sábado, 21 de junho de 2008

DUAS ESTAÇÕES QUE DETERMINAM NOSSAS VIDAS

Texto: Gn.8:22 - “Enquanto a terra durar, não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite.”
Introdução: Ec 3:1-11 - “Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derribar, e tempo de edificar; tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de abster-se de abraçar; tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de deitar fora; tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz. Que proveito tem o trabalhador naquilo em que trabalha? Tenho visto o trabalho penoso que Deus deu aos filhos dos homens para nele se exercitarem. Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs na mente do homem a idéia da eternidade, se bem que este não possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até o fim.
A - Sementeira e colheita:No momento de espera acontecem três coisas:
1. Somos atacados pelo inimigo com o espírito de dúvida, que deseja nos roubar a colheita.
Satanás quer que duvidemos da promessa de Deus, para que assim percamos a bênção.
Exemplos:
* Pai que levou o seu filho surdo e mudo a Jesus, os discípulos haviam tentado expulsar e não havia saído e o pai já não estava mais acreditando. Mc.9:17
* Jairo diante dos amigos que vieram lhe dizer que sua filha já estava morta. Mc.5:22
2. A ansiedade muitas vezes nos faz querer que o fruto nasça antes do tempo.
Exemplos:
*Salomão também nos fala do tempo de nascer - as dores do parto. Não podemos apressar a hora do parto e quando ele começa não podemos parar, nem acabar com as dores.
*Quando as dificuldades começam a surgir nós nos sentimos de mãos atadas. Porém, os que perseveram na fé, deixam a situação passar e não são abalados. Não absorvem a situação em seu coração.
Sl.125:1 - “Aqueles que confiam no Senhor são como os montes de Sião, que não podem ser abalados, mas permanecem para sempre”.
3. A vontade de agir na carne.
Abraão tinha a promessa de gerar filhos. Por um momento não alimentou seu coração com a promessa, mas começou a olhar para a esterilidade do ventre da esposa, sua idade. Sua esposa lhe ofereceu a sua escreva e Abraão não pensou duas vezes. Ao invés de ter o filho da promessa teve o filho (que mais tarde veio a ser Isaque) da sua guerra, chamado Ismael.
Nossa carne, nossos achismos precisam morrer no inverno das dificuldades.
*João 12:24 - “Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo caindo na terra não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto.”
B - Frio e calor, inverno e verão, manhã e noite:
Todas as pessoas passam pelas estações do ano, verão e inverno.
No verão nós nos alegramos, nos divertimos, vamos à praia, temos prazer em sair de casa, pois o tempo, na maioria das vezes está bom. No verão os frutos amadurecem e há festa e comemoração. O sol amadurece os frutos e você pode se deleitar com as produções.
Porém, no inverno, vem o frio, as tempestades, a preguiça, a vontade de ficar debaixo do cobertor, as plantas ficam sem flores, as folhas as folhas já caíram, a paisagem fica cinzenta.
Vamos representar estas estações como o nosso coração.
Todos passam pelo inverno. Nos dias difíceis nosso caráter é moldado, nossa prepotência cai, somos forjados para a conquista. Ou seja, no inverno de nossas vidas é que saberemos se alguém está preparado para assumir o que vem pela frente.
Jr.12: 5-“Se te fatigas correndo com homens que vão a pé, então como poderás competir com cavalos? Se foges numa terra de paz, como hás de fazer na soberba do Jordão?”
Existem países em que há inverno nove meses, pela sua localidade na Terra.
Existem corações que estão assim, frios porque ao passar pelas dificuldades, não buscaram intimidade com o Senhor. Não deixe a frieza tomar conta de seus sentimentos.
Nós, como cristãos temos que saber que somos espetáculo a anjos e a homens. Um cristão frio não gera cristãos fervorosos, mas sim frios como ele.
a) O inverno é tempo de perseverar e se esforçar.
Uma outra estação está por vir...vai passar...
Em Mt.9:20 em diante conta que havia uma mulher que já não tinha mais esperança em seu coração. O tempo havia passado e com ele o desespero por não ver uma saída. Um dia ela ouviu falar que Jesus estava na cidade e foi até Ele e tocou na orla de seu manto e ficou curada.
Hoje é dia de você encontrar cura no manto, que representa a majestade de Jesus, Sua autoridade sobre as doenças, sobre as tristezas, sobre os problemas.
Mt.9:20-“ E eis que certa mulher, que havia doze anos padecia de uma hemorragia, chegou por detrás dele e tocou-lhe a orla do manto;”
Aquela mulher estava em um inverno que durou 12 longos anos, mas cobriu-se com o manto de Jesus.
b) O inverno é tempo de deixar as meninices e continuar enxergando a promessa.
José enfrentou muitos invernos em sua vida, mas foi forjado em um grande homem.
Ele era imaturo, compartilhou, na hora errada, com os irmãos um sonho que Deus havia dado para ele, se aproveitou da preferência do pai...olha eu tenho a túnica da hora...
Ou seja, José teve que passar por muitos invernos para chegar no que Deus tinha para ele:
*foi colocado no poço ficando decepcionado com valores familiares,
*vendido como escravo,
*tentado pela mulher de Potifar, (há pouco tempo encontraram um túmulo que dizem ser de José. Nele não encontraram a múmia. Mas, vestígios de panos e cabelos de um nobre dos hebreus foi lá colocado. Só era enterrado daquele jeito quem era nobre. Pelas características era alguém branco com cabelos avermelhados, sendo assim, José era diferente dos egípcios que tinham a pele morena. Este pode ser o fato da mulher de Potifar ter ficado tão atraída por ele.),
*foi preso por calúnia até vencer como o segundo no Egito.
Se não amadurecermos não servimos para nada (muitos têm cinqüenta anos e ainda são crianças imaturas). O fruto tem que estar maduro para estar saboroso. Deus falou com José aos dezessete, mas com Abraão com mais de oitenta. Nunca é tarde para nos oferecermos ao Senhor...velho é o diabo.
Salmos 30:5 – “...o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.”
c) O inverno é tempo de quebrantamento, de busca incessante por intimidade com o Espírito.
Tg.5:7-“ Portanto, irmãos, sede pacientes até a vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba as primeiras e as últimas chuvas.”
No inverno de Jó, ele reconheceu que Deus deu e Deus tirou, bendito seja o Senhor. Jó buscou ao Senhor, não amaldiçoou a Deus e teve tudo em dobro.
Is.61:7-“ Em lugar da vossa vergonha, haveis de ter dupla honra; e em lugar de opróbrio exultareis na vossa porção; por isso na sua terra possuirão o dobro, e terão perpétua alegria.”
Jó 42:5-“Com os ouvidos eu ouvira falar de ti; mas agora te vêem os meus olhos.”
d) No inverno nossa alma é malhada pelo ferro, é provada, mas sai vitoriosa.
Sl. 105:17-“ Enviou adiante deles um varão; José foi vendido como escravo;
18 feriram-lhe os pés com grilhões; puseram-no a ferro,
19 até o tempo em que a sua palavra se cumpriu; a palavra do Senhor o provou.
20 O rei mandou, e fez soltá-lo; o governador dos povos o libertou.
21 Fê-lo senhor da sua casa, e governador de toda a sua fazenda,
22 para, a seu gosto, dar ordens aos príncipes, e ensinar aos anciãos a sabedoria.”
José passou por dores, mas serviu para moldar o seu caráter. José teve que suportar os dias de inverno, a escuridão e solidão do poço, a vergonha da escravidão, a calúnia e a prisão para passar pela prova como campeão.
Conclusão: Tudo isto contribui para Deus ser glorificado

EVITE QUE O TEU PÉ ANDE DESCALÇO

Texto: Jr 2:25a
Introdução: O pé serve para sustentar, conduzir, adornar o corpo.
Pés descalços, era próprio dos escravos, prisioneiros e indigentes (Is 20:2-4; Lc 15:22). Jeremias advertia o povo de Deus dizendo: “Evita que o teu pé ande descalço”, afim de que tivessem cuidado para não voltarem à antiga situação quando viviam escravizados no Egito sob o jugo de Faraó. Israel havia sido um povo escravo (Ex 1:13-14), porém, quando Deus os libertou, deu-lhes uma ordem muito expressiva e muito significativa:
Ex 12:11 – “Assim, pois o comereis(absorver para o interior): Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés...”
Isso simplesmente indicava, que a partir daquele instante memorável da Páscoa, eles não seriam mais escravos.
Deus estava libertando-os e não só isso, Ele mesmo estaria providenciando calçado para Seu povo e foi Ele também quem cuidou para que durante a caminhada pelo deserto seus sapatos não se envelhecessem:
Dt 29:5 – “E quarenta anos fiz andar pelo deserto; não se envelheceram sobre vós a vossas vestes, nem se envelheceram no teu pé o teu sapato”.
Não podemos esquecer que Jesus é o nosso Libertador e foi Ele quem vestiu os sapatos nos nossos pés.
1. NA CONDIÇÃO DE ESCRAVOS:
a) Éramos prisioneiros (Rm 6:6,16-23)
b) Nossos pés estavam presos (Ef 2:1-3; Sl 105:18)
2. COM JESUS, TUDO SE FEZ NOVO
a) Fomos Soltos (Rm 6:18)
b) Fomos Tirados das Trevas (Cl 1:13)
c) As coisas velhas passaram (II Co 5:17)
3. O ALVO DE SATANÁS É LEVAR-NOS CATIVOS DE NOVO
a) Ele anda procurando (I Pe 5:8-9)
b) Ele é o ladrão (Jô 10:10)
4. DEVEMOS ANDAR CALÇADOS
a) Pés calçados são protegidos de:
• Contrair doenças (Jô 2:7; Is 1:6)
• Pisar em pregos enferrujados
• Latas velhas
• Cacos de vidro
• Tropeçar e esfolar
Por aí estão os pregos enferrujados, as latas velhas, os cacos de vidro, as pedras deixadas pelo inimigo de nossas almas (ocultismo, falsa ciência, vãs filosofias, imoralidade, promiscuidade, corrupção, modernidade, liberalidade, sexo livre, as drogas, o roubo, o crime, o desquite, o divórcio, etc).
5. POR QUE A IGREJA DEVE ANDAR CALÇADA?
Ef 6:15 – “..Calçados os pés na preparação do Evangelho da paz”. – Porque somos livres para pregar.
6. CALÇADOS QUE JESUS PREPAROU PARA NÓS:
a) Do amor (Ef 5:2)
b) Da prudência (Pv 4:11,12 e 26,27)
c) Da paz (Ef 6:15; Rm 10:15; Is 5:8)
d) Da santidade (Gl 5:16; Ef 5:8)
e) Da sinceridade (Sl 101:2)
f) Da reverência (Ec 5:1)
g) Da dignidade (Ef 4:1)
h) Da verdade (II Jo v.4)
Conclusão: Pés calçado evita doenças, bactérias

Abundância Sobrenatural

Texto: Mt, 25:25, Lc. 19:17
Introdução: José passou por um ciclo espiritual que o levou a viver uma vida de abundância. Ele passou e foi habilitado para a abundância porque foi:
1 – Fiel no pouco.
A fidelidade é um princípio, uma condição para viver a abundância.
Por isso em Malaquias 3, diz que temos que dar o dízimo e oferta.
Jesus mostra através destes versículos que passando por adversidades temos que ter um coração humilde.
O que recebe pouco e é humilde vai receber muito mais; vai ser colocado em honra.
A arrogância é inimiga da humildade. Muitos músicos negociam a sua voz com cachês exorbitantes, pedindo carro, hotel, fazendo exigências e esquecendo que o Senhor é Aquele que nos dá o dom.
Nós não éramos nada, se Deus tirar o Seu Espírito Dele eu volto a ser nada. Se Ele me oferecer o pouco, serei fiel porque Ele vai me honrar. Devo pregar, cantar em todos os lugares, independente das condições adversas.
A carne traz malignidades.
Não existem artistas na obra de Deus.
José não tinha nada e era fiel ao Senhor, sabia que Deus o abençoaria. O diabo ainda vai ver você na mesa como faraó.
Em Mateus diz que receberemos o muito de Deus se formos fiéis no pouco em Lucas diz que teremos autoridade sobre cidades. Governador tem autoridade. É assim que Deus vai lhe fazer.
2 – Aprendeu que a prosperidade estava nele.
“Josué 1:8 Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido.”
A prosperidade está em nós. Precisamos declarar e saber que não está nas coisas e objetos, mas em nós.
Inúmeras vezes o inimigo coloca em nossa mente:O dia que eu for isso ou aquilo, Deus vai me abençoar.
A prosperidade não estava na casa de Potifar, nem na cadeia, mas estes lugares receberam a visita de um homem próspero. Muitas vezes ficamos esperando situações e condições para receber prosperidade, porém Deus nos fez prósperos, independente de onde estivermos.
Você fará prosperar os seus caminhos...
Vá para o lugar certo, assim como José precisava ir para casa de Potifar e a cadeia especial, pois Potifar era um general; por isso foi para cadeia real e de lá prosperou.
Você vai prosperar tudo e todas as coisas ao seu redor.
3 – Aprendeu os princípios espirituais de repartir. Não poderia ser grande se não repartisse.,br> Lc 6:38-“(...)dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também.”
Ecl 11:1-“ Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás. 2 Reparte com sete e ainda com oito, porque não sabes que mal sobrevirá à terra. 4 Quem somente observa o vento nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca segará.”
Nunca José alimentou um espírito de vingança. Muitos querem prosperar para se vingar de pessoas que o humilharam ou roubaram.
José não era egoísta, mas estava pronto para repartir da sua prosperidade com a sua família.
Aquele que reparte está habilitado para ser suprido no futuro.
Muitos são egoístas, deformados nos relacionamentos: ministérios que não delegam, estão destinados a morrer.
Repartir tem o princípio em delegar. Deus multiplica o que nós entregamos. Têm mães que não querem repartir os filhos com genros ou noras, pastores que não repartem seu ministério com outros com medo de perder.
Quando a família de José chegou no Egito, José mostrou que era desprovido de arrogância e era abençoado. Espírito de murmuração, de egoísmo têm que sair.
4 – José incorporou no seu espírito às bênçãos de Abraão.
Gn 12:2-“(...) de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!”
José, Jacó, Isaque, Abraão, geração abençoada.
Temos que incorporar no nosso modo de vida as bênçãos de Abraão.
José era diferente de seus irmãos. Sabia que Deus era poderoso para lhe dar sonhos diferentes. Eram da mesma linhagem, mas José sabia que as bênçãos de Abraão fariam diferença na vida dele. Os irmãos de José significavam a incredulidade de Israel. Eles tinham nos seus corpos a bênção de Abraão, mas viviam a teoria. José é a Igreja do Deus Vivo que vive os milagres. Você não é incapaz, não é desprovido de cultura, mas você vai conquistar porque a prosperidade do Senhor está disponível para nós.
Alguns homens em si mesmos não tinham nenhuma capacidade, como: Moisés gago, Pedro semi-analfabeto, mas eram cheios do poder do Espírito Santo.
Nunca diga: Não posso, não conquistarei... quem sou eu?!
O que Deus tem para sua vida o Senhor vai lhe dar.
Deus pega o que não é e confunde os que são. Mas isto precisa de fé.
Certa vez um pastor ganhou uma égua, ungiu e agradeceu. Soube de um cavalo muito bom e cruzou com aquela égua. Nasceu um cavalo campeão, multiplicando em cavalos campeões.
“Gl 3:14 para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido.”
Partindo deste ciclo então José foi abençoado porque recebeu:
1 – Visão de guerra espiritual para ser próspero.
Quem imaginaria que Davi, um simples pastor seria o maior rei de Israel e José, vendido como escravo viveria o melhor, o excelente.
O que você tinha escrúpulo de conquistar vai cair por terra. Tenha prazer em realizar para Deus. O seu rosto vai brilhar porque você vai ser um reflexo Dele aqui na terra. Entre em guerra espiritual para conquistar a abundância, cura, libertação, prosperidade em todas as áreas.
O Espírito Santo tem poder de fazer tudo novo, deixe as coisas velhas para trás. Tudo o que lhe roubou, o que descaracterizou, que você não consegue crer, Deus vai fazer tudo novo.
2 - Lutar contra a cegueira.
Preciso enxergar como José a minha prosperidade.
3 – Guerrear contra o medo de que você seja próspero e os outros pensem mal de você.
Deus vai mudar a sua sorte. Enxergue a sua bênção e admita que você quer ser próspero.
III Jo 2-“ Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma.”
Tenha mente de livre e não pense mais como escravo. Tudo o que está engavetado você receberá de volta. Sonhe e receba em Nome de Jesus.
Quantos anos demorou para José ter a maior prosperidade que esta terra já viu? Sete anos.
Is 11:2-“ Repousará sobre ele o Espírito do SENHOR, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do SENHOR.”
7 espíritos de Deus, são características de Deus que foram colocadas em José e são colocadas sobre você.
Você terá 7 anos de prosperidade.
Três bênçãos sobre nós:
1 – Gênesis 49, suprimento como os da areia do mar. Tu serás supridor de famílias e nações da Palavra que colocarei na tua boca.
2 – Teu casamento será um suprimento, modelo de abundância. Suprimento além da medida normal que você já vive, viva o excesso.
3 –Siro - suprimentos dos tesouros escondidos.
Is 45:2-“ Eu irei adiante de ti, endireitarei os caminhos tortuosos, quebrarei as portas de bronze e despedaçarei as trancas de ferro; 3 dar-te-ei os tesouros escondidos e as riquezas encobertas, para que saibas que eu sou o SENHOR, o Deus de Israel, que te chama pelo teu nome.”
Você é José, você não é miserável. Enxergue aonde Deus vai lhe levar.
Prepare os seus celeiros, prepare o seu bolo para a festa.

A PAPISA JOANA

“Entre os anos 855 e 857, a Santa Igreja Católica Apostólica e Romana foi dirigida por um papa-mulher, ou Papisa: Joana L’Anglois, de ascendência inglesa, nascida em 1817 em Mentz, na Alemanha. Ela chegou ao papado, segundo alguns historiadores (entre os quais figuram Martim Polomo (1278), Sigisberto Gemblacense e Jean de Mailly), por artes do diabo. Disfarçando-se de homem, dirigiu-se a Atenas, quando jovem, em companhia de um amante (o culto Frumêncio) e tantos progressos fez nos estudos, sob a orientação dos mestres gregos, que, chegando a Roma, poucos encontrou que fossem capazes der rivalizar com ela, até mesmo no conhecimento das Sagradas Escrituras. Segundo Martim, ela conquistou tão grande respeito e autoridade, pelas suas doutas e engenhosas conferências e discussões, que foi eleita Papa por unanimidade, após a morte de Leão IV.
“Tendo governado durante dois anos, um mês e quatro dias, certa ocasião, enquanto se dirigia para a Igreja de Latrão, entre o Coliseu de Roma e a Igreja de São Clemente, foi surpreendida por trabalhos de parto e ali mesmo morreu. Foi sepultada no Tibre, sem pompa nenhuma. A partir do seu pontificado a Igreja Romana entraria numa fase de declínio espiritual, quando o comando do Vaticano ficou à mercê dos caprichos das matronas e das meretrizes palacianas, que nomeavam e demitiam papas – na maioria seus amantes e cortesãos - transformando a residência dos pontífices em um covil de ladrões”.
“Com o último suspiro do Papa Leão IV (847-855), o único filho gerado por ele, ou melhor, o sobrinho (pois em Roma os filhos dos papas se chamavam sobrinhos, sobretudo quando os papas eram tidos como santos), chamado Floro, fora entregue pelo próprio pontífice aos cuidados da hoje conhecida como “papisa Joana”, tida, ainda, como João VIII. Floro tinha vinte anos, era louro e totalmente dedicado ao papa, que o elevou à dignidade de camarista privado, posição cobiçadíssima naqueles dias.
Eis que a Papisa Joana apaixona-se pelo jovem Floro – Continua ainda Durrell: “Floro dormia no quarto contíguo à câmara apostólica, para poder acudir sem perda de tempo à presença do papa ao primeiro sinal da sineta de prata, instalada à cabeceira da cama pontifícia. Joana estava acostumada, como os antigos atenienses, a pôr instantaneamente em prática as suas decisões. Mas agora se via um tanto quanto perplexa. Precisava de um pretexto que lhe permitisse, a ela, o Papa, estender mais do que o pé aos beijos do jovem inocente. Muitas e muitas vezes à meia-noite, saltando da cama, ia, pé ante pé, ao quarto em que dormia o escolhido sucessor de Frumêncio. E quedava-se horas e horas a contemplá-lo, escurecendo a lâmpada com as mãos, como Selene cobrira, de uma feita, os seus raios com nuvens, ao visitar o pastor lâmico... certa noite, porém, reuniu coragem bastante para tocar-lhe a testa dormente com os lábios; mas fugiu, aterrada, quando lhe viu tremerem as pálpebras. No dia seguinte, o bom Floro anunciou aos amigos que uma visão noturna, de camisola, o visitara enquanto dormia. Mas tão comuns eram as visões, os fantasmas e os sonhos naquele tempo, que a maioria dos ouvintes não manifestou surpresa alguma; muitos até bocejavam em seu nariz. Não obstante, Floro estava certo de que a aparição era algo inteiramente insólito e, na noite seguinte, ficou tremendo na cama, incapaz de dormir. Tudo estava em silêncio na residência papal, com exceção dos mochos e dos relógios, quando os seus ouvidos perceberam um leve roçagar, como o vôo de algum pássaro noturno, ou o movimento de alguma moça que corria para a primeira entrevista , receosa de que pudessem ouvir-lhes os passos. Abriu-se a porta suavemente, como que por obra da brisa e, mais una vez, a aparição se avizinhou da cama, caminhando na ponta dos pés. Floro sentiu o suor molhar-lhe a camisola, um suor tão frio quanto às águas do Estige. (Refiro-me, naturalmente, ao rio da Arcádia e não ao rio infernal, cujas águas eram quentes).
“A escuridão aumentou-lhe o terror. A visão parecia ter luz própria e, como um fantasma, não trazia lanterna na mão. Ele só conseguiu entrever vagamente as formas à luz do lume esfumaçado, mas teve a impressão de que era uma nuvem branca e baixa, que se abeirava da cama. Afinal, lá se quedou, ao pé do leito, nuvem fantasma, vampiro, Joana. Animada pela absoluta imobilidade do rapaz entorpecido, principiou, muito suavemente, a mordiscar com os lábios a pele tenra do fruto proibido. Mas não se atreveu a mordê-lo. O contato quente dissipou, de pronto, o frio medo que se instalara no sangue do jovem; ao tornar em si, estendeu o braço para agarrar o fantasma, que ainda assim logrou desvencilhar-se e escapar. Deixou-lhe nas mãos uma camisa rasgada e alguns fios amarelos de cabelo. A essa altura, já não satisfaziam a Floro tais despojos. Tinha o sangue espicaçado, bem como a curiosidade”.
“Saiu ao encalço da aparição que correu, célere, para o quarto de dormir, onde se pôs a descrever círculos, até que, por fim, prendendo o pé numa dobra do próprio vestido, caiu estatelada no chão, diante da janela aberta. Floro estendeu os braços. Mas em lugar de encontrar ossos, larvas, corrupção, ou qualquer outro atributo clássico do vampirismo, suas mãos esbarraram numa pele suave e quente, que cobria um coração vivo e pulsante. Nisso, a lua saiu detrás das nuvens e brilhou em cheio sobre o rosto e os seios nus do Sereníssimo e Santo Pontífice João VIII – ou melhor, Joana L’Anglois”.

“Sendo esta uma narrativa puramente baseada em fatos históricos, obrigamo-nos a confessar que as coisas correram tão bem para Joana e Floro, após as necessárias confissões e explicações, que as faces da Virgem, que eles tinham esquecido de cobrir, provavelmente ficaram escarlates de vergonha... As de São Pedro com certeza ficaram verdes de raiva. E o ícone do Crucificado caiu ao chão e espatifou-se – ao passo que o anjo da guarda do Papa João VIII, que na sua bem-aventurança ignorava ser o guarda das chaves do Céu uma mulher, voou para o alto com indignadas batidas de asas”.
“Na manhã seguinte à noite tríplice, a Papisa Joana, ou o Papa João VIII, surgiu diante dos cortesões e as suas mãos atribuíram bênçãos e favores a quantos a (o) rodeavam. A exuberância papal foi imediatamente absorvida pelos rostos dos cortesãos, que ergueram as cabeças melancólicas mais uma vez, como o faz o trigo quando a chuva interrompe uma longa estiagem. O chefe de toda a cristandade, só naquele dia, distribuiu quatro bispados, ordenou dezesseis diáconos, acrescentou dois Santos ao calendário, comutou a pena de cinco condenados à forca e salvou vinte hereges da fogueira. E ainda lamentou não possuir as cem mãos de Briaréu para centuplicar as suas caridades”.
Mais tarde, Joana dirigiu-se à Igreja, a fim de receber os embaixadores do príncipe Ansegiso, que pleiteava sua ajuda contra os sarracenos. Concedeu-lha incontinenti. E enquanto executava todos esses atos, os seus olhos procuravam inconscientemente os de Floro, ao passo que seu espírito voejava em torno de sua cabeça, como abelha ao redor de uma flor. Surpreendeu-se a repetir, como rei-profeta: “Quem me dá asas para voar entre as pombas, quem me enseja o descanso?” (Sl 55.6).
“Durante dois meses ela continuou a vagar como um cisne sobre um rio de prazer inextinguível, adorada pelo jovem amante. Passados alguns meses, já estando grávida do mancebo camarista, foi instada por alguns cardeais da alta cúria a participar de uma procissão de São Pedro para o Lateran (Laterão ou Latrão). Teve que ser amparada por seus auxiliares – os quais ficaram chocados ao verem, subitamente, a Papisa contorcendo-se de dor pelo chão, sob o peso da vestimenta papal (que lhe ocultava a enorme barriga)”.
“Um dos diáconos, ao levantar as dobras da indumentária pontifícia, desejando aliviar um pouco a respiração do Papa João, quase também passa mal, ao presenciá-lo expelindo o rebento adulterino por entre as vestes, supostamente sagradas. Todos se deram conta, então, de que João VIII era na verdade uma mulher disfarçada de homem – à exceção do camarista Floro, seu secreto amor, que já a houvera descoberto”.
“Refeita do susto, a cúria romana decretou que a sacrílega mulher fosse atirada às águas do rio Tibre, juntamente com o seu rebento. E assim feito, Floro, o amante, fez-se ermitão; e os piedosos peregrinos, a fim de não contaminarem as sandálias pisando nas pegadas da imunda mulher-Papa, passaram a utilizar a partir deste incidente, outros caminhos para chegar ao Latrão”.

Extraído do livro “30 Papas Que Envergonharam a Humanidade”, de Jeovah Mendes)

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Obreiros Malditos

Maldito aquele que fizer a obra do SENHOR relaxadamente” (Jeremias 48:10). Quando passei por este versículo na minha leitura diária, parei para refletir. Pesquisei um pouco mais e vi que outras versões falam de fazer a obra com negligência ou de maneira fraudulenta. O sentido é de não ser honesto e diligente no trabalho do Senhor. O Senhor condena o engano, a hipocrisia, a preguiça e a falta de zelo no serviço a ele.
Vamos considerar este versículo e outras passagens que comunicam o mesmo princípio.
O Contexto de Jeremias 48
Este capítulo está no meio de uma série de profecias contra as nações pagãs. Deus explica seus motivos e planos para castigar nações como Egito, Filístia, Amom, Edom, Babilônia e outras. No capítulo 48, o país condenado é Moabe. Os moabitas eram descendentes de Ló e, por isso, parentes dos israelitas. Mas a sua longa história de desrespeito para com Deus levou este povo a receber a condenação do Senhor. Como Deus tem feito muitas vezes com outros povos e nações, ele decidiu usar mãos humanas para punir os moabitas. Os homens usados para executar a sentença seriam instrumentos de Deus, vingadores escolhidos pelo Senhor. Assim, entendemos o versículo 10 inteiro: “Maldito aquele que fizer a obra do SENHOR relaxadamente! Maldito aquele que retém a sua espada do sangue!” Deus chamou homens para castigar os moabitas, e falou que seriam malditos se não cumprissem sua tarefa com diligência.
A Missão dos Servos Atuais
Hoje, a missão dos servos de Deus não é aniquilar os rebeldes: “Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens; não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor” (Romanos 12:18-19).
Deus tem dado aos servos dele, nos dias de hoje, uma missão de misericórdia e amor. Nós devemos anunciar as boas novas que oferecem a salvação aos homens perdidos, para que possam evitar a condenação eterna e participar do privilégio da comunhão eterna com Deus.
Se Deus condenou os servos negligentes na missão de vingança, quanto mais ele vai cobrar a falta de zelo na missão de misericórdia! Os obreiros hoje devem ser diligentes no trabalho do Senhor.
Os Obreiros no Novo Testamento
É interessante e triste observar como as descrições mais simples e humildes podem ser distorcidas pelos homens para criar cargas de importância nas igrejas. Algumas palavras são tão simples que seria difícil compreendê-las de forma errada, mas muitos religiosos conseguem!
Considere alguns exemplos do Novo Testamento, em contraste com os abusos dos dias atuais. A palavra ministro significa servo, e ministério significa serviço. Mas muitas igrejas usam tais palavras como títulos para engrandecer pessoas (colocando servos acima dos irmãos que devem ser servidos) e trabalhos (a palavra ministério assumiu, no entendimento de muitos, a idéia de alguma obra ou até organização de destaque). Precisamos aprender que ministrar quer dizer servir. Ao invés de pensar em subir para uma carga de liderança e domínio sobre outros, deve lembrar-se do exemplo de Jesus quando ele pegou uma toalha e uma bacia de água e lavou os pés dos apóstolos. Do mesmo modo, as palavras traduzidas obreiro no Novo Testamento significam trabalhador, às vezes destacando a idéia do trabalho árduo e cansativo. Evangelistas são obreiros (2 Timóteo 2:15), não no sentido de serem líderes ou dominadores de igrejas, mas no sentido de trabalharem para pregar o evangelho de Jesus.
No Antigo Testamento e nas religiões pagãs, existiam classes de sacerdotes especiais. Mas no Novo Testamento, todos os cristãos são sacerdotes (1 Pedro 2:5,9). No contexto de uma congregação local, alguns serão escolhidos como pastores (chamados, também, de presbíteros ou bispos – Atos 20:17,28). Estes homens especialmente qualificados (cf. 1 Timóteo 3:1-7; Tito 1:5-9) guiarão, mas não deverão dominar o rebanho (1 Pedro 5:1-3). Cada discípulo – cada sacerdote – mantém a comunhão com Deus e não depende de mediador humano para servir ao Senhor.
Nas tentativas persistentes de implantar ou manter um sacerdócio especial nas igrejas hoje, até a simples palavra obreiro tem sido abusada. Em algumas igrejas, “obreiro” se tornou um título oficial para destacar alguns irmãos acima dos outros. Ao invés de reconhecer que todos nós devemos ser obreiros e cooperadores, algumas igrejas já chegaram ao ponto de nomear “O Obreiro” ou “Nosso Obreiro”, assim destacando uma pessoa como líder da congregação. Neste conceito errado de liderança, alguns discípulos acreditam que “O Obreiro” ocupe uma posição abaixo de Jesus mas acima do rebanho, exercendo autoridade para governar e tomar decisões pela congregação.
Para defender tal autoridade de pregadores ou evangelistas, alguns buscam alguma base no Novo Testamento. Vamos examinar alguns versículos que são usados para justificar este sistema anti-bíblico de liderança de igrejas:
Tito 2:15 – Paulo disse ao evangelista Tito: “Dize estas coisas; exorta e repreende também com toda a autoridade. Ninguém te despreze.” O trabalho de qualquer evangelista é pregar a palavra, que ele faz com a autoridade da própria palavra (cf. 2 Timóteo 4:1-5). Usando a palavra de Deus, que tem a autoridade divina, um evangelista ensina, edifica, repreende e põe em ordem as coisas que faltam nas igrejas onde ele prega (Efésios 4:11-14; Tito 1:5). A autoridade está na palavra que ele prega, não numa posição de domínio sobre a congregação.
1 Coríntios 16:15-16 – Depois de comentar sobre a fidelidade da família de Estéfanas no serviço dos santos, Paulo disse aos coríntios: “que também vos sujeiteis a esses tais, como também a todo aquele que é cooperador e obreiro”. Se tivesse alguma passagem que usasse as palavras “cooperador” ou “obreiro” como títulos de distinção, daria para entender uma certa autoridade aqui. Mas a realidade é que todos os cristãos devem trabalhar, e todos devem ser sujeitos uns aos outros (Efésios 5:21; Romanos 12:10,16). Devemos ajudar e apoiar aqueles que servem ao Senhor, sejam evangelistas ou outros servos e servas (3 João 5-8; Romanos 16:1-2).
Hebreus 13:17 – O autor já falou de guias do passado (13:7), e agora fala sobre guias vivos: “Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma...”. Este versículo tem sido muito mal aplicado para justificar muitos abusos em igrejas. Conforme o Novo Testamento, os homens autorizados por Deus para guiar o rebanho são os bispos, homens escolhidos na base de qualificações rigorosas (1 Timóteo 3:1-7; Tito 1:5-9). Não temos direito de usar este versículo para justificar autoridade de evangelistas, “discipuladores”, etc. Mesmo quando se trata de bispos, este versículo não lhes dá autoridade absoluta (cf. 1 Pedro 5:3). A palavra traduzida “obedecei” em Hebreus 13:17 significa “sejam persuadidos”. Como ovelhas submissas, devemos permitir que os bispos nos mostrem os motivos, segundo a vontade de Deus, para fazer o que eles indicam.
Quem São os Obreiros Hoje?
Depois de considerar vários trechos do Novo Testamento e o significado da palavra “obreiro”, fica fácil entender a aplicação hoje. Todos os cristãos fiéis devem trabalhar incansavelmente. Todos os discípulos de Cristo são obreiros, cooperadores no trabalho dele. Uma vez que compreendemos o sacerdócio de todos os cidadãos do reino de Cristo, entendemos que todos são obreiros.
Obreiros Malditos ou Abençoados?
A gora vamos voltar ao tema deste estudo. O perigo de ser obreiros malditos não é apenas um problema de pastores e evangelistas. É um perigo que todos os cristãos enfrentam! Se formos negligentes, desonestos ou preguiçosos no nosso serviço a Deus, seremos condenados por ele.
O que, então, Deus quer dos servos dele hoje? Seria fácil fazer uma lista de obrigações principais, no mesmo estilo dos fariseus da época de Jesus, para identificar os servos diligentes e fiéis. Mas a verdadeira resposta não é tão fácil.
Jesus orientou os apóstolos a ensinarem os discípulos a “guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mateus 28:19-10). Em outra ocasião, ele disse: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (João 14:15). O verdadeiro discípulo é conhecido pela sua obediência. O apóstolo João disse que sabemos que temos conhecido Cristo por isto: “se guardamos os seus mandamentos” (1 João 2:3).
Certamente seria mais fácil se tivéssemos uma lista de cinco ou dez itens essenciais, alguns atos externos e visíveis que garantiriam a nossa fidelidade como servos. Muitos homens têm feito tais listas, ou oficial ou informalmente. Freqüentemente frisam questões como ofertas, freqüência nas reuniões da igreja, cotas e metas para a evangelização pessoal e a abstinência de determinados vícios e hábitos. Podem acrescentar exigências em termos de roupas, saudações especiais, etc.
Nosso comportamento, vestimenta e participação ativa da igreja do Senhor certamente devem refletir a determinação de ser obreiros aprovados. Mas, Jesus não abordou a questão com uma simples lista de coisas que se deve ou não se deve fazer. A abordagem dele é mais exigente. Ele quer um coração voltado a ele, e sabe que a pessoa assim dedicada ao Senhor buscará muito mais do que meras regras e normas de comportamento. O verdadeiro obreiro buscará compreender e absorver a mente do Senhor, deixando até seus pensamentos mais íntimos serem guiados pela vontade de Deus.
E esta busca não será fácil. Teremos que conhecer bem a palavra de Deus, dando prioridade ao estudo cuidadoso das Escrituras. E com o conhecimento vem a responsabilidade de aplicar o que aprendemos: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tiago 1:22). Os servos fiéis não apenas seguem listas de regras, procuram andar como imitadores de Deus (Efésios 5:1). Como Jesus reflete a plena perfeição do Pai, os discípulos devem refletir a plenitude de Cristo (Colossenses 1:19; 2:9; Efésios 1:23; 3:19; 4:13).
Escolhemos entre dois caminhos. Podemos ser preguiçosos e negligentes, ou podemos nos esforçar como servos diligentes e dedicados. O primeiro caminho leva à maldição eterna. O segundo leva à bênção da comunhão eterna com Deus.

sábado, 7 de junho de 2008

Profetas na Igreja

"A uns estabeleceu Deus na igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas." (I Co 12:28)

"Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular." (Ef 2:19-20)

Juntamente com os apóstolos, os profetas são aqueles que Deus estabeleceu em sua igreja para colocarem os fundamentos. Esta é uma função essencial e uma tarefa de extrema responsabilidade.

Mesmo que muitos não gostem de tocar no assunto, apóstolos e profetas são aqueles que deveriam estar em primazia nas igrejas locais. Este é o modelo que Deus estabeleceu em relação a autoridade para sua casa e esta configuração deveria estar instituída nas igrejas locais. Muitos que hoje são pastores e evangelistas, na verdade deveriam ser apóstolos, profetas, mestres, pois homens com estes 3 dons formavam o governo principal na igreja primitiva (At 13:1, 15:2).

Todavia, muitos problemas tem acontecido em relação ao restabelecimento da ordem que Deus determinou para o governo de sua igreja. Pela falta de esteriótipos consolidados, em especial, o ministério profético tem dificuldade de encontrar seu lugar dentro da igreja. Em muitos casos os profetas e aqueles com dons de profetizar tem causado mais problemas na igreja que acrescentado para sua restauração. Muitos pastores de igrejas locais atualmente preferem ficar sem profetas que estar com eles e ter grandes confusões no seio da igreja.

O ministério profético começou a ser restaurado na década de 80 e ainda se encontra em transição. Enquanto a posição e o ministério do profeta não forem bem compreendidos, estaremos expostos a possibilidade de grandes conflitos e desunião.

Muitos apóstolos e líderes de governo da igreja têm experiências muito negativas com profetas. Isto acontece fundamentalmente porque muitos profetas atuando em suas funções, rejeitam toda autoridade humana em questões espirituais. Colocando de forma simples: se os profetas crêem que Deus lhes falou algo, nenhum ser humano poderá falar algo diferente. Os profetas, em sua grande maioria, são tentados a radicalizar no misticismo fazendo com que suas percepções espirituais sejam a autoridade final em suas vidas.

Por outro lado, muitos profetas tem sido amargamente machucados por apóstolos e pastores. Existem centenas de profetas destruídos pela falta de maturidade de apóstolos e pastores que não souberam tratar corretamente com as peculiaridades dos profetas.

Isto acontece pela falta de compreensão bíblica do assunto, bem como pela natureza humana pecaminosa como orgulho, vaidade, ambição, rebelião e insegurança. Sem os atributos divinos de perdão, humildade e submissão a autoridade, profetas têm uma grande tendência de conflitarem com seus colegas.

Outro grande problema relacionado com os profetas tem haver com o modelo profético que seguem. A grande maioria dos profetas seguem o modelo do Velho Testamento. Não sei se isto acontece porque o modelo do Velho Testamento é mais apelativo ao ego ou porque ele está mais claramente delineado no Velho Testamento que no Novo. Isto faz com que o profeta se relacione com a igreja da mesma forma que os profetas do Velho Testamento se relacionavam com Israel. Também, quando alicerçados no velho modelo, os profetas se relacionam com apóstolos e pastores - seus líderes - conforme os profetas do Velho Testamento se relacionavam com os reis.

Como descrito na Parte 1, os profetas da atualidade, na maioria das vezes, baseiam-se nos profetas do Velho Testamento para desempenhar seu papel na igreja. Este é um grande erro, uma vez que o Novo Testamento delineia um novo perfil para o ministério profético. Se os profetas da atualidade desempenharem sua função de acordo com os profetas do Velho Testamento, veremos grandes conflitos na igreja - o que tem acontecido normalmente. Os profetas no Velho Testamento eram independentes, não prestavam contas a reis e sacerdotes e muitas vezes agiam descomprometidos com os líderes nacionais. Se na igreja tivermos profetas assim, teremos estruturas conflituosas e rebeldes.

No Velho Testamento os profetas funcionavam independentemente dos reis e sacerdotes. Com algumas exceções de prestarem conta para outros profetas, eles prestavam contas apenas para Deus.

Analisemos a qual a função dos profetas do Velho Testamento:

1. Profetas eram usados para ungir os reis. Não necessariamente coroavam reis, porém os escolhiam e os ungiam (I Sm 16:1-13).

2. Profetas eram a consciência da nação e do rei que liderava. Jeremias foi a consciência de Judá por muitos anos, apesar do povo e do rei refutarem a possibilidade de Deus julgar Israel através dos babilônicos.

3. Profetas, algumas vezes, confrontavam reis. Elias confrontou Acabe (I Rs 18:1-9) e Samuel repreendeu a Saul (I Sm 15:12-31).

4. Profetas traziam consolo e encorajamento para os reis. Elias trouxe encorajamento e conforto ao Rei Acabe na batalha mais estratégica de sua vida, apesar de Acabe ser um rei apóstata.

Certamente muitas destas características ainda fazem parte do ministério profético atual. Porém se for usado como modelo único, no mínimo será incompleto, porém ainda pior, extremamente perigosos. O modelo profético para igreja não está alicerçado no modelo profético do Velho Testamento, mas sim do Novo. O Novo Testamento redesenha a função profética e estabelece parâmetros completamente diferentes para o seu exercício. Aqueles que hoje alicerçarem sua atuação profética com base no Velho Testamento, gerarão um espírito legalista, distante, divisionista, rebelde, descomprometido e confuso na igreja local.

Os profetas hoje tem a função específica de:

1. Ver para dentro do mundo invisível. O profeta percebe atividades espirituais (benignas ou malignas) muito antes que qualquer outra pessoa.

2. Profetas vêem a unção e os dons de Deus sobre as pessoas. Profetas percebem a ação de Deus na vida das pessoas e desta forma podem encorajá-las e consolá-las.

3. Profetas podem mudar o clima espiritual. Através de suas palavras de encorajamento por perceber o que outros não percebem, o profeta pode mudar toda perspectiva de futuro de um povo.

4. Profetas trazem poder evangelístico para igreja. Através de suas revelações, os incrédulos ficam estupefatos da sabedoria de Deus e se convertem ao Senhor.

5. Profetas trazem direção, correção e confirmação.

Precisamos desesperadamente que os profetas da atualidade se manifestem. A igreja alcançará sua maturidade quando a unção de todos os ministérios esteja fluindo em seu meio.
Muitos julgam os profetas como pessoas diferentes. Fundamentalmente são diferentes em seu ministério, mas não como pessoas. Como pessoas, os profetas são iguais a qualquer outro. Não são anormais ou diferentes. Apenas exercem ministérios diferentes.
Apesar de Barnabé não ter sido especificamente chamado de profeta, ele é um exemplo prático do ministério profético. Seu nome original era José, porém os apóstolos lhe chamaram Barnabé, que significa filho da exortação ou filho da profecia (At 4:36). Foi ele primeiramente quem reconheceu o chamado e o ministério de Paulo, função específica de um profeta (At 9:26-30, 11:25-26). Mesmo que Barnabé tenha sido o tutor espiritual de Paulo, ele reconheceu o dom apostólico sobre sua vida, cedendo logo no início da jornada, a liderança da equipe apostólica para Paulo, uma vez que aos apóstolos é dada uma autoridade de governo superior que aos profetas. (At 13:13 – neste texto está escrito “Paulo e seus companheiros” e não “Barnabé e seus companheiros”, determinando claramente que era Paulo que estava no comando da equipe).
Barnabé era homem de boa reputação, contava com a simpatia do povo, era digno de confiança e tinha certo poder de influência. Pelo que se compreende, também ele tinha uma boa aparência pessoal. Barnabé era uma pessoa normal. Não era nenhum eremita, não apresentava nenhum distúrbio mental nem tinha características de algum extraterrestre. Pelo contrário. Pelo que se conclui, sua presença era de uma graça inspiradora, de tal forma que gerou um “Paulo” e depois da derrocada de João Marcos, ele novamente o recompôs e produziu dele um homem de extrema confiança que posteriormente novamente se tornou integrante da equipe apostólica de Paulo.
Barnabé possuía a principal característica de um profeta, a capacidade de inspirar outros. Segundo Dereck Prince, a profecia vence dois dos ataques mais comuns de Satanás: a condenação e o desencorajamento. Isto nos mostra a necessidade do profeta ser alguém extremamente estimulante e inspirador.
Segundo a palavra de Deus a profecia tem três propósitos principais (I Co 14:3). Nestes propósitos, percebemos o direcionamento divino sobre o ministério profético:
1. Edificar: que significa construir, fortalecer, tornar mais efetivo.
2. Exortar: que significa encorajar, estimular.
3. Consolar: que significa animar.
Satanás tem tentado impedir o surgimento dos profetas fazendo com que compreendam de forma equívoca seu chamado. O chamado profético não tem como propósito principal apontar pecados e erros, mas sim apontar saídas e soluções. Sua missão não é de um viés negativo, mas essencialmente positivo. Sua característica não é de alguém que os outros tenham medo ou receio, mas sua pessoa é bem vinda e esperada. Mesmo que em certos momentos ele tenha que se posicionar de forma a confrontar os erros, sua abordagem sempre tem um propósito curativo. A condenação e a acusação são atitudes que jamais podem estar na mente ou nos lábios de um profeta. O que passa no seu interior é em como fazer com que as coisas sejam mais efetivas que tem sido até então.

USOS E COSTUMES

USOS E COSTUMES

DEFENDIDOS PELAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS NO BRASIL


Princípio

“Ato de principiar. Causa primeira. Origem. Razão fundamental. Elemento que predomina na constituição de um corpo organizado. Ex.: Princípio da vida. Convicção. (Grande Dicionário Ilustrado – Novo Brasil. Ed. 1979).

“Começo. Causa, Origem. Razão fundamental. Base. Preceito. Regra”. (Dicionário Álvaro Magalhães – E. Globo).

Princípios são bases estabelecidas por Deus para orientação da sociedade humana, que estabelecem parâmetros, dentro dos quais o homem é aceito e se relaciona com o Criador.

“Regras fundamentais e gerais de qualquer ciência ou arte. Ex.: Princípios fundamentais das Ciências, da Física, da Química, da Matemática, da Filosofia, ...da Religião”.

Tradição

É a transmissão de ensinos, práticas, crenças de uma cultura de uma geração a outra. A palavra grega para tradição é paradosis, usada no sentido negativo (Mt 15.2; Gl 1.14); e também no sentido positivo (2 Ts 2.15). Quando se coloca a tradição acima da Bíblia ou em pé de igualdade com ela a tradição assume uma conotação negativa. Muitas vezes é usada simplesmente para camuflar nossos pecados. O problema dos fariseus e da atual Igreja Católica é justamente por receber a tradição como Palavra de Deus. Disse alguém: “Tradição é a fé viva dos que agora estão mortos, e tradicionalismo é a fé morta dos que agora estão vivos”.
Quando afirmamos que temos as nossas tradições, não estamos com isso dizendo que os nossos usos e costumes tenham a mesma autoridade da Palavra de Deus, mas que são bons costumes que devem ser respeitados por questão de identidade de nossa igreja. Temos quase 90 anos, somos um povo que tem história, identidade definida, e acima de tudo, nossos costumes sãos saudáveis. Deus nos trouxe até aqui da maneira que nós somos e assim, cremos, que sem dúvida alguma ele nos levará até ao fim.

A RESOLUÇÃO DE SANTO ANDRÉ NOS DIAS ATUAIS

A Resolução

“E ser-me-eis santos, porque eu, o Senhor, sou santo, e separei-vos dos povos, para serdes meus”, Lv 20.26.

“ - A 22ª Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil, reunida na cidade de Santo André, Estado de São Paulo, reafirma o seu ponto de vista no tocante aos sadios princípios estabelecidos como doutrina na Palavra de Deus – a Bíblia Sagrada – e conservados como costumes desde o início desta Obra no Brasil. Imbuída sempre dos mais altos propósitos, ela, a Convenção Geral, deliberou pela votação unânime e dos delegados das igrejas da mesma fé e ordem, em nosso país, que as mesmas igrejas se abstenham do seguinte:


1. Uso de cabelos crescidos, pelos membros do sexo masculino;

2. Uso de traje masculino, por parte dos membros ou congregados, do sexo feminino;

3. Uso de pinturas nos olhos, unhas e outros órgãos da face;

4. Corte de cabelos, por parte das irmãs (membros ou congregados);

5. Sobrancelhas alteradas;

6. Uso de mini-saias e outras roupas contrárias ao bom testemunho da vida cristã;

7. Uso de aparelho de televisão – convindo abster-se, tendo em vista a má qualidade da maioria dos seus programas; abstenção essa que justifica, inclusive, por conduzir a eventuais problemas de saúde;

8. Uso de bebidas alcoólicas.

Esta Convenção resolve manter relações fraternais com outros movimentos pentecostais, desde que não sejam oriundos de trabalhos iniciados ou dirigidos por pessoas excluídas das ‘Assembléias de Deus’, bem como manter comunhão espiritual com movimentos de renovação espiritual, que mantenham os mesmos princípios estabelecidos nesta resolução. Relações essas que devem ser mantidas com prudência e sabedoria, a fim de que não ocorram possíveis desvios das normas doutrinárias esposadas e defendidas pelas Assembléias de Deus no Brasil”.

O texto

Atendendo parecer do Conselho Consultivo da CGADB encaminhado ao 5º ELAD, em 25 de agosto de 1999, a Comissão analisou à luz da Bíblia, de nosso contexto e de nossa realidade, expressando esses princípios numa linguagem atualizada.

O primeiro ponto que precisa ser expresso numa linguagem atualizada é a declaração: “sadios princípios estabelecidos na Palavra de Deus – a Bíblia Sagrada – e conservados como costumes desde o início desta Obra no Brasil”. O texto não faz distinção entre doutrina e costume. O O Manual do CAPED, edição de 1999, CPAD, Rio, p. 92, diz:

“Há pelo menos três diferenças básicas entre doutrina bíblica e costume puramente humano. Há costumes bons e maus. A doutrina bíblica conduz a bons costumes.

Quanto à origem
• A doutrina é divina
• O costume é humano

Quanto ao alcance
• A doutrina é geral
• O costume é local

Quanto ao tempo
• A doutrina é imutável
• O costume é temporário

A doutrina bíblica gera bons costumes, mas bons costumes não geram doutrina bíblica. Igrejas há que têm um somatório imenso de bons costumes, mas quase nada de doutrina. Isso é muito perigoso! Seus membros naufragam com facilidade por não terem o lastro espiritual da Palavra”.

A palavra grega usada para “doutrina” no NT é didache, que segundo o Dicionário Conciso Griego – Español del Nuevo Testamento, significa: “o que se ensina, ensino, ação de ensinar, instrução”. (Jo 7.16, 17; At 5.28; 17.19; e didaskalia, que segundo o já citado dicionário é: “o que se ensina, ensino, ação de ensinar, instrução”. O Léxico do N.T. Grego/Português, de F. Wilbur Gingrich e Frederick W. Danker, Vida Nova, São Paulo, 1991, p. 56,diz que didasskalia é: “Ato de ensino, instrução Rm 12.7; 15.4; 2 Tm 3.16. Num sentido passivo = aquilo que é ensinado, instrução, doutrina Mc 7.7; Cl 2.22; 1 Tm 1.10; 4.6; 2 Tm 3.10; Tt 1.9)”; e didache: “ensino como atividade, instrução Mc 4.2; 1 Co 14.6; 2 Tm 4.2. Em um sentido passivo = o que é ensinado, ensino, instrução Mt 16.12; Mc 1.27; Jo 7.16s; Rm 16.17; Ap 2.14s, 24. Os aspectos at. e pass. podem ser denotados em Mt 7.28; Mc 11.18; Lc4.32”. Segundo a Pequena Enciclopédia Bíblica, Orlando Boyer, doutrina é “tudo o que é objeto de ensino; disciplina” (Vida, S. Paulo, 1999, p. 211).

À luz da Bíblia, doutrina é o ensino bíblico normativo terminante, final, derivado das Sagradas Escrituras, como regra de fé e prática de vida, para a Igreja, para seus membros, vista na Bíblia como expressão prática na vida do crente, e isso inclui as práticas, usos e costumes. Elas são santas, divinas, universais e imutáveis.

Nos próprios dicionários seculares encontramos esse mesmo conceito sobre doutrina: “É o complexo de ensinamentos de uma escola filosófica, científica ou religiosa. Disciplina ou matéria do ensino. Opinião em matéria científica” (Dicionário Álvaro de Magalhães). “Conjunto de princípios de um sistema religioso, políticos ou filosóficos. Rudimentos da fé cristã. Método, disciplina, instrução, ensino” (Dicionário Ilustrado Novo Brasil, ed. 1979).

Costume

A Pequena Enciclopédia Bíblica, Orlando Boyer, define costume como “Uso, prática geralmente observada”. (p. 169). As palavras gregas usadas para “costume são ethos (Lc 2.42; Hb 10.25) e synetheia (Jo 18.19; 1 Co 8.7; 11.16).A primeira, de onde vem a palavra “ética”, significa costume com sentido de “lei, uso” (Lc 1.9). Não é biblicamente correto usar doutrina e costume como se fosse a mesma coisa. O costume é “Prática habitual. Modo de proceder. Jurisprudência baseada em uso; modo vulgar; particularidade; moda; trajo característico, procedimento; modo de viver”. Os costumes visto pela ótica cristã, são linhas recomendáveis de comportamento. Estão ligados ao bom testemunho do crente perante o mundo. Estão colocados no contexto temporal, não estão comprometidos diretamente com a salvação.

Os costumes em si são sociais, humanos, regionais e temporais, porque ocorrem na esfera humana, sendo inúmeros deles gerados e influenciados pelas etnias, etariedade, tradições, crendices, individualismo, humanismo, estrangeirismo e ignorância.

Convém atualizar essa redação omitindo a expressão “como doutrina”, ficando assim: “sadios princípios estabelecidos na Palavra de Deus – a Bíblia Sagrada – e conservados como costumes desde o início desta Obra no Brasil”.

Quanto aos 8 princípios da Resolução, uma maneira de colocar numa linguagem atualizada é:

1. Ter os homens cabelos crescidos (1 Co 11.14), bem como fazer cortes extravagantes;

2. As mulheres usarem roupas que são peculiares aos homens e vestimentas indecentes e indecorosas, ou sem modéstias (1 Tm 2.9, 10);

3. Uso exagerado de pintura e maquiagem - unhas, tatuagens e cabelos- (Lv 19.28; 2 Rs 9.30);

4. Uso de cabelos curtos em detrimento da recomendação bíblica (1 Co 11.6, 15);

5. Mal uso dos meios de comunicação: televisão, Internet, rádio, telefone (1 Co 6.12; Fp 4.8);

6. Uso de bebidas alcoólicas e embriagantes (Pv 20.1; 26.31; 1 Co 6.10; Ef. 5.18)

Os itens 2 e 6 foram colocados num mesmo item, pois se trata de um mesmo assunto. Colocamos referências bíblicas porque os nossos costumes são norteados pela Palavra de Deus. Precisamos ter consciência de que os nossos costumes não impedem o crescimento da Igreja. Hoje em dia há igrejas para todos os gostos, mas nós temos compromisso com Deus, com sua Palavra e com o povo. O objetivo de conquistar as elites da sociedade em detrimento de nossos costumes e tradições não é bom negócio. Isso tem causado muitos escândalos e divisões e não levam a resultados positivos. Somos o que somos, devemos aperfeiçoar as nossas estratégias de evangelismo e não mudar arbitrariamente os nossos costumes, pois isso choca a maioria dos crentes. Criar novos métodos para alcançar os pecadores, isso sim, para que o nosso crescimento possa continuar.

Falta de crescimento

Outro ponto que convém ressaltar que a falta de crescimento de algumas igrejas não é pelo fator usos e costumes, como muitas vezes tem sido enfatizado nas AGOs da CGADB, como foi ressaltado no 5º ELAD, pois mais de 85% dos líderes das Assembléias de Deus reconhecem a necessidade de preservação de nossas tradições, usos e costumes e de nossa identidade, mas sim, por falta de visão e de objetivos de seus líderes. Essa deficiência pode ser vista e comprovada dos dois lados, tantos dos favoráveis às mudanças como com os que querem manter o mesmo sistema histórico das Assembléias de Deus. O crescimento da igreja, à luz da Bíblia, é conseqüência de evangelismo, discipulado e oração; e o avivamento, fruto de jejum, oração e de arrependimento, e não resultado de usos, costumes e tradição.

Nem tudo que é extra bíblico é antibíblico. Nem tudo que nos interessa é condenado e pecado. Não podemos julgar ou condenar outros grupos porque adotaram liturgias estranhas e costumes diferentes dos nossos, e nem alcunhar nossos companheiros de ministério de liberais, pois “liberal” é uma palavra ofensiva. Os liberais sãos os que não acreditam na inspiração e autoridade das Escrituras, os que negam o nascimento virginal de Jesus, não reconhecem a existências de verdades absolutas. Discordar deles é uma coisa, mas agredir é outra muito diferente, e fere o espírito cristão do amor fraternal. Devemos, sim, preservar os nossos costumes.

A salvação é um ato da graça de Deus pela fé em Jesus. A Bíblia ensina que somos salvos pela fé em Jesus (Rm 3.28; Gl 2.16; Ef 2.8-10; Tt 3.5). Todos os crentes são salvos porque um dia ouviram alguém falar de Jesus e creram nessa mensagem. Ninguém fez nada, absolutamente, para ser salva, a não ser a fé em Jesus. Como conseqüência da salvação temos o fruto do Espírito (Gl 5.22). A vida de santificação é resultado da nova vida em Cristo, e não um meio para a salvação. Cristianismo é religião de liberdade no Espírito e não um conjunto de regras e de ritos. Acrescentar algo mais que a fé em Jesus como condição para salvação é heresia e desvio da fé cristã (Gl 5.1-4). Mas, ir além da liberdade cristã, extrapolando os limites é libertinagem (Gl 5.13). A fé cristã requer compromissos e por isso vivemos uma vida diferente do mundo, do contrário essa fé seria superficial e não profunda, como encontramos no apóstolo Paulo (Gl 2.20). Não existe instituição sem normas, nós temos as nossas.

Quando os gentios de Antioquia se converteram à fé cristã a igreja de Jerusalém enviou Barnabé para discipular aqueles novos crentes (At 11.20-22). Ele Entendia que os costumes só devem ser mantidos quando necessários, pois ensinar costumes, culturas e tradições como condição para salvação, é heresia e caracteriza seita. Barnabé sabia que a tradição judaica era mais uma forma de manter a identidade nacional e que isso em nada implicaria na salvação desses novos crentes, portanto, não seria necessário observar o ritual da lei de Moisés (At 15.19, 20).

Os judeus não eram mais crentes do que os gentios por causa dos seus costumes e nem consideravam os gentios menos crentes do que eles. Pedro pregava aos judeus o “evangelho de circuncisão”, enquanto Paulo o da “incircuncisão”, ou seja, Pedro pregava aos judeus e Paulo aos gentios (Gl 2.7-9). Não se trata de dois evangelhos, mas de um só evangelho, apresentado de forma diferente. Isso é muito importante porque as convicções religiosas são pessoais e o apóstolo Paulo respeitava essas coisas. Havia os irmãos que achavam que devia guardar dias e se abster de certos alimentos, outros consideravam iguais todos os dias e comiam de tudo (Rm 14.1-8). Ele não procurou persuadir a ninguém dessa ou da outra maneira.

Diante disso, aprendemos que nenhum pastor deve persuadir o crente para deixar de observar os costumes da igreja. Isso é algo de foro íntimo. Da mesma forma, um não deve criticar o outro, porque o que ambos fazem é para Deus, além disso, o apóstolo via que se tratava de uma questão cultural (Rm 14.6-10). Proibições sem a devida fundamentação, principalmente bíblica, é fanatismo. Quem faz de sua religião o seu Deus não terá Deus para sua religião.

Isso nos mostra que o nossos costumes não são condição para a salvação, eles devem ser mantidos para a preservação de nossa identidade como denominação. Não devemos criticar os outros e nem forçar ninguém a crer contra suas próprias convicções religiosas. Há pastores que agridem o rebanho e desrespeitam seus companheiros porque querem demolir nosso patrimônio histórico-espiritual a todo custo. Deus quer a Assembléia de Deus como ela é, na sua maioria. As outras denominações foram chamadas como elas são, é assim que Deus quis, Ele é soberano. O mesmo Jesus que chamou Mateus disse para outros que não o seguisse. A vontade de Deus para a minha vida não a mesma para a vida de outras pessoas. Embora todos nós estejamos na direção e vontade de Deus, porém com chamadas diferente.

Da liturgia

Cada igreja tem seu público alvo que pretende alcançar. A nossa Igreja é bem conhecida em todo o país e tem sua linha traçada. As Assembléias de Deus não nasceram com projeto político, empresarial e nem com plano específico para evangelizar as elites da sociedade. O nosso projeto é ganhar o povo para Jesus e fundar igrejas locais em todos as cidades e bairros de nosso país. Foi com essa estrutura que Deus nos trouxe até aqui e nos fez a maior igreja evangélica do país.
Nós somos pentecostais clássicos, isso significa que somos modelos para os outros, são eles, portanto, eles é que devem aprender com as Assembléias de Deus e não nós com eles, em matéria de doutrina pentecostal. É muita falta de bom senso e de respeito para com nossa denominação copiar grupos neo-pentecostais que sequer sabemos quem são, nem de onde vêm e nem para onde vão.

A avalanche de igrejas neo-pentecostais com liturgias e crenças para todos os gostos, tem levado alguns de nossos líderes a se fascinarem por esses movimentos, imitando e copiando seu sistema litúrgico. Ora, quem pertence a nossa Igreja não está enganado, são crentes que sabem o que querem, que conhecem nossa doutrina, tradição, usos e costumes e com a nossa forma de adoração. É também correto afirmar que a grande maioria se sente bem em nossos cultos de adoração a Deus.

As tentativas de mudanças são sempre um fiasco porque, quem não gosta de nossa maneira de cultuar a Deus já saiu, já foi embora para outras denominações. Por que imitar e copiar outros movimentos? Se eles inventaram suas inovações, certamente as conhece muito melhor que nós. Quem procura imitar esses movimentos não se identifica com a nossa denominação e nem com a deles. Imitação sempre é imitação. Não conquista os pecadores para Cristo, pois não tem público alvo definido. Não conquista outro público porque essas pessoas já conhecem a Assembléia de Deus. Por mais que se queira provar que são outros costumes, que as coisas mudaram, não persuadir as pessoas porque a marca das Assembléias de Deus são muito fortes.