acontecimentos possam contribuir para o nosso bem. Não o vemos porque contemplamos essas coisas e acontecimentos como fatos isolados uns dos outros. Não podemos ver os fatos que vêm depois para fazer os precedentes e os conseqüentes um todo completo destinado ao nosso bem e felicidade, e também à glória de Deus. No texto acima citado há uma palavra muito importante, que explica como todas as coisas operam para o nosso bem, a saber, o advérbio juntamente. Fatos isolados em nossas vidas não contribuiriam para o nosso bem, mas todos os fatos, tomados em seu conjunto, fazem isso. E talvez nunca vejamos a harmonia e a perfeição dos planos de Deus enquanto estivermos aqui neste mundo, mas somente quando chegar o fim. Jó, por exemplo, não podia ver o propósito de seus sofrimentos até que o fim chegou, quando tudo se tornou claro, e o Senhor fez sua última condição mais feliz do que a primeira (Jó 42:12; cf. Tg.5:11). O mesmo é verdade com relação aos castigos que suportamos nesta vida, porque “toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça” (Heb.12:11).
Penso que a seguinte ilustração lançará alguma luz sobre o assunto. Houve uma jovem cujo pai falecera. Era crente, mas amara tanto ao pai que ficou amargurada, não querendo aceitar a vontade de Deus. Seu pastor, visitando-a, encontrou-a a trabalhar num lindo bordado. Enquanto conversavam, ela observou:
“Pastor, não compreendo por que Deus leva um homem como o meu pai, tão bom crente, tão bondoso para a família, tão útil à igreja e a todo o mundo, e deixa tanta gente que não presta para nada, que é uma vergonha e desgraça para todos”.
O ministro não respondeu logo, mas continuou a conversar sobre outros assuntos. Daí a pouco pediu para ver o bordado em que a moça trabalhava. Quando ela lho entregou, ele de propósito virou-o pelo avesso e, olhando esse lado, disse:
“Não compreendo por que uma moça inteligente como você gasta seu tempo a fazer uma coisa tão feia: um alinhavo aqui, outro ali, sem um plano ou harmonia. Que coisa feia!”.
A moça atalhou de pronto:
“Mas, pastor, o senhor está vendo o lado avesso do bordado; está vendo o lado errado”.
Então o pastor virou o bordado e fixou a vista no lado direito. Como era lindo o desenho! E disse:
“Minha jovem, o que fiz com o seu bordado é o que fazemos com o plano de Deus. Olhamos de baixo. Vemos somente, por assim dizer, o lado avesso, de modo que não podemos compreender a sua beleza, perfeição e sabedoria. Se pudéssemos vê-lo de cima, do ponto de observação de Deus, seríamos capazes de compreender, de ver a harmonia de suas várias partes. Seríamos capazes de compreender como cada acontecimento se ajusta ao plano divino, até aqueles que nos perturbam e fazem sofrer muito”.
Podemos ficar certos que o plano ou decreto de Deus sempre é sábio e perfeito, ainda que tenha incluídos nele pecado e sofrimentos, permitidos por certos desígnios seus, mas que Ele é capaz de comandar e vencer no devido tempo. E podemos ficar certos que tudo redundará por fim em sua glória e nossa felicidade.
Há uma razão sábia para tudo quanto Deus tem feito ou fará; há uma razão boa para tudo quanto Ele permite. No fim tudo contribuirá para a sua glória: até sua permissão para a prática do mal redundará, como “a ira dos homens”, em seu louvor (SI.76:10). Reconhecendo como era sábio o decreto de Deus, Paulo exclamou no fim do capítulo onze de Romanos, depois de discorrer sobre a predestinação: “ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria, como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos e quão inescrutáveis os seus caminhos!” (Rom. 11:33).
“Embora haja no decreto muita coisa que ultrapassa a compreensão humana e é inexplicável à mente finita, nada Ele contém que seja desarrazoado ou arbitrário. Deus formou seu desígnio com penetração sábia e conhecimento”.
1. Unidade
Uma das propriedades dos decretos de Deus é que eles são realmente um e não muitos, como talvez sejamos levados a pensar quando o termo é empregado no plural. Falamos dos decretos de Deus, no plural, porque somos criaturas do tempo, e na limitação de nossas faculdades não vemos todo o propósito e plano de Deus de uma vez, mas “em aspectos parciais e relações lógicas”.
“Como nossa mente é finita, e como nos é impossível abranger num único ato de compreensão inteligente um número infinito de acontecimentos em todas as suas várias relações e aspectos, necessariamente vemos os acontecimentos em grupos separados, e concebemos o propósito de Deus, com eles relacionados, como atos distintos e sucessivos”.[1]
Mas o fato é que o plano de Deus é apenas um. Não há acontecimentos isolados. São entrelaçados, ligados entre si, formando um todo maravilhoso.
“Cada evento que ocorre no sistema de coisas é entrelaçado com todos os outros em interminável involução... O colorido das flores e o ninho dos pássaros relacionam-se com todo o universo material. Até mesmo em nossa ignorância podemos notar um fato químico relacionado a uma miríade de outros fatos, classificados sob os títulos de mecânica, eletricidade, luz, e vida”.[2]
“O termo Decreto de Deus aparece primeiro no singular, visto como Deus tem apenas um plano que inclui tudo. Ele vê todas as coisas de um só relance. Por conveniência, os aspectos separados desse plano podem ser chamados decretos de Deus; mas daí não se deve inferir que a compreensão infinita de Deus avance por etapas ou em série. Nem pode haver qualquer possibilidade de ser esse plano uno alterado por omissões ou adições. Nem é verdade que Deus mantenha um propósito distinto e desconexo concernente a cada aspecto de seu intuito único. Com Deus há um decreto imutável que abrange cada pormenor, até a queda de um pássaro no chão. É a cognição divina desde toda a eternidade. “Conhecidas de Deus são todas as suas obras desde toda a eternidade” (At.15:18).”[3]
Dabney diz o seguinte sobre a unidade do decreto de Deus:
“É um ato único da mente divina, e não muitos. Este parecer é pelo menos sugerido pela Escritura, que fala comumente de “um propósito”, “um conselho”. É uma conseqüência da natureza de Deus. Como seu conhecimento natural é de todo imediato e contemporâneo, e não sucessivo como o nosso, e a compreensão desse conhecimento é sempre infinitamente completa, seu propósito, nele baseado, deve ser um ato singular, que tudo abrange, e simultâneo. Além disso, o decreto todo é eterno e imutável. Tudo portanto deve coexistir, sempre junto, na mente de Deus. Por fim, o plano divino apresenta-se como único em sua efetuação: causa liga-se a efeito, e o que era efeito torna-se causa; influências de eventos sobre eventos entrelaçam-se e descem em correntes que se ampliam para subseqüentes eventos; de sorte que todo o resultado complexo é interligado através de cada parte. Assim como supõem os astrônomos que a remoção de um planeta para fora de nosso sistema modificaria mais ou menos o equilíbrio e as órbitas dos demais, assim o fracasso de um evento, nesse plano, perturbá-lo-ia diretamente ou indiretamente. O plano de Deus é jamais efetuar um resultado à parte de sua própria causa, e sim sempre por força dessa causa. Como o plano é assim, uma unidade em sua efetuação, deve tê-lo sido igualmente em sua concepção. A maioria dos erros que têm aparecido em doutrina partiu do engano de imputar a Deus essa apreensão de seu propósito em partes sucessivas, a que as limitações de nossa mente em concebê-lo nos mantêm presos.”[4]
O poder de conceber um plano em sua inteireza, de contemplar todas as suas partes de uma vez, do princípio ao fim não é estranho mesmo às criaturas finitas e contingentes que somos. Verdade é que podemos modificá-lo, quer em parte, quer completamente, segundo novas idéias que nos apareçam, mas o fato é que no princípio temos um plano que constituí uma unidade. É o caso de uma planta preparada por um arquiteto. Traçando o projeto de uma construção, ele tem de pensar no conjunto das partes do edifício e em cada uma delas de per si, dos alicerces à cobertura. Qualquer alteração que possa fazer no seu plano deve-se às limitações humanas. Deus, porém, sendo infinito, não precisa modificar seu plano singular e original, que tem muitas partes, mas que é realmente um plano ou decreto único.
2. Eternidade
Outra propriedade do decreto de Deus é sua eternidade. Se Deus é eterno, seu decreto também há de sê-lo. Naturalmente é executado no tempo, em etapas sucessivas, mas foi concebido na eternidade numa única intuição. Este fato vem afirmado nas Escrituras, em passagens como as seguintes:
“Conhecidas de Deus são todas as suas obras desde o princípio do mundo” (At.15:18). “O reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mat.25:34). “Deus nos escolheu desde o princípio para a salvação” (2Tess.2:13). “Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo” (Ef.1:4). “Que nos salvou... conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos” (2Tim.1:9). “Cristo, conhecido com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós” (1Ped. 1:20). Todas estas passagens mostram que o decreto de Deus foi concebido antes do princípio do mundo e, portanto, antes de começar o tempo — na eternidade.
“O decreto de Deus... enquanto se relaciona com coisas fora de Deus, permanece como ato no íntimo do ser divino, e é por isso eterno no sentido mais rigoroso da palavra. Daí também participar da simultaneidade e da falta de seqüência do eterno... A eternidade do decreto também implica que a ordem em que os seus diferentes elementos estão uns para com os outros não pode ser considerada temporal, mas somente lógica. Há uma real seqüência cronológica dos eventos, à medida que se efetuam, mas não no decreto a seu respeito”.[5]
“Quando as Escrituras falam de um decreto a preceder outro, a ordem está na execução deles, e não em sua estruturação”.[6]
“Se Deus, antes de cada ato, teve a intenção de agir, quando surgiu essa intenção? Nenhuma resposta será sustentável até que recuemos à eternidade. Porque o conhecimento de Deus sempre foi perfeito, para Ele não há nada de novo, que ocasione a formação de novo plano. Sua sabedoria sempre foi perfeita, para lhe oferecer a mesma orientação na escolha de meios e fins. Seu poder sempre foi infinito, para impedir qualquer fracasso, ou resistência bem sucedida, o que o faria recorrer a novos expedientes. Seu caráter é imutável, de sorte a não mudar Ele injustificadamente sua própria mente. Nada portanto existe que justifique qualquer adição ao seu plano original. Podemos contudo raciocinar mais compreensivelmente. Como vimos, é só o propósito de Deus que faz uma parte do possível tornar-se realidade. Como toda a scientia simplicis intelligentiae de Deus esteve com Ele desde a eternidade, falta-lhe de todo razão para que alguma parte do decreto seja estruturada depois de outra".[7]
Deus podia ver de uma vez tudo o que era possível. Portanto, quando Ele decidiu adotar determinado plano, tinha-o completo em sua mente infinita, quer em sua totalidade, quer nos mínimos detalhes. É neste sentido que seu decreto é eterno, isto é, eterno em sua concepção, mas temporal em sua execução.
3. Imutabilidade
Outra propriedade ou característica do decreto de Deus é sua imutabilidade ou invariabilidade. Que nem Deus nem seus planos jamais mudam isto é ensinado claramente na Bíblia. “O conselho do Senhor dura para sempre, os desígnios do seu coração por todas as gerações” (Sl.33:11); “Tu és sempre o mesmo” (Sl.102:27). “Eu, o Senhor, não mudo” (Mal. 3:6). “Serão igualmente mudados; tu, porém, és o mesmo” (Heb.1:12). “Jesus Cristo ontem e hoje é o mesmo, e o será para sempre” (Heb.13:8). “Toda boa dádiva e todo dom perfeito é lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação, ou sombra de mudança” (Tg. 1:17). “Se ele resolveu alguma coisa, quem o pode dissuadir? O que ele deseja, isso fará” (Jó 23:13). “O meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade” (Is.46:10).
Mudamos nós, que somos finitos, limitados e temporais. Deus é infinito, ilimitado e eterno; e por conseguinte nem Ele nem seus planos podem mudar. Mudamos nós, devido à influência de outros seres e de circunstâncias inesperadas. Deus porém é absolutamente independente de todas as circunstâncias e de todo outro ser, porque Ele mesmo é o autor de todas as circunstâncias e de todos os seres.
Agostinho declarou:
“Deus não quer uma coisa agora, para logo mais querer outra; mas aquilo que ele quer, Ele o quer uma vez por todas e para sempre; não repetidamente, agora isto e daí a pouco aquilo; não quer depois o que antes não queria; nem quer agora o que antes não queria; porque uma vontade assim é mutável, e nada mutável é eterno”.[8]
“Nunca pode haver qualquer aumento em sua sabedoria, nem surpresa para a sua presciência, nem resistência ao seu poder, e portanto nunca pode haver qualquer ocasião de inversão ou modificação desse propósito infinitamente sábio e justo que, por força das perfeições de sua natureza, Ele tomou desde a eternidade”.[9]
“O homem pode mudar e muitas vezes muda mesmo seus planos por vários motivos. Pode acontecer que lhe faltou seriedade de propósito, não viu o que estava implícito no plano, ou lhe faltem forças para realizá-lo. Mas em Deus nada disto se pode conceber. Seu conhecimento não é deficiente, nem seu poder, nem sua veracidade. Conseqüentemente, Ele não precisa mudar seu decreto devido a um engano ou incapacidade de cumpri-lo. E não o mudará visto como é fiel e verdadeiro”.[10]
Mas se tudo isso é verdade, como podemos explicar os casos em que a Bíblia diz que Deus modificou sua atitude para com os homens, e até mesmo que se arrependeu? Quando a Bíblia diz que Deus se arrependeu ou modificou seu plano, ela emprega linguagem antropomórfica, como tantas vezes acontece nas escrituras. Por exemplo, em Gen.3:9 lemos que Deus chamou Adão, dizendo-lhe, “Onde estás?” Temos o direito de concluir que Deus não sabia onde Adão estava? Porque desejava que Adão viesse e confessasse seu pecado, Ele o procurou e fez aquela pergunta, como se não soubesse onde ele se encontrava. Gen.18:20-22 oferece-nos outro exemplo de antropomorfismo. Aí Deus fala a Abraão como alguém que, tendo ouvido maus rumores, decidiu verificar pessoalmente os fatos antes de tomar quaisquer medidas. Vale esse modo de falar como argumento contra a onisciência de Deus? Certamente não. Por conseguinte, as passagens que falam de Deus haver-se arrependido, como Gen.6:6 e 1Sam. 15:11, não contradizem aqueloutras que descrevem o verdadeiro caráter de Deus, sem empregar quaisquer antropomorfismos. O profeta Samuel, por exemplo, disse, “A Glória de Israel não mente nem se arrepende, porquanto não é homem, para que se arrependa” (1Sm.15:29). E é muito interessante notar que esta passagem se encontra no mesmo capítulo onde Deus diz: “Arrependo-me de haver constituído rei a Saul” (1Sam.15:11). Veja-se Num. 23.19.
Quando lemos que Deus modificou seus planos, decidindo, por exemplo, não condenar aqueles a quem antes havia ameaçado, não foi realmente Deus que mudou, e sim os homens. Quando estes se arrependeram de sua atitude para com Deus, ele retirou sua ameaça exatamente porque não muda, porque é sempre o mesmo, a aborrecer o mal e a amar o bem, e está, pronto sempre a perdoar e a aceitar os de coração quebrantado e contrito. (Veja-se Ex.32:14; Jz.2:18; 2Sam.24:16; 1Reis 21:17-29; Amós 7:1-6; Jonas 3:10; Sl.106:43-45; Jer.18:8).
4. Universalidade
Outra propriedade do decreto de Deus é a sua universalidade. Compreende tudo. Inclui tudo, todas as pessoas, todos os atos, todos os fenômenos, todas as circunstâncias. Estende-se a todos os fenômenos do mundo físico, com todas as ações da esfera moral, boas e más. Como veremos adiante, isto não quer dizer que Deus seja o autor do pecado, ou que Ele faça violência à livre agência. Mas a Bíblia ensina que Deus incluiu em seu decreto tanto as boas ações dos homens (Ef.2:16), como as más (Gen.45:5-8; Prov.16:4; At.2:23; 4:27,28); que Ele incluiu em seu plano tanto os fins como os meios, tanto as causas como seus efeitos (Sl.119:89-91; At.27:25-36; 2Tess.2:13; Ef.1:4). Ele decidiu quanto à duração da nossa vida (Jó 14:5; Sl.39:4) e quanto ao lugar de nossa habitação (At.17:26). Numa palavra, o decreto de Deus inclui tudo quanto acontece, até aquilo que para nós é acidental e contingente. (Gen.24:12-28; 1Reis 22:34,35; Prov.16:33). Deus não somente é o Autor, como também é o Governador do universo inteiro, e conseguintemente nada acontece contra a sua vontade, nada escapa ao seu decreto que tudo abrange.
“O mesmo propósito divino que determina qualquer evento, determina-o como efeito de suas causas, promovido por seus meios, dependente de suas condições e acompanhado de seus resultados. As coisas não acontecem isoladas, nem foram predeterminadas para acontecer assim. Noutras palavras, o propósito de Deus abrange os meios assim como o resultado ou conseqüência impendente; a ordem, as relações e subordinações de todos os eventos, não menos essenciais ao plano divino do que os próprios eventos. Com referência à salvação dos eleitos, o propósito de Deus não é somente que eles sejam salvos, mas que creiam, se arrependam e perseverem na fé e na santidade para a salvação”.[11]
5. Eficácia
Outra característica ou propriedade do decreto de Deus é sua eficácia. A Bíblia declara inequivocamente que nada e ninguém pode frustrar o propósito de Deus, e isto é admitido logicamente por todo ser pensante, que crê na onipotência divina. “Este é o desígnio que se formou concernente a toda a terra; e esta é a mão que está estendida sobre todas as nações. Porque o Senhor dos Exércitos o determinou; quem, pois, o invalidará? A sua mão está estendida; quem, pois, a fará voltar atrás?” (Is.14:26,27). “O meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade” (Is.46:10).
Mesmo quando os homens fazem o que querem, até mesmo pecando contra os mandamentos divinos (como no caso dos irmãos de José e no daqueles que mataram Jesus), no fim eles agem segundo o decreto de Deus. O Senhor cria os homens e também as circunstâncias em que estes vivem, os quais são levados a agir de conformidade com o que antes foi determinado, sem contudo serem coagidos a proceder assim. Agem de acordo com a sua própria natureza, inclinações e reações em certas circunstâncias. E o que Deus tem de fazer, para levá-los a proceder segundo o seu plano, é colocá-los nessas circunstâncias. Rodeados de tais circunstâncias, eles procedem de acordo com o seu próprio caráter, que se tornou pecaminoso depois da queda, e desta forma são responsáveis pelo que fazem, embora que ao mesmo tempo cumpram os planos divinos.
“O decreto prove em todos os casos que o evento se efetue através de causas que agem de uma maneira perfeitamente condizente com a natureza desse mesmo evento. Assim, no caso de cada ato livre de um agente moral, o decreto dispõe ao mesmo tempo (a) que o agente proceda com liberdade; (b) que seus antecedentes e todos os antecedentes do ato em questão sejam o que são; (c) que todas as condições presentes do ato sejam o que são; (d) que os atos sejam perfeitamente espontâneos e livres da parte do agente; (e) que venham a realizar-se com certeza. (Sl.33:11; Prov.19:21; Is.46:10).”[12]
6. Liberdade
Outra propriedade do decreto de Deus é sua completa liberdade. “Quem guiou o Espírito do Senhor? ou, como seu conselheiro, o ensinou? Com quem tomou ele conselho, para que lhe desse compreensão? Quem o instruiu na vereda do juízo e lhe ensinou sabedoria e lhe mostrou o caminho de entendimento?" (Is.40:13,14). “Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro lhe deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele e por meio dele e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém" (Rom.11:34-36). Se estas passagens querem dizer alguma coisa, dizem que Deus é inteiramente independente em seu ser e seus atos.
Quando Deus decidiu criar o mundo como este é, e decretou o curso da história, Ele decidiu isto em inteira liberdade. Ele estava só. Não havia ninguém a quem consultasse. A existência das coisas e dos seres que vieram a existir dependeu em tudo de sua vontade e poder. Ele só podia ser livre no delineamento dos planos da criação. E reconhecer sua liberdade em tudo que faz é apenas reconhecer sua soberania.
“Em decretar Ele foi levado unicamente por sua vontade infinitamente sábia, justa, benevolente e boa. Ele sempre tem resolvido fazer como lhe apraz, e o que lhe apraz sempre se harmoniza com as perfeições de sua natureza”.[13]
Na parábola dos trabalhadores na vinha, Cristo mostra que Deus é livre na distribuição das suas dádivas. “Quero dar a este último tanto quanto a ti. Porventura não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou são maus os teus olhos porque eu sou bom?” (Mat.20:14,15). Escrevendo sobre a ressurreição, Paulo alude às plantas, e diz que Deus dá a cada uma um corpo como lhe apraz. “Mas Deus lhe dá corpo como lhe aprouve dar, e a cada uma das sementes o seu corpo apropriado” (1Cor.15:38). Se Deus é livre na distribuição das suas dádivas, e até na disposição dos corpos das plantas, Ele deve ter sido livre na concepção de seu decreto e deve ser livre na execução deste.
“Havendo Ele só, quando fez seu decreto, suas determinações não receberam influência de nenhum outro ser. Além do que, pelo fato de precisar agir de conformidade com sua sabedoria e santidade, era livre para fazer ou não fazer. Dentro do âmbito de suas perfeições, Ele podia fazer o que queria. É quase uma irreverência afirmar que Deus não podia fazer diferentemente do que fez, apesar de ser provável que Ele não quis fazer diferente, sendo guiado pelo que é digno de seu próprio ser”.[14]
7. Incondicionalidade
Outra propriedade do decreto de Deus é ser incondicional. O decreto de Deus é incondicional em sentido semelhante ao de ser livre. Não depende, para sua execução, de nada, de criatura alguma, nem de nenhum ato que possamos praticar. “Sua execução de modo algum se interrompe em face de condições que apareçam ou deixem de aparecer”. Quando Ele decretou o fim, também decretou os meios, e estes meios são por Ele criados no tempo e nas circunstâncias que devem resultar na execução de sua vontade. Nós mesmos e os nossos atos somos realmente parte integrante de seu plano, de sorte que este não depende de nós.
Mas, poder-se-á perguntar se não é verdade que muitos eventos, incluídos por Deus em seu decreto dependem de certas condições. E se assim é, esses eventos não são condicionais? Sim, os eventos dependem de suas condições, porém nem Deus nem seu decreto dependem delas, porque Deus mesmo é o criador tanto das condições como dos eventos. Até as livres ações de suas criaturas dele dependem, porque foi Ele quem criou estas, como são, no tempo e nas circunstâncias em que elas existem, e é Ele quem permite que elas procedam ou não em determinadas circunstâncias.
“Estamos agora preparados para abordar a proposição de que o ato de Deus, na elaboração de seu decreto, não depende de nada que suas criaturas façam. Noutro sentido, uma multidão de fatos decretados é condicional; todo o plano de Deus é uma sábia unidade, ligando os meios aos fins, as causas, com os efeitos. Com relação a cada um desses efeitos, sua ocorrência tem como condição a presença de sua causa, por força do próprio decreto de Deus. Mas ao passo que os eventos decretados são condicionais, o ato de Deus na elaboração do decreto não o é, ou não depende de nada que venha a ocorrer no tempo. Porquanto, no caso de cada evento dependente, seu decreto determinou a ocorrência da causa tanto quanto a de seu efeito. A mesma coisa é igualmente certa com relação àqueles eventos de seu plano dependentes das livres ações de agentes livres. Não há melhor ilustração do modo como Deus decreta eventos dependentes ou condicionais, absolutamente, por decretar igualmente as condições que os trarão à existência, do que Atos 27:22 comparado com o v. 31. Os arminianos admitem que todos esses atos intermediários dos homens foram eternamente previstos por Deus e assim foram abrangidos em seu plano como condições: mas não foram preordenados. Replicamos: se foram previstos com certeza, sua ocorrência era certa; se era certa, devia haver algo a determinar essa certeza. Esse algo ou era a preordenação sábia de Deus, ou era um fado ou destino, físico e cego. Os arminianos escolham”.[15]
8. Sabedoria
A última mas não a menor propriedade dos decretos de Deus é serem absolutamente sábios e, portanto, bons. Se pudéssemos olhar de cima para os planos de Deus, olhar do céu, do ponto de vista divino, veríamos que perfeitos, maravilhosos e dignos de louvor eles são. A dificuldade conosco é que olhamos da terra, de baixo, para eles, e das obras de Deus temos só uma visão humana. Da obra e dos planos de Deus temos só uma visão parcial, incompleta. Não temos uma visão de seu conjunto e por isso não compreendemos a harmonia e a, perfeição do que Ele faz. Sabemos, por exemplo que “todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rom. 8:28). No entanto, em nossa experiência não vemos como certas coisas e acontecimentos possam contribuir para o nosso bem. Não o vemos porque contemplamos essas coisas e acontecimentos como fatos isolados uns dos outros. Não podemos ver os fatos que vêm depois para fazer os precedentes e os conseqüentes um todo completo destinado ao nosso bem e felicidade, e também à glória de Deus. No texto acima citado há uma palavra muito importante, que explica como todas as coisas operam para o nosso bem, a saber, o advérbio juntamente. Fatos isolados em nossas vidas não contribuiriam para o nosso bem, mas todos os fatos, tomados em seu conjunto, fazem isso. E talvez nunca vejamos a harmonia e a perfeição dos planos de Deus enquanto estivermos aqui neste mundo, mas somente quando chegar o fim. Jó, por exemplo, não podia ver o propósito de seus sofrimentos até que o fim chegou, quando tudo se tornou claro, e o Senhor fez sua última condição mais feliz do que a primeira (Jó 42:12; cf. Tg.5:11). O mesmo é verdade com relação aos castigos que suportamos nesta vida, porque “toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça” (Heb.12:11).
Penso que a seguinte ilustração lançará alguma luz sobre o assunto. Houve uma jovem cujo pai falecera. Era crente, mas amara tanto ao pai que ficou amargurada, não querendo aceitar a vontade de Deus. Seu pastor, visitando-a, encontrou-a a trabalhar num lindo bordado. Enquanto conversavam, ela observou:
“Pastor, não compreendo por que Deus leva um homem como o meu pai, tão bom crente, tão bondoso para a família, tão útil à igreja e a todo o mundo, e deixa tanta gente que não presta para nada, que é uma vergonha e desgraça para todos”.
O ministro não respondeu logo, mas continuou a conversar sobre outros assuntos. Daí a pouco pediu para ver o bordado em que a moça trabalhava. Quando ela lho entregou, ele de propósito virou-o pelo avesso e, olhando esse lado, disse:
“Não compreendo por que uma moça inteligente como você gasta seu tempo a fazer uma coisa tão feia: um alinhavo aqui, outro ali, sem um plano ou harmonia. Que coisa feia!”.
A moça atalhou de pronto:
“Mas, pastor, o senhor está vendo o lado avesso do bordado; está vendo o lado errado”.
Então o pastor virou o bordado e fixou a vista no lado direito. Como era lindo o desenho! E disse:
“Minha jovem, o que fiz com o seu bordado é o que fazemos com o plano de Deus. Olhamos de baixo. Vemos somente, por assim dizer, o lado avesso, de modo que não podemos compreender a sua beleza, perfeição e sabedoria. Se pudéssemos vê-lo de cima, do ponto de observação de Deus, seríamos capazes de compreender, de ver a harmonia de suas várias partes. Seríamos capazes de compreender como cada acontecimento se ajusta ao plano divino, até aqueles que nos perturbam e fazem sofrer muito”.
Podemos ficar certos que o plano ou decreto de Deus sempre é sábio e perfeito, ainda que tenha incluídos nele pecado e sofrimentos, permitidos por certos desígnios seus, mas que Ele é capaz de comandar e vencer no devido tempo. E podemos ficar certos que tudo redundará por fim em sua glória e nossa felicidade.
Há uma razão sábia para tudo quanto Deus tem feito ou fará; há uma razão boa para tudo quanto Ele permite. No fim tudo contribuirá para a sua glória: até sua permissão para a prática do mal redundará, como “a ira dos homens”, em seu louvor (SI.76:10). Reconhecendo como era sábio o decreto de Deus, Paulo exclamou no fim do capítulo onze de Romanos, depois de discorrer sobre a predestinação: “ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria, como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos e quão inescrutáveis os seus caminhos!” (Rom. 11:33).
“Embora haja no decreto muita coisa que ultrapassa a compreensão humana e é inexplicável à mente finita, nada Ele contém que seja desarrazoado ou arbitrário. Deus formou seu desígnio com penetração sábia e conhecimento”.
QUANDO JESUS CHAMA
Mateus 9:9-13
Este texto registra o encontro de Jesus com um publicano chamado Mateus. Os romanos haviam dominado Israel e os publicanos eram judeus que cobravam impostos do seu próprio povo para entregar aos romanos. Eles eram considerados traidores e normalmente empregavam a violência e a desonestidade para receberem os impostos.
Apesar dos publicanos serem cúmplices dos romanos na opressão ao povo, Jesus chamou Mateus para ser seu discípulo.
I - ELE VÊ O QUE NINGUÉM JAMAIS VERIA.
Mesmo sendo aparentemente duro no desempenho de sua função, Mateus era um ser humano que precisava de cura, de restauração, de mudança de vida e Jesus viu nele um líder em potencial, um discípulo que seria útil na expansão do Reino de Deus.
Quando Mateus ouviu Jesus chamá-lo, ele não permitiu que nada o impedisse de atender aquele chamado. A sua primeira atitude foi seguir Jesus. Ele não deixou que os seus bens, nem os seus amigos, nem os seus problemas fossem empecilhos no seguir a Jesus porque ele sentiu Jesus olhar para dentro do seu coração.
A Bíblia nos ensina que o “Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor vê o coração” (1 Samuel 16:7b). Com certeza Jesus está aqui nesta célula (Mateus 18:20) e Ele está olhando para cada um de nós, mas ele não está vendo o que os nossos olhos estão enxergando, porque Ele está olhando para dentro dos nossos corações e vendo o que cada um de nós pode ser no Seu Reino.
Jesus sabe o potencial que você tem e por isso Ele quer que você o siga. Não deixe que nada impeça você de seguir Jesus. Saiba que Jesus está olhando para dentro de você e quer fazer de você um discípulo.Não perca mais tempo! Obedeça ao Senhor Jesus hoje mesmo!
II - ELE CHAMA QUEM JAMAIS SERIA CHAMADO.
Mateus era um homem desprezado pelo seu próprio povo. Ele não teria jamais a oportunidade de demonstrar o seu verdadeiro valor. Todos já o conheciam como um homem desonesto, como um ladrão, como um explorador. Os amigos que ele tinha eram pessoas que trabalhavam na mesma função dele ou eram pessoas que também eram desprezadas e que estavam interessadas apenas no seu dinheiro. Ele não costumava ser convidado para participar de festas ou celebrações, pois ele não tinha amigos verdadeiros. Isso explica a prontidão de Mateus em atender ao convite de Jesus, pois quando ele ouviu Jesus chamá-lo, levantou-se imediatamente e o seguiu.
Talvez você hoje esteja na mesma situação de Mateus. Talvez você não tenha muitos amigos e os que você tem estão mais interessados no que você tem e não no que você é de verdade. Mas hoje Jesus está te chamando, Ele está batendo na porta do teu coração e quer entrar (Apocalipse 3:20). Você só precisa fazer como Mateus: levantar-se e seguí-lo imediatamente. Não deixe esta oportunidade passar, siga Jesus!
III - ELE RESTAURA QUEM JAMAIS SERIA RESTAURADO.
A sociedade já havia condenado Mateus e para ele não existia mais solução. Todos se afastavam dele como se ele fosse portador de uma doença contagiosa, pois ele era um publicano, um pecador e para ele não tinha mais salvação. Mas Jesus resolveu mudar aquela situação, pois Ele veio para os doentes e Mateus era apenas um doente que necessitava de cura e Jesus era o médico.
Mateus teve a sua vida restaurada porque permitiu que Jesus fizesse isso. Todos ficaram admirados pelo fato de Jesus ter convidado Mateus para ser seu discípulo e de ter entrado em sua casa para comer com ele.
Esta mudança na vida de Mateus continua valendo para os dias de hoje, pois só Jesus pode restaurar a vida daqueles que para a sociedade não existe mais solução. Jesus não veio “chamar justos e sim pecadores ao arrependimento”. Atenda ao chamado de Jesus, arrependa-se dos seus pecados deixe que Ele faça o impossível acontecer na sua vida.
CONCLUSÃO: Quando Jesus chama, ele vê o que ninguém consegue ver, pois ele olha para dentro do nosso coração. Ele chama pessoas que jamais seriam chamadas pela sociedade e Ele restaura aquilo que parece impossível de ser restaurado. Ele está chamando você!
Este texto registra o encontro de Jesus com um publicano chamado Mateus. Os romanos haviam dominado Israel e os publicanos eram judeus que cobravam impostos do seu próprio povo para entregar aos romanos. Eles eram considerados traidores e normalmente empregavam a violência e a desonestidade para receberem os impostos.
Apesar dos publicanos serem cúmplices dos romanos na opressão ao povo, Jesus chamou Mateus para ser seu discípulo.
I - ELE VÊ O QUE NINGUÉM JAMAIS VERIA.
Mesmo sendo aparentemente duro no desempenho de sua função, Mateus era um ser humano que precisava de cura, de restauração, de mudança de vida e Jesus viu nele um líder em potencial, um discípulo que seria útil na expansão do Reino de Deus.
Quando Mateus ouviu Jesus chamá-lo, ele não permitiu que nada o impedisse de atender aquele chamado. A sua primeira atitude foi seguir Jesus. Ele não deixou que os seus bens, nem os seus amigos, nem os seus problemas fossem empecilhos no seguir a Jesus porque ele sentiu Jesus olhar para dentro do seu coração.
A Bíblia nos ensina que o “Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor vê o coração” (1 Samuel 16:7b). Com certeza Jesus está aqui nesta célula (Mateus 18:20) e Ele está olhando para cada um de nós, mas ele não está vendo o que os nossos olhos estão enxergando, porque Ele está olhando para dentro dos nossos corações e vendo o que cada um de nós pode ser no Seu Reino.
Jesus sabe o potencial que você tem e por isso Ele quer que você o siga. Não deixe que nada impeça você de seguir Jesus. Saiba que Jesus está olhando para dentro de você e quer fazer de você um discípulo.Não perca mais tempo! Obedeça ao Senhor Jesus hoje mesmo!
II - ELE CHAMA QUEM JAMAIS SERIA CHAMADO.
Mateus era um homem desprezado pelo seu próprio povo. Ele não teria jamais a oportunidade de demonstrar o seu verdadeiro valor. Todos já o conheciam como um homem desonesto, como um ladrão, como um explorador. Os amigos que ele tinha eram pessoas que trabalhavam na mesma função dele ou eram pessoas que também eram desprezadas e que estavam interessadas apenas no seu dinheiro. Ele não costumava ser convidado para participar de festas ou celebrações, pois ele não tinha amigos verdadeiros. Isso explica a prontidão de Mateus em atender ao convite de Jesus, pois quando ele ouviu Jesus chamá-lo, levantou-se imediatamente e o seguiu.
Talvez você hoje esteja na mesma situação de Mateus. Talvez você não tenha muitos amigos e os que você tem estão mais interessados no que você tem e não no que você é de verdade. Mas hoje Jesus está te chamando, Ele está batendo na porta do teu coração e quer entrar (Apocalipse 3:20). Você só precisa fazer como Mateus: levantar-se e seguí-lo imediatamente. Não deixe esta oportunidade passar, siga Jesus!
III - ELE RESTAURA QUEM JAMAIS SERIA RESTAURADO.
A sociedade já havia condenado Mateus e para ele não existia mais solução. Todos se afastavam dele como se ele fosse portador de uma doença contagiosa, pois ele era um publicano, um pecador e para ele não tinha mais salvação. Mas Jesus resolveu mudar aquela situação, pois Ele veio para os doentes e Mateus era apenas um doente que necessitava de cura e Jesus era o médico.
Mateus teve a sua vida restaurada porque permitiu que Jesus fizesse isso. Todos ficaram admirados pelo fato de Jesus ter convidado Mateus para ser seu discípulo e de ter entrado em sua casa para comer com ele.
Esta mudança na vida de Mateus continua valendo para os dias de hoje, pois só Jesus pode restaurar a vida daqueles que para a sociedade não existe mais solução. Jesus não veio “chamar justos e sim pecadores ao arrependimento”. Atenda ao chamado de Jesus, arrependa-se dos seus pecados deixe que Ele faça o impossível acontecer na sua vida.
CONCLUSÃO: Quando Jesus chama, ele vê o que ninguém consegue ver, pois ele olha para dentro do nosso coração. Ele chama pessoas que jamais seriam chamadas pela sociedade e Ele restaura aquilo que parece impossível de ser restaurado. Ele está chamando você!
UM DEUS QUE NÃO DESISTE
Texto: Jonas 1:1-17
Geralmente quando encontramos dificuldade em algo que estamos fazendo a nossa primeira reação é desistir daquele projeto. Muitas vezes desistimos antes mesmo de nos dispormos a executar a tarefa. Outras vezes, a nossa reação é nos esconder ou tentar fugir daquilo que não queremos fazer. Isso já aconteceu com você?
A história do profeta Jonas nos mostra que Deus não desiste dos propósitos que Ele tem para cada um de nós. Mesmo quando tentamos fugir da sua presença, Ele pacientemente nos ensina o caminho da Sua perfeita vontade.
I - SEUS PROPÓSITOS SÃO ETERNOS E IMUTÁVEIS.
Jonas havia recebido uma incumbência de Deus: profetizar em Nínive. Mas ele preferiu fugir. Ele preferiu seguir em outra direção. Com certeza, Deus conhecia Jonas e sabia que ele tinha aversão aos cruéis habitantes da cidade de Nínive. Mas, Deus tinha um propósito eterno a se concretizar na vida de Jonas e, no seu plano eterno, Deus escolheu Jonas e não outro.
A vocação de Deus é fundamentada em seus decretos e seus decretos são imutáveis.
Nada muda os propósitos de Deus, pois eles são estabelecidos na eternidade. No seu propósito eterno, não importa a maneira, Deus vai atrás daqueles que escolheu até que neles se cumpra a Sua vontade.
Deus tem um propósito para a tua vida e foi por isso que Ele te trouxe aqui para que você soubesse que Ele não desistiu de você. Mesmo que você esteja fugindo da Sua presença, Ele quer que você cumpra o ministério que Ele já te deu. Não siga os passos de Jonas que, ao ouvir a voz de Deus, fugiu da Sua presença. Ore e peça ao Senhor para que Ele derrube todas as barreiras, anule todo impedimento, quebre todas as cadeias, para que você possa cumprir com excelência o imutável propósito de Deus para a sua vida.
II - ELE ESCOLHE OS IMPERFEITOS E INCAPAZES.
Porque Deus insistiu com Jonas? Porque Deus não desistiu de Jonas? Será que em Israel não havia nenhum sujeito menos teimoso, que odiasse menos aos ninivitas, que fosse mais capacitado? Com certeza Jonas sentiu-se incapacitado, imperfeito para aquela missão. Deus queria mostrar a Jonas que não seria por força humana, mas pelo poder da Sua palavra que a cidade de Nínive se arrependeria dos seus pecados.
Você se acha imperfeito? Você se acha incapaz? Pois eu quero lhe dizer que realmente você é imperfeito e você é incapaz! Melhor dizendo, nós somos imperfeitos e incapazes, mas Deus decidiu usar você, Deus decidiu nos usar, com as imperfeições que nós temos. Mas Ele não está preocupado com isso porque Ele já sabia disso quando nos chamou. Mas pelo fato de você estar nos seus planos, saiba que Ele vai abalar a sua vida, enviando maremotos, tempestades, furacões. Deus vai sacudir o barco da sua vida, vai lhe jogar nas profundezas do mar, se preciso for, até que finalmente você se renda a Ele.
Você não precisa confiar em si mesmo, nem nos seus talentos, nem nas suas estratégias para realizar o propósito que Deus tem para a sua vida. Apenas entregue o seu caminho ao Senhor, confie nele, e Ele tudo fará.
CONCLUSÃO: Jonas precisou ser atirado no mar e passar três dias dentro de um grande peixe até entender que ele havia sido escolhido para cumprir o eterno e imutável propósito que o Senhor tinha para a sua vida. Ele aprendeu que o mesmo Deus que chama nos capacita para a obra. A eterna escolha de Deus está baseada na Sua graça e por isso Ele não vai desistir de você. O plano já está traçado, cabe a você escolher agora o caminho a seguir. Deus não vai desistir de você. Amém!
Geralmente quando encontramos dificuldade em algo que estamos fazendo a nossa primeira reação é desistir daquele projeto. Muitas vezes desistimos antes mesmo de nos dispormos a executar a tarefa. Outras vezes, a nossa reação é nos esconder ou tentar fugir daquilo que não queremos fazer. Isso já aconteceu com você?
A história do profeta Jonas nos mostra que Deus não desiste dos propósitos que Ele tem para cada um de nós. Mesmo quando tentamos fugir da sua presença, Ele pacientemente nos ensina o caminho da Sua perfeita vontade.
I - SEUS PROPÓSITOS SÃO ETERNOS E IMUTÁVEIS.
Jonas havia recebido uma incumbência de Deus: profetizar em Nínive. Mas ele preferiu fugir. Ele preferiu seguir em outra direção. Com certeza, Deus conhecia Jonas e sabia que ele tinha aversão aos cruéis habitantes da cidade de Nínive. Mas, Deus tinha um propósito eterno a se concretizar na vida de Jonas e, no seu plano eterno, Deus escolheu Jonas e não outro.
A vocação de Deus é fundamentada em seus decretos e seus decretos são imutáveis.
Nada muda os propósitos de Deus, pois eles são estabelecidos na eternidade. No seu propósito eterno, não importa a maneira, Deus vai atrás daqueles que escolheu até que neles se cumpra a Sua vontade.
Deus tem um propósito para a tua vida e foi por isso que Ele te trouxe aqui para que você soubesse que Ele não desistiu de você. Mesmo que você esteja fugindo da Sua presença, Ele quer que você cumpra o ministério que Ele já te deu. Não siga os passos de Jonas que, ao ouvir a voz de Deus, fugiu da Sua presença. Ore e peça ao Senhor para que Ele derrube todas as barreiras, anule todo impedimento, quebre todas as cadeias, para que você possa cumprir com excelência o imutável propósito de Deus para a sua vida.
II - ELE ESCOLHE OS IMPERFEITOS E INCAPAZES.
Porque Deus insistiu com Jonas? Porque Deus não desistiu de Jonas? Será que em Israel não havia nenhum sujeito menos teimoso, que odiasse menos aos ninivitas, que fosse mais capacitado? Com certeza Jonas sentiu-se incapacitado, imperfeito para aquela missão. Deus queria mostrar a Jonas que não seria por força humana, mas pelo poder da Sua palavra que a cidade de Nínive se arrependeria dos seus pecados.
Você se acha imperfeito? Você se acha incapaz? Pois eu quero lhe dizer que realmente você é imperfeito e você é incapaz! Melhor dizendo, nós somos imperfeitos e incapazes, mas Deus decidiu usar você, Deus decidiu nos usar, com as imperfeições que nós temos. Mas Ele não está preocupado com isso porque Ele já sabia disso quando nos chamou. Mas pelo fato de você estar nos seus planos, saiba que Ele vai abalar a sua vida, enviando maremotos, tempestades, furacões. Deus vai sacudir o barco da sua vida, vai lhe jogar nas profundezas do mar, se preciso for, até que finalmente você se renda a Ele.
Você não precisa confiar em si mesmo, nem nos seus talentos, nem nas suas estratégias para realizar o propósito que Deus tem para a sua vida. Apenas entregue o seu caminho ao Senhor, confie nele, e Ele tudo fará.
CONCLUSÃO: Jonas precisou ser atirado no mar e passar três dias dentro de um grande peixe até entender que ele havia sido escolhido para cumprir o eterno e imutável propósito que o Senhor tinha para a sua vida. Ele aprendeu que o mesmo Deus que chama nos capacita para a obra. A eterna escolha de Deus está baseada na Sua graça e por isso Ele não vai desistir de você. O plano já está traçado, cabe a você escolher agora o caminho a seguir. Deus não vai desistir de você. Amém!
O leão e o rato
Um Leão foi acordado por um Rato que passou correndo sobre seu rosto. Com um salto ágil ele o capturou e estava pronto para matá-lo, quando o Rato suplicou: “Se o senhor poupasse minha vida, tenho certeza que poderia um dia retribuir sua bondade.”
O Leão deu uma gargalhada de desprêzo e o soltou.
Aconteceu que pouco depois disso o Leão foi capturado por caçadores, que o amarraram com fortes cordas no chão.
O Rato, reconhecendo seu rugido, se aproximou, roeu as cordas, e libertou-o dizendo: “O senhor achou ridícula a idéia de que eu seria capaz de ajudá-lo, nunca esperava receber de mim qualquer compensação pelo seu favor; mas agora sabe que é possivel mesmo a um Rato conceber um favor a um poderoso Leão.”
Pequenos amigos podem se revelar grandes aliados
O Leão deu uma gargalhada de desprêzo e o soltou.
Aconteceu que pouco depois disso o Leão foi capturado por caçadores, que o amarraram com fortes cordas no chão.
O Rato, reconhecendo seu rugido, se aproximou, roeu as cordas, e libertou-o dizendo: “O senhor achou ridícula a idéia de que eu seria capaz de ajudá-lo, nunca esperava receber de mim qualquer compensação pelo seu favor; mas agora sabe que é possivel mesmo a um Rato conceber um favor a um poderoso Leão.”
Pequenos amigos podem se revelar grandes aliados
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