sexta-feira, 31 de julho de 2009

Morte na panela

Texto: ." 2 Reis 4.38-41
Introdução "Voltou Eliseu para Gilgal. Havia fome naquela terra, e, estan¬do os discípulos dos profetas as¬sentados diante dele, disse ao seu moço:
"Põe a panela grande ao lume e faze um cozinhado para os dis¬cípulos dos profetas.
"Então, saiu um ao campo a apanhar ervas e achou uma tre¬padeira silvestre; e, colhendo dela, encheu a sua capa de colocíntidas; voltou e cortou-as em pedaços, pondo-os na panela, visto que não as conheciam. Depois, deram de comer aos homens. Enquanto comiam do co¬zinhado, exclamaram:

"Morte na panela, ó homem de Deus!
"E não puderam comer. Porém ele disse:
"Trazei farinha.
"Ele a deitou na panela e dis¬se:
"Tira de comer para o povo.
"E já não havia mal nenhum na panela." (2 Reis 4.38-41.)

Quero compartilhar com você, caro leitor, uma mensagem que me edificou muito, que trouxe muitas coisas boas para a minha vida. Es¬pero que aconteça o mesmo com você depois desta leitura. É sobre a "morte na panela", isto é, a morte dentro de casa.
O que esse texto de 2 Reis quer nos dizer? Refere-se a quê?
Vamos entender a palavra que o Senhor tem para nós através desse episódio que está registrado na Bí¬blia.
Ninguém gosta daquilo que não é bom. Não fomos criados para o que não presta, e sim para coisas boas. Entretanto nem sempre agimos de acordo com esse princípio.
Certa vez, uma moça chegou para mim e disse:
"Pastor, namoro um rapaz há al¬gum tempo. No princípio, briguei com minha mãe e meu pai por cau¬sa dele. Eles diziam que meu namo¬rado não prestava que não servia para mim. Eu não dei ouvidos para o que me diziam e insisti nesse rela¬cionamento. Agora começo a ver que eles tinham razão."
Quando descobrimos que algo não serve, que não presta para nós, logo decidimos abandonar aquilo. Se nos¬sa atitude não for essa, é sinal de que não estamos agindo de forma nor¬mal, natural do ser humano. Deus nos criou para buscarmos o que é bom para nós.
O profeta Eliseu passou por uma experiência dramática. Estando em Gilgal, na companhia dos discípulos de outros profetas, todos correram o risco de morrer envenenados. De¬pois de comerem uma comida pre¬parada com uma planta venenosa, pensaram que não conseguiriam so¬breviver. No entanto Deus livrou-os da morte.
Vamos entender o que o Senhor tem a nos dizer com tal episódio. Va¬mos aprender a vencer a "morte na panela".





















1
Voltando Para Gilgal

"Voltou Eliseu para Gilgal" (2 Reis 4.38.)

É importante sabermos o signifi¬cado de Gilgal. Eliseu voltava para esse lugar. Por que ele estava sem¬pre lá?

O Significado de Gilgal
Gilgal é um nome muito especial e significativo.

• Gilgal era um acampamento
"Subiu, pois, do Jordão o povo no dia dez do primeiro mês; e acamparam-se em Gilgal, do lado oriental de Jerico." (Josué 4.19.)
Gilgal foi o primeiro acampamen¬to do povo de Deus depois de deixar o Egito.
As circunstâncias indicam que Gilgal foi usada como uma espécie de quartel-general, enquanto as lo¬calidades em volta foram sujeitadas a ataques. Josué foi encontrado ali pelos gibeonitas, depois que Ai foi destruída. Ele voltou para lá depois que erigiu um altar no monte Ebal. Foi de Gilgal que os israelitas parti¬ram, a fim de defender Gibom; e foi para ali que eles retornaram, após conquistar a vitória.

• Gilgal e o memorial
"Chamou, pois, Josué os doze homens que escolhera dos filhos de Israel, um de cada tribo, e dis¬se-lhes:
"Passai adiante da arca do Senhor, vosso Deus, ao meio do Jordão; e cada um levante sobre o ombro uma pedra, segundo o número das tribos dos filhos de Israel,
"para que isto seja por sinal entre vós...
"Estas pedras serão, para sem¬pre, por memorial aos filhos de Israel.
"As doze pedras que tiraram do Jordão, levantou-as Josué em co¬luna em Gilgal.
"E disse aos filhos de Israel:
"Quando, no futuro, vossos fi¬lhos perguntarem a seus pais, di¬zendo: Que significam estas pe¬dras?,
"fareis saber a vossos filhos, di¬zendo: Israel passou em seco este Jordão.
"Porque o Senhor, vosso Deus, fez secar as águas do Jordão di¬ante de vós, até que passásseis, como o Senhor, vosso Deus, fez ao mar Vermelho, ao qual secou perante nós, até que passamos.
"Para que todos os povos da terra conheçam que a mão do Senhor é forte, afim de que te¬mais ao Senhor, vosso Deus, to¬dos os dias." (Josué 4.4-7, 20-24.)

• Gilgal e a circuncisão
"Naquele tempo, disse o Senhor a Josué: Faze Jacas de pedernei¬ra e passa, de novo, a circuncidar os filhos de Israel.
"Então, Josué fez para si fa¬cas de pederneira e circuncidou os filhos de Israel em Gibeate-Haralote.
"Disse mais o Senhor a Josué:
"Hoje, removi de vós o opróbrio do Egito; pelo que o nome daquele lugar se chamou Gilgal até o dia de hoje." (Josué 5.2,3,9.)
Apesar de haver saído do Egito, Israel ainda estava escravizado, por¬que carregava em si a força do hábi¬to de ser escravo.
Os hábitos de escravidão enraizados no povo de Deus haviam im¬pedido que eles entrassem imedia¬tamente em Canaã. Isso gerou zom¬baria por parte dos antigos senho¬res, e Israel passou a se sentir hu¬milhado perante as nações da ter¬ra.
Mas, ao se circuncidarem, eles to¬maram posse da promessa divina feita a Abraão, na qual o Senhor ga¬rantia que o seu povo seria livre e próspero.
O nome Gilgal significa "círculo". O sentido básico do vocábulo é deri¬vado do hebraico gãlal, e significa ro¬lar ou mover uma pedra, e foi em¬pregado por Deus para dizer que ele estava tirando o peso da desonra de sobre o seu povo. A circuncisão em Gilgal significa "rolar para longe o opróbrio do Egito".

Gilgal e a Páscoa
"Estando, pois, os filhos de Is¬rael acampados em Gilgal, celebraram a Páscoa no dia catorze do mês, à tarde, nas campinas de Jerico." (Josué 5.10.)
A celebração de Gilgal foi a tercei¬ra vez que os israelitas comemora¬ram a Páscoa desde que fora institu¬ída no Egito.
Essa festa representa a redenção por meio do Cordeiro que foi imola¬do.
Enfim, Gilgal significa círculo, sig¬nifica voltar, reavaliar a vida.
É um lugar de reflexão, de encon¬tro, de renovação.




2
Problemas Constantes

"... Havia fome naquela ter¬ra..." (2 Reis 4.38.)
Também em Gilgal havia proble¬mas.
Todos nós passamos por dificul¬dades. Toda pessoa enfrenta tempestades na vida.
Até mesmo Jesus passou por um sofrimento que pareceu tirar-lhe a paz. Ficou angustiado e perturbado no Jardim do Getsêmani antes de ser traído, preso e crucificado.
"A minha alma está profunda¬mente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo.
"Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo:
"Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres..." (Mateus 26.37-39.)
A Bíblia mostra que todos passam por problemas e dificuldades.
Não importa o lugar onde esteja¬mos, eles nos alcançam.
Há problemas de rejeição, de críti¬ca, de zombaria, de circunstâncias confusas. Seja qual for o problema, podemos submeter cada necessida¬de a Jesus, começar a obedecer a sua Palavra e a praticá-la em nossa vida.
Quando os problemas vierem con¬tra nós, em vez de sair correndo, ten¬tando uma solução por nós mesmos, busquemos a orientação de Deus, procuremos conselhos de seus pro¬fetas.
O Senhor tem a provisão e o esca¬pe para cada um de nossos proble¬mas.








3
A Presença de um Profeta

"Depois, deram de comer aos homens. Enquanto comiam do co¬zinhado, exclamaram: Morte na panela, ó homem de Deus! E não puderam comer." (2 Reis 4.40 - grifo do autor.)
Quando enfrentamos problemas, a primeira coisa que temos de fazer é assentar perto de um profeta, de um homem de Deus.
Aqueles homens, ao se verem em perigo, clamaram ao profeta, ao ho¬mem de Deus.
Essa deve ser a nossa atitude. Bus¬car orientação e ajuda dos homens de Deus, naqueles que têm compromis¬so com a verdade divina, com o modo de vida que o Senhor se agrada.
Eles têm a visão de Deus, a sabe¬doria que o Espírito Santo lhes deu para poderem guiar o povo, no ca¬minho que o Senhor deseja.
Infelizmente, muitos de nós quan¬do nos defrontamos com problemas, dificuldades e sofrimento, buscamos a solução na fonte errada.
Afastamo-nos da igreja, dos ir¬mãos, não buscamos a orientação do pastor, e nos desviamos do ca¬minho que o Senhor tem proposto para nós.
"Desde o dia em que vossos pais saíram da terra do Egito até hoje, enviei-vos todos os meus ser¬vos, os profetas, todos os dias; co¬meçando de madrugada, eu os enviei.
"Mas não me destes ouvidos, nem me atendestes; endurecestes a cerviz e fizestes pior do que vos¬sos pais." (Jeremias 7.25,26.)
A Bíblia mostra claramente que o Senhor fala por intermédio dos seus profetas. Nas ocasiões de maior difi¬culdade e provações, o Senhor envi¬ava seus profetas, os homens de Deus, para orientarem o povo e mos¬trar-lhe o caminho.
Se aquele rapaz tivesse pedido ori¬entação ao profeta Eliseu, evitaria o problema que causou: trazer a mor¬te para dentro de casa.






4
Não Buscar Uma Palavra de Deus

"Então, saiu um ao campo a apanhar ervas e achou uma tre¬padeira silvestre; e, colhendo dela, encheu a sua capa de colocíntidas; voltou e cortou-as em pe¬daços, pondo-os na panela, visto que não as conheciam." (2 Reis 4.39.)
Um dos discípulos saiu para bus¬car ervas. O profeta não tinha man¬dado que ele fizesse isso. Ele se an¬tecipou, não esperou a palavra que viria de Deus.
O rapaz, sem uma orientação, sem uma palavra específica do profeta, foi lá fora para buscar ingredientes para fazer a sopa. E o que ele trouxe? Morte.
Quando você busca soluções fora da Palavra de Deus e da orientação divina, traz para sua vida a morte, problemas, veneno.
Por pior que seja a situação, por maior que seja a dificuldade, o me¬lhor a fazer é buscar a orientação de Deus.
Quando nos defrontamos com os problemas, há sempre uma solução errada, que é simples e fácil de exe¬cutar; e outra, certa, mas complica¬da e difícil.
Em meu ministério pastoral, já ouvi inúmeras histórias de pessoas que, sem esperar a palavra do Se¬nhor ou de seu profeta, saíram para buscar a solução para os seus pro¬blemas fora da casa de Deus, não procurando saber qual a vontade do Senhor para aquela situação.
Uma senhora da igreja, que esta¬va tendo problemas com a filha ado¬lescente, levou-a a uma psicóloga não cristã. Não buscou orientação dos pastores da igreja, que poderi¬am indicar um profissional cristão. Ela preferiu ouvir os conselhos das amigas incrédulas.
Essa psicóloga passou a dar con¬selhos terríveis para aquela garo¬ta:
"Você tem de aproveitar a vida, buscar conhecer rapazes diferentes. Você é jovem. Esqueça essas teorias atrasadas e sufocantes que você tem aprendido na igreja. Liberte-se e viva!"
A menina ficou apavorada e disse para a mãe:
"Eu briguei com a psicóloga. Ela tem falado coisas horríveis. Eu vou ter mais problemas."
O que aquela mãe estava fazendo? Trazendo veneno para a vida da fi¬lha. Ao ignorar a palavra do Senhor, a orientação do pastor e dos líderes da igreja, ela colocou sua filha sob perigo.
"Mas isto lhes ordenei, dizen¬do: Dai ouvidos à minha voz, e eu serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo; andai em todo o ca¬minho que eu vos ordeno, para que vos vá bem.
"Mas não deram ouvidos, nem atenderam, porém anda¬ram nos seus próprios conselhos e na dureza do seu coração maligno; andaram para trás e não para diante." (Jeremias 7.23,24.)
Quando buscamos soluções em outra fonte que não seja o Senhor, estamos à procura de problemas. Como diz a Palavra do Senhor, esta¬mos andando para trás e não para diante.
Os nossos problemas aumentam, e a situação se complica. Acontece como no caso de Gilgal, em que, além da fome, aqueles homens passaram a ter o problema da morte, do enve¬nenamento.
"Houve alguma nação que tro¬casse os seus deuses, posto que não eram deuses? Todavia, o meu povo trocou a sua Glória por aquilo que é de nenhum provei¬to.
"Espantai-vos disto, ó céus, e horrorizai-vos! Ficai estupefatos, diz o Senhor.
"Porque dois males cometeu o meu povo: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas ro¬tas, que não retêm as águas." (Jeremias 2.11-13.)
"Ai dos que descem ao Egito em busca de socorro e se estribam em cavalos; que confiam em carros, porque são muitos, e em cavaleiros, porque são mui fortes, mas não atentam para o Santo de Israel, nem buscam ao Senhor!
"Todavia, este é sábio, e faz vir o mal, e não retira as suas pala¬vras; ele se levantará contra a casa dos malfeitores e contra a ajuda dos que praticam a iniqüi¬dade.
"Pois os egípcios são homens e não deuses; os seus cavalos, car¬ne e não espírito.
"Quando o Senhor estender a mão, cairão por terra tanto o auxiliador como o ajudado, e ambos juntamente serão consu¬midos." (Isaías 31.1-3.)
Não busquemos solução para os nossos problemas no "Egito". Não procuremos saciar nossa fome e nos¬sa sede nas "cisternas rotas" do mun¬do.
Busquemos a orientação do Se¬nhor. Ouçamos a voz do Espírito Santo, orientando-nos e mostrando-nos o caminho.

"Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele."(Isaías 30.21.)



Saber Esperar

"Esperei confiantemente pelo Senhor; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro.
"Tirou-me de um poço de per¬dição, de um tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uma ro¬cha e me firmou os passos.
"E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus; muitos verão essas coisas, temerão e confiarão no Senhor.
Bem-aventurado o homem que põe no Senhor a sua confiança..." (Salmos 40.1-4.)
"Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra. (Salmos 46.10.)

A Geração Imediatista
Vivemos no meio de uma geração imediatista. Queremos tudo "para ontem". Desejamos sucesso imedia¬to, crescimento instantâneo, soluções rápidas e até maturidade espiritual instantânea.
A satisfação imediata pode co¬brar um preço altíssimo. A vida de Sansão é um bom exemplo disso. Sendo judeu, deveria ter se casado com uma judia. Mas pediu permis¬são ao pai para casar-se com uma gentia. Para ele era mais importan¬te satisfazer seus desejos imedia¬tos do que buscar o conselho de Deus e dos seus pais. No final, per¬deu a liberdade, a visão, o respeito próprio e, para completar, a própria vida.
Não esperar em Deus, nos leva a tomar muitas decisões erradas e a sofrer suas desagradáveis conseqü¬ências.
A vida já traz muitos sofrimen¬tos inevitáveis. Devemos evitar os que forem desnecessários. Uma das maneiras de conseguir isso é ser paciente, estar disposto a bus¬car o conselho do Senhor e de seus servos.

O que é Paciência
A paciência é a tremenda capaci¬dade de ficar firme, sem esmorecer, diante de pessoas difíceis e circuns¬tâncias adversas. Isso significa que a pessoa paciente tem um certo grau de tolerância para com coisas into¬leráveis.
É uma disposição generosa de procurar entender as pessoas mais difíceis e os acontecimentos mais problemáticos que o Senhor permi¬te em nossa vida.
E, mais que isso, a paciência é aquele poderoso atributo que capa¬cita o homem a permanecer firme, quando lhe sobrevém uma dificulda¬de. Não apenas a se manter de pé, mas a seguir adiante.
Paciência é a forte perseverança que produz resultados positivos na¬quele que a possui, mesmo quando este se acha em sofrimento e sofren¬do oposição.
É uma disposição tranqüila que, vigilante e alerta, aguarda o momen¬to certo de dar o passo certo, orien¬tado por Deus.
John Dewey disse certa vez:
"A virtude mais útil do mundo é a paciência."
Nós precisamos dela o tempo todo, e em todo lugar.

Testando a Paciência
Primeiro Teste: Transtornos
Como você lida com os transtornos em sua vida? Hoje em dia, nós detestamos esperar. Queremos tudo imediatamente.
Nas eleições, os pesquisadores da opinião pública apresentam re¬sultados antes mesmo de votar¬mos.
Uns cem anos atrás as pessoas não se preocupavam em perder uma diligência. Afinal, daí a um mês, te¬ria outra. Hoje, ficamos desespera¬dos se perdemos a nossa vez numa porta giratória, ou se o sinal, que fica menos de trinta segundos vermelho, fecha e temos de esperar uma "eter¬nidade"!
Estamos com muita pressa. Não podemos esperar!

Segundo Teste: Irritações
Existem algumas coisas que nos irritam: conversas longas, telefone¬mas, chaves fora do lugar, comida fria, pneus furados, banheiros ocu¬pados, vizinhos que ouvem o som bem alto, e a lista é interminável.
Como reagimos a essas irrita¬ções?
Algumas delas são controláveis, mas a maioria não. Por isso temos de aprender a conviver com elas.
Isso exige paciência.

Terceiro Teste: A Inatividade
A maioria de nós prefere fazer qualquer coisa, menos esperar.
Odiamos ficar na sala de espera do médico, na fila do supermercado ou na cama em repouso.
Quando estou esperando um elevador, gosto de ficar observan¬do as pessoas. Algumas se balan¬çam; para frente e para trás. Al¬gumas andam de um lado para outro. Passeiam de lá para cá en¬quanto esperam o elevador chegar. Algumas ficam apertando o botão. Apertam o botão a toda hora, como se isso fizesse o elevador chegar mais depressa. Simples¬mente, não conseguem ficar para¬das esperando. Precisam fazer alguma coisa para sentir que estão no controle.

Os Efeitos da Paciência
Ao cultivar a paciência, o crente é beneficiado de duas maneiras.
Primeiro, a paciência produz em seu caráter uma imensa força e re¬sistência.
Em segundo lugar, quando nos portamos com paciência diante das provações e adversidades, conhece¬mos a fidelidade de Deus para conosco.
Aos poucos, vamos aprendendo a realidade da maravilhosa afirmação de Paulo em Filipenses 2.13:
"Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o re¬alizar, segundo a sua boa vonta¬de."

A Paciência Traz a Experiência
"E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança;
"e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança.
"Ora, a esperança não confun¬de, porque o amor de Deus é der¬ramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outor¬gado." (Romanos 5.3-5.)
Aprendemos a praticar a paciên¬cia na fornalha ardente da aflição.
Não podemos seguir lutando con¬tra as pessoas e os problemas que surgem em nosso caminho. Não po¬demos combater nem nos queixar daquilo que a vida nos reserva. Nem devemos tentar fugir das situações difíceis.
Temos de enfrentar as situações, quaisquer que sejam elas, sabendo que em todas elas, o Senhor tem um propósito.
E dessa atitude nascem a paz e a paciência.
Não uma paciência cheia de la¬mentações, mas de um grande con¬tentamento pela operação divina do Senhor.
É Deus quem nos capacita a en¬frentar com otimismo e bom ânimo a vida. Ele está conosco em meio às alegrias e às necessidades. Então, tudo vai bem. Podemos sentir paz e também ser pacientes.

Quando Não Aguardamos os Desígnios de Deus...

"Cedo, porém, se esqueceram das suas obras e não lhe aguar¬daram os desígnios." (Salmos 106.13.)

Essa é uma referência ao pecado do povo de Deus no deserto. Ele os livrara de maneira poderosa, e esta¬va pronto a suprir cada uma de suas necessidades de maneira igualmen¬te poderosa. Mas quando veio o mo¬mento da dificuldade, eles "não lhe aguardaram os desígnios".
Assim, como aquele discípulo, que sem esperar uma palavra do profe¬ta, tomou a iniciativa e saiu para bus¬car provisão, o povo não se lembrou que o Deus todo-poderoso era o seu Líder e Provedor; não lhe pergunta¬ram quais eram os planos dele para a situação.
Em vez de esperar a palavra de Deus, eles seguiram seu coração e sua mente.
Na terra de Canaã, durante os dias de Josué, os únicos três fracassos que a Bíblia mostra - quando subi¬ram contra Ai, quando fizeram ali¬ança com os gibeonitas e quando se estabeleceram na terra antes de havê-la ocupado toda - foram con¬seqüência de sua auto-suficiência: não esperaram a palavra de Deus e fizeram o que achavam ser o me¬lhor.
O Espírito Santo é o Guia e o Mestre dos filhos de Deus, quando esperamos para ser guiados por ele.
Esperemos os desígnios do Se¬nhor, não façamos nada sem a ori¬entação do Espírito Santo. Podemos estar trazendo morte para nossa vida.

Espera no Senhor
"Espera pelo Senhor, tem bom ânimo, e fortifique-se o teu cora¬ção; espera, pois, pelo Senhor." (Salmos 27.14.)
"Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dele vem a minha esperança." (Salmos 62.5.)
Para desenvolvermos a paciência temos de depender de Deus.
A paciência não é simplesmente uma questão de força de vontade humana; é o fruto do Espírito.
Se for a paciência de Deus, se for o fruto do Espírito, teremos autênti¬ca paz interior. Certas situações não vão nos aborrecer mais, porque es¬taremos dependendo do Senhor.
A paciência é uma forma de fé. Ela diz:
"Confio em Deus. Creio que Deus é maior do que esse problema. E Creio que Deus coloca a sua mão nessa situação e pode usá-la em mi¬nha vida para o bem."
Noé precisou esperar 120 anos para que viesse a chuva. Foi muito tempo para ter paciência.
Abraão esperou cem anos para ter um filho. Foi muito tempo para ser paciente.
Moisés esperou quarenta anos no deserto e depois passou mais qua¬renta anos conduzindo Israel pelo deserto em direção à terra prometi¬da. Foi muito tempo para ser pacien¬te.
Todos no Antigo Testamento aguar¬daram o Messias.
Nos dias do Novo Testamento, os discípulos aguardaram o Espírito Santo no cenáculo.
A Bíblia é um livro que trata da espera, da paciência.
É difícil ter paciência quando es¬tamos com pressa, e Deus, não.
É difícil ser paciente quando aguardamos aquela resposta de ora¬ção... esperamos aquele milagre... queremos que Deus mude nossa condição financeira, problema de saúde, salve nosso casamento, mude nosso filho problemático...
Lázaro era amigo de Jesus. Certo dia, ele ficou doente. Maria e Marta, irmãs dele, mandaram um recado para Jesus, dizendo:
"Senhor, está enfermo aquele a quem amas." (João 11.3.)
E a Bíblia diz que, quando ouviu isso, Jesus esperou de propósito mais dois dias antes de partir para Betânia. Quando chegou, Lázaro ha¬via morrido. Seu corpo já fora sepul¬tado.
Jesus chegou tarde demais. Mas ele sabia que não era tarde demais. Foi até a sepultura e chamou:
"Lázaro, vem para fora!" (João 11.43.)
E Lázaro veio - vivo!
Deus nunca está atrasado. O horário de Deus é perfeito. Deus quer que confiemos e esperemos nele.
"Jó, ainda que dizes que não o vês, a tua causa está diante dele; por isso, espera nele." (Jó 35.14.)
"Entrega o teu caminho ao Se¬nhor, confia nele, e o mais ele fará.
"Fará sobressair a tua justiça como a luz e o teu direito, como o sol ao meio-dia.
"Descansa no Senhor e espera nele..." (Salmos 37.5-7.)
Não podemos nos esquecer de que Deus continua no céu. Continua cui¬dando de nós. Continua no controle de tudo. Continua fazendo sua von¬tade em nossa vida. Deus não se esqueceu de nós. Só que faz tudo no seu próprio tempo.
'Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo..." (Eclesiastes 3.11.)







6
Deus é Fiel

"Não andeis ansiosos de coisa alguma..." (Filipenses 4.6.)
Não importa o que aconteça, o Se¬nhor tem todo o poder.
E o Senhor todo-poderoso é fiel, não nos abandona nem nos deixa perecer.

A Fidelidade de Deus Transforma o "Veneno" em Bênçãos

Exemplos bíblicos
Noé. Sua compreensão da fidelidade de Deus deve ter aumentado quando ele foi salvo do dilúvio.
Davi. Imagine como a sua fé deve ter aumentado quando ele venceu o leão e o urso, que tentavam matar suas ovelhas.
Gideão. Sua fé cresceu muito após a vitória contra os inimigos, que eram mais numerosos do que o pe¬queno exército que ele comandava.
Poderíamos continuar até apresen¬tarmos uma enorme lista, mas esses exemplos já nos mostram como a fi¬delidade de Deus transforma a situ¬ação daqueles que nele esperam e confiam.

Um salmo de louvor e agradecimento
"Busquei o Senhor, e ele me acolheu; livrou-me de todos os meus temores.
"Clamou este aflito, e o Senhor o ouviu e o livrou de todas as suas tribulações.
"O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra.
"Muitas são as aflições do jus¬to, mas o Senhor de todas o li¬vra." (Salmos 34.4,6,7,19.)

Esse salmo é a descrição de al¬guém que está experimentando a fi¬delidade de Deus. Apesar dos "temo¬res", "tribulações" e "aflições", o salmista não está deprimido nem revol¬tado contra Deus. Pelo contrário, ele demonstra ânimo e esperança.
As mais elevadas celebrações de louvor que aparecem na Bíblia acon¬teceram depois de alguma grande tribulação.

Fiel nas Adversidades
Muitas vezes, o Senhor demonstra sua fidelidade para conosco na ad¬versidade, dando-nos o que precisa¬mos para que possamos sobreviver.
Ele não muda as circunstâncias difíceis, mas nos sustem em meio a elas.
"Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos mi¬sericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna." (Hebreus 4.16.)
Essa promessa é maravilhosa. O Senhor nos promete que, quando estivermos em necessidade, ele nos dará misericórdia e graça. Ele não promete mudar nossa situação, nem nos livrar da dor ou de nossos inimigos. Ele diz que derramará sobre nós sua misericórdia e gra¬ça.
Deus não quer que façamos nada por nossas próprias forças. Ele nos dará graça e forças nas horas de ne¬cessidade.
Deus é fiel para com seus filhos. Servimos a um Deus fiel, um Deus em quem se pode confiar, até mes¬mo quando atravessamos o mais sombrio dos vales.
Não importa o que estejamos sofrendo, se deixarmos que Deus ope¬re, ele vai usar essa provação para aprofundar nossa fé na fidelidade dele. Ele se revelará a nós de manei¬ra extraordinária.
Temos de depender por completo da misericórdia e da graça de Deus. Então, por experiência própria, sa¬beremos que o Senhor é fiel.
Existe um lindo hino - Tu és Fiel -que mostra essa verdade de uma for¬ma maravilhosa:
Tu és fiel, Senhor, meu Pai celeste Pleno poder aos teus filhos darás! Nunca mudaste, tu nunca faltaste, Tal como eras, tu sempre serás!
Tu és fiel, Senhor! Dia após dia com bênçãos sem fim Tua mercê me sustenta e me guarda, Tu és fiel, Senhor, fiel a mim!
Flores e frutos, montanhas e mares, Sol, lua, estrelas no céu a brilhar, Tudo criaste na terra e nos ares, Todo universo vem, pois, te louvar.
Pleno perdão tu dás, paz, segurança Cada momento me guia o Senhor E no porvir, oh! que doce esperança! Desfrutarei do teu rico favor!








Conclusão

Como vimos, às vezes nós mesmos trazemos a morte para dentro de casa. E possível buscarmos para nós a maldição. Por vários motivos, pode ser que cheguemos a gritar:
"Há morte na panela!"
Quem sabe você, leitor, esteja com fome da ação de Deus. É hora de sa¬ciar essa fome!
Talvez você tenha levado para a sua vida alguma coisa que não pres¬ta e hoje está envenenado. Pode ser alguma situação que tem deixado sua existência infrutífera, estagnada.
O profeta não mandou que jogas¬sem a sopa fora, pois a bênção pre¬valece sobre a maldição. Deus tem poder de transformar todas as situ¬ações de veneno, de morte, em situ¬ações de bênçãos.
Não importa qual seja a planta que trouxe morte à sua vida. Hoje Deus quer lhe dar da farinha que cura, que salva:
Se você tem clamado assim:
"Deus, fala comigo!"
Esta é a resposta. Você pode se¬guir os passos que apresentei aqui.
Faça uma avaliação da sua vida. Vá a Gilgal, o ponto de reflexão. Ana¬lise sua situação.
Esteja em companhia de pessoas que seguem o caminho do Senhor. Se for necessário, busque o conse¬lho de um pastor, de um homem de Deus.
Espere a orientação do Senhor para resolver seus problemas. Não saia precipitadamente, buscando so¬lução em qualquer lugar. Deus tem a "farinha" da vida. E ele está pronto a saciar sua fome com o que vai lhe fortalecer, dar-lhe viço, luz.
Ouça a voz do Senhor. Ele quer lhe falar. Deixe de levar para casa o que é podre. Você tem a responsabilida¬de de abençoar sua vida, seu lar, sua família.
Só quando Deus saciar sua fome com a farinha divina é que você po¬derá ajudar quem também precisa receber cura e salvação. Assim você também levará vida a outros, ajuda¬rá a saciar a fome de muitos. O Es¬pírito Santo pode operar isso em sua vida.
As pessoas não estão querendo coisas estragadas, não. Muitas vezes, elas recebem o que é mal junto com algo que aparentemente é bom. São enganadas por Satanás. Quem foi buscar a erva lá em Gilgal tinha a in¬tenção de ajudar. Entretanto não bas¬ta apenas ter boas intenções. Para não levar o que não presta para den¬tro de casa, é preciso receber orientação do Espírito Santo. É necessá¬rio o conhecimento da ordem do pro¬feta.
Todo veneno tem uma aparência boa. Só o Espírito de Deus pode mos¬trar o que realmente é bom para nós. E é possível ouvir a voz do Espírito, pois Jesus disse que:
"... não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi...
"Quando, porém, vier o Consolador, que eu vos enviarei da par¬te do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará tes¬temunho de mim.
"Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eujor, eu vo-lo enviarei.
"Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo.
"Quando vier, porém, o Espíri¬to da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não fa¬lará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anuncia¬rá as coisas que hão de vir.
"Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar." (João 15.19,26; 16.7,8,13,14.)
Em todas as épocas existiram problemas, mas também houve so¬luções. Quando o Senhor está pre¬sente e nós permitimos que ele aja, a fome será saciada; a sede, tam¬bém.
E temos de buscar essa provisão em Deus. Ele é a verdadeira fonte de todo o bem:
"Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede." (João 6.35.)
Não podemos continuar aceitando em nossa vida aquilo que nos enve¬nena. O Senhor está conosco para nos dar a vida!
"... eu vim para que tenham vida e a tenham em abundân¬cia." (João 10.10.)

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