terça-feira, 7 de setembro de 2010

Sendo Pesado na Balança

Texto: 1Sm 2.3 / Dn 5.27


Aqui, nesta ocasião está ocorrendo um banquete. Se ele pudesse ser pintado num quadro, retrataria a situação moral e espiritual de um reino inteiro. Aquele banquete de Belsazar era diferente dos modernos banquetes. Ali as pessoas podiam se liberar, nenhuma regra era válida e não ser de que ?enquanto puder, aproveite?. Não existia, enfim, nenhum valor maior que a satisfação pessoal.


O mesmo pecado de Nabucodonozor, que o havia levado depois ao estado de humilhação, estava agora presente nos procedimentos de Belsazar: a soberba. Note: 1) ele procurou dar ?um grande banquete a mil dos seus grandes? (v. 1); 2) havia ainda a participação de ?suas mulheres e concubinas? (v. 2); 3) era uma demonstração de poder e riqueza; 4) era um banquete para exibição, pois o próprio rei ?bebeu vinho na presença dos mil? (v. 1).


Este banquete bem poderia acabar com o rei em uma beberia tremenda e os convidados indo para suas casas arrastados ou carregados, como acabam muitas festas em que não impera o espírito de decência e moralidade.


** Houve ali, algo que provocou a ira de Deus: o rei ?mandou trazer os vasos de ouro e de prata que Nabucodonozor, seu pai, tinha tirado do templo que estava em Jerusalém, para que bebessem por eles o rei, e os seus grandes, as suas mulheres e concubinas? (v. 2).


* Em sua bebedeira perderam o juízo e começaram a brincar com aquilo que é sagrado. Pensaram que poderiam introduzir Deus em festa e acabaram atraindo Sua ira santa. Escarnecem do sagrado e exaltam o profano. Não se pode misturar o sagrado com o profano.


Enquanto os vasos dedicados ao serviço santo do templo estavam sendo transformados em instrumentos de imoralidade, impiedade e culto aos deuses falsos inventados pelos homens, surge Alguém que estraga a festa. Então, sobrevem um silêncio atordoante e estarrecedor!


Um dedo começa a escrever algo na parede e de repente toda aquela algazarra, bebedice, a música, conversas, todos pararam e houve aquele silêncio, todos ficaram com os olhos fitos na parede. A situação piorou quando os ?sábios? não puderam interpretar o que ali fora escrito.

A festa que estava destinada a proporcionar uma noite inesquecível de prazer e alegria, tornou-se inesquecível, sim, mas pela lembrança de um julgamento terrível. Aqueles dedos nunca mais sairiam da mente daquelas pessoas.

No entanto, mesmo diante do medo que a visão lhe proporcionou, o rei continuou na sua arrogância. Ele respondeu: ?Qualquer que ler esta escritura, e me declarar a sua interpretação, será vestido de púrpura, e terá uma cadeia de ouro ao pescoço, e no reino será o terceiro governante? (v. 7).

A princípio, ele prometera algo que por direito não podia. Pois ele não era o rei de fato, e sim, co-regente com seu pai, Nabonido.


Daniel não estava nesta festa. Fora chamado e deu a interpretação. Entre a sua chegada na babilônia e os acontecimentos do banquete, haviam se passado aproximadamente 60 anos. Daniel não esmoreceu a medida que os anos passaram, continuava com a mesma firmeza e segurança.


** O conhecimento da verdade condena. Daniel aponta para o rei como ele tinha errado e pecado contra Deus. Ele mostra que o erro tinha precedente na sua própria família. Ele estava se referindo a Nabucodonozor, seu avô, que tinha sido glorioso e dotado de poderes absolutos sobre o reino.


** O profeta chama atenção do rei para alguns fatos importantes:

1) foi o Altíssimo Deus que deu o reino e a grandeza, a glória e a majestade a Nabucodonozor (v. 18);

2) o poder de Nabucodonozor era grande e diante dele as pessoas tremiam e temiam, pois dispunha da vida de cada um como bem queria (v. 19);

3) o erro de Nabucodnozor foi deixar que tudo isso tomasse conta dele e o ?coração se elevou?, tornando-se arrogante (v. 20);

4) sua queda do trono se dera por causa da arrogância. Ficou entre os animais.


V. 22: ?ainda que soubeste tudo isso?. O conhecimento da verdade condena ainda mais as atitudes do rei para com Deus. se ele sabia o que tinha acontecido com seu avô, não havia desculpas para ele. Belsazar não apenas foi orgulho, mas agiu contra Deus. Belsazar e Nabucodonozor foram iguais num ponto: a arrogância. Foram diferentes, porém, quanto a afrontar ou não a Deus. Nabucodonozor reconheceu o poder e a soberania de Deus, e não utilizou os vasos sagrados do templo de Jerusalém para suas festas. Belsazar, além da arrogância, elevou-se ?contra o Senhor do céu, pois foram trazidos a sua presença os vasos da casa dele, e tu, os teus grandes, as tuas mulheres e as tuas concubinas, bebestes vinho neles? (v. 23).


Belsazar pôde perceber que havia feito uma grande tolice ao cometer pecado contra o Deus santo e zeloso. Infelizmente era tarde demais.


TEQUEL: mostra que o Deus justo e santo ?pesou? a vida de Belsazar. Ele foi como que colocado na balança e não conseguiu equilibrar, porque toda a sua vida estava destituído de valores eternos do Deus eterno. Ele não construiu sua vida de tal forma a considerar o Deus do céu como o seu supremo valor. Agora todos os feitos não conseguem equilibrar a balança justa do Deus justo, porque a sua própria vida não contou com a presença d?Ele.

Contou Deus o teu reino ? At 17.26 = 16 de Tisri (12 de outubro de 539A.C.).

?Naquela mesma noite Belsazar, o rei dos caldeus, foi morto. E Dario, o medo, recebeu o reino? (v. 30-31). Ele não perdeu somente o seu reino. Ele perdeu também o reino de Deus. Nosso Senhor Jesus Cristo fez uma acusação semelhante aos judeus (Mt 21.33-43). Rejeitaram os profetas, e finalmente a Ele próprio. Da mesma forma, Paulo advertiu os judeus quando rejeitaram a mensagem do Evangelho, disse-lhes que perderiam seus privilégios e os daria aos gentios (At 13.44-50).


Deus não o condenou sem causa. Deus fez com que ele soubesse que estava sendo condenado. Nada escapa ao juízo de Deus. a balança está preparada para pesar tanto os fracos como os poderosos.


+ A única coisa que pode equilibrar a nossa balança diante de Deus é o Senhor Jesus Cristo, aceitar o que Ele fez por nós.

O rei Belsazer fora pesado na balança de Deus e achado em falta... Vamos analisar a vida de uma outra personagem bíblico que também fora pesado na balança de Deus, porém, obteve a bênção...


ABRAÃO ? Gn 22

Este homem cresceu espiritualmente. É verdade que existiram momentos de fraqueza na vida dele, como também há em nossos vidas.

Depois de esperar 30 anos pela promessa de um filho, Deus o pede de volta. Moriá distava uns sessenta quilômetros de Berseba, onde eles estavam morando. Aqueles três dias de viagem para o monte indicado por Deus deveriam ter sido de angústia e agonia, dias que pareciam intermináveis, dias quando a expressão ?por quê? jorrou, vez após vez, do seu coração atribulado e rasgou a sua garganta de tanta dor. Abraão sabia, porém, que em Isaque seria chamado a sua descendência.


** A pergunta do jovem Isaque deve ter movido ainda mais o coração do pai: ?Onde está o cordeiro para o holocausto?? Ele não sabia que o cordeiro era ele mesmo. Abraão responde: ?O Senhor Proverá?.


O Senhor intervém no momento exato, quando Abraão toma o cutelo para imolar Isaque, impedindo qualquer dano sobre o filho da promessa. Do ponto-de-vista de Deus, o sacrifício já aconteceu. Deus julga mais as intenções do que os atos.


? Tudo tem um motivo para acontecer e Deus sabe qual é o melhor. Mesmo que não entendas o porquê espera pois no Senhor.


Quando Abraão estava para sacrificar seu filho, Deus lhe enviou um cordeiro como solução. Ele então buscou o cordeiro e colocou-o no lugar de Isaque.


** Sabe, sempre em nossas vidas, Deus nos coloca diante do Cordeiro.

? Quando na passagem do Anjo sobre o Egito, o sangue do cordeiro salvou os israelitas.

? Quando João Batista batizou a Cristo, disse: Eis o Cordeiro de Deus...!

? Quando Cristo, o nosso Cordeiro Pascal, morreu, Ele nos deu o caminho.


Abraão e Isaque (submissão) foram pesados na balança de Deus, mas não foram achados em falta. O rei Belsazar por ter sido achado em falta, foi morto.


** Devemos ter cuidado para não nos encontrar em falta na balança de Deus.


Estar em falta diante de Deus nos faz pessoas sem sal. Arroz sem feijão. Pão sem margarina.

Quando estamos em problemas, achando que não há mais saída, estamos no final do túnel, desesperados, devemos olhar para o Cordeiro.

2Co 12.9: Na fraqueza destes homens, eles se tornaram fortes, porque na hora H olharam para o Cordeiro

Por favor, olhe para diante do Cordeiro e Ele solucionará todas as suas dificuldades.


?Deus não te prometeu que neste mundo você não teria dificuldades. Ele te prometeu que em meio do vale do sombra da morte, Ele NUNCA te deixaria, e Ele está aí perto de você!?

sábado, 4 de setembro de 2010

Ajunta-te a esta Carruagem

Texto: Atos 8.26-40

Introdução
> Será que nós realmente cremos no que a Bíblia ensina, que aqueles que não conhecerem a Cristo perecerão por toda a eternidade, indo para o inferno? Ler Pv 24.11,12
> Como igreja, o que temos feito quanto a esta realidade? Temos evangelizado, temos procurado levar as pessoas para a luz de Cristo?

Proposição: “A tarefa da evangelização é uma responsabilidade de cada crente (e não apenas de um seleto grupo de cristãos), na qual devemos buscar a maior eficácia possível”.

Transição: “O texto nos mostra quais são as marcas de um evangelista eficaz”.

I.) O evangelista eficaz é aquele que renúncia o que lhe é mais cômodo, a fim de ir em busca dos perdidos, ainda que seja apenas um – v. 26, 27
> Felipe estava no meio de um grande mover de Deus (ver At 8.5-8,12), e Deus o manda ir ao deserto para falar de Cristo a apenas uma pessoa!
> Ser um evangelista eficaz exige deixar nossa zona de conforto.

II.) O evangelista eficaz é aquele que está sempre atento e sempre disposto a obedecer à voz do Espírito Santo de Deus – v. 29
> Você tem estado atento à voz de Deus ou as muitas circunstâncias da vida lhe impedem de ouvi-la (correrias, falta de comunhão com Deus, egocentrismo, etc)?
> Deus não tem lhe mostrado alguém a quem você deve achegar-se e ajuntar-se (v. 29)? Você tem estado atento? Tem obedecido?

III.) O evangelista eficaz é aquele que emprega esforço, determinação, adaptação e intencionalidade em sua tarefa evangelística – v. 30a
> Entre outras coisas pode exigir um bom preparo físico, recursos financeiros, etc
> Esforço, determinação: “Correndo Filipe…”.
> O evangelista eficaz é aquele que se adapta ao momento, à circunstância, à pessoa, à oportunidade, etc – ver 1 Co 9.19-23
> Precisa haver intencionalidade! Se ficarmos esperando as coisas acontecerem por si só nunca sairemos do lugar, nunca levaremos ninguém a Cristo!

IV.) O evangelista eficaz é aquele que sabe discernir o momento certo e a oportunidade certa de falar do evangelho aos perdidos – v. 30-34
> Não é inconveniente, sabe o momento certo de abordar!
> Estratégia da amizade intencional. Fortalece amizade para no momento certo entrar com o evangelho!
> Sabe identificar a oportunidade, ou seja, a “brecha”, o caminho para entrar com o evangelho (geralmente uma necessidade).
> Muitas vezes, o próprio Deus cria as circunstâncias, a oportunidade! Precisamos apenas estar atentos e ter todas estas características de um evangelista eficaz.

V.) O evangelista eficaz é aquele que tem um bom conhecimento das Escrituras e sempre centraliza seu testemunho na pessoa de Jesus e em sua obra salvadora – 35
> Como está seu conhecimento bíblico? Que passos práticos você tem tomado para melhorá-lo? Separe tempo para ouvir (EBD, cultos quinta), para ler, para estudar as Escrituras. O conhecimento das Escrituras não vem como que num passe de mágica!
> Todas as Escrituras apontam para Cristo, e nós temos que saber isso e fazer isso!

VI.) O evangelista eficaz é aquele que conduz seu filho espiritual até o batismo nas águas – v. 36-38
> Não apenas gera, mas cuida, acompanha, discípula.
> Explica a necessidade do batismo e incentiva o novo convertido a obedecer a Palavra de Deus nesta questão.

Conclusão
> Ler v. 39-40 – Este Etíope, ao chegar em sua terra, certamente compartilhou de Jesus com seus patrícios.
> Jamais podemos imaginar o alcance que pode ter uma alma ganha para Cristo. Ex. Pr. Yong Cho.
> Façamos o propósito de sermos evangelista eficazes em nossa tempo e em nossa geração!
> Pode-se encerrar lendo novamente Pv 24.11,12.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

“QUATRO CONDIÇÕES PARA A OVELHA DEITAR-SE”

Salmo 23:2 “Deitar-me faz em verdes pastos...”

Introdução:

Þ O deitar de uma ovelha, significa um estado de plena satisfação, tranquilidade e segurança.

Þ Se alguns importantes requisitos não forem atendidos, a ovelha inquieta não deita-se para descansar e para remoer os verdes pastos.

Þ Baseado em informações verazes a respeito, pensemos nestes importantes requisitos, que nos levam para profundas lições espirituais como ovelhas do Bom Pastor.

1. A OVELHA DEITA-SE QUANDO ESTÁ LIVRE DE TEMORES

Þ Se a ovelha sente-se insegura e com medo, jamais repousa; sua inquietação não permitirá que se renda ao descanso.

Þ Se frente ao perigo, entra imediatamente em panico. Toda ovelha possui uma natureza muito frágil e sensivel que se assusta com muita facilidade. Um pequeno coelho saltando pode provocar um estouro no rebanho. O interessante, que ocorre uma reação em cadeia: Uma ovelha assustada apavora as demais, que saem em disparada sem saberem o que provocou o susto.

Þ Quantas ovelhas do Senhor vítimas do medo e do panico, decorrente de conflitos existenciais, traumas, frustrações, decepções, e também presas dos ataques malignos violentos. Vidas que se sentem inseguras e com profundo sentimento de desproteção.

Þ Mas a presença do Pastor Jesus traz segurança e paz ‘as ovelhas temerosas e aflitas – Jo 10:11-16

2. A OVELHA DEITA-SE QUANDO ESTÁ LIVRE DE INSETOS

Þ Comumente as ovelhas são atacadas em sua lã pelo carrapato. Também é digno de nota mencionar a “mosca nasal” (minúscula, mas terrível) pois é capaz de penetrar pelas vias respiratórias da ovelha, causando-lhe irritação, infecções, febre, e muitas vezes, a morte.

Þ Quantos insetos espirituais tem deixado muitas ovelhas do Senhor enfermas.

Þ Um grande número de estudiosos do Salmo 23, através dos séculos, dividem este renomado Salmo em duas partes: A primeira parte: O Pastor - Jeová e sua ovelha – cada um de nós (onde vemos cuidado, pastoreio e proteção, do verso 1 ao verso 4) – E a Segunda parte: O Hospedeiro Deus, que nos serve um grande banquete em meio a uma guerra, e ainda unge a nossa cabeça com precioso óleo, fazendo nosso cálice transbordar; e nos acompanha com sua bondade e misericórdia por toda a vida e nos faz habitar em sua Casa.

Creio que as duas partes de Salmo, na verdade, fazem cenário do mesmo contexto. Desde os tempos antigos, os pastores de ovelhas, ao notarem que algum inseto pertubava seu rebanho – imediatamente, derramavam um unguento preparado (uma espécie de repelente medicamentoso), que não somente tinha ação repelente ao inseto, mas de boa ação medicinal para a restauração da ovelha infectada.

Þ Como ovelhas do Bom Pastor, deixemos que a Unção do Espírito Santo esteja em nossa cabeça – Ec 9:8, Sl 23:5 "...unges a minha cabeça com óleo..."

Þ Esta Unção em nossa vida significa proteção e Saúde.

3. A OVELHA DEITA-SE QUANDO ESTÁ LIVRE DE QUALQUER OPRESSÃO POR PARTE DE OUTRA OVELHA

Þ Em todo rebanho existem aquelas ovelhas mais fortes e ardilosas, que prevalecem sobre as mais fracas.

Þ Tomam o melhor lugar no pasto, o melhor lugar para beber água, etc.

Þ Então, as mais fracas – ao sentirem tal tipo de opressão dentro do rebanho, não se deitam enquanto tal opressão persiste.

Þ Na pequena lista de tipos de ovelha em Ezequiel 34:16, vemos entre as boas – duas más e perversas, chamadas por Deus de: forte e a gorda. Que são exatamente aqueles crentes prepotentes e maus, que tantos males causam aos mais fracos. Vez por outra ouvimos de injustiças que ocorrem dentro da congregação, dentro de nossas convenções e ministérios. Quando a ovelha perversa, oprime a sincera – que é esmagada sem dó, nem piedade. O texto de Ezequiel, nos diz das benditas promessas de restauração e cuidado para as ovelhas fragilizadas; mas a ovelha forte e gorda – serão destruidas pelo Senhor.

4. A OVELHA DEITA-SE QUANDO ESTÁ ALIMENTADA

Þ Exatamente, porque a ovelha deita-se para remoer o alimento já ingerido.

Þ Enquanto estiver com fome, jamais se deitará.

Þ Penso no elevado número de crentes, que até hoje não desfrutaram da plena satisfação em Cristo, porque não estão sendo alimentados pela Plavra de Deus. Povoam os templos, mas, estão sem alimentação bíblica para seu coração – Mt 4:4

Þ Cada ovelha alimentada pela Palavra de Deus, certamente diz como disse o profeta Jeremias: “Achando-se as tuas palavras logo as comi, e a tua Palavra foi para mim, gozo e alegria do meu coração.” (Jr 15:16)

Treinamento de Liderança III

Estudo 1

Lançando Um Fundamento Bíblico para o Ministério em Células



Leia Atos 5.42.



Ministério começa com visão, e visão deve começar com Deus. Em adição, é imperativo que a visão ministerial, para ser autêntica, esteja baseada em um firme fundamento na Palavra de Deus. Nós cremos que Deus gerou o ministério em células e que ele é biblicamente fundamentado. Nós sentimos que temos sido conduzidos de volta aos princípios bíblicos do discipulado como a igreja primitiva o conheceu. Embora muitas razões práticas pudessem ser dadas sobre o por quê do ministério em células ser importante e efetivo, o princípio mais importante para apoiar o ministério celular é que ele é fundamentado nas Escrituras.



Neste estudo, nós examinaremos sete princípios bíblicos que apóiam o ministério em células.



I. O Ministério em Células segue o padrão bíblico de compartilhar A LIDERANÇA.



Leia Êxodo 18.25-26.



A. Quando Moisés foi escolhido por Deus para guiar Israel para fora do Egito, ele teve que aprender como ser um líder efetivo. Primeiro ele tentou fazer tudo sozinho e quase se “queimou”. Seu sogro Jetro visitou-o e observou que ele tomava todas as decisões e julgava todos os problemas que surgiam. Com um grupo tão grande para liderar, o seu trabalho era, comprovadamente, impossível de ser realizado. Ele estava rumando ao desastre até que Jetro providenciou um excelente conselho sobre como liderar o povo de Deus. Como resultado deste conselho, Moisés estabeleceu líderes de mil, líderes de cem, líderes de cinqüenta e líderes de dez. O “Princípio de Jetro” é o princípio de liderança compartilhada.



B. Vantagens do “Princípio de Jetro”



1. Moisés não tinha que sentar e julgar o povo desde a manhã até a noite e, assim, exaurir suas próprias forças no processo.

2. O Povo não tinha que esperar em fila longos dias para que seus casos fossem ouvidos.

3. Cada um tinha acesso à liderança.



II. O Ministério em Células segue o padrão bíblico de RESPONSABILIDADE compartilhada.



Leia Neemias 2.17-18.



A. Neemias era o líder que Deus escolheu para ajudar os judeus a reconstruírem os muros ao redor de Jerusalém. Ele tinha a visão e ele sabia o que devia ser feito. Ele chamou as pessoas para a obra e elas se dispuseram. No capítulo 3 de Neemias, ele organizou o povo em pequenas unidades, cada grupo sendo responsável para reconstruir uma porção do muro. A enorme tarefa foi dividida em pequenas partes, seguindo o padrão de responsabilidade compartilhada. Nós chamamos isto de o “Princípio de Neemias”.



B. Nós temos implementado este princípio através de nossas células, dividindo o trabalho voluntário da igreja em áreas de responsabilidade compartilhada. Cada área reveza a cada 12 semanas para estar “na lida”. Durante sua semana de serviço rotativo, os membros das células ajudam a guardar os carros, a receber os visitantes, ajudar com as crianças, orar e interceder durante os cultos e recepcionar/aconselhar aqueles que se convertem nos cultos da igreja. Assim, cada um de nós assume sua “parte do muro” ao ajudar a igreja a funcionar mais suavemente e ministrar às necessidades daqueles que nos visitam em nossos cultos.

III. O Ministério em Células segue o padrão bíblico de ORAÇÃO coletiva.



A. O princípio da oração de concordância foi ensinado por Jesus aos Seus discípulos. Ele falou de dois ou três reunidos em seu nome para orar. Isto é o que acontece em nossas células. – pessoas orando umas pelas outras, experimentando a presença de Deus e intercedendo pelos outros. Deus, então, ouve e responde.

Leia Mateus 18.29-20.



B. Quando Pedro foi aprisionado para esperar a execução, um grupo caseiro intercedeu a noite toda por ele e, como resultado, Deus miraculosamente libertou-o da prisão (Atos 12.11-12).



IV. O Ministério em Células segue o padrão bíblico da igreja como uma FAMÍLIA.



A. O conceito da igreja sendo uma família é encontrado freqüentemente em todo o Novo Testamento. Termos familiares são usados para descrever nosso relacionamento com outros crentes, tais como “irmão” (Atos 9.17), “irmã” (Romanos 16.1), “pais” (1 Coríntios 4.15) e “mãe” (Mateus 12.49-50). A igreja é mencionada como “a família na terra e o céu” (Efésios 3.15). Todos estes termos denotam relacionamentos íntimos e calorosos.



B. Em nossas famílias naturais, diversas coisas acontecem ali:

1. Provisão

2. Proteção

3. Amor e cuidado incondicionais uns pelos outros

4. Gastar tempo juntos

5. Responsabilidades e posições

6. Prestação de contas

7. Mentoria e exemplificação

8. Vínculo

9. Capacitação

10. Educação



Nós queremos que estas mesmas coisas aconteçam em nossas células. Por sua própria natureza, muitos destas coisas não podem acontecer nas reuniões coletivas da igreja, mas apenas em reuniões menores, em ambientes mais íntimos, como nas reuniões das células.



V. O Ministério em Células segue o padrão bíblico de MENTOREAR outros.



Leia Marcos 3.13-15.



A. Jesus chamou Seus Doze e foi-lhes por mentor.

1. Ele gastou tempo com eles.

2. Ele ensinou-lhes.

3. Ele demonstrou-lhes como Deus é.

4. Ele os discipulou.

5. Ele capacitou-lhes para o ministério.

6. Ele os enviou.

7. Ele manteve um relacionamento contínuo com eles (Mateus 28.20; Hebreus 13.5; Atos 4.13).



B. A mentoria acontece nos pequenos grupos e com pessoas que estão comprometidas umas com as outras. Nós estamos comprometidos com o processo de mentoria em nossas células.

1. Enquanto treinamos e servirmos como mentores aos líderes em potencial, eles se tornarão líderes por si mesmos. Foi isto que Paulo disse para Timóteo fazer em 2 Timóteo 2.2.

2. Até mesmo o mundo reconhece o poder da mentoria. Fidel castro, falando sobre a sua estratégia que trouxe a revolução Cubana, disse: “Eu comecei minha revolução com oitenta e dois homens. Se eu tivesse que fazer outra vez, eu faria com apenas 10 ou 15 homens, e fé absoluta. Não importa o quão pequeno você seja, contanto que você tenha fé e um plano de ação”.



VI. O Ministério em Células segue o padrão bíblico de permitir que cada membro seja um MINISTRO (ministério do corpo).



A. Desde o começo da Igreja no dia de Pentecostes e através dos séculos, a Igreja tem se afastado do sacerdócio de todos os crentes (1 Pedro 2.5; Apocalipse 5.10) e mudado para uma divisão eclesiástica entre clérigos e leigos, com o clero fazendo todo o “ministério”. Contudo, este não é o plano de Deus, conforme é revelado no Novo Testamento.



B. Deus coloca cada um de nós em Seu Corpo, a Igreja, por uma razão e com um propósito especial.

Leia 1 Coríntios 12.11-14; Efésios 4.16.



C. Uma das principais funções da liderança da igreja é equipar os crentes para o ministério.

Leia Efésios 4.11-12.



D. Os dons ministeriais do Corpo podem ser mais bem aproveitados, desenvolvidos e liberados nas células, sob a liderança de um submisso e comprometido líder. Isto é assim porque ali há mais oportunidades e tempo para cada pessoa compartilhar.

1 Coríntios 14.26.



VII. O Ministério em Células segue um sólido padrão bíblico de EVANGELISMO e expansão.



A. Jesus não enviou Seus discípulos apenas para evangelizar – Ele enviou-lhes em pequenas equipes.

1. Ele enviou os Doze juntos (Mateus 10.5-6).

2. Ele enviou Seus seguidores em duplas (Lucas 10.1).



B. Jesus desenvolveu Seus discípulos e apóstolos. Um discípulo é um aprendiz, mas um apóstolo é um “enviado”. Jesus manteve um bom equilíbrio entre ministrar às necessidades dos Seus Doze e concentra-los em levar o Evangelho ao perdido. Semelhantemente, o propósito das células não é apenas ministrar aos membros individualmente; mas é também manter o contínuo foco de expansão do Evangelho.

C. Células podem ser vistas como estratégicos faróis, colocados através de toda a cidade, na vizinhança, nas indústrias e no comércio, com o propósito de atrair o perdido para Cristo. Por exemplo, quando uma célula se encontra na casa de um dos seus membros, os amigos, os vizinhos e os parentes dele são mais facilmente alcançados.



Estudo 2

Liderando uma Reunião de Célula



Células funcionam porque elas são mais do apenas reuniões – elas providenciam um ambiente relacional no qual o ministério ocorre naturalmente e aonde as pessoas experimentam a presença de Deus. O fluir da reunião da célula deve ser natural e também refletir um relacionamento sincero entre os membros da célula. A chave para uma reunião bem sucedida não é a estrutura, mas sim a VIDA. Neste estudo nós veremos quatro componentes de uma reunião de células que dá vida.



Leia Atos 2.42, 25, 46-47.



I. BOAS-VINDAS - “De mim para você” – (20 a 25 minutos).



Leia 1 Coríntios 11.33-34.



Durante as festas ágape (ou festas de amor) da Igreja primitiva, os crentes se reuniam e tinham uma refeição antes deles celebrarem a Ceia do Senhor. Na igreja dos Coríntios, alguns estavam comendo demais, não estavam compartilhando e alguns estavam ficando sem nada. Tudo, menos amor, era mostrado ali. A maneira como eles se conduziam no início de suas reuniões impedia o relacionamento uns com os outros. Assim como naqueles dias, como nós conduzimos nossas reuniões é de suma importância, desde o estágio inicial até o tempo final de ministração.



A. Faça seu “dever de casa” e planeje antes da reunião começar.

1. Esteja preparado para ensinar sobre o assunto.

2. Esteja orando e pronto para ministrar.

3. Se possível, gaste algum tempo jejuando e orando, pelo menos alguma parte do dia da reunião da célula.

4. Reúna-se com seu auxiliar antes da reunião, orem juntos e planejem o que cada um fará.

5. Tenha a casa limpa e um grande sorriso no rosto quando as pessoas chegarem.

6. Em particular, faça os convidados se sentirem bem-vindos e incluídos quando eles chegarem. O Dom de hospitalidade deve estar fluindo através do grupo neste momento. 1 Pedro 4.9-10.



B. Comece com comunhão e comida. Não há um caminho melhor para envolver as pessoas do que quando elas estão compartilhando bebidas e tira-gostos enquanto as pessoas vão chegando. É embaraçoso e difícil para novos convidados entrarem numa sala silenciosa cheia de estranhos; então, faça com que ela fique repleta de vozes, risos e de pessoas se relacionando durante este período. Este estágio da reunião é uma boa ocasião para ajudar as pessoas relaxarem e sentirem-se confortáveis.



C. Dê os avisos necessários e permita que alguém dê testemunho de vitórias ou ações de graças. Formalmente dê as boas-vindas aos visitantes.

1. Dê os avisos sobre os eventos futuros.

2. Planeje brevemente para a próxima reunião – aonde será e quem será responsável pelas diferentes partes da reunião (lanche, estudo bíblico, crianças, etc.).

3. Pergunte se alguém tem um breve testemunho para compartilhar.



II. ADORAÇÃO - “De nós para Deus” (10 a 15 minutos).



Leia Efésios 5.19-20.



A. Há diversas razões porque nós cremos que a adoração é importante em nossas células.

1. Nós existimos como um grupo, primeiro e antes de tudo, para glorificar a Deus (Apocalipse 4.11).

2. A adoração estabelece o tom de uma reunião e convida a presença de Deus para mover entre nós (Salmos 50.23).

3. A adoração tem o efeito de derrotar os inimigos espirituais em nossas vidas e afugentar o diabo (2 Crônicas 20.21-22).

4. A adoração ajuda-nos a colocar nossos problemas em perspectiva por relembrar-nos que Deus está no Seu trono (Salmos 93.1).



B. Você pode não ter um músico liderando louvor e adoração na sua célula, mas este não é realmente o problema, já que existem CDs e Fitas com muitas músicas maravilhosas de adoração. Quer seja ao vivo ou em CD/Fita, a adoração deverá ser bem preparada e planejada com antecedência.



C. Duas a quatro canções são apropriadas na maioria das vezes. Escolha cânticos que edificam e exaltam o Senhor e que sejam familiares às pessoas.



D. Você talvez precise ter listas de cânticos para os convidados sentirem-me mais confortáveis e como parte do grupo.



III. PALAVRA - “De Deus para nós” (30 a 40 minutos).



Colossenses 3.16.



A. Use um quebra-gelo para começar a reunião. Um quebra-gelo é qualquer brincadeira ou questão que ajuda a iniciar a discussão em grupo. Algumas pessoas usam o quebra-gelo antes da adoração, enquanto outros incluem-no como uma parte do estudo da Palavra. O propósito do quebra-gelo é deixar as pessoas mais confortáveis para falar. O quebra-gelo deve começar com o líder e circular entre os participantes de modo que todos tenham uma chance de responder. Eles deverá demorar entre trinta a sessenta segundos por pessoa. Não permita que o quebra-gelo tome a reunião toda. Peça respostas curtas. Lembre-se que o quebra-gelo não deve ser ameaçador ou de natureza muito pessoal, ou que impeça as pessoas de entrarem na discussão.



B. Neste ponto, as crianças pequenas devem ser separadas dos jovens e adultos. Algum adulto deverá ficar com as crianças e providenciar uma lição para elas. É de responsabilidade de cada um do grupo cuidar das crianças. Você precisa, então, dividir esta responsabilidade entre os membros à cada semana. As crianças que mostram interesse e são capazes de participar, e podem compreender o assunto discutido, podem permanecer com os adultos.



C. Leia as referências e as declarações de abertura do estudo bíblico, e inicie a discussão para o grupo. Desde que há apenas três ou quatro questões no estudo, você deverá conhecê-las o suficientemente bem, de modo que você não precise ficar lendo constantemente do papel.



D. Ao invés de pregar ou ensinar o grupo, deixe-lhes experimentar a alegria de descobrir a verdade enquanto você ajuda-os por guiá-los na discussão. Resumir, redeclarar e dar o pano de fundo são boas habilidades para ajudar a trazer clareza à discussão.



E. Boas dinâmicas de pequenos grupos para relembrar

1. Todos os membros compartilham igualmente da responsabilidade da reunião. Todos podem compartilhar.

2. O grupo segue um formato de duas semanas, alternando de ministério do corpo (edificação) para expansão (evangelismo) Isto permite uma variedade de assuntos interessantes.

3. O compartilhar deve seguir as regras gerais de brevidade, propriedade e cortesia. Ninguém deve dominar a discussão. Todos devem estar livres para falar aberta e honestamente.

4. A interação no grupo deverá manter-se alinhada com o que Cristo está fazendo em nosso meio, e nós precisamos refrear aquilo que for irrelevante ao assunto em discussão.

5. Todas as questões compartilhadas no grupo deverão ser mantidas em estrita confidência dentro do grupo.

6. Nós devemos estar consistentemente alcançando nossas famílias, vizinhos e amigos.



F. Assegure-se que todos sentem em círculo. Do ponto de vista do líder, a discussão deverá fluir de pessoa para pessoa, e quem fala deverá falar ao grupo todo e não apenas ao líder. Evite arrumar as cadeiras/sofás de modo que alguém fique “escondido” ou olhando para a nuca dos outros.



G. Não é necessário que cada um responda todas as questões, mas todos deverão sentir-se livres para participar. Mantenha a reunião aberta para todos. Você pode se dirigir a uma pessoa em particular e pedir-lhe para falar alguma coisa, mas nunca forçar alguém a responder. Qualquer pressão sobre uma pessoa, para ela responder algo, pode ser embaraçoso e ela talvez se sinta desafiada ou inferiorizada.



H. A regra motora é reciprocidade e intensidade. Dê a cada um, uma oportunidade para compartilhar, e mantenha-os interessados e intensos. Um ânimo retraído e relaxado pode ser chato e mortal para a reunião. A atmosfera necessita permanecer fervorosa e apaixonada.



IV. MINISTRAÇÃO - “Deus através de nós” (20 a 25 minutos).



Atos 1.8.



Jesus sabia que a tendência de Seus seguidores seria permanecer em Jerusalém e ministrar ali. Ele queria que Seus seguidores ministrassem tanto em Jerusalém quanto fora dela. Do mesmo modo, nós queremos que nossas células tenham suas necessidades supridas; mas também queremos que elas sejam capacitadas para estender o Reino de Deus fora de suas reuniões. Durante o tempo de “ministração”, nós lutamos para manter o equilíbrio entre ministrar ao nosso grupo e cumprir a Grande Comissão de alcançar o perdido com o Evangelho.



A. Ministração Interna – ministério para os membros do grupo

Após a discussão, permita um tempo para ministração. Incentivar os membros para ministrar e encorajar uns aos outros é essencial. Às vezes, é bom dividir em duplas ou trios e orar uns pelos outros. Seja sensível enquanto as pessoas compartilham seus corações e necessidades (Tiago 5.16).



B. Ministração Exterior – focalizando a expansão

1. Orem pelos amigos e familiares não crentes (1 Timóteo 2.1-2).

2. Orem pelos missionários (2 Tessalonicenses 3.1).

3. Brevemente compartilhe a visão da célula, eventos futuros, datas para iniciar outras células, e redeclare o propósito do grupo de edificar e evangelizar.



Estudo 3

Edificando Sua Célula Entre as Reuniões



A célula não termina com a reunião. De fato, o que você faz entre as reuniões é o que realmente determinará a contínua saúde e crescimento do seu grupo. Neste estudo nós veremos as coisas que você precisa fazer entre as reuniões das células para assegurar o sucesso do seu grupo. As três seguintes atividades são o núcleo de cada grande igreja em células no mundo.



I. ORE pelos membros de sua célula.



Leia Romanos 1.9.



A. Oração é a única atividade que traz os melhores resultados para o crescimento e a saúde da célula. Todos os membros da célula desenvolverão uma vida de oração que engloba as pessoas e ministérios de sua célula. O próprio líder de célula deverá orar diariamente por seus membros, nome por nome, e por suas necessidades. Jejuar no dia da reunião até o início da mesma, juntamente com a oração pela presença de Deus e a liderança do Espírito Santo, é essencial para o sucesso da célula. Aí deverá haver também uma consciência da resistência do inimigo e o líder da célula e seu membros deverão ir contra esta resistência através de guerra espiritual e oração intercessória.



B. Oração é tanto um privilégio quanto uma responsabilidade para os líderes. Ela não é uma opção se nós queremos ser efetivos no ministério. Samuel, um profeta do Antigo Testamento, reconheceu sua responsabilidade como um líder e juiz de Israel para orar pelo povo de Deus. 1 Samuel 12.23.



C. Enquanto você ora pelos diferentes membros de sua célula, você descobrirá que Deus pode dar-lhe uma Escritura para falar com eles, impressioná-lo com respeito a alguma necessidade que eles tenham, ou falar com você sobre alguma coisa que os abençoará. Quando isto acontece, escreva em algum lugar e compartilhe com sua célula depois. Não somente a passagem bíblica ou a palavra que você trouxer-lhes os abençoará, mas também os encorajará para que você continue orando regularmente com eles.



II. MANTENHA CONTACTO com os membros de sua célula pessoalmente.



Leia Provérbios 27.23.



A. Um pastor permanece em íntimo contato com suas ovelhas. Se Deus tem confiado-lhe o pastoreamento de uma célula, você precisa conhecer como seus membros estão indo. Jesus ilustrou para nós este princípio em João 10.3-4;11,14-15.



B. O Líder e seu auxiliar deverá contatar os membros da célula semanalmente. Isto pode ser realizado por “fonovisitas”, visitas pessoais, ou mesmo antes e após os cultos da igreja. Algumas vezes é apropriado ir a casa de uma pessoa ou no seu local de trabalho para encorajá-la ou apenas bater um papo.



C. Acompanhamento de necessidades específicas. Os membros da célula freqüentemente expressam uma necessidade na reunião ou durante uma conversa por telefone. Sempre acompanhe estas necessidades por telefone, visita pessoal ou por enviar outra pessoa do grupo para ver como estão as coisas. Durante uma reunião, nós freqüentemente fazemos compromissos com as pessoas para ajudá-las ou entrar em contato com elas depois. Nós devemos cumprir nossos compromissos e levar à sério nossas promessas.



D. Uma visão geral de nossas células indicam que os grupos nos quais os líderes visitam e convidam seu membros de células para seus próprios lares para visitas sociais, freqüentemente, obtêm um crescimento muito maior do que as células que não visitam.



E. Nada substitui a visitação face a face. Estas visitas são com o propósito de ministrar e o lar de um membro da célula é o lugar ideal para ministrar às necessidades daquela pessoa assim como às necessidades de sua família. Dra. Karen Hurston tem sugerido algumas diretrizes básicas para a visitação de modo que esta seja bem orientada. Ela usa o “Princípio OPM”:



O = Ore. Quando entrar no lar de uma pessoa, a primeira coisa que o líder precisa fazer é estabelecer um tom espiritual para a visita. Gaste um pouco do tempo orando pela pessoa, por sua família e seu lar. O Novo Testamento traz diversos relatos de Jesus entrando nas casas de seus discípulos e orando pelos que estavam presente. A oração antes da visita é também útil para preparar os corações para o que o Espírito quer fazer.



A = Peça. Após a oração, peça a pessoa para compartilhar alguma preocupação com respeito à sua vida, necessidades e desejos. Dê as pessoas uma chance para dizer o que elas querem dizer e escute-as enquanto elas falam! Isto providenciará ampla informação para dar-lhe direção para ministrar.



M = Ministre. A mais produtiva aproximação para ministrar é guiar a pessoa aos princípios bíblicos ou promessas que suprem suas necessidades. Tenha algumas promessas das Escrituras memorizadas ou escritas na Bíblia ou bloco de notas e leia aquelas que são apropriadas para a pessoa. Depois, concordem juntos em adoração para que Deus supra as necessidades expressadas. Talvez seja necessário acompanhar alguma necessidade prática que foi expressa. Lembre-se: ministrar é servir, e servir requer ação. Esteja pronto para agir pelo bem de qualquer membro da célula que precise de ajuda.



F. O tipo de cuidado que se desenvolve enquanto os membros interagem pessoalmente e regularmente se chama comunidade. Quando um senso de comunidade está presente, a reunião da célula avançará por si mesma para uma nova dimensão de alegria e expectativa. Enquanto os visitantes, novos crentes e membros das células começam a se vincular, uns aos outros, a comunidade é desenvolvida e cada vida envolvida será enriquecida. Gálatas 6.2.

Um forte senso de família será o resultado de comunidade. Conforme nós oferecemos aos novos crentes um lugar para construir relacionamentos que encorajam seu caminhar em Cristo e conforme nós os suportamos quando eles lutam com os problemas da vida eles ficarão ligados à sua nova família. Nenhuma família é capaz de amar mais e suportar mais uns aos outros do que a família de Deus.



G. Líderes de células devem considerar uma prioridade incluir seus auxiliares nas visitas aos membros da célula. Isto providencia uma excelente oportunidade para equipar os futuros líderes no ministério celular. Se possível, o líder de célula deverá gastar uma hora ou mais cada semana com seu auxiliar, visitando os lares e hospitais juntos, compartilhando tempos de oração e planejando para o grupo.



III. ACOMPANHE os visitantes e novos convertidos.



Mateus 28.19-20.



A. A Igreja só está cumprindo ativamente a Grande Comissão quando as pessoas aparecem nos cultos da igreja ou nas reuniões da células como visitantes, ou quando elas fazem uma decisão por Cristo. Nós somos chamados para fazer discípulos e isto envolve acompanhar as pessoas. Atos 15.36.



B. Muitas vezes as “redes” apresentam buracos por causa de um acompanhamento mal organizado. Nosso acompanhamento no ministério em células, contudo, providencia uma rede segura para reter os novos convertidos e visitantes.



C. O objetivo do acompanhamento aos visitantes é encontrar-se com eles face a face e verificar sua salvação. Isto pode ser feito com o livreto Cristianismo. Marque uma visita com o visitante e leve o livreto de presente; então, leia o primeiro capítulo do livreto com ele. Após a leitura do livreto e de responder as questões, você saberá se o indivíduo está genuinamente convertido ou não. Se ele é verdadeiramente convertido, então você simplesmente ajuda-o a conectar-se com sua célula. Se ele não é salvo, você tem a oportunidade levá-lo a Cristo.



D. Os mais recentes estudos sobre o acompanhamento dos novos convertidos mostram que é imperativo que a primeira fase de acompanhamento ocorra imediatamente após a decisão por Cristo (possivelmente dentro de 24 horas).



1. Quando uma pessoa primeiro recebe a Cristo “no altar”, seu espírito é aberto para Deus de um modo que jamais poderia. Ela quer perdão para seus pecados e ajuda para vencer os problemas em sua vida que lhe causaram dor e desespero. Ele está pronto para mudar seus relacionamentos atuais para novos relacionamentos que o ajudarão a colocar a sua vida em ordem e levá-lo para mais perto de Deus. Quanto mais alguém da igreja demorar em entrar em contato com ela e ter uma interação face a face com ela, tanto menos aberta ela estará.

2. O objetivo durante a primeira visita a um novo convertido é verificar sua salvação e prepará-lo para o batismo nas águas. Você pode dar ao novo crente uma cópia de Cristianismo e então ler o primeiro capítulo com ele para verificar sua salvação. Você pode simplesmente perguntar o que ele esperava que Deus fizesse com ele quando respondeu ao apelo e o que ele sentiu como resultado de ter atendido ao mesmo. Esteja espiritualmente alerta para responder às necessidades expressadas. (Certifique-se de visitar em grupos de dois ou três, especialmente quando visitando alguém do sexo oposto).

3. Ajude o novo convertido a ficar conectado com sua célula, até mesmo oferecendo-se para dar-lhe uma carona na primeira reunião. As pessoas querem ser amadas e aceitas.



Quando nos tornamos bem sucedidos em nossas atividades entre as reuniões de células, nós assimilamos mais novos convertidos para nossa igreja local. Estes novos crentes crescerão em Cristo no ministério da igreja em células e terão uma profunda compreensão e apreciação por tudo o que a igreja em células providencia. Eles serão motivados para ver reproduzido em si mesmos o que eles viram em cristãos que os amaram e cuidaram deles.



Estudo 4

Compreendendo os Quatro Princípios Chaves do Ministério



Neste estudo, nós esperamos que você esteja plenamente convencido de que você tem um chamado e um propósito em sua vida e que você esteja animado para cumprir o que Deus colocou você para fazer nesta terra. Você é um ministro e você está destinado a liderar outros. Aqui estão quatro princípios chaves que nós queremos que você tenha fortemente impresso em seu espírito:



I. O Princípio de PRODUTIVIDADE - Deus quer que você seja frutífero e multiplique no ministério.



Leia Lucas 5.9-10; Gênesis 1.22.



Nós devemos abraçar a verdade de que nós fomos criados para fazer alguma, e não apenas receber. Nós somos abençoados para abençoar. Deus criou-nos para uma obra especial alinhada com nossos dons e chamado, com o resultado de sermos preenchidos.



A. Observe o padrão de produtividade no Novo Testamento:

1. Marcos 16.20

2. Mateus 5.16

3. 2 Coríntios 9.8

4. Atos 8.4

5. Atos 8.5

6. 2 Coríntios 6.1

7. Efésios 2.10

B. Coloque estas dicas de produtividade para funcionar em sua vida:

1. Sua atitude determinará o quanto você produzirá.

2. Não há muita diferença entre sucesso e falha.

3. Crescimento pessoal precede ao crescimento dos outros.

4. Ajudar outros a serem bem sucedidos ajuda-o a ser também.

5. Seja você mesmo.

6. Pessoas não se importam com o quanto você conhece até que elas vejam o quanto você se importa.

7. Viva o que você ensina, e ensine o que você vive.

8. Pague o preço agora e divirta-se depois.



II. O princípio de PARCERIA - Para você cumprir seu ministério, você deve conectar-se com outros e ser parte de uma equipe. Lucas 5.6-7.



“Nenhum homem será um grande líder se ele quiser fazer tudo sozinho ou tomar todo o crédito ao fazê-lo” – Andrew Carnegie.

Evangelismo deve ser feito com uma “rede” ao invés de com uma simples “vara”.



Quando nós nos tornamos parceiros dos outros na célula, nós combinamos nossas forças. Levítico 26.8.



Parceria definida: o todo é maior do que a soma de suas partes (sinergia).



Cinco áreas de Parceria:



A. SERVIÇO - João 13.14-15; Gálatas 5.13



B. ENCORAJAMENTO - João 14.1; Hebreus 10.25



C. PRODUTIVIDADE - João 15.5; 2 Coríntios 3.6-8



D. PRESTAÇÃO DE CONTAS (Mateus 25.14-30); Atos 14.26-27



E. ORAÇÃO - Lucas 22.32; Atos 4.31



III. O Princípio de ORAÇÃO - Sua força e frutificação vem diretamente de sua vida de oração.



Leia Lucas 5.16.



Sua força vem da oração. Você deve orar para o poder de Deus ser manifestado em vez de sua vida e ministério (Atos 4.31; 2 Timóteo 3.1-5). A Oração também providencia a “unção que quebra o jugo” (Isaías 10.27). Não deveria ser nenhuma surpresa, mas estudos estatísticos tem mostrado que há uma direta correlação entre a multiplicação das células e a quantidade de tempo que os líderes gastam com Deus.



A. Cinco modos de orar por uma hora:

1. A oração do Senhor – use cada frase como uma área para orar através dela.

2. Oração do Tabernáculo – Use os objetos do Tabernáculo como áreas pelas quais orar.

3. Cartazes ou Faixas de oração. Ore diante dos cartazes e faixas que mostram os alvos primários da igreja e vá mudando faixa a faixa. Por exemplo, nós temos faixas com os seguintes alvos: avivamento, grupos não alcançados, almas, crianças, pastores e missionários, famílias, Jerusalém, células, ministério de radiodifusão, líderes governamentais, movimentos e ministérios pró-(vida) e cura.

4. Oração de onda – Comece consigo mesmo e vá estendendo o foco da oração mais e mais, como as ondas que se forma quando você atira uma pedra na água.

5. Oração objetiva – Concentre-se numa área específica por um extenso período de oração até que haja um rompimento.



B. Três recomendações para você como líder de célula:

1. Gaste uma hora diária com um tempo devocional com Deus através de oração e leitura da Bíblia. Mateus 26.40-41.

2. Jejue um dia por semana até a refeição noturna, talvez no dia da reunião da célula. Atos 14.23.

3. Nós desafiamos você para ter extensos períodos de jejum periodicamente.



IV. O princípio de PENETRAÇÃO - você deve entrar nos “botes” dos perdidos se você quiser impactar-lhes com o Evangelho. Lucas 5.3.



A. Vastos campos de almas humanas estão amadurecendo ao redor de nós e nós agora estamos prontos para colher. A visão da imensidão da colheita deve estar diante de nossos olhos continuamente. João 4.35-36.



B. As células providenciam um lugar para consistente evangelismo ao permitir-nos sermos a “luz do mundo” e irmos onde as pessoas estão e entrarmos em “seus botes”.

Treinamento de Liderança II

Estudo 1

Administrando Seu Tempo



Leia Efésios 5.15-16.



Para ser um líder efetivo, você deve aprender como administrar seu tempo apropriadamente. Há 168 horas numa semana. Deus não vai fazer parar o sol porque você não tem suficiente tempo para fazer tudo que deve ser feito. Este estudo o ensinará como tirar o máximo proveito de seu tempo e como usar sabiamente as oportunidades que Deus lhe dá.



Ao estudar a administração do tempo, nós queremos enfatizar os seguintes cinco pontos:

• Tenha uma atitude correta em relação a administração do tempo.

• Estabeleça objetivos.

• Organize suas prioridades.

• Planeje para o sucesso.

• Trate com os “roubadores” de tempo.



I. Tenha uma ATITUDE correta em relação a administração do tempo.



A. Não gaste seu tempo rebuscando os pecados, falhas e retrocessos do passado – Filipenses 3.13.



B. Deixe o fruto do autocontrole, ou autodisciplina, ser cultivado em sua vida – Gálatas 5.22-23.



C. Tenha uma atitude de “eu posso fazer” acerca da vida e da administração do seu tempo – Filipenses 4.13.



II. Estabeleça OBJETIVOS.



A. Estabeleça objetivos que você crê que o Senhor deseja que você alcance, e então se esforce para alcançá-los com a ajuda de Deus – Tiago 4.13,15.

Estabelecer objetivos não é errado – estabelecê-los à parte do Senhor é que é errado.



B. Mantenha-se concentrado em seus objetivos – Filipenses 3.13-14.



C. Objetivos devem ser:

1. Específicos

2. Mensuráveis

3. Realistas

4. Agendados

5. Escritos



III. Organize suas PRIORIDADES.



A. Sucesso na vida e no ministério depende de conhecer as coisas que são mais importantes e viver sua vida por meio destas prioridades – 1 Reis 3.11-12.

Salomão compreendeu as prioridades quando o Senhor disse-lhe para pedir qualquer coisa que ele quisesse. Ele não pediu por saúde, longa vida ou mesmo vitória sobre seus inimigos. Ao invés, ele pediu por sabedoria para governar o povo de Deus. Ele compreendeu o que era verdadeiramente mais importante.



B. Diferencie entre as coisas mais importantes e as menos importantes - 1 Samuel 13.12-13.



1. Foi dito a Saul para ir à batalha somente depois que Samuel chegasse e oferecesse holocaustos aos Senhor. Contudo, Saul apavorou-se porque ele sentiu a urgência da situação – a batalha devia começar logo! A coisa mais importante era esperar no Senhor e confiar Nele. Mas Saul deixou-se compelir para tomar as questões em suas próprias mãos e fazer alguma coisa JÁ. Porque ele falhou em discernir o que era mais importantes, seu reino não foi estabelecido.



2. As coisas verdadeiramente importantes ajudam-nos a alcançar nossos objetivos - Provérbios 24.27.



3. Algumas tarefas demandam que sejam feitas imediatamente e parecem importantes na ocasião, mas em longo prazo, elas não trazem nenhum benefício para nós.



C. Relembre-se da regra “80/20”: “Oitenta porcento dos valores vêm de 20 porcento dos itens, enquanto que apenas 20 porcento dos valores vêm de oitenta porcento dos itens”. Se nós relacionarmos isto com nossa lista de tarefas diárias, nós veremos a importância de priorizar nosso tempo para fazermos corretamente aquelas coisas que produzirão maiores resultados.



IV. Planeje para o SUCESSO.



A. Planejamento envolve lançar os passos para a bem sucedida conclusão de um projeto.

1. Lucas 14.28-29

2. Lucas 14.31-32



B. Passos para um efetivo planejamento

Faça a si mesmo estas perguntas:



1. Quais são os meus objetivos?

2. Quais são as atividades que eu necessito realizar para alcançar meus objetivos?

3. Quais são as prioridades que eu tenho que reorganizar?

4. Quanto tempo cada atividade levará?

5. Quanto tempo eu preciso dar aos eventos que eu não posso controlar?



V. Trate com os GASTADORES DE TEMPO.



A. Procrastinação – divida a tarefa em unidades trabalháveis e comece a trabalhar agora (Provérbios 6.9-11).



B. Interrupções – controle as interrupções tanto quanto possível por mantê-las curtas e ter uma boa atitude quanto às mesmas.



C. Desordem – mantenha sua área de trabalho livre de desordem (1 Coríntios 14.40).



D. Falha em delegar – Aprenda o quê e quando delegar, e capacite a pessoa com a autoridade e recursos para fazer a tarefa.



E. Atraso – Desenvolva o hábito de estar dentro do tempo previsto.



F. Indecisão – Tome decisões quando você precisar (Tiago 1.5).



G. Falta de preparação – Faça seu “dever de casa” a tempo, e vá para o trabalho (reuniões, etc.) pronto para trabalhar e participar.



Estudo 2

Aprenda a Comunicar-se Efetivamente



Leia Atos 14.1.



O apóstolo Paulo foi um grande comunicador. Ele estava queimando com uma mensagem, e ele sabia como efetivamente comunicar aquela mensagem aos outros, atraindo-os com o que ele dizia. Neste estudo, nós aprenderemos como ampliar nossas habilidades de comunicação por estudarmos os métodos que Paulo usava para ministrar aos outros. Aqui, então, estão os modos de efetivamente se comunicar em nossas células, conforme ilustrado na vida de Paulo.



I. Fale com CONVICÇÃO - crendo no que você está dizendo. Romanos 1.16; Atos 19.8.



II. Fale com INTEGRIDADE - comunique de um coração limpo. Atos 24.16; 2 Coríntios 1.12; Romanos 9.1.



III. Seja TRANSPARENTE - seja real com as pessoas e aberto com respeito à sua própria vida. 1 Timóteo 1.15; 2 Coríntios 12.7-9.



IV. Use ILUSTRAÇÕES - sempre ilustre o que você está dizendo para torná-lo claro e interessante. 2 Coríntios 2.13.



A. Da Bíblia – Paulo freqüentemente citou a Escritura e usou ilustrações dela para confirmar seus pontos. Um exemplo disto é encontrado em Romanos 4.1-24, onde Paulo usou a vida de Abraão para mostrar que nós somos justificados perante Deus pela fé e não pelas obras.



B. Da vida em geral – Paulo foi aprisionado quando ele escreveu a epístola à igreja dos Efésios. Ele constantemente tinha guardas ao redor dele. Em Efésios 6, ele descreve as armas espirituais de nossa guerra contra o diabo, usando a analogia das armas e peças das armaduras dos guardas que estavam diante dele.



C. Da literatura secular – Paulo fez citações de um poeta Grego quando pregando aos filósofos na Montanha de Marte em Atenas (Atos 17.28).



V. Fale palavras OPORTUNAS - seja sensível aos falar as palavras certas no tempo certo.



Em Atos 27.1-44, Paulo falou as palavras apropriadas para um capitão de navio e seus tripulantes. Suas palavras não teriam sido recebidas anteriormente, e se ele tivesse esperado uns poucos dias mais, teria sido tarde demais. Todos os que ouviram as palavras de Paulo – o capitão, a tribulação e os demais companheiros de viagem, todos foram encorajados e preservados.



Leia Provérbios 15.23; 25.20.



VI. ENCORAJE aqueles que fazem parte de sua célula – sempre procure edificar e encorajar as pessoas pelo que você diz à elas.



1 Tessalonicenses 4.18; 2 Coríntios 1.3-4; 1 Tessalonicenses 5.11.



VII. Fale TERNAMENTE - evite falar áspera e criticamente aos membros da célula.



1 Tessalonicenses 2.7-8; 2 Coríntios 13.10.



VIII. ALEGRE-SE - deixe a alegria e o riso amolecer suas palavras e tornar sua mensagem mais aceitável.



1 Tessalonicenses 5.16; Filipenses 4.4; Provérbios 17.22.



IX. SE IMPORTE com os membros de sua célula – confie neles e mostre-lhes que você realmente se importa com eles.



2 Coríntios 7.16; 2 Tessalonicenses 2.11-12; Filipenses 1.3-7.



X. Faça aplicações PRÁTICAS - fale de modo que as pessoas possam compreender o que você está dizendo e o que você está pedindo-lhes para fazer.



As pessoas querem saber como viver suas vidas e o que Deus espera delas. Quando o carcereiro de Filipos perguntou como ser salvo, Paulo foi capaz de responder-lhe clara e brevemente. Como resultado, tanto o carcereiro quanto sua família foram salvas. Atos 16.30-31.



Nas epístolas de Paulo, ele normalmente ensinava verdades doutrinárias na primeira parte das cartas, mas ele sempre concluía com aplicações práticas para o dia a dia, contando às pessoas como viver. Nós, também, devemos ajudar as pessoas a encontrar claras respostas para os dilemas que elas enfrentam na vida.



XI. OUÇA os membros de sua célula – localize-os espiritualmente para saber quais são as suas necessidades e determinar como melhor comunicar-se com eles. Atos 19.1-6.



Lembre-se: suas palavras tem o poder da vida e da morte (Provérbios 18.21) e em grande medida determinará o sucesso do seu ministério com as pessoas.



Estudo 3

Ministrando às Necessidades dos Outros



Ao liderar uma célula, você encontrará pessoas com necessidades, e elas freqüentemente buscarão sua ajuda. Nós cremos que Deus ajudará você a ajudar outros. Nenhum de nós reivindica ter todas as respostas, mas nós podemos dirigir as pessoas para Aquele que tem ajudado-nos através das provas e dificuldades, e nós podemos mostrar às pessoas a esperança da Palavra de Deus. 2 Coríntios 1.3-4.



Aqui estão algumas maneiras práticas de ajudar aqueles que virão a você com seus problemas.



I. PREPARE-SE para ajudar os outros.



A. Desenvolva um íntimo relacionamento com o Senhor. (Os filhos de Ceva tentaram ajudar outras pessoas antes de conhecerem o Senhor pessoalmente – Atos 19.13-16).



B. Permaneça cheio do Espírito Santo (Efésios 5.18).



C. Ore freqüentemente por aqueles que são da sua célula (1 Timóteo 2.1).



D. Estude a Palavra de Deus diariamente, e deixe Deus revelar Sua verdade e graça para você (2 Timóteo 2.15).



E. Ame as pessoas – 1 Timóteo 1.5.



F. Não leve toda a carga do mundo nos seus ombros. Apenas veja a si mesmo como alguém que ajuda a dirigir às pessoas para o Senhor (João 1.20,23,29).



II. Permaneça dentro das diretrizes da PALAVRA quando aconselhando outros.



A. É a verdade que liberta as pessoas – João 8.31-32.



B. Ignorância da Palavra de Deus leva à escravidão – Oséias 4.6.



C. Ajude as pessoas a tomarem decisões, usando a Bíblia como um guia – Salmos 119.105, 130.



D. As Escrituras devem ser usadas para ensinar, convencer, corrigir e treinar – 2 Timóteo 3.16.



E. Fale aonde a Bíblia fala, e fique calado onde ela fica calada.



III. Permaneça CONECTADO com a liderança da igreja, e mantenha-se dentro de suas diretrizes quando aconselhando outros. Hebreus 13.17.



A. Fale dos casos mais difíceis para seu pastor de área ou distrital.



B. Saiba quais são os ensinamentos e práticas da igreja e permaneça dentro destas diretrizes quando aconselhando outros. Por exemplo, não aconselhe sozinho alguém do sexo oposto.



IV. OUÇA enquanto você ministra. Tiago 1.19.



A. Escute para determinar onde a pessoa está espiritualmente.



B. Escute para discernir qual é realmente o problema; não ouça apenas as palavras que a pessoa está falando.



C. Escute a “linguagem corporal” da pessoa.



D. Escute o Espírito Santo enquanto você está atento a pessoa.



V. Dê ESPERANÇA às pessoas. Romanos 15.4; 15.13.



VI. Leve as pessoas à JESUS, o Maravilhoso Conselheiro. Isaías 9.6; 1 Pedro 5.7; João 3.30.



VII. Ajude as pessoas a se conectarem com o poder do ESPÍRITO SANTO em suas vidas. João 14.16-17; Romanos 5.5.



VIII. Ensine as pessoas a serem RESPONSÁVEIS por suas próprias ações e atitudes. Provérbios 11.13.



Guarde o que dizem para você com você mesmo; não compartilhe com os outros membros da célula ou líderes. Contudo, deixe a pessoa saber com antecedência que você pode se reservar o direito de compartilhar esta informação com seu pastor de área ou supervisor, se você sentir que é apropriado fazê-lo.



IX. Se há PECADO, leve a pessoa à confissão, arrependimento e responsabilidade. Tiago 5.16.

Treinamento de Liderança I

Estudo 1

Estabelecendo um Núcleo de Valores



“Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então, pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se”, Daniel 1.8.



Daniel foi tomado de sua terra Israel quando era um adolescente e se tornou um escravo da Babilônia, aonde ele recebeu instrução e treinamento para servir ao rei. Ordenaram-lhe que comesse e bebesse em violação da sua consciência, ações que eram contrárias às instruções de Deus nas Escrituras. Daniel sabia quem ele era, e ele sabia quais eram os seus valores. Viver por estes valores ajudou-o a fazer as escolhas certas e permanecer conectado com o propósito de Deus para sua vida. Assim, também, seus valores e princípios formarão o fundamento de sua vida e guiarão você através de cada situação.



Núcleo: A parte central de alguma coisa; a parte mais interior ou essencial.



Valores: a dignidade, mérito, utilidade ou importância de uma coisa; qualidades, costumes, padrões ou princípios que são exigidos e desejados, estimados.



Núcleo de valores cristãos: as qualidades mais centrais e essenciais que nós consideramos importantes para uma vida moral, produtiva e inteiramente digna; princípios de vida que guiam-nos em nosso caminhar com Deus e nosso relacionamento com o homem.



Fervorosamente considerar as seguintes declarações como valores fundamentais para ajudar você a viver uma vida agradável ao nosso Senhor Jesus Cristo:

“Eu valorizarei conhecer a Deus e coloca-lo em primeiro lugar em minha vida”.

“Eu viverei uma vida rendida ao senhorio de Cristo”.

“Eu valorizarei outros”.

“Eu alcançarei o perdido”.



I. “Eu valorizarei conhecer a Deus e coloca-lo em primeiro lugar em minha vida”. Filipenses 3.10; Mateus 6.33.



Reconhecendo que Deus é a fonte de toda a vida e bênçãos, nós estabelecemos como nossa primeira prioridade conhecer a Deus e dar-lhe o centro de nossas vidas.



A. ADORAÇÃO - dando dignidade e valor ao nosso relacionamento com Deus e compreendendo quem Ele é (João 4.23).

1. Nosso objetivo final deverá ser intimidade com Deus.

2. Quando nós adoramos a Deus, nós abraçamos Seus atributos – que Ele é.

Deus está em todo lugar (onipresença).

Deus sabe todas as coisas (onisciência).

Deus é Todo-Poderoso (onipotente).

Deus é Santo.

Deus é Justo.

Deus é Amor.

Deus é Bom.

Deus é Eterno.

Deus é Imutável.

Deus é o soberano governante do universo.



B. A PALAVRA DE DEUS - dando dignidade e valor a Bíblia, crendo que é a infalível Palavra de Deus (2 Timóteo 3.16-17).

1. Como líderes nós devemos permanecer cheios da Palavra de Deus (Jeremias 15.16).

2. A Bíblia deve ser o guia diário para nossas vidas (Salmos 119.105).

3. A Escritura é a lei moral para nosso sistema de valores (Salmos 119.9-11).



C. ORAÇÃO - dando dignidade e valor à oração como a chave que muda vidas e circunstâncias.

1. Jesus ensinou Seus discípulos que eles deveriam sempre orar e nunca desistir porque a oração muda as coisas (Lucas 18.1).

2. Nós também somos ensinados pelas Escrituras que nós devemos orar uns pelos outros porque a oração é eficaz e poderosa (Tiago 5.16).

II. “Eu viverei uma vida rendida ao senhorio de Cristo”.



Dando dignidade e valor ao senhorio de Cristo, nós elevamos o padrão de pureza pessoal, ou santidade, ao nível de buscar agradar ao Senhor em todas as coisas que nós fazemos (1 Tessalonicenses 4.7; Hebreus 12.14).



A. Os pecados da carne – converter-se dos pecados de nosso passado e entregar-se ao Espírito Santo nos transforma (Gálatas 5.19-23).

1. Quando nós somos salvos, nós abandonamos nossos pecados. Jesus disse que quando um pecador se arrepende do pecado, isto é, quando abandona o pecado e se volta para Deus, há alegria no céu (Lucas 15.7).

2. Jesus disse à mulher que foi pega em adultério que Ele não a condenava, mas também que ela deixasse sua vida de pecado (João 8.11).



B. A vida crucificada – entregar-se os membros de nosso corpo a Deus como “instrumentos de justiça” (Romanos 6.12-13).

1. Submeter-se a Cristo como o Senhor de nossas vidas é mais do que deixar uma vida de pecado: é viver nossas vidas para o propósito de Deus. É seguir a Jesus e obedecê-lo (Lucas 9.23).

2. Nós devemos buscar o que Deus quer que façamos e então fazê-lo (Tiago 4.17).



C. Padrões de Liderança – estabelecer padrões de liderança que nós cremos refletir os valores de Deus sobre questões sociais e morais.

Os contínuos escândalos morais envolvendo líderes ilustram a importância de formar um fundamento de integridade pessoal. Aqui estão algumas das áreas nas quais nós devemos examinar a nós mesmos e ver se nós estamos sustentando estes padrões de santidade:

Jogatina e loteria

Filmes pornográficos

Drogas

Álcool e fumo

Música secular

Pornografia

Linguagem (palavrões)

Imoralidade

Dinheiro

Família

Aparência e padrões de vestimenta

Fidelidade

Fofoca

Rebelião

Ética no trabalho

Preconceito



II. “Eu valorizarei outros”.



Dando dignidade e valor a todas as pessoas, nós reconhecemos que eles são criados à imagem de Deus e que eles possuem um destino digno e eterno.



A. FAMÍLIA - dando dignidade e valor ao lar como uma instituição de Deus.

1. Nós devemos honrar a aliança do casamento (Mateus 19.5-6).

2. Nós devemos edificar nossas famílias e procurar suprir suas necessidades (1 Timóteo 5.8).

3. Nós devemos valorizar as crianças como um Dom do Senhor (Salmos 127.3).



B. Relacionamentos piedosos – reconhecendo que eu preciso de outras pessoas para ser realizado e feliz, e para cumprir meu propósito na vida (Eclesiastes 4.9-10).



C. A Vida – dando dignidade à vida e reconhecendo que ela começa na concepção (Jeremias 1.5).



D. O MUNDO - dando a mesma dignidade ao perdido como Deus dá e amar as pessoas com Seu amor (João 3.16).



IV. “Eu alcançarei o perdido”.



Dando dignidade e valor ao coração de Deus para alcançar o perdido, nós evangelizaremos (Lucas 19.10).



A. O julgamento de Deus sobre os perdidos é o seguinte – eterna separação de Deus (Hebreus 9.27; Apocalipse 21.8).



B. A responsabilidade da igreja (quem é a igreja?) – fazer discípulos (Mateus 28.19-20).



C. O motivo de recebermos o poder do Espírito Santo – sermos testemunhas (Atos 1.8).



D. O tempo de colheita – AGORA! (João 4.35-36)!



Estudo 2

Desenvolvendo uma Atitude Vencedora



Leia Filipenses 2.5. “Sua atitude deve ser a mesma que a de Cristo Jesus” (tradução do original).



Sua atitude determina sua altitude. O modo como você pensa, sente e olha o outro é no que consiste sua atitude. O que está diante de você e o que está por trás de você é muito pequeno comparado ao que está dentro de você.



Atitudes Vencedoras de um Líder:

Ser um entusiasta

Demonstrar sinceridade

Ter iniciativa

Exibir flexibilidade

Ter uma perspectiva positiva

Mostrar preocupação pelos outros

Possuir um espírito ensinável

Ter um coração sacrifical



Anulando as atitudes que devem ser evitadas como Líder:

Abrigar ressentimentos

Desencorajamento

Autopiedade

Auto-rejeição



I. Atitudes Vencedoras de um Líder



A. Ser um entusiasta - 2 Coríntios 8.17.

1. Entusiasmo pode ser definido como procurar a melhor solução possível e dirigir todas as energias para capitalizar naquele potencial.

2. Entusiasmo é uma ESCOLHA, ou uma determinação, para tirar o melhor de uma oportunidade.

3. É escolher ver as situações com excitação ao invés de ceticismo.

4. “Nada grande pode ser alcançado sem entusiasmo”.

5. Otimismo é a filosofia de que tudo coopera para o bem. Entusiasmo é um compromisso de fazer o melhor em todas as coisas.

6. “Entusiasmo capitaliza sobre o potencial ao invés de tornar-se desencorajado pelos obstáculos”. “Ele procura por caminhos para fazer a obra, ao invés de concentrar-se nas razões pelas quais a obra não pode ser feita”.

7. Entusiasmo é um doador de energia, não um consumidor ou estragador de energia. 11/12/2004



B. Demonstrar sinceridade – Atos 2.46

1. Jesus disse a Natanael que ele era um homem sem culpa: não havia nada falso nele (João 1.47). Ele era sincero.

2. “Pessoas de vontade fraca não podem ser sinceras”.

3. Sinceridade envolve uma disposição para ser transparente e deixar os fatos serem conhecidos.

4. Sinceridade é honestidade de mente ou intenção, e estar livre de simulação ou hipocrisia.

5. Sinceridade é revelada como um reflexo do caráter de uma pessoa através de motivações e tendências.

6. Hipocrisia, ou encenação é o oposto de sinceridade, que revela motivos com transparência.



C. Ter iniciativa – Mateus 14.28

1. Pedro não era uma pessoa passiva. Ele considerava as oportunidades e alargava o momento. Quando ele viu Jesus andando sobre as águas, ele quis ir ter com o Senhor. Ele teve iniciativa.

2. Iniciativa é reconhecer e fazer o que necessita ser feito ANTES de ser solicitado. É introduzir ou começar uma ação, e tornar as idéias em realidade.

3. Iniciativa significa começar com força. “Um mau começo é pior do que todos os erros posteriores colocados juntos”.

4. Ser irresponsável é o oposto de ter iniciativa. “Não é minha responsabilidade”.

5. Ter iniciativa é:

Ver a necessidade.

Reivindicar a responsabilidade.

Identificar a solução.

Pessoalmente ver através da solução para o sucesso.



D. Exibir Flexibilidade – Atos 10.28-29

1. Quando o Senhor pediu a Pedro para ir à casa de um gentio e pregar o Evangelho, uma mudança foi requerida dele. Ele tinha idéias preconcebidas e preconceitos sobre aquilo. Contudo, porque ele foi flexível nas mãos de Deus, o Senhor o usou como um líder para tocar aquele povo perdido.

2. Ser flexível é tirar o máximo de cada mudança e aprender a curvar-se.

3. Flexibilidade é a força que floresce num ambiente de mudança. Ela envolve ser obediente às novas instruções mesmo quando as antigas parecem mais favoráveis.

4. Flexibilidade inclui adaptar-se às instruções de nossas autoridades, e ela capacita-nos a aceitar as mudanças quando elas ocorrem. Quando nós somos inflexíveis, nós resistimos às mudanças.

5. Flexibilidade livra-nos de gastar energia com queixas inúteis. Flexibilidade não é apenas uma abertura à mudança, mas um convite para ela.

6. Falhar em ser flexível em tempos de mudança produzirá uma atitude insensível. Por sermos inflexível, nós perderemos a sensibilidade às necessidades daqueles ao nosso redor.



E. Ter uma perspectiva POSITIVA - Filipenses 4.8.

1. Treinar nossas mentes para permanecer no que é bom e excelente é um processo longo. Paulo reconheceu a importância de conduzir nossos pensamentos em cativeiro como uma maneira de proteger-se de pensamentos negativos que podem nos derrotar emocionalmente (2 Coríntios 10.5).

2. Se você pensa que está derrotado, você está. Se você gostaria de vencer, mas pensa que não poderia, é quase certo que você não vencerá. As batalhas da vida nem sempre são vencidas pelos mais fortes ou mais rápidos, mas cedo ou tarde, aquele que vence é exatamente aquele que pensa que pode vencer. Mateus 7.7.



F. Mostrar preocupação pelos outros – Marcos 8.3-4.

1. Jesus viu as pessoas e suas necessidades, e Ele fez alguma coisa para ajudá-las, porque Ele teve compaixão delas.

2. Como líderes, nós nunca devemos abraçar uma causa de modo que esqueçamos das pessoas e de suas feridas.



G. Possuir um espírito ENSINÁVEL. Marcos 14.4-6,10.

1. Não foi nenhuma coincidência o fato de que Judas decidiu trair Jesus logo depois do incidente no qual Maria ungiu Jesus. Judas não gostou do que aconteceu e manifestou-se. Jesus repreendeu-lhe abertamente, e Judas, em resposta, ficando irado e ferido, procurou aqueles que eram inimigos de Jesus. Judas não recebeu a correção.

2. Em contraste, Pedro foi abertamente repreendido em diversas ocasiões pelo Senhor. Cada vez, contudo, Pedro humilhou-se a si mesmo e admitiu que ele estava errado. Ele era ensinável.



H. Ter um coração sacrifical – 1 Crônicas 29.2-3.

1. Davi compreendeu o princípio de sacrifício. Ele alegremente deu o seu melhor para a obra do Senhor, muito embora soubesse que isto lhe custaria algum sacrifício.

2. Como líderes, nós devemos estar preparados para sacrificar tanto o nosso TEMPO quanto nossos RECURSOS na obra do Senhor. É nosso privilégio fazê-lo.



II. Anulando atitudes que devem ser evitadas como Líder



Enquanto você é treinado para o ministério, o diabo atacará suas emoções e tentará persuadir você a desistir. Aqui estão quatro atitudes derrotistas que ele pode tentar colocar em sua mente.



A. Abrigar RESSENTIMENTOS - O líder que está lutando com o ressentimento pode sentir que não está sendo reconhecido, que ele está sendo usado, ou que ele não é apreciado.

1. O mundo quer ser independente, não dependente dos outros ou ser útil para os outros.

2. Deus, contudo, quer usá-lo e deseja que você seja dependente Dele.

3. Lembre-se que você não está servindo pessoas – você está servindo a Deus. E Deus já libertou-o do que as pessoas pensam!



B. Desencorajamento – Isto pode ocorrer quando você não vê nenhum fruto no seu ministério. Cada um pode pescar quando os peixes estão mordendo a isca, mas algumas vezes você vai pescar e nada morde a isca.

1. O diabo lhe dirá que você não está conseguindo nada, que você não está progredindo e que você deve desistir.

2. Nosso foco deve estar voltado para fazer a vontade de Deus e não somente para buscar resultados.

3. PERSEVERANÇA é a chave do sucesso.



C. Autopiedade – Muitas vezes os líderes pensarão, “Senhor, eu estou sozinho!” Eles pensarão: “Por que me chamou e depois me deixou sozinho?”

1. Elias sentiu-se sozinho e cheio de autopiedade, querendo até morrer (1 Reis 19.4-5).

2. Quando nossas mentes estão no controle ao invés de nossos espíritos, nós nos tornamos sensíveis até às pequenas coisas e isto resulta em autopiedade.



D. Auto-rejeição – Quando você sente que todos estão contra você, você está sendo tentado a rejeitar a si mesmo e seu autovalor.

1. Rejeição pode levá-lo a perder sua AUTOCONFIANÇA.

2. Freqüentemente as pessoas que se sentem rejeitadas atraem mais rejeição.

3. Jesus cresceu na graça de Deus e dos homens, e esta deve ser nossa expectativa diária também (Lucas 2.52).



Estudo 3

Seguindo o Estilo de Liderança de Jesus



Leia Mateus 4.19.



Se nós seguimos a Jesus, Ele nos ensinará como trabalhar efetivamente com as pessoas. Neste estudo, nós queremos examinar alguns dos princípios de liderança que Jesus ensinou e modelou aos Seus doze discípulos.



I. Seja um líder-servo (Marcos 10.45; João 13.3-4).



A. Serviço começa com SEGURANÇA. Jesus sabia quem Ele era e onde Ele estava indo. Ele não sentiu-se compelido a demonstrar Sua importância para os outros por impressioná-los, nem sentiu-se inferior por cumprir tarefas serviçais para os outros. Ele foi um líder-servo. Porque Ele era uma pessoa segura, Ele colocou uma toalha em torno de si e lavou os pés dos Seus discípulos.



B. Os seguros usam as toalhas...

Os inseguros usam os títulos...

Os seguros estão conscientes acerca das pessoas...

Os inseguros estão conscientes acerca de posições...

Os seguros querem adicionar valor aos outros...

Os inseguros querem receber valor dos outros...



II. Deixe seu PROPÓSITO determinar suas prioridades.



A. Jesus ensinou-nos que se seguirmos as prioridades certas, tudo o mais será acrescentado às nossas vidas (Mateus 6.33).



B. Jesus disse aos Seus discípulos que Ele apenas faria o que Ele viu o Pai fazer (João 5.19). Ele nunca agiu independentemente. Seu propósito estava ligado a necessidade de agradar a Deus e fazer a Sua vontade. Mesmo quando o diabo tentou-lhe para converter pedras em pão para provar que Ele era o Filho de Deus, Ele recusou porque aquilo era contrário ao seu propósito (Mateus 4.3-4). Se a comida fosse sua primeira prioridade, Ele teria ouvido a sugestão de Satanás.



C. Houve um incidente, uma vez, quando as multidões queriam que Jesus permanecesse com eles por mais tempo. Eles esperavam que Ele fizesse milagres e, de fato, eles tinham muitas necessidades. Contudo, os propósitos de Jesus é que estabeleciam suas prioridades, e Ele preferiu ir às outras cidades e vilas próximas dali, porque elas também precisavam do Evangelho, do que ficar ali mais tempo (Marcos 1.36-38).



D. Porque Jesus desenvolveu prioridades baseadas em Seu propósito...

1. Ele foi capaz de tratar com distrações (Mateus 21.23-27).

2. Ele podia suportar rejeição pessoal (João 6.66-67).

3. Ele estava disposto a sofrer dor (Hebreus 12.2).



III. VIVA o que você prega.



A. Jesus viveu tal vida de integridade que até mesmo seus inimigos não podiam encontrar coisa alguma para acusá-lo (Mateus 26.59-60).



B. Jesus não apenas tinha vida pessoal acima de qualquer reprovação, como também Ele vivia uma vida para ajudar os outros (Atos 10.38).



C. Jesus nunca implorou para as pessoas crerem Nele. Ele sabia que a integridade não pode ser provada; ela deve ser discernida. Ele nunca gastou seu tempo com os críticos. Ele manteve Sua atenção no alvo.



D. Jesus nunca se “matava” para fazer o bem. Ele simplesmente era bom. Ele não lutava para parecer fiel. Ele era fiel. Ele nunca lutou para ter uma boa reputação. Ele tinha caráter.



IV. Gaste TEMPO com aqueles que você lidera.



A. Jesus disse que aqueles que eram Seus conheciam a Sua voz, e Ele as conhecia pelo nome (João 10.3). Eles estavam acostumados com Ele e com Seus caminhos porque Ele gastava tempo com eles.



B. Jesus foi ao mercado e entrou nos barcos dos pescadores. Ele foi à sinagoga e aos lares das pessoas. Ele passava pelas cidades, pregando o Evangelho e curando a todos. Jesus passou muito tempo entre as pessoas.



C. Sucesso envolve pessoas. As pessoas que capacitam você para o sucesso, talvez nem sempre venham até você. Você é quem, freqüentemente, vai até elas.



V. REABASTEÇA a si mesmo e seus Líderes.



A. Jesus gastou tempo descansando (Mateus 14.23).



B. Quando nós ministramos, poder e energia fluem de nós, e nós devemos passar um tempo renovando a nós mesmos (Lucas 8.46).



C. Jesus também observou sua equipe – os doze – para assegurar-se que eles repousavam o corpo e o espírito de modo que não ficassem exaustos (Marcos 6.30-32).



VI. Chame seus líderes ao COMPROMISSO.



Embora Jesus tenha falado coisas maravilhosas sobre o céu, Ele nunca pintou um quadro distorcido. Ele deixou Seus discípulos saberem que havia um preço a pagar para segui-lo.



A. Ele disse-lhes para esperar perseguição (Lucas 6.22).



B. Ele desafiou-lhes para fazer sacrifícios (Lucas 14.26-27).



C. Ele não implorou para as pessoas segui-lo, nem açucarou o chamado do discipulado; ao contrário, Ele insistiu para que eles calculassem o custo (Lucas 14.31-33).



VII. Esteja disposto a lidar com as questões DIFÍCEIS.



A. Jesus corrigiu Seus discípulos quando suas atitudes estavam erradas (Lucas 9.46-50).



B. Jesus abertamente repreendeu pecado e hipocrisia (Lucas 11.43-44).



C. Jesus quebrou costumes e questões sociais para alcançar as pessoas com o Evangelho (João 4.4-42).



D. Jesus recusou-se permitir que os outros o manipulassem para seus próprios propósitos ambiciosos (Mateus 20.20-23).



E. Jesus não tentou tomar o caminho mais fácil para evitar sacrifício e sofrimento pessoal (Mateus 16.21).



VIII. Procure pelo POTENCIAL das pessoas.



A. Jesus viu além das necessidades das pessoas; Ele viu o potencial delas.

1. Ele viu num homem cheio de demônios o potencial para, ao ser liberto, evangelizar sua cidade (Lucas 8.39).

2. Ele viu em uma mulher que havia se casado cinco vezes e estava vivendo um relacionamento imoral o potencial para, ao ser liberta, alcançar toda a sua cidade com o Evangelho (João 4.39-42).

3. Ele viu num trapaceiro e desonesto coletor de impostos o potencial para, ao ser salvo, usar seu dinheiro e influência no Reino de Deus (Lucas 19.7-9).

4. Ele viu num pescador inculto o potencial para tornar-se um grande pregador do Evangelho e alguém que conduziria milhares para Cristo (Mateus 4.18-19).



B. Um dos maiores traços de um bom treinador ou líder é a capacidade de ver o potencial das pessoas e então ajudá-las a desenvolvê-lo ao máximo.



IX. Edifique uma forte EQUIPE para realizar o propósito de Deus.



A. Jesus não era “solista”. Ele era um jogador de equipe e um formador de equipe. Ele escolheu Sua equipe após muita oração e ela consistia de doze homens que já estavam seguindo-o (Lucas 6.12-13).



B. Jesus demonstrou como edificar uma equipe piedosa:

1. Ele escolheu-a

2. Ele amou-a.

3. Ele ensinou-a.

4. Ele ministrou para ela.

5. Ele ministrou com ela.

6. Ele capacitou-a para ministrar.

7. Ele enviou-a para ministrar.



X. Aprenda a DELEGAR.



A. Jesus envolveu Seus discípulos na obra aos invés de tentar fazer tudo por si mesmo. Por exemplo, Ele alimentou os cinco mil por delegar muitas das responsabilidades aos discípulos, trabalhando com eles para fazer coisas grandiosas (Marcos 6.38-43).

1. Jesus disse aos Seus discípulos para descobrir quanto alimento tinham disponível.

2. Ele, então, orientou os discípulos para fazerem as pessoas sentarem em grupos de cinqüenta.

3. Depois, Ele deu graças, partiu o pão, e deu os pães aos discípulos para repassarem às pessoas.

4. Por fim, os discípulos recolheram os pães que sobraram.



B. Delegação não é acomodação – é treinar e equipar os outros para fazerem as coisas no seu lugar. Eles representam você e você capacita-os para fazerem a obra.



C. O líder que tentar fazer tudo será muito limitado em sua efetividade e dentro de pouco tempo ficará exausto.

Ficando firme nas crises

Salmo 4

Mensagem: Aquele que verdadeiramente crê em Deus, ele se mantêm firme em meio das crises, mesmo quando Deus parece não estar presente, não abençoar.

Esboço:
Introdução
O Salmo 4 foi escrito pelo Rei Davi num período de seca na terra. Seca significava ausência de colheita, que por sua vez, naquele contexto significava ausência de benção divina.
Eram tempos de crise… No Velho Testamento (assim como no Novo – Mt 5.45), para o povo de Deus chuvas era sinônimo de benção.

Todo o que crê em Jesus Cristo como Salvador se torna filho de Deus (Jo 1.12), e assim tem um relacionamento pessoal com Ele. Nesse relacionamento há promessas de bênçãos.
Mas, que vantagem há no crer em Deus, ser filho de Deus em Cristo Jesus, quando Ele parece não responder as orações?

O Salmo 4 nos ensina como agir quando nós oramos, clamamos a Deus, mas Ele parece não responder, e parece que nada acontece.

Este Salmo é endereçado a todos que confiam em Deus e ensina algumas verdades profundas sobre a oração em tempos de crise.

I. Persevere v. 1.
Não abandone a oração, mas persevere.
Ore confiando na justiça e misericórdia divina, e na intercessão do Espírito Santo.
Dn. 6.10; 9.18,19; Rm. 8.26; Lc. 18.1-8
Ore sempre e em todo o lugar – não desista.
Ore até Deus responder – sim, não ou espere.

II. Fuja da idolatria, v. 2.
Abandonando a oração ao Deus vivo e verdadeiro para buscar outros “poderes”, isto é idolatria.
Jn 2.8; Ez 8.12; Jr 44.3,4.

Quando oramos e nada acontece precisamos entender que pode haver a barreira do pecado (Is 59.1,2; Tg 4.3); pode estar havendo uma batalha espiritual (Dn 10.12,13); ou pode ser que ainda não seja o tempo oportuno para Deus responder (Hb 4.15,16).

Se nada acontece, não abandone a ore… Ore.

Como vimos no Salmo 3, ponha a sua confiança em Deus. Ore, aja segundo os princípios bíblicos (não faça nada do seu jeito), e espere em Deus…

III. Cresça em intimidade, v. 3.
Os “atrasos” de Deus são oportunidades para crescermos em intimidade com Ele.
Sl 16.11; 25.1,14.
Invista tempo em oração, tempo na presença de Deus…
Quando perseveramos em oração, então nós podemos nos tornar íntimos de Deus.

Conclusão
Enquanto esperas a resposta de Deus lembre-se que:
1. Deus quer nos mudar, antes de mudar as circunstâncias, vv. 4,6,7.
Deus que primeiramente trabalhar com o nosso coração…
2 Co 12.7.

2. Fique quieto, v.4.
Aaguarde em Deus ao invés de ficar irado, arrogante e orgulhoso procurando soluções com as suas próprias mãos, ou do seu modo.
Confie em Deus, vv. 5,8; Pv. 3.5-8.

3. A verdadeira adoração procede de um coração humilde e confiante, vv. 5,6.
Sl 51.17; Jo 4.22-24 (Os 6.3; Dn 11.28, 32; At 13.22).

Aquele que verdadeiramente crê em Deus, ele se mantêm firme no meio das crises, mesmo quando Deus parece não abençoar.

Lembre-se:
A sua responsabilidade, debaixo da graça e capacitação divina, é a de perseverante e confiantemente aplicar os princípios e as verdades divinas que tens ouvido (Fp. 2.12,13; 1 Tm. 4.7-9; Tg. 1.22-27). Ao meditar nesta mensagem, pergunte-se:
• O que Deus quer transformar no meu modo de pensar e agir?
• Como eu posso colocar isto em prática na minha vida?
• Qual o primeiro passo que darei nessa direção (para que haja real transformação em minha vida)?

Conheça… Creia… Aproprie-se…E, pratique a verdade divina para que experimentes a vida plena que há em Jesus Cristo (Jo. 10.10).